Fila Benario Music' – Good Music!!!

maio 26, 2011

Face To Face – Laugh Now, Laugh Later

Filed under: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 2:45 pm


Com tanta mediocridade sendo produzida, comercializada e consumida em massa dentro do cenário Hardcore atual, que quando deparamos com um album desses, dobrar os joelhos e agradecer aos céus é a decisão mais sensata.
Após nove anos sem lançar material inédito o Face To Face um dos maiores percurssores do então rotulado “Hardcore Melodico” volta a cena com o bombástico: Laugh Now, Laugh Later.
O album todo é um revival de tudo que o Face To Face fez do incio de sua carreira até o Ignorance Is Bliss (aclamado por muitos e contestado pela minoria), ou seja: canções rapidas, guitarras alternando entre peso e melodia, e o sublime e inspirador vocal do grande mestre Trever Keith se faz presente nas onze faixas do album.
Laugh Now, Laugh Later já inicia com a acelerada Should Anything Go Wrong, praticamente emendada com a faixa seguinte a Punk Frenética: It’s Not All About You, daí em diante meu amigo é só curtir sem medo de ser feliz o que maior representante do Hardcore Melodico tem a nos oferecer, outros principais destaques são: Bombs Away, com uma marcante e pesada introdução de baixo que dá uma tonica a toda canção, as melodicas: Blood in the Water e What You Came For, e do lado mais cadenciado as belissimas: Stopgap e All For Nothing, são apenas destaques dessa já obra prima.
Para alguns é o Face To Face em sua melhor forma, para outros, falta de criatividade e pastiche de tudo que a banda já fez ao longo da carreira, no entanto encaro Laugh Now, Laugh Later como um recomeço, sim, claro que sim, se pararmos para analizar o deprimente cenário musical atual com inumeras bandas pre-moldadas com tamanho apelo comercial visando apenas status e visual, não há outra melhor forma de recomeçar ouvindo o que já foi glorioso e sincero nos aureos tempos, e é justamente esse prazer que transmite Laugh Now, Laugh Later.

Parabéns Face To Face!!!!

Nota: 9.0

Ao som de Face To Face – Stopgap

maio 21, 2011

Dead Fish & Dance Of Days – Clube Nacional/Jundiaí-SP – 20/05/2011

Filed under: Shows — fbenariomusic @ 5:16 pm


Jundiaí tida como a cidade mais “Hardcore” e apoiadora do celebre movimento musical no estado de São Paulo, teve uma noite no mínimo histórica nessa ultima sexta-feira, os dois maiores expoentes do estilo: Dead Fish e Dance Of Days se apresentaram na “Terra da Uva” e os presentes podem afirmar que mais um importante capitulo na história do Hardcore foi escrito ontem com esse show marcante.

Apesar de numero não muito alto de pessoas, contrariando as expectativas da organização do evento, o ambiente era de pura descontração e nostalgia entre os presentes.
Após quatro bandas de aberturas (na qual eu destaco a apresentação das veterenas: For Sleep de Jordanésia-SP, com o seu Hardcore rápido, pesado e melódico e a “bombardeante” Fetus Humanoides com o seu HC/NY) o Dance Of Days já estava no palco acertando os últimos detalhes. Fazia exatamente sete anos que não assistia uma apresentação do quinteto capitaneado pelo polemico Nene Altro, na ultima ocasião que os vi, eles divulgavam o terceiro álbum do grupo o “Valsa das Aguas Vivas”, portanto a expectativa era imensa.
Com tudo certo, Nene Altro saúda os presentes com um: “Boa Noite nós somos o Dance Of Days” e a festa começa com “Adeus Sofia” justamente do Álbum “Valsa…” daí em diante o publico recebeu um verdadeiro bombardeio de clássicos, passando por toda discografia do grupo: “Com Você Não Vou Ter Medo” emendada com a doentia “Esta é a Hora de Uma Nova Partida” do recente álbum também doentio: “Disco Preto”, fizerem presentes ao lado de “Insônia”, “Pregos, Cruzes e um Saco de Moedas” e “Lirio aos Anjos”.
No entanto é chegado o momento de tal comoção que nem o show do U2 conseguiu me causar, a próxima canção, a insana, barulhenta, explosiva: “Carro Bomba” é executada e dedicada totalmente a mim, que sempre se fazia presente nas apresentações da banda nos velhos tempos  pedindo essa musica insistentemente com um cartaz em mão, e nessa ocasião a cena se repetiu e dessa vez fui prontamente atendido, já poderia deixar o recinto ali mesmo na aquela hora satisfeitíssimo.
O show prosseguiu com o Punk Rock “Mova”, “Valsa das Águas Vivas”, a agitadíssima “Cem Mil Bolas de Neve”, “Ao que é bom nessa Vida” a única canção do álbum: “Dança das Estações” presente no repertório, e o clássico hino da banda: “Se as Paredes Falassem” na qual o Guitarrista Tyello dedicou contra a Homofobia, entre varias outras.
Para finalizar a apresentação o grupo escolheu as três canções mais marcantes de sua carreira: “Mais um Café Gelado Por Favor” do álbum clássico: “A História Não Tem Fim”, a Cult: “Vitória” e por fim a doentia: “Correção” fecha festança comandada pelo Dance Of Days com chave de ouro.
No balanço final, o Dance Of Days esta na mais plena forma, com uma presença de palco marcante, um repertório recheado de clássicos que conseguem agradar a todos e no quesito musicalidade, em vista das outras apresentações do grupo que já presenciei, a banda melhorou bastante no nível técnico, nada profissional e fora do comum, mas nada também que venha desagradar e desapontar o publico. Os berros doentios em meio a pequenos desafinos proferidos pelo mestre Nene, somado ao conjunto da obra da banda, faz do Dance of Days uma das bandas mais importantes da cena, isso prova sua longevidade.
Parabéns Nene, Tyello, Marcelo, Fausto Oi e Samuel.

