Fila Benario Music' – Good Music!!!

janeiro 7, 2010

Érika Machado – Bem Me Quer Mal Me Quer

Arquivado em: Lançamentos e Novidades, MPB — fbenariomusic @ 9:09 pm
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Olá a todos!!!

Antes de tudo desejo a todos vocês um FELIZ ANO NOVO!!

E apesar do novo ano que se inicia, irei retomar os velhos hábitos finalizando hoje de uma vez por todas o especial dedicado aos melhores discos lançados no ano de 2009, e o escolhido de hoje nada mais é que a obra prima da grande promessa da musica Brasileira: Érika Machado.
Apesar do nome ainda soar desconhecido para muitos, a mineirinha de BH Érika Machado tem uma vasta carreira artística, formada em artes plásticas, Érika se aventurou no mundo da musica no ano de 2003, quando lançou de forma totalmente independente o seu primeiro disco: “O Baratinho”, que apesar de toda a simplicidade foi um enorme sucesso vendendo 750 cópias.

No ano de 2006 Érika Machado colhe os frutos d’O  Baratinho e lança por uma grande gravadora o álbum “No Cimento” produzido por ninguém mais, ninguém menos que John Ulhoa (Guitarrista, Fundador e a Cabeça pensante do Pato Fu), com esse disco Érika Machado recebe o Premio de Artista Revelação, oferecido pela Associação Paulista dos Críticos de Artes.
E passado três anos, Érika Machado volta a ativa nos presenteando com o melhor disco de toda a sua carreira: Bem Me Quer Mal Me Quer.

Bem me Quer… Demonstra um enorme amadurecimento musical de Érika, as canções ainda mantém toda aquela atmosfera infantil e delicada, com letras poéticas e irônicas, no entanto é possível notar uma Érika Machado mais segura de si e mais versátil musicalmente falando em relação ao álbum anterior.

O Disco abre com Tanto Faz com uma melodia igualmente melancólica e poderosa que casou perfeitamente com a doce voz de Érika, lindíssima, como costumo afirmar: Jogo Ganho!
Dependente, a próxima canção, traz ao disco o clima meigo que já conhecemos e o mesmo se faz presente novamente na hilária: Solitária Secretária da Agência de Turismo, na acústica e igualmente hilária: Control Z e na faixa-titulo (que reaparece no final do álbum em versão curiosa).
Porém o diferencial do disco fica por conta do Samba-Rock Plutônio Enriquecido (escrito por John Ulhoa), o Country Bluegrass Tiozão do Bar, o belíssimo Pop Radiofonico Sei Lá, e a nostálgica Tão Longe, com uma melodia bem “Jovem Guarda”.
Outros principais destaques do disco são: 3×4 que além de possuir uma letra bacana sua melodia se inicia de forma sutil se entregando a um refrão totalmente rock semelhante ao Weezer. O Rock Menino Perfeito, é sem sombra de duvidas uma das letras mais hilárias de Érika Machado em parceria com a sua fiel escudeira Cecília Silveira, onde retrata a história de um “menino” que apesar de perfeito possui certos trejeitos. E por fim, Rosa, vem acompanhada de uma belíssima melodia com uma sutil e deliciosa guitarra dedilhada e uma interpretação bem inspiradora de Érika Machado.

Balanço Final:
Érika Machado chegou em seu ponto maximo de amadurecimento musical fazendo um excelente disco mesclando diversos elementos musicais porém sempre fiel a sua proposta musical, as colaborações de John Ulhoa no produção e de Cecília Silveira nas letras contribuíram ainda mais para o brilhantismo de Bem me Quer e Mal me Quer.

Para os fãs de Érika Machado, tenho a total certeza que não irão se decepcionar com esse lançamento. Para os que ainda não conhecem a cantora esta é uma boa oportunidade de conhecer a mesma em sua melhor forma.
É importante ressaltar também que o álbum foi patrocinado pela Petrobras em parceria com o Governo Federal, é o Brasil valorizando o que há de melhor em nosso país.