O Palco já vazio, a equipe técnica do Dead Fish começa a montar o set da banda, e depois de muita espera, expectativa e aquela atordoante demora: Rodrigo Lima (Vocal), Philippe (Guitarra e Voz), Alyand (Baixo) e Marcos (Bateria), sobem ao palco com o status elevado de “Deuses do Hardcore” e iniciam o show que ficará não só na memória dos presentes, mas com certeza da própria banda também.
Divulgando o mais recente álbum (na minha opinião o melhor de toda a carreira do grupo) Contra-Todos: “Asfalto” abre o show com a introdução de baixo mágica tocada pelo mestre Alyand, conter a platéia enfurecida, enérgica e extasiada durante o show foi uma tarefa difícil, mas não impossível á Rodrigo, que é um verdadeiro mestre de cerimônias e comanda o show com uma energia sobre humana, ressalto também a maestria do guitarrista Philippe, que sempre elegi como o melhor guitarrista de Hardcore, e nesse show ele confirmou a minha tese. “Siga” deu continuidade ao show, seguida de “Rei de Açucar” a única porém a melhor canção do (confuso) álbum “Um Homem Só” presente no repertório.
Rodrigo parabeniza todos os presentes por estarem lá, acordados, até aquela certa hora e dedicou para nós a canção que dava sentido a todo aquela acontecimento: “Perfect Party”, seguida de “Venceremos”, “Linear” e a marcante “Mulheres Negras” cantada em uníssono pelos “rebeldes” presentes.
Na canção a seguir: “Contra-Todos” Rodrigo faz o seguinte discurso: “Alguém gosta de futebol? Essa canção fala sobre futebol, mas não sobre CBF, Tribunal Esportivo, Carros Importados e todas essas chatices coerentes”. Gênio é pouco.
Assim como Dance Of Days, o Dead Fish também bombardeou o publico com clássicos e mais clássicos: “Cidadão Padrão”, “Não”, “Reprogresso” (que jamais imaginei que veria ao vivo), “Zero e Um”, “Tango”, “Viver”, “Shark Atack”, “A Urgencia”, “Proprietarios do Terceiro Mundo”, “Subprodutos” além do hino maximo da banda: “Sonho Médio” foram apenas alguns dos muitos.
Porém um clima de tensão se fazia presente no local, o combinado com a casa era encerrar a apresentação antes das 05:00, no entanto o Dead Fish no contrato assinado pela organização do show prevê uma apresentação de 2hrs. Ao perceber que o show estava longe de terminar, os funcionários primeiramente acenderam todas as luzes do recinto, para sinalizar o fim da apresentação, com a banda irredutível, subiram ao palco e praticamente obrigou a banda encerrar o show, o que deixou Rodrigo furioso a ponto de proclamar essas palavras:
“Galera, só gostaria de dizer que estou muito chateado com essa organização, foi combinado um tempo x com a gente, chegamos no horário, começamos o nosso show no horário, mas infelizmente vão cortar a P**** do som e teremos que cortar o nosso set e finalizar o nosso show, peço desculpas a vocês, é um apenas um desabafo de quem não agüenta mais essa M****, essa é a ultima musica”: “Desencontros” que já é pesada por natureza, ficou mais doentia ainda, depois do ataque de fúria de Rodrigo e descontentamento da banda com a desorganização, mal terminou a canção, o som no P.A foi cortado e os microfones retirados do palco, no entanto a platéia também enfurecida e descontente pedia mais e gritava pela ultima canção de toda apresentação: “AFASIA”, como havia som nos amplificadores de guitarra e baixo, a banda começou a tocar a canção e Rodrigo fez um pedido surreal aos berros:
“Vamos cantar sem microfone mesmo, me ajudem”, nesse exato momento o Dead Fish, tornou-se uma banda de mil vozes, todos berravam a canção a plenos pulmões e o palco foi totalmente invadido por todos os presentes, fazendo daquele momento um marco histórico que como citei no inicio da resenha ficará gravado na memória não só dos presentes mas com certeza da própria banda .
No final a banda óbviamente foi ovacionada e o Rodrigo emocionadíssimo disparou suas ultimas palavras:
“Só posso agradecer a todos vocês, sem mais”.
Dizer qual foi a melhor apresentação da noite entre as duas bandas? Impossível, seria o mesmo que comparar Goleiro e Atacante, ambas bandas mostraram  sua força mesmo sem o apoio da grande mídia, mesmo não fazendo musica com apelo comercial que agradem multidões, sem a presença de intregrantes que arrancam suspiros e afloram os hormônios femininos, mas que de certa forma são mestres e deram uma verdadeira aula de Hardcore para todos os presentes.
O Show não aconteceu no Morumbi, o palco não era formato 360°, não havia telão e muito menos uma multidão, no entanto a emoção sentida ali foi a mesma.
Vida Longa ao Dance Of Days
Vida Longa ao Dead Fish

Foto Histórica: Dance Of Days, Eu e o meu Clássico Cartaz!!!

Repertório Dance Of Days:

Adeus Sofia
Com Você Não Vou Ter Medo
Esta é a Hora de Uma Nova Partida
Insônia
Pregos, Cruzes e um Saco de Moedas
Lírios aos Anjos
Carro Bomba
Mova
Valsa das Aguas Vivas
Interlúdio para um bar de estrada por 33 anos fora do mapa
Ao Que é Bom Nessa Vida
Cem Mil Bolas de Neve
Se Essas Paredes Falassem
Vai Ver é Assim Mesmo
Mais Um Café Gelado Por Favor
Vitória
Correção

Repertório Dead Fish:

Asfalto
Siga
Rei de Açucar
Perfect Party
Venceremos
Linear
Mulheres Negras
Contra-Todos
Cidadão Padrão
Por Não Ter o que Dizer
Não
Reprogresso
Zero e Um
Subprodutos
Shark Attack
Sonho Médio
Bem Vindo ao Clube
Autonomia
A Urgencia
Proprietários do Terceiro Mundo
Descartaveis
Desencontros
Afasia

Ao som de Dead fish – Descatáveis

maio 10, 2011

U2 – Estadio do Morumbi – 09/04/2011

Filed under: Shows — fbenariomusic @ 3:21 am
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Faz exatamente um mês hoje que esse histórico acontecimento ocorreu, no entanto a falta de tempo não permitiu que esse post fosse escrito anteriormente, mas apesar do grande atraso, é impressionante como mesmo após um mês esse grande show manteve gravado com nitidez em minha memoria (e não sairá tão cedo, ou talvez nunca mais). Portanto, vamos ao que interessa: 

Depois de muita espera, expectativa, a dificil aquisição dos ingressos, o grande momento havia chegado, o U2 se apresentava pela terceira vez em terras Brasileiras e dessa vez eu seria uma testemunha viva.
Logo adentrando as depêndencias do Morumbi, ja era possivel avistar o gigantesco palco em formato 360° montado no campo, olhar aquela estrutura gigantesca em formato de aranha era motivo de colapso emocional e constantes arrepios (apesar do frio fazer presente na ocasião)

 A abertura ficou por conta da banda Inglesa Muse, a mais nova sensação do momento, aclamada pelos críticos como a “Salvação do Rock”, apesar de ter sido um show curto, foi o suficiente para mostrar a garra e a competencia que a banda possui, fazendo jus aos elogios que vem recebendo. Os principais destaques ficam por conta da pesadissima: “Stockholm Syndrome”, a ja conhecida “Supermassive Black Hole” que integra a trilha sonora do abominavel filme “Crepusculo”, e “Hysteria” com direito a trecho de Back In Black do AC/DC. Aquecimento melhor impossivel

Eis que chega o grande momento que toda multidão aguardava, depois de uma breve introdução em homenagem ao Brasil, com a execução da maravilhosa “Trem das Onze” interpretada pelos Demonios da Garoa, no alto falante. “Space Oddity” do mestre David Bowie começa a ser executada, enquanto o telão é aceso e logo em breve exibe imagens da banda saindo do Backstage e caminhando em direção ao palco, Larry Mullen Jr., Adam Clayton, The Edge e Bono Vox saúdam um a um a câmera que registrava esse momento delirante e adentraram no palco inciando o seu espetáculo com “Even Better Than The Real Thing” a multidão presente pulava e demonstrava abertamente a imensa satisfação de estar testemunhando  a maior banda da história do rock mundial. Já na segunda canção, um presente para todos os saudosistas “I Will Follow” o primeiro single do quarteto irlandês presente no disco de estréia “Boy” (1980) é executada, nesse momento a platéia que iniciou o show a todo gás, já começou a esfriar um pouco e desviar as atenções, diante essa ação vale ressaltar que o U2 é uma banda de grande reconhecimento e alta popularidade, ou seja todos a conhecem, portanto a platéia era composta não apenas por grande fãs do quarteto, mas por pessoas que tem vinculo com o U2 apenas pela popularidade, pelas musicas tocadas na rádios e os vídeoclipes veiculados diariamente na TV, e não conhece a fundo toda a carreira da banda, portanto cenas de frieza e apatia como essa em I Will Follow voltaram a repetir em canções menos conhecidas.

Mas voltando ao espetáculo, “Get On Your Boots” e “Magnificent” singles do mais recente álbum No “Line On The Horizon” deram continuidade ao show seguidas do grande Hit: “Mysterious Ways” do aclamado álbum Achtung Baby, impossível não cair na dança e cantar a plenos pulmões  essa canção.
Daí em diante foi uma “enxurrada” de sucessos: “Elevation”, “Until The End Of The World”, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of” sendo essa ultima em versão a voz e violão, com uma belissima interpretação de The Edge nos versos finais.

Pequenas pausas para interação de Bono Vox com a multidão, como a brincadeira em que fez de que cada integrante da banda era um sabor de Pizza. Em “Beautiful Day”, Bono chama uma fã ao palco, e juntos recitaram versos de Carinhoso, poema/canção do maestro Pixinguinha
e show continua com“In A Little While”, “Miss Sarajevo” com Bono fazendo com perfeição o trecho que era cantado pelo tenor Luciano Pavarotti, “City Of Blinding Lights”, “Vertigo”, “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, “Sunday Bloody Sunday”, “Scarlet”, “Walk On”

Com a banda deixando o palco, o telão exibe um vídeo do Bispo Sul Africano Desmond Tuto, dando um tocante depoimento onde ressaltava a importancia de pensarmos no próximo, e convidando a todos a serem um, imediatamente a banda volta ao palco e “One” é executada, nesse momento todos os presentes fizeram jus as palavras de Tuto, e todos se tornaram um, cantando a canção a UMA só voz. Pois bem o que já estava lindo tornou-se mais emocionante com Bono Vox no fim da canção fazendo um trechinho bem intimista a voz e guitarra de Help dos imortais Beatles, impossível não se emocionar nesse momento.

“Where The Streets Have No Name”deu segmento ao show,  no entanto outra grande surpresa estava por vir, a inclusão no repertorio de “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” presente na trilha sonora do mediano Batman Eternamente, um enorme microfone em formato de volante com luzes de led desceu do imenso telão e Bono Vox cantou a canção segurando o mesmo pela corda que o prendia no teto, e depois abusando a boa forma, Bono dependurou no microfone e balançou no palco todo para delírio da massa, e provando de uma vez por toda que não sofrerá tão cedo mais de problemas ergométricos.
Seguindo o padrão da turnê, após o classico absoluto “With Or Without You”, “Moment Of Surrender” fecha a apresentação, porém de forma triste e comovente, onde Bono pediu para que lembrássemos das inocentes crianças assassinadas na escola carioca do realengo, e enquanto a canção era tocada o telão exibia o nome de cada uma.
Fim de show, ou de espetáculo melhor dizendo, a banda saúda a platéia e volta para o Backstage enquanto os alto-falantes tocava Rocket Man do Sir. Elton John.
Na platéia sempre fica aquela discussão de que faltou tal musica, eu mesmo adoraria ouvir Pride (que acabou sendo executada no 3º e ultimo show da turnê), Bullet The Blue Sky e New Year’s Day, mas no entanto uma opinião era unanime, que todos os presentes testemunharam o maior espetáculo musical já apresentado na face da terra isso era afirmado com vigor, tanto em termos de estrutura, de palco, iluminação, telão (principalmente no momento que o mesmo “cresce” no palco), som, enfim naquela noite em que a frio nos congelava e uma chuva nos encharcava sem ressalva, Bono e Cia nos presentearam com o melhor show que artista nenhum teria a façanha de realizar, e quanto as canções não executadas, tal feito é perdoado até porque, uma banda com o histórico do U2 toda canção é clássica.

Como citei no inicio da resenha, o que escrevi aqui não é novidade nenhuma, levando consideração que já se passou um mês do tal grandioso show e tudo o que tinha que ser dito a respeito do mesmo já foi documentado, no entanto eu senti na obrigação de escrever essas breves linhas apenas para dizer que: testemunhei o maior acontecimento da história da musica.

... e da pra ver a minha cara de felicidade né?

Repertório:

Even Better Than The Real Thing
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of
Beautiful Day
In A Little While
Miss Sarajevo
City Of Blinding Lights
Vertigo
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On 
 
Bis
One
Where The Streets Have No Name
 
Bis 2
Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
With Or Without You
Moment of Surrender
 
Ao som de U2 – Unknown Caller

março 20, 2011

Rise Against – Endgame

Filed under: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 3:15 am

Toda boa banda que se preza atinge a famosa fase intitulada de “Amadurecimento Musical”, a melhor definição para essa tese até então atordoante, é que a banda abandona a sua sonoridade inicial e opta por novas experiências musicais. Blink 182, Green Day, Pearl Jam, Foo Fighters, Silverchair, Red Hot Chili Peppers são grandes exemplos do tal amadurecimento. E no caso do Rise Against não tem sido diferente, desde o álbum Appeal To Reason, que presenciamos um Rise Against totalmente diferente do que éramos acotumados a ouvir e cultuar, uma banda com um instrumental afiado e qualidade musical inegável, no entanto as enérgicas, aceleradas, pesadas, gritantes e insanas canções que colocaram a banda no mais alto patamar do Punk Hardcore atual, deram lugar a canções cadenciadas e com uma leve acentuação pop. E no caso de Endgame o seu mais novo lançamento não é diferente.
Como citei no início do texto, é impossível questionar a qualidade musical, produção, mixagem e a musicalidade de cada integrante é louvável, porém em termos de sonoridade deparamos com mais um álbum cadenciado do Rise Against.