Em uma década que toleramos a contra gosto abomináveis “mulheres frutas”, eis que surge uma MULHER DE VERDADE, e acima de tudo: fazendo MUSICA DE VERDADE

MUITO OBRIGADO POR EXISTIR ÉRIKA MACHADO

Nota: 10

Ao som de Érika Machado – 3×4

dezembro 30, 2009

Foo Fighters – Greatest Hits

Arquivado em: Foo Fighters, Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 7:29 pm


Após 14 anos de carreira, 06 albuns de estudio lançados (Onde três Faturaram o Grammy por melhor album de Rock), o Foo Fighters anuncia uma pausa por tempo indeterminado, mas para celebrar esses numeros citados tão simbólicos a banda lança a sua primeira coletanea, intitulada simplesmente de Greatest Hits.
Eu particularmente tenho uma pequena aversão por coletaneas, elas acabam sendo o cd mais injusto de uma banda por incluir em seu tracklist apenas os hits e singles radiofonicos, sendo que uma banda vai mais além do que isso, nem sempre os hits são as melhores canções da banda, e nem todo Lado B tem o direito de viver no anonimato, mas enfim…
Porém a grande novidade desse Greatest Hits fica por conta das duas canções inéditas: Wheels e Word Forward.
Wheels
é uma belissima balada, as vezes eu cometo o exagero de afirmar que é a melhor balada de toda a carreira do Foo Fighters, porém limitarei em afirmar que é tão magnifica quanto as já lançandas pelo grupo.
Word Forward Já segue um andamento mais acelerado, soando até como um Bonus-Track de There is Nothing Left To Lose emblematico album do Foo Fighters, a letra é belissima, uma homenagem de Dave Grohl ao seu querido amigo falecido Jimmy, o refrão pegajoso o te faz cantarolar por dias seguidos. Só essas duas canções já valem o cd inteiro.
Já o restante do album é composto pelos hits que fizeram a carreira do Foo Fighters durante os 14 anos de existencia, Big Me e This Is a Call representam o doentio album de estreia, Monkey Wrench, My Hero e Everlong retratam o todo poderoso The Colour and the Shape. Já os albuns There Is Nothing Left To Lose, One By One e In Your Honor aparecem com as canções Learn To Fly, All My Life e Best of You respectivamente. E por fim, o ultimo album de estudio da banda, o sutil Echoes, Silence, Patience and Grace, é representado pelos singles The Pretender e Long Road To Ruin, sucessos é o que não faltam nessa coletanea.
Já está a venda também a edição deluxe, do Greatest Hits que conta também com um dvd com os principais videoclipes da banda, e tratando-se de clipes, o Foo Fighters tem enorme domínio na area, estrelando os mais engraçados e emocionantes videos do mundo da musica: Big Me, Everlong, Learn To Fly, Monkey Wrench, DOA, Long Road To Ruin são grandes exemplos. Além dos videoclipes o dvd ainda conta com trecho dos históricos shows em Wembley e Hyde Park. O unico ponto fraco em relação ao dvd é a ausência do clipe de Breakout, que na minha opinião é um dos melhores do Foo Fighters.
Como eu disse no incio do post, eu tenho lá a minha aversão com coletaneas, além de ser um album injusto é um grande caça niquel das gravadoras, mas se tratando de Foo Fighters, de seus sucessos e os 14 anos de carreira bem sucedidos, qualquer niquel é bem caçado.

Nota: 9.0

Ao som de Alice In Chains - Your Decision

Paramore – Brand New Eyes

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 7:27 pm


Paramore deixou há tempos de ser apenas uma banda de rostinho bonito, e canções meigas, para se tornar uma das mais imporantes surgidas desde a virada do milenio.
Nesse novo trabalho lançado no segundo semestre de 2009, Hayley Willians e sua trupe esbanjam tecnica, entrosamento e amadurecimento acima de tudo e nos presenteia com um dos albuns mais bem feito nos ultimos tempos.
Toda aquela atmosfera angelical do primeiro album All We Know Is Falling, e todo o punch do multiplatinado Riot se faz presente em Brand New Eyes, portanto a banda se manteve no mesmo patamar musical, estratégia que teve aprovação unanime de todos os fãs da banda (inclusive eu).
O album se inicia com a enérgica: Careful, que lembra demais o hit Misery Business, seguida do primeiro single: Ignorance. Ai meu amigo do restante em diante é só correr pro abraço, pois o Paramore nos presenteia faixa-a-faixa com um “Pop Core” delicioso que só eles sabem executar.
Os principais destaques ficam para: o novo single: Brick By Boring Brick, para as frenéticas: Playing God, Looking Up, Where The Lines Overlap. O lado cadênciado do disco ficam a cargo das belissimas: All I Wanted, The Only Exception e Misguided Ghosts. No entanto a minha canção favorita de todo album é Turn It Off, além de ser a mais bela de toda a carreira do Paramore, é uma das melhores performances vocais de Hayley.
Me recordo que quando ouvi o Brand New Eyes pela primeira vez, eu não coneseguia deixar de ouvir Turn It Off, só fui ouvi o restante do album após um mes de lançamento.
Enfim, Brand New Eyes é um album que merece ser ouvido no volume maximo sem moderação, independente se a sonoridade é emo, ou qualquer outro subgenero, o que importa é que é rock, e acima de tudo sincero, caracteristica meramente extinta dentro do cenário musical atual.

Vida Longa ao Paramore

Nota: 9.5

Ao som de Paramore – Turn It Off  

Rancid – Let The Dominoes Fall

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 2:26 pm


Depois de longos 3 anos de espera, saí o novo do album do Rancid em 2009, Let The Dominoes Fall assim como todos os discos do Rancid é uma festa completa sem hora para terminar.
A cada album o Rancid adota uma sonoridade especifica, sem esquecer é claro a sua escencia principal, o Punk Rock. No Debut album auto intitulado e no album seguinte, o Let’s Go a banda apresenta para o mundo um Punk Basico, cru e sem frescuras, no badalado …And Out Come The Wolves a banda já entra no clima festeiro com mtos Ska, Rocksteady entre outros subgeneros do Punk Rock, Life Won’t Wait consegue ser mais versatil do que qualquer obra já lançada pelo The Clash, totalmente o inverso do album seguinte, Rancid (2000) é o cumulo da nervosisse, disco altamente, pesado, distorcido, e desesprado, em Indestructible devido a assinatura do contrato com uma major houve o flerte do Punk Rock com o pop.
Já em Let The Dominoes Fall podemos afirmar que o Rancid mesclou todos os elementos dos cd anteriores, e a festa se inicia com o Punk Rock East Bay Night, de melodia simplora, com os roucos e poeticos vocais de Tim Armstrong, jogo ganho. Do lado Punk Rock temos ainda This Place, a setentista New Orleans, The Bravest Kids, L.A. River, You Want It You Got It, Locomotive, e a toda poderosa (na minha opinião) Damnation, uma das melhores (senão a melhor) faixa do disco.
Os Ska’s também se fazem presentes em Let The Dominoes Fall em grande numero com: Up To No Good, I Ain’t Worried, Dominoes Fall, Liberty And Freedom, That’s Just The Way It Is Now um verdadeiro Reggae jamaicano.
No entanto as principais surpresas do album são as inclusões de duas faixas acusticas: Civilian Ways e The Highway ambas remetem aquele clima praieiro, surfista.
Musicalmente falando, o Rancid continua redondo, as melodias selvagens, as guitarras sujonas, o Sr. Matt Freeman fazendo merecer o titulo de melhor baixista do genero, e os vocais Lars Frederiksen merecem todo os destaque do mundo devido tamanha agressividade, Disconnected é um grande exemplo, além da já citada New Orleand.
Se você caro Punker estava esperando por um album basico como o S/t de 1993 ou Let’s Go, ou algo agressivo como Rancid 2000, pode ser que você venha a se decepcionar um pouco com Let The Dominoes Fall, mas eu recomendo que você volte a ouvir ele com mais atenção, afinal não se trata de um album de uma banda qualquer, trata-se de Rancid, uma das maiores bandas de Punk Rock surgidas nos 90, que se manteve fiel a sua sonoridade e aos seus principios ao contrario de muitas que se venderam comercialmente, que descobriram a formula de ganhar dinheiro fazendo operas rock, ou que até mesmo encerraram suas atividades.
Vida longa ao Rancid, vida longa ao Punk Rock