Endgame abre com o Architects seguida de Help is On the Way, as duas canções foram disponibilizadas na internet antes do lançamento do álbum, e apresentadas nos shows que a banda fez recentemente em terras brasileiras. A primeira segue a linha das aceleradas canções de abertura de todo álbum do Rise Against, com um instrumental bem trabalhado e um Tim McIlrath vocalmente inspirado. A segunda é um Punk Rock clássico que só o Rise Against sabe fazer, mesclando melodia, pegada e berros, alias, berros a maior característica do conjunto, caiu no anonimato em Endgame, apenas essa canção e Midnight Hands contém os momentos de fúria de Tim McIlrath.
Da terceira faixa em diante, o disco se torna uma mescla de estilos: a belissima Make It Stop (September’s Children), seguida de Survivor Guilt, Wait For Me e This is Letting Go trazem a tona o lado mais cadenciado, Pop Punk diga-se de passagem, nem a faixa titulo com a inspiradíssima introdução de baixo do gênio Joe Principe escapa desse estereótipo.
Broken Mirrors na minha opinião é a grande surpresa do disco, com uma sonoridade bem próxima do Hard Rock, lembrando até em certos momentos o Metallica no questionável álbum Load, principalmente no riff incial.
A Gentlemen’s Coup, e a já citada Midnight Hands, remete a algo da época do inspiradíssimo Siren Song of the Counter Culture mas sem a mesma empolgação de outrora
A canção que mais se aproxima do Rise Against que todos nós gostamos, além das duas faixas de abertura é Satellite, que tem cara e jeitão de hino da banda e com certeza será presença obrigatória nos shows, assim como Heaven Knows, Give It All e Ready To Fall.

Em resumo, Endgame não é o mais inspirador álbum do Rise Against, mas mesmo assim tem o seu valor, e de certa forma não manchara a reputação de uma das mais importantes bandas de Punk/Hardcore da atualidade.
Afinal qual grande banda não teve o seu deslize? E se Endgame for um deslize na discografia do Rise Against, então me apresso a dizer que será um deslize audível.

Nota: 8.5

Ao som de Rise Against – Satelitte

março 7, 2011

Rise Against – Carioca Club – 26/02/2011

Filed under: Shows — fbenariomusic @ 1:17 am
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Dessa vez sem as quatro belas damas que me acompanharam na ultima aventura musical há duas semanas atrás, fui sozinho, mas com o mesmo entusiasmo a nova casa de shows de São Paulo, o Carioca Club, conferir a primeira apresentação em solo brasileiro do maior fenômeno do Punk/Hardcore dos últimos anos: Rise Against.
Após enfrentar uma grande fila para enfim adentrar ao recinto, logo na porta era possível ouvir uma canção sendo executada diretamente do palco, aproximando do mesmo, me dei  por conta que se tratava da banda de abertura:
Berri Txarrak é um Power trio vindo diretamente do País Basco, li muito sobre eles semanas antes do show, e cheguei a ouvir algumas canções o que deixou mais faminto em conferir a performance ao vivo dos garotos. A sonoridade da banda é estupenda, um Punk Rock básico, simples, direto, nervoso, agressivo todo cantando em Euskara, idioma Basco, impossível não chacoalhar a cabeça a cada canção.
Gorka Urbizu o Vocalista/Guitarrista visivelmente emocionado com a recepção do publico presente, arriscou algumas palavras em português e em determinado momento do show, com o auxilio do Baixista David Gonzalez pediu para que todos, sem exceção, abaixassem e levantassem apenas com o inicio da canção, não deu outra quando a musica começou a ser executada, o Carioca todo que estava agachado como se estivesse fazendo uma prece, começou a pular furiosamente.
Para encerrar a curta porem insana apresentação, a banda executa: “Denak ez du Balio” que na versão original tem a participação de Tim McIlrath (Vocalista do Rise Against), estávamos todos saboreando a canção que tem um sonoridade fenomenal quando somos surpreendidos pela presença de nada mais nada menos que o próprio Tim McIlrath que invade o palco cantando os trechos pertencentes a ele, nesse momento o Carioca Club veio abaixo, gritos histéricos, câmeras sendo sacadas de todos os lados para registrar esse momento no mínimo histórico. Teve gente que até chorar chorou.

Tim McIlrath e Berri Txarrak

Fim de show, o Berri Txarrak foi saudado como Heróis de Guerra, e já mostrou forças suficiente para retornar ao País do Samba, como atração principal, show Nota Mil.

Enquanto a equipe do Rise Against acertava os últimos detalhes para entrada da banda no palco, um enorme telão desceu a frente do mesmo e exibia os melhores momentos da rodada dos campeonatos estaduais, como se não bastava o show do Rise Against eu fui obrigado a conferir o show do meu Coringão, especialmente de LiédSHOW, que naquela ocasião goleava o simpático Grêmio Prudente de 3×0 com o jogo ainda em andamento.