Nota: 8.0

Ao som de Rancid – Damnation

dezembro 29, 2009

Creed – Full Circle

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 9:17 pm


Full Circle, o 4º album de estudio do Creed marca o retorno da banda após um longo periodo em hiato, durante esse periodo Scott Stapp se lançou em carreira solo e os integrantes restantes Mark Tremonti (Guitarra), Brian Marshall (Baixo), Scott Phillips (Bateria) ao lado do vocalista Myles Kennedy fundaram outra grande banda, o Alter Bridge Mal sabem o bem danado que fez a banda esse periodo separados, pois o Creed simplesmente lançou o melhor album de sua carreira.
As principais marcas registradas do Creed que são as baladas açucaradas com inicio semelhantes, todas dedilhadas, em Full Circle foram totalmente esquecidas, dando lugar ao peso, distorção e agressividade.
Overcome já abre o disco com um peso inagualavel, uma excelente canção. O disco segue com Bread Of Shame que consegue ser ainda mais pesada que a faixa anterior, com uma guitarra super distorcida e com um Scott Stapp alucinado exorcizando de vez a semelhança vocal com Eddie Vedder.
As doentias SuddenlyFear completam a tese de que Full Circle é o melhor album do Creed.
No lado cadênciado temos belas baladas como o Single Rain, A Thousand Faces, On My Sleeve, Time e Good Fight, e nem assim conseguem colocar o disco a perder, só o deixa mais belo.
Para os verdadeiros fãs de Creed, Full Circle nada mais é que um imenso presente sem medidas, depois de anos em vigilia pela a volta do grupo, ser presenteado com um magnifico disco de retorno como Full Circle é de dobrar os joelhos e fazer reverência a banda em gesto de agradecimento.
Para os jovens ouvinte apenas das baladas do Creed, podem estranhar de incio, mas não duvido de que irão gostar de todo o resultado final.
Já os que odiavam e abominavam a banda em qualquer circunstancias, peço encarecidamente que ouçam no volume maximo esse album todo e depois comentem abaixo, eu garanto que vocês não irão se arrepender, isso eu garanto.

Nota: 8.0

Ao som de Creed – Bread Of Shame

Pearl Jam – Backspacer

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 7:52 pm


Ao contrario do Them Crooked Vultures, mas semelhante ao Alice In Chains, Backspacer, o novo album do Pearl Jam, não só atendeu como superou todas as minhas expectativas e lhes digo mais, é melhor album da banda desde o glorioso Ten.
Que há tempos o Pearl Jam lançava albuns nada inspiradores, recheados de baladas forçadas com apelos comerciais isso não era novidade, (Binatural, Riot Act e Pearl Jam são grandes exemplos) portanto Backspacer não foi uma grande espera, porém se tornou uma grande resposta e sem sombra de duvidas o melhor lançamento no ano de 2009 e dos ultimos anos na carreira do Pearl Jam.
A sonoridade do disco é um Rock n’ Roll basico, cru, lembrando em certos momentos os progenitores do Punk Rock: The Stooges, Dead Boys e MC5 e The New York Dolls.
Gonna See My Friend já abre o disco com tamanha selvageria e empolgação, com guitarras sujissimas e um vocal mais do que agressivo de Eddie Vedder que prova estar em sua melhor forma. A faixa seguinte Got Some mantém o nivel brilhante e acelerado do album.
O Single vem na sequencia The Fixer, fazendo jus a escolha de single sendo ela uma das melhores do album e da carreira do conjunto de Seatlle.
Outros principais destaques de Backspacer são: Johnny Guitar, um rock n’ Roll basico com uma excelente performance de Eddie e o Punk Rock a lá Iggy Pop de Supersonic.
As baladas estão sempre presentes em trabalhos do Pearl Jam, e em Backspacer não poderia ser diferente, mas não se desesperem, nada que venha afetar o andamento de Backspacer, pelo contrario são baladas lindissimas e que demonstram o quanto Pearl Jam amadureceu musicalmente: Just Breathe, Speed Of Sound e a belissima Unthought Known com arranjos de piano são grandes exemplos dessa teoria.

Enfim valeu a pena os 18 anos de espera por album veloz, selvagem e acima de tudo,sincero do Pearl Jam, como o Backspacer.

Nota: 9.5

Ao som de Pearl Jam – Supersonic

Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 12:16 pm


Muitos até estranharam a minha demora ao resenhar o album de estreia do projeto (ou super banda como preferir) Them Crooked Vultures, formado por Josh Homme (Queens of The Stone Age) nas Guitarras e vocais principais John Paul Jones (Led Zeppelin) no Baixo e todo poderoso Dave Grohl (Foo Fighters) na bateria, mas o que ocasionou o atraso da resenha foi o tempo que levei ingerindo aos poucos esse album.
Não que eu não tenha gostado do album do Them Crooked Vultures, é bom disco, porém ele é muito extenso e cheio de elementos que fica até dificil tirar um conclusão exata logo na primeira audição.
Um dos principais motivos que me fizeram ingerir aos poucos esse album foi a grande semehança com o Queens Of The Stone Age, banda na qual eu tenho uma grande aversão, sim meus caros amigos não gosto da banda e ponto final. E como citei anteriormente, a grande mistura de elementos musicais em uma só canção deixaram as canções profundamente confusas, cabendo aqui aquela famosa expressão popular: “Sem pé nem cabeça”, é claro que eu sou grande fã de bandas versatis que inovam fundindo elementos musicais, mas desde que haja sintonia, o que não foi o caso do Them Crooked Vultures, quando uma canção parece engrenar como é o caso de Elephants que incia selvagem e veloz, ela se depara com outro andamento musical nada empolgante.
Na minha opinião os principais destaques do disco são: a faixa de abertura No One Loves Me & Neither Do I, seguida do Single Mind Eraser, No Chaser, New Fang e a sua pegada bluseira/jazzista e Bandoliers que possuí um que de Foo Fighters.
Apesar de não atender as minhas expectativas, reconheço que musicalmente falando o Them Crooked Vultures tem um imenso valor, John Paul Jones e sua maestria musical dispensa comentarios (apesar de eu achar que ele deveria se impor mais dentro desse projeto, e não aceitar tocar musicas copias de Queens Of The Stone Age), Josh Homme uma das principais personalidades musicais dos anos 2000, não é um excelente vocalista e tãopouco um guitarrista, mas acerta algumas vezes, já o destaque maior vai para Dave Grohl que sombra de duvidas foi o que mais esbanjou tecnica nesse projeto.
Ouça a faixa de abertura: No One Loves Me & Neither Do I em que o mestre Grohl nos presenteia com um Funk Rock cheio de tecnica e presença que depois dá lugar a um super rock de qualidade doentia. Outros momentos inspirados de Mr. Dave Grohl nas baquetas ficam por conta das já citadas Mind Eraser, No Chaser (Onde os seus backing Vocals ficam bem nitidos), New Fang que se incia com uma bateria nervosa, além da introdução quase Hardcore de Elephants.
Enfim encerro essa resenha com uma opinião ainda não formada sobre esse album, tinha tudo pra ser um album perfeito, tratando-se do time de feras a frente do projeto, não é um disco ruim, mas está longe de ser classificado como genial.
Espero voltar daqui alguns meses aqui com uma nova opinião a respeito.

Nota: 5.0

Ao som Them Crooked Vultures – Mind Eraser, No Chaser

dezembro 28, 2009

Alice In Chains – Black Gives Way To Blue

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 10:57 pm


Caros Amigos
Mais um ano que se encerra, e como de praxe na maioria dos programas televisivos relembrar os maiores acontecimentos do ano, aqui no Fila Benario Music não será diferente, até o dia 31, resenharei os principais discos lançados no ano de 2009. Muita coisa boa foi lançada, outras nem tanto, mas enfim é uma maneira do garoto se redimir com vocês em um ano de muitos lançamentos no mundo da musica. Portanto chega de falar e vamos diretos ao interessa.