Depois de muita demora (e bota demora nisso) as luzes se apagaram, o telão subiu, inicia se uma introdução com uma freqüência de TV narrando um discurso presidencial, o primeiro a entrar no palco correndo foi o baterista Brandon Barnes que logo sentou em sua bateria já dando a deixa para Joe Principe (Baixo), Zach Blair (Guitarra) e o já conhecido Tim McIlrath entrarem e inciarem a introdução de “Chamber The Cartridge” mesmo com o som baixo o Carioca Club foi ao delírio e começou o empurra-empurra, eu que estava La atrás com uma visão até que privilegiada arrisquei aproveitar o empurra-empurra e me aproximar do palco, em questão de minutos estava na beira do palco, com o Tim cantando a poucos centímetros de mim, mas estava completamente impossível ficar ali, o calor estava insuportável, nem havia terminado a primeira canção e a minha camiseta e dos demais presentes já estava completamente encharcada. “State Of The Union”, minha canção favorita veio logo na seqüência, mas mal pude aproveitar, o empurra-empurra estava só aumentando, ficar ali era mais que desconfortável.
Na canção seguinte, a excelente: “The Good Left Undone” single do penúltimo álbum The Sufferer And The Witness, Tim empunhou a sua belissima guitarra e tocou com perfeição, alias foram poucos momentos do show que Tim apenas cantou sem tocar guitarra. Na seqüencia veio “Heaven Knows” o primeiro grande Hit da banda, que foi recebido pela platéia com louvor. Nesse exato momento, eu já estava novamente no meu ponto de origem de antes do show, longe do tumulto, mas cantando com a mesma devoção de todos os presentes.
E o show não pode parar, “Re-Education (Through Labour)” primeiro single do até então ultimo cd Appeal To Reason, “Survive”, e a clássica e querida por todos “Like The Angel” vieram na sequencia, deixando o Carioca Club cada vez mais apertado, infernal, insano e, sobretudo satisfeito. Era possível olhar para o chão e ver o mesmo todo molhado de tanto suor, mas quem se importava?
Uma pequena pausa e Tim diz que a próxima canção a ser executada, integrará o novo álbum da banda, Endgame, e aquela seria a primeira ocasião onde eles tocariam a mesma, já que o Brasil foi o primeiro pais a recebê-los após as gravações do novo disco. “Help Is On The Way”, a tal nova canção, já havia sido disponibilizada na internet no proprio My Space da banda, a musica segue aquela tradicional formula Rise Against, introdução com guitarras oitavadas, seguida por um Punk Rock simples, que no meio após um pequeno break e uma parte cadenciada, Tim nos presenteia com os seus insanos berros. Excelente e ao vivo ficou mais doentia.
Tim abandona sua guitarra e se aproxima dos fãs para executar a próxima canção, a animadíssima (porém odiada por muitos, por fugir completamente do contexto musical da banda) “The Dirt Whispered”, Tim sobe em cima das caixas de retorno e fica cara-a-cara com os fãs que respondiam com a mesma intensidade.
Na sequencia “Injection”, o grande hit “Prayer Of The Refugee” que foi recebida com fervor por todos presentes, e a belíssima “Audience Of One” acalmando assim os ânimos exaltados, mas quem disse que era possível?
“Architects”, a próxima a canção, também integrará o novo álbum Endgame, acredito que será essa uma das melhores musicas do disco, levando em consideração tamanha energia da canção, minha favorita, tanto que de onde estava cantei ela com o mesma empolgação dos hits executados anteriormente. Coisa de fã histérico mesmo…
A enérgica “Savior” fechou a primeira parte do Set List, a banda se retirou do palco e nesse período de pausa era possível sentir um pequena brisa vinda dos distantes ar-condicionado do recinto, pensei que os mesmos nem existiam na ocasião. No entanto a pequena pausa relaxante foi interrompida por Tim que adentrou o palco empunhando um violão e protagonizou o momento mais belo da noite tocando a belíssima canção “Swing Life Away”, era arrepiante ver todo o Carioca Club cantando a canção em Uníssono, tocante. Com o fim da canção, Zach Blair também com um violão entra ao palco, completamente feliz e “abobado’ com a fanática e calorosa recepção do publico brasileiro, na ocasião ele incia uma “rasgação de seda francesa” ao seu companheiro Tim, chamando-o de lindo e qualquer outro elogio possível. Juntos, a dupla executa outra belíssima balada acústica: “Hero of War”, no entanto no final da canção Joe Principe e Brandon Barnes entram no palco e os acompanham, até o fim da mesma.
Dando continuidade a parte insana, a grande surpresa da noite ficou por conta da execução da musica “Alive and Well” do primeiro álbum do quarteto The Unraveling, eu particularmente fiquei extremamente surpreso com a inclusão dessa grande canção no repertório, levando em consideração que há tempos a banda não executa nenhuma canção desse álbum nos shows. A empolgação foi tamanha, que um fã conseguiu a proesa de subir no palco, os seguranças querendo corrigir a sua falha foram em direção do jovem da maneira mais feroz possível, no entanto, Tim sempre bom moço, retribuiu o abraço do louco fã, e pediu para os seguranças o acompanharem apenas, até a platéia.
E quando tudo já parecia perfeito e poderíamos ir embora para casa felizes e satisfeitos, os dois maiores hits do Rise Against ficaram responsáveis por fechar a noite literalmente com chave de ouro: “Give It All” e “Ready To Fall” veio como gasolina em meio a um incêndio, se a platéia respondeu durante todo show com tamanha energia e empolgação, com essas duas poderosas canções tirou forças de onde não havia mais, inúmeras rodas foram abertas no recinto, os gritos desesperadores de Tim McIlrath em ambas canções eram executados da mesma forma pela INSANA platéia.

Fim de show, se o competente Berri Txarrak foi saudado como heróis no final da sua apresentação, o Rise Against foram saudados como deuses, é claro que uma banda do porte do Rise com inúmeras canções marcantes sempre fica faltando uma musica ou outra, como por exemplo a poderosa “Paper Wings” que foi pedida com fervor por todos os presentes durante todo o show, havia até faixas pedindo a canção (como também havia da também poderosa “Black Masks & Gasoline”) no entanto ficou de fora do repertorio.

No entanto o Rise Against cumpriu o seu papel desembarcando pela primeira vez nas terras do carnaval, mesmo não sendo uma banda mundialmente reconhecida, sem nenhuma canção tocando diariamente nas principais FM’s do pais, sem os seus videoclipes sendo exibidos diariamente na MTV, conseguiu lotar um humilde recinto com ingressos esgotados em poucos dias e protagonizou o maior momento de êxtase, e devoção com todos os presentes clamando aos berros todas as suas canções.

Com essa apresentação só veio afirmar a certeza na qual eu já tinha, o Rise Against é o maior expoente do Punk/Hardcore da atualidade.

Que venha o novo álbum e mais momentos insanos assim.

Obrigado Rise Against

Repertório:
Chamber The Cartridge
State of the Union
The Good Left Undone
Heaven Knows
Re-Education (Through Labour)
Survive
Like The Angel
Help Is On The Way
The Dirt Whispered
Injection
Prayer Of The Refugee
Audience Of One
Architects
Savior

Swing Life Away
Hero Of War

Alive and Well
Give It All
Ready To Fall

Ao som de Rise Against – Worth Dying For

fevereiro 24, 2011

Paramore – Credicard Hall 20/02/2011

Filed under: Shows — fbenariomusic @ 2:28 am
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Olá amigos, quanto tempo eu não aparecia por aqui né? mais de um ano, mas o que importa é que estou devolta, e vamo que vamo!!!Acompanhado das quatro mais belas garotas do universo, fui pela primeira vez (podem acreditar) ao Credicard Hall acompanhar de perto a apresentação daquela que classifico como uma das maiores bandas da atualidade: Paramore.
E isso já poderia confirmado levando em consideração a quantidade pessoas que se encontravam na parte externa do recinto aguardando a entrada, uma enorme fila saía do estacionamento e dobrava todo o quarteirão do local, não havia outra alternativa a não ser encarar a tal fila gigantesca, mas nada que um bom humor ajudasse, e ate novas amizades conquistei naquela fila que demorou cerca 1hr meia para então se movimentar e todos adentrarem no recinto.

As 17:45 já dentro do Credicard Hall abarrotado de gente fui informado que a banda Paulistana, Fake Number, responsável  pela abertura do show do Paramore já havia se apresentado, o que me causou uma pequena frustração, já que gostaria muito de conferir a performance da banda ao vivo.