E tenho a honra de começar esse especial de final de ano resenhando o mais recente trabalho de uma das maiores bandas de rock que o mundo já teve: Alice In Chains.
Alice In Chains foi a trilha sonora que embalou praticamente a minha adolescencia toda e na minha humilde opinião foi uma das melhores bandas surgidas na decada de 90 com o subgenero Grunge. E depois de tantos discos do Alice In Chains que já disputaram o cargo de “o melhor já lançado pela banda”  chegou a vez de Black Gives Way To Blue garantir uma vaga nessa disputa.
A principio houve se muita especulação sobre o novo album levando em consideração que seria a estreia do vocalista William DuVall substituindo Layne Stanley morto por overdose em 2002.
Apesar de estar preocupado com o futuro da banda, pois sempre fui fã dos vocais de Layne e principalmente da junção do mesmo com os vocais do guitarrista e vocalista Jerry Cantrell, depositei uma imensa confiança no novo trabalho da banda, e o seu lançamento não só atendeu como superou todas as minhas expectativas.
Ouvir as onze faixas de Black Gives Way To Blue nos traz uma sensação de alivio imensa, o Alice In Chains não mudou nadinha, mantem a mesma atmosfera musical, o seu Grunge mais calcado em influencias Heavy Metal e Hard Rock, com melodias arrastadas, guitarras distorcidas, baixo marcante e solido e vocais divididos. 
William DuVall não deixa nada devendo em sua estreia, sua voz forte e potente, lembra alguns momentos Layne Stanley sim, porém o mesmo possui carateristicas proprias o que o torna super especial, como por exemplo no lugar dos tradicionais vocais rasgados de Layne, William faz o uso de agudos.
No entanto Jerry Cantrell que acaba dominando a parte vocal de Black Gives Way To Blue, assumindo boa parte dos vocais do cd, como podemos ver nas canções: Check My Brain, Lesson Learned, na belissimaYour Decision e na propria faixa titulo.
Os principais destaques do album além das canções citadas acimas, são as faixas: A Looking In View, um poderosissimo Heavy Metal, a arrastada Private Hell com os seus vocais dobrados, e na cadênciada e selvagem ao mesmo tempo: Last Of My Kind onde William DuVall nos prova ser um excelente vocalista a altura de Layne Stanley.
Não podemos esquecer é claro de citar a belissima e sufocante: Black Gives Way To Blue, que ainda conta com a participação mais do que especial de Sir. Elton John nos pianos, fazendo assim uma homenagem linda e digna ao companheiro Layne Stanley.
Enfim um digno retorno a uma das maiores bandas que o Rock já teve.

Bem Vindo de volta Alice In Chains

Nota: 9.5

Ao som de Alice In Chains – Check My Brain

dezembro 26, 2009

As Melhores Musicas Natalinas – Por Fila Benário

Arquivado em: Especial — fbenariomusic @ 12:18 am
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Rapaziada querida do meu Brasil Varonil
E chegou mais um Natal e com ele toda aquele nostalgia de um ano que se encerra: Arvore de Natal, pisca-pisca de R$1,99 que se queima uma lampada queima o artefato todo, O famoso Chester e o seu termômetro branco que avisa quando esta no ponto, Além é claro do abominavel Papai Noel (precisamos ensinar as nossas crianças desde já que o verdadeiro sentido do Natal é o nascimento de Cristo e não esse velho gordo de roupa vermelha).
Porém outro ponto altissimo do natal são as velhas canções natalinas que de geração em geração embalam os natais.
E como “Fila Benario Music” é um blog musical não poderiamos ficar de fora dessa e classificar as melhores canções desse periodo, e se você esta esperando por “Noite Feliz”, “Bate o Sino”, “Jingle Bells” caiu do cavalo huahuahuauahua.

Vamos Lá:

1º – Merry Christmas (I Don t Want To Fight Tonight) - Ramones

Não poderia começar a lista sem citar os pais do Punk Rock com o seu maior classico Natalino. Lançado originalmente no album Brain Drain, (que na minha humilde opinião é o melhor album do Ramones) essa canção já embalou muitos natais na minha adolescencia.

2º – Oh Come All Ye Faithful – Twisted Sister

Lançada originalmente em 2006 no album Twisted Christmas, essa musica é simplesmente uma parodia de We’re Not Gonna Take It e o clipe como podemos ver acima é no minimo SENSACIONAL.

3º – Forget December – Something Corporate

Se você é aquele adolescente que acha o Natal um dia no minimo solitário, Forget December, é a sua trilha sonora ideal. Um grito de desespero em uma melodia belissima que retrata um Dezembro extremamente problematico.
Linda

4º – Infeliz Natal – Raimundos

Não tão romantico e belo como o Something Corporate, esse classico nacional tem o mesmo objetivo, retratar um Infeliz Natal.

5º – Run Rudolph Run – Lemmy Kilmister, Billy F. Gibbons, Dave Grohl

Classico do rei do Rock Chuck Berry regravado por uma super banda formada por Lemmy Kilmister (Motörhead), Billy F. Gibbons (ZZ Top) e Dave Grohl (Foo Fighters), especialmente para a compilação: “ We Wish You a Metal Xmas…and a Headbanging New Year”.

6º – Teenage X-mas Song – Hateen

E o meu amado Hateen não poderia ficar de fora dessa lista com a sua classica canção natalina Teenage X-mas Song, gravada incialmente para coletanea: Gritos Natalinos, e depois incluida como Bonus Track do cd More Live Than Dead.
Linda, como tudo que o Hateen sempre fez.

7º – Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres

E como eu também não gosto desse Velho Batuta, tome esse classico do Punk Rock nacional.

8º – Happy Christmas (War Is Over) – John Lennon

E pra fechar com chave de ouro essa lista das melhores canções natalinas, nada melhor do que esse grito de paz dado por John Lennon, em sua belissima e classica Happy Christmas (War Is Over).

Apesar de estar quase encerrando o dia, desejo a todos vocês do fundo meu coração, um feliz e santo natal, e que Deus possa abençoar a cada um de vocês.

E me corrijam por favor caso eu tenha esquecido de algum classico natalino. E antes que a garotada fã de Simple Plan venham chiar a ausencia de “The Christmas List”, lembrem-se que o titulo do Post é “As Melhores Canções Natalinas – Por Fila Benário”, mas como sou um ser democratico e que sabe respeitar o gosto musical do proximo, ai vai:

Merry Christmas

Ao som Something Corporate – Forget December

dezembro 23, 2009

Nirvana – Live At Reading

Arquivado em: Lançamentos e Novidades — fbenariomusic @ 6:26 pm
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Se você não sabia com o que presentear alguém, ou até mesmo, com o que se presentear neste natal, ai esta uma boa dica. Acaba de ser lançado em CD/DVD o histórico show do Nirvana no festival de Reading na Inglaterra no ano de 1992.
O DVD oficial infelizmente eu ainda não assisti, apesar de já ter visto esse show diversas vezes em versões Bootlegs, no entanto o cd eu o classifico com o melhor já lançado no ano de 2009.
O show já se inicia com a matadora Breed do clássico e recém lançado na época: Nevermind, após esse inicio perturbador o que ouvimos é uma enxurrada de sucessos: Drain You, In Bloom, Come as You Are, School, Polly, Lithium, Smells Like Teen a Spirit, About a Girl, Aneurysm e os covers: The Money Will Roll Right In (Fang), D-7 (Wipers). Ao todo são 25 canções.
Musicalmente falando o cd esta impecável, as musicas foram perfeitamente masterizadas e ganharam uma qualidade muito superior em relação as versões Bootlegs que circulavam pela internet.
Outro grande destaque do disco fica para a Cozinha mais que perfeita de Dave Grohl e Krist Novoselic, que com muito sincronismo e dinamismo conseguem deixar as canções melhores e mais pesadas ao vivo. Já de Kurt Cobain não tem muito o que se esperar, os seus erros constantes em solos criados por si próprio e os equívocos vocais em diversas canções como em Sliver por exemplo, não tira o brilhantismo da apresentação, pelo contrario, torna o cd mais especial e selvagem acima de tudo.

Porque devo ter esse cd?
Por ser o maior registro da época de ouro do Nirvana, em 1992 a banda era tida como a maior do universo, e essa apresentação foi sem sombra de duvidas a melhor já realizada pelo conjunto em seu período de existência.
E se você é fã do album Nevermind assim como eu, mas um motivo para você adquirir o Live At Reading, pois das doze canções de Nevermind, onze se fazem presentes nesse “Petardo” ao Vivo.

Selvagem, Rebelde, Pesado, Sujo e Doentio Esse é o Live At Reading, esse é simplesmente um melhor registro do que era a melhor banda do mundo ao vivo.

Presente de Natal melhor que esse??? eu duvido e muito que você vá encontrar.

Nota: 9.5 

Ao som de Nirvana – In Bloom

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