E exatamente as 20:00 todas luzes do Credicard Hall se apagam causando gritos e histerias em geral, Taylor York (Guitarra), Jeremy Davis (Baixo), acompanhado dos até então novos integrantes Justin York (Guitarra) e Josh Freese (Bateria) foram entrando um a um e executando uma introdução para ate então uma Hayley Williams endiabrada entrar correndo pelo palco desesperada levando todos os presentes ao delírio, e foi só o baterista contar o tempo no chimbal e os acordes iniciais de “Ignorance” serem soados, para o Credicard Hall vir abaixo, Jogo ganho!!!
Logo em seguida “Feeling Sorry”, também do album mais recente “Brand New Eyes”, foi executada mantendo todo o gas inicial.
Os fãs pós “Riot!” comemoraram muito com a próxima canção: “That’s What You Get”, foi recebida com tamanha empolgação que era arrepiante ver todo Credicard Hall, pulando e cantando com euforia o refrão, já era possivel ver os sorrisos de satisfação de todos, e se o show acabasse ali, já valeria, no entanto indo contra o meu pensamento (ainda bem), a banda fez uma pequena pausa e Hayley aproveitou para interagir com galera que urrava a cada palavra proferida pela pequena diva, nesse instante ela se aproxima do guitarrista e diz que iria tocar uma nova canção, intitulada de “Fast Song”, mas a tal nova canção era nada mais nada menos que a furiosa “For a Pessimist, I’m Pretty Optimistic” e quando tudo já parecia perfeito, pelo menos pra mim, “Emergency” hit do primeiro álbum “All We Know Is Falling” veio em seguida, causando uma explosão Emocional em todos.
O show deu continuidade com os singles: “Playing God” e “Careful”, além de “Decode” a famosa musica do filme Crepúsculo que foi cantada em uníssono, e encerrando assim a primeira parte da apresentação.

Após uma pequena pausa, Hayley volta acompanhada do guitarrista Taylor que na ocasião empunhava um violão e juntos tocaram a canção: “In The Mouring”, após a musica o restante da banda entrou no palco e deram inicio a um set acústico com direito a “When It Rains”, a dançante “Where the Lines Overlap” e a intimista “Misguided Ghosts”.

Mais uma vez a banda sai do palco, mas retorna rapidamente com o baterista Josh já dando deixa de que “Crushcrushcrush” seria a proxima canção, Hayley mas uma vez super carismática disse que se todos não dançassem essa canção, o show encerraria ali, nem precisava exclamar, com a dançante  “Crushcrushcrush” sendo executada, o Credicard Hall se tornou uma verdadeira pista de dança. Para a alegria dos saudosistas, principalmente desse que vos escreve, mais um grande hit do disco de estréia do Paramore foi tocado: “Pressure”, nessa canção, Hayley apresentou toda a banda, inclusive os novos integrantes e finalizou gritando: “This Is PARAMORE”.

Foto por Ananda Deckij

Mantendo o pique: “Looking Up” veio na seqüência, com direito a Hayley usando um oculos New Wave, e dançando de uma forma hilária, arrancando gargalhadas da platéia. “The Only Exception”, a musica numero 1 da grande maioria das rádios brasileiras fechou a terceira parte do set list.

Em poucos minutos, a banda retorna ao palco e manda logo de cara: “Brick By Boring Brick”, o seu tradicional coro: “parapapa pa pa pa” estremecia todo o recinto. No entanto a grande surpresa e ponto alto do show foi a execução da preciosidade “My Heart”, também do album de estréia da banda, que foi pedida insistentemente pela platéia que foi prontamente atendida, numa tocante e arrepiante versão de voz e guitarra, alem é claro do imenso coral que cantava verso a verso com devoção. Importante ressaltar também, que com exceção de alguns, muitos presentes cantavam as letras todas perfeitamente, pronunciando o inglês corretamente, o que me leva a questionar se todos tem uma total intimidade com a língua do Tio Sam, ou se a garotada passa o dia todo decorando as letras da banda?? Fica a duvida.
E pra fechar a noite com chave de ouro: “Misery Business”, o hit que consagrou o Paramore em solo em brasileiro. No meio da canção Hayley chama ao palco dois fãs para cantar e tocar guitarra respectivamente.

Com fim da canção Hayley, Taylor, Jeremy, Justin e Josh vão a frente do palco e despedem do publico brasileiro, encerrando assim a apresentação que durou apenas 1hr e meia.

As expectativas em torno do show eram muitas, afinal fazia três anos que o Paramore havia se apresentado no Brasil, e na ocasião anterior apesar de ter realizado uma grande apresentação, devido a problemas de saúde de Hayley (que na ocasião se encontrava gripada) a banda foi obrigada a encurtar o set list.
A saída dos irmãos Josh e Zac Farro, principais fundadores da banda, também era outro motivo de especulação em relação aos novos integrantes, se eles iriam atender as expectativas e manter a qualidade sonora. Isso sem contar que desde a ultima visita em terras tupiniquins o Paramore se tornou um gigantesco fenômeno musical, o mais recente album Brand New Eyes, teve boa vendagem no pais e singles como The Only Exception, Brick By Boring Brick e Ignorance domina as principais radios brasileiras.
Portanto o publico brasileiro estava mais do que ancioso por uma boa apresentação do quarteto de Nashville, e posso afirmar que nessa noite com término do show, todos foram embora para casa satisfeitos e com as expectativas atendidas.
O Paramore provou nessa apresentação o porque tem sido uma das bandas mais aclamadas do momento, o entrosamento da banda é fantástico, as musicas soam com a mesma perfeição do cd, os novos integrantes Justin York, irmão do também Guitarrista Taylor (Justin em outra ocasião chegou assumir a segunda guitarra do Paramore, substituindo Josh Farro, quando o mesmo recém casado se encontrava em lua de mel) e Josh Freese não deixaram nada a desejar, pelo contrario, esbanjaram profissionalismo, Josh por sinal, na minha humilde opinião foi o melhor instrumentista durante todo o show, tocando com muita tecnica e perfeição, ou sera que só eu percebi ele secando o rosto com a toalha enquanto tocava a primeira estrofe de Playing God?
No entanto por mais perfeita que seja a banda, todas as nossas atenções são voltadas para aquele pequeno ser de 1 metro e meio, de cabelos vermelhos esvoaçantes, dona de uma voz poderosa, de um fôlego sobre-humano, e um carisma sem fim. Hayley Williams merece um parágrafo todo para analisarmos toda a sua performance, ela tem uma presença de palco invejável, ela pula, corre por todo o palco, coloca o pé sobre o retorno e bota a cabeleira pra chacoalhar, dança de forma sensual sem soar vulgar e pejorativa, faz musculação com o pedestal, isso tudo sem perder a potente e belíssima voz, enfim ela é uma verdadeira “Frontwoman”. Em determinado momento do show, boquiaberto com a performance da bela ruivinha, comentei com uma desconhecida ao meu lado: “Caramba, ela só pode ser filha do Bruce Dickinson (Vocalista do Iron Maiden), como consegue cantar e fazer tudo isso?”.

Enfim, sem meias palavras encerro essa resenha desejando vida longa ao Paramore, que a doce Hayley Williams cumpra com o compromisso que ela assumiu diante da fanatica plateia brasileira:
“Que não irão demorar mais três anos para voltar ao Brasil”

Gostaria de agradecer e dedicar esse post as quatro damas que citei no inicio da resenha que estiveram comigo presenciando esse momento magico: Pollyanna, Renata (a maior fã viva de Paramore que eu conheço), e as irmãs Ana Claudia e Lisandra.
E deixo um forte abraço ao pessoal que conheci na fila e compartilhavam comigo as mesmas expectativas do show: Jéssica, Renan, Ingrid e o Seu papai André (Jorge Henrique KKK).
E não poderia deixar de agradecer ao meu querido afilhado Vanderlei que esteve comigo no dia anterior ao show no Credicard Hall, ensinando o caminho para esse jovem vindo do interior =)

Repertório:
Ignorance
Feeling Sorry
That’s What You Get
For a Pessimist, I’m Pretty Optimistic
Emergency
Playing God
Careful
Decode

Set Acustico:
In the Mourning
When It Rains
Where The Lines Overlap
Misguided Ghosts

Crushcrushcrush
Pressure
Looking Up
The Only Exception

Bis:
Brick By Boring Brick
My Heart
Misery Business

Sim, fui testemunha viva da performance ao vivo da maior banda de rock da atualidade.

Abraços a todos e prometo não sumir novamente

Ao som de Foo Fighters – Rope

janeiro 7, 2010

Érika Machado – Bem Me Quer Mal Me Quer

Filed under: Lançamentos e Novidades,MPB — fbenariomusic @ 9:09 pm
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Olá a todos!!!

Antes de tudo desejo a todos vocês um FELIZ ANO NOVO!!

E apesar do novo ano que se inicia, irei retomar os velhos hábitos finalizando hoje de uma vez por todas o especial dedicado aos melhores discos lançados no ano de 2009, e o escolhido de hoje nada mais é que a obra prima da grande promessa da musica Brasileira: Érika Machado.
Apesar do nome ainda soar desconhecido para muitos, a mineirinha de BH Érika Machado tem uma vasta carreira artística, formada em artes plásticas, Érika se aventurou no mundo da musica no ano de 2003, quando lançou de forma totalmente independente o seu primeiro disco: “O Baratinho”, que apesar de toda a simplicidade foi um enorme sucesso vendendo 750 cópias.

No ano de 2006 Érika Machado colhe os frutos d’O  Baratinho e lança por uma grande gravadora o álbum “No Cimento” produzido por ninguém mais, ninguém menos que John Ulhoa (Guitarrista, Fundador e a Cabeça pensante do Pato Fu), com esse disco Érika Machado recebe o Premio de Artista Revelação, oferecido pela Associação Paulista dos Críticos de Artes.
E passado três anos, Érika Machado volta a ativa nos presenteando com o melhor disco de toda a sua carreira: Bem Me Quer Mal Me Quer.

Bem me Quer… Demonstra um enorme amadurecimento musical de Érika, as canções ainda mantém toda aquela atmosfera infantil e delicada, com letras poéticas e irônicas, no entanto é possível notar uma Érika Machado mais segura de si e mais versátil musicalmente falando em relação ao álbum anterior.

O Disco abre com Tanto Faz com uma melodia igualmente melancólica e poderosa que casou perfeitamente com a doce voz de Érika, lindíssima, como costumo afirmar: Jogo Ganho!
Dependente, a próxima canção, traz ao disco o clima meigo que já conhecemos e o mesmo se faz presente novamente na hilária: Solitária Secretária da Agência de Turismo, na acústica e igualmente hilária: Control Z e na faixa-titulo (que reaparece no final do álbum em versão curiosa).
Porém o diferencial do disco fica por conta do Samba-Rock Plutônio Enriquecido (escrito por John Ulhoa), o Country Bluegrass Tiozão do Bar, o belíssimo Pop Radiofonico Sei Lá, e a nostálgica Tão Longe, com uma melodia bem “Jovem Guarda”.
Outros principais destaques do disco são: 3×4 que além de possuir uma letra bacana sua melodia se inicia de forma sutil se entregando a um refrão totalmente rock semelhante ao Weezer. O Rock Menino Perfeito, é sem sombra de duvidas uma das letras mais hilárias de Érika Machado em parceria com a sua fiel escudeira Cecília Silveira, onde retrata a história de um “menino” que apesar de perfeito possui certos trejeitos. E por fim, Rosa, vem acompanhada de uma belíssima melodia com uma sutil e deliciosa guitarra dedilhada e uma interpretação bem inspiradora de Érika Machado.

Balanço Final:
Érika Machado chegou em seu ponto maximo de amadurecimento musical fazendo um excelente disco mesclando diversos elementos musicais porém sempre fiel a sua proposta musical, as colaborações de John Ulhoa no produção e de Cecília Silveira nas letras contribuíram ainda mais para o brilhantismo de Bem me Quer e Mal me Quer.

Para os fãs de Érika Machado, tenho a total certeza que não irão se decepcionar com esse lançamento. Para os que ainda não conhecem a cantora esta é uma boa oportunidade de conhecer a mesma em sua melhor forma.
É importante ressaltar também que o álbum foi patrocinado pela Petrobras em parceria com o Governo Federal, é o Brasil valorizando o que há de melhor em nosso país.

Em uma década que toleramos a contra gosto abomináveis “mulheres frutas”, eis que surge uma MULHER DE VERDADE, e acima de tudo: fazendo MUSICA DE VERDADE

MUITO OBRIGADO POR EXISTIR ÉRIKA MACHADO

Nota: 10

Ao som de Érika Machado – 3×4

dezembro 30, 2009

Foo Fighters – Greatest Hits

Filed under: Foo Fighters,Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 7:29 pm


Após 14 anos de carreira, 06 albuns de estudio lançados (Onde três Faturaram o Grammy por melhor album de Rock), o Foo Fighters anuncia uma pausa por tempo indeterminado, mas para celebrar esses numeros citados tão simbólicos a banda lança a sua primeira coletanea, intitulada simplesmente de Greatest Hits.
Eu particularmente tenho uma pequena aversão por coletaneas, elas acabam sendo o cd mais injusto de uma banda por incluir em seu tracklist apenas os hits e singles radiofonicos, sendo que uma banda vai mais além do que isso, nem sempre os hits são as melhores canções da banda, e nem todo Lado B tem o direito de viver no anonimato, mas enfim…
Porém a grande novidade desse Greatest Hits fica por conta das duas canções inéditas: Wheels e Word Forward.
Wheels
é uma belissima balada, as vezes eu cometo o exagero de afirmar que é a melhor balada de toda a carreira do Foo Fighters, porém limitarei em afirmar que é tão magnifica quanto as já lançandas pelo grupo.
Word Forward Já segue um andamento mais acelerado, soando até como um Bonus-Track de There is Nothing Left To Lose emblematico album do Foo Fighters, a letra é belissima, uma homenagem de Dave Grohl ao seu querido amigo falecido Jimmy, o refrão pegajoso o te faz cantarolar por dias seguidos. Só essas duas canções já valem o cd inteiro.
Já o restante do album é composto pelos hits que fizeram a carreira do Foo Fighters durante os 14 anos de existencia, Big Me e This Is a Call representam o doentio album de estreia, Monkey Wrench, My Hero e Everlong retratam o todo poderoso The Colour and the Shape. Já os albuns There Is Nothing Left To Lose, One By One e In Your Honor aparecem com as canções Learn To Fly, All My Life e Best of You respectivamente. E por fim, o ultimo album de estudio da banda, o sutil Echoes, Silence, Patience and Grace, é representado pelos singles The Pretender e Long Road To Ruin, sucessos é o que não faltam nessa coletanea.
Já está a venda também a edição deluxe, do Greatest Hits que conta também com um dvd com os principais videoclipes da banda, e tratando-se de clipes, o Foo Fighters tem enorme domínio na area, estrelando os mais engraçados e emocionantes videos do mundo da musica: Big Me, Everlong, Learn To Fly, Monkey Wrench, DOA, Long Road To Ruin são grandes exemplos. Além dos videoclipes o dvd ainda conta com trecho dos históricos shows em Wembley e Hyde Park. O unico ponto fraco em relação ao dvd é a ausência do clipe de Breakout, que na minha opinião é um dos melhores do Foo Fighters.
Como eu disse no incio do post, eu tenho lá a minha aversão com coletaneas, além de ser um album injusto é um grande caça niquel das gravadoras, mas se tratando de Foo Fighters, de seus sucessos e os 14 anos de carreira bem sucedidos, qualquer niquel é bem caçado.

Nota: 9.0

Ao som de Alice In Chains - Your Decision

Paramore – Brand New Eyes

Filed under: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 7:27 pm


Paramore deixou há tempos de ser apenas uma banda de rostinho bonito, e canções meigas, para se tornar uma das mais imporantes surgidas desde a virada do milenio.
Nesse novo trabalho lançado no segundo semestre de 2009, Hayley Willians e sua trupe esbanjam tecnica, entrosamento e amadurecimento acima de tudo e nos presenteia com um dos albuns mais bem feito nos ultimos tempos.
Toda aquela atmosfera angelical do primeiro album All We Know Is Falling, e todo o punch do multiplatinado Riot se faz presente em Brand New Eyes, portanto a banda se manteve no mesmo patamar musical, estratégia que teve aprovação unanime de todos os fãs da banda (inclusive eu).
O album se inicia com a enérgica: Careful, que lembra demais o hit Misery Business, seguida do primeiro single: Ignorance. Ai meu amigo do restante em diante é só correr pro abraço, pois o Paramore nos presenteia faixa-a-faixa com um “Pop Core” delicioso que só eles sabem executar.
Os principais destaques ficam para: o novo single: Brick By Boring Brick, para as frenéticas: Playing God, Looking Up, Where The Lines Overlap. O lado cadênciado do disco ficam a cargo das belissimas: All I Wanted, The Only Exception e Misguided Ghosts. No entanto a minha canção favorita de todo album é Turn It Off, além de ser a mais bela de toda a carreira do Paramore, é uma das melhores performances vocais de Hayley.
Me recordo que quando ouvi o Brand New Eyes pela primeira vez, eu não coneseguia deixar de ouvir Turn It Off, só fui ouvi o restante do album após um mes de lançamento.
Enfim, Brand New Eyes é um album que merece ser ouvido no volume maximo sem moderação, independente se a sonoridade é emo, ou qualquer outro subgenero, o que importa é que é rock, e acima de tudo sincero, caracteristica meramente extinta dentro do cenário musical atual.

Vida Longa ao Paramore

Nota: 9.5

Ao som de Paramore – Turn It Off  

Rancid – Let The Dominoes Fall

Filed under: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 2:26 pm


Depois de longos 3 anos de espera, saí o novo do album do Rancid em 2009, Let The Dominoes Fall assim como todos os discos do Rancid é uma festa completa sem hora para terminar.
A cada album o Rancid adota uma sonoridade especifica, sem esquecer é claro a sua escencia principal, o Punk Rock. No Debut album auto intitulado e no album seguinte, o Let’s Go a banda apresenta para o mundo um Punk Basico, cru e sem frescuras, no badalado …And Out Come The Wolves a banda já entra no clima festeiro com mtos Ska, Rocksteady entre outros subgeneros do Punk Rock, Life Won’t Wait consegue ser mais versatil do que qualquer obra já lançada pelo The Clash, totalmente o inverso do album seguinte, Rancid (2000) é o cumulo da nervosisse, disco altamente, pesado, distorcido, e desesprado, em Indestructible devido a assinatura do contrato com uma major houve o flerte do Punk Rock com o pop.
Já em Let The Dominoes Fall podemos afirmar que o Rancid mesclou todos os elementos dos cd anteriores, e a festa se inicia com o Punk Rock East Bay Night, de melodia simplora, com os roucos e poeticos vocais de Tim Armstrong, jogo ganho. Do lado Punk Rock temos ainda This Place, a setentista New Orleans, The Bravest Kids, L.A. River, You Want It You Got It, Locomotive, e a toda poderosa (na minha opinião) Damnation, uma das melhores (senão a melhor) faixa do disco.
Os Ska’s também se fazem presentes em Let The Dominoes Fall em grande numero com: Up To No Good, I Ain’t Worried, Dominoes Fall, Liberty And Freedom, That’s Just The Way It Is Now um verdadeiro Reggae jamaicano.
No entanto as principais surpresas do album são as inclusões de duas faixas acusticas: Civilian Ways e The Highway ambas remetem aquele clima praieiro, surfista.
Musicalmente falando, o Rancid continua redondo, as melodias selvagens, as guitarras sujonas, o Sr. Matt Freeman fazendo merecer o titulo de melhor baixista do genero, e os vocais Lars Frederiksen merecem todo os destaque do mundo devido tamanha agressividade, Disconnected é um grande exemplo, além da já citada New Orleand.
Se você caro Punker estava esperando por um album basico como o S/t de 1993 ou Let’s Go, ou algo agressivo como Rancid 2000, pode ser que você venha a se decepcionar um pouco com Let The Dominoes Fall, mas eu recomendo que você volte a ouvir ele com mais atenção, afinal não se trata de um album de uma banda qualquer, trata-se de Rancid, uma das maiores bandas de Punk Rock surgidas nos 90, que se manteve fiel a sua sonoridade e aos seus principios ao contrario de muitas que se venderam comercialmente, que descobriram a formula de ganhar dinheiro fazendo operas rock, ou que até mesmo encerraram suas atividades.
Vida longa ao Rancid, vida longa ao Punk Rock

Nota: 8.0

Ao som de Rancid – Damnation

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