Rise Against – Carioca Club – 26/02/2011

Publicado: 7 de março de 2011 em Shows
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Dessa vez sem as quatro belas damas que me acompanharam na ultima aventura musical há duas semanas atrás, fui sozinho, mas com o mesmo entusiasmo a nova casa de shows de São Paulo, o Carioca Club, conferir a primeira apresentação em solo brasileiro do maior fenômeno do Punk/Hardcore dos últimos anos: Rise Against.
Após enfrentar uma grande fila para enfim adentrar ao recinto, logo na porta era possível ouvir uma canção sendo executada diretamente do palco, aproximando do mesmo, me dei  por conta que se tratava da banda de abertura:
Berri Txarrak é um Power trio vindo diretamente do País Basco, li muito sobre eles semanas antes do show, e cheguei a ouvir algumas canções o que deixou mais faminto em conferir a performance ao vivo dos garotos. A sonoridade da banda é estupenda, um Punk Rock básico, simples, direto, nervoso, agressivo todo cantando em Euskara, idioma Basco, impossível não chacoalhar a cabeça a cada canção.
Gorka Urbizu o Vocalista/Guitarrista visivelmente emocionado com a recepção do publico presente, arriscou algumas palavras em português e em determinado momento do show, com o auxilio do Baixista David Gonzalez pediu para que todos, sem exceção, abaixassem e levantassem apenas com o inicio da canção, não deu outra quando a musica começou a ser executada, o Carioca todo que estava agachado como se estivesse fazendo uma prece, começou a pular furiosamente.
Para encerrar a curta porem insana apresentação, a banda executa: “Denak ez du Balio” que na versão original tem a participação de Tim McIlrath (Vocalista do Rise Against), estávamos todos saboreando a canção que tem um sonoridade fenomenal quando somos surpreendidos pela presença de nada mais nada menos que o próprio Tim McIlrath que invade o palco cantando os trechos pertencentes a ele, nesse momento o Carioca Club veio abaixo, gritos histéricos, câmeras sendo sacadas de todos os lados para registrar esse momento no mínimo histórico. Teve gente que até chorar chorou.

Tim McIlrath e Berri Txarrak

Fim de show, o Berri Txarrak foi saudado como Heróis de Guerra, e já mostrou forças suficiente para retornar ao País do Samba, como atração principal, show Nota Mil.

Enquanto a equipe do Rise Against acertava os últimos detalhes para entrada da banda no palco, um enorme telão desceu a frente do mesmo e exibia os melhores momentos da rodada dos campeonatos estaduais, como se não bastava o show do Rise Against eu fui obrigado a conferir o show do meu Coringão, especialmente de LiédSHOW, que naquela ocasião goleava o simpático Grêmio Prudente de 3×0 com o jogo ainda em andamento.

Depois de muita demora (e bota demora nisso) as luzes se apagaram, o telão subiu, inicia se uma introdução com uma freqüência de TV narrando um discurso presidencial, o primeiro a entrar no palco correndo foi o baterista Brandon Barnes que logo sentou em sua bateria já dando a deixa para Joe Principe (Baixo), Zach Blair (Guitarra) e o já conhecido Tim McIlrath entrarem e inciarem a introdução de “Chamber The Cartridge” mesmo com o som baixo o Carioca Club foi ao delírio e começou o empurra-empurra, eu que estava La atrás com uma visão até que privilegiada arrisquei aproveitar o empurra-empurra e me aproximar do palco, em questão de minutos estava na beira do palco, com o Tim cantando a poucos centímetros de mim, mas estava completamente impossível ficar ali, o calor estava insuportável, nem havia terminado a primeira canção e a minha camiseta e dos demais presentes já estava completamente encharcada. “State Of The Union”, minha canção favorita veio logo na seqüência, mas mal pude aproveitar, o empurra-empurra estava só aumentando, ficar ali era mais que desconfortável.
Na canção seguinte, a excelente: “The Good Left Undone” single do penúltimo álbum The Sufferer And The Witness, Tim empunhou a sua belissima guitarra e tocou com perfeição, alias foram poucos momentos do show que Tim apenas cantou sem tocar guitarra. Na seqüencia veio “Heaven Knows” o primeiro grande Hit da banda, que foi recebido pela platéia com louvor. Nesse exato momento, eu já estava novamente no meu ponto de origem de antes do show, longe do tumulto, mas cantando com a mesma devoção de todos os presentes.
E o show não pode parar, “Re-Education (Through Labour)” primeiro single do até então ultimo cd Appeal To Reason, “Survive”, e a clássica e querida por todos “Like The Angel” vieram na sequencia, deixando o Carioca Club cada vez mais apertado, infernal, insano e, sobretudo satisfeito. Era possível olhar para o chão e ver o mesmo todo molhado de tanto suor, mas quem se importava?
Uma pequena pausa e Tim diz que a próxima canção a ser executada, integrará o novo álbum da banda, Endgame, e aquela seria a primeira ocasião onde eles tocariam a mesma, já que o Brasil foi o primeiro pais a recebê-los após as gravações do novo disco. “Help Is On The Way”, a tal nova canção, já havia sido disponibilizada na internet no proprio My Space da banda, a musica segue aquela tradicional formula Rise Against, introdução com guitarras oitavadas, seguida por um Punk Rock simples, que no meio após um pequeno break e uma parte cadenciada, Tim nos presenteia com os seus insanos berros. Excelente e ao vivo ficou mais doentia.
Tim abandona sua guitarra e se aproxima dos fãs para executar a próxima canção, a animadíssima (porém odiada por muitos, por fugir completamente do contexto musical da banda) “The Dirt Whispered”, Tim sobe em cima das caixas de retorno e fica cara-a-cara com os fãs que respondiam com a mesma intensidade.
Na sequencia “Injection”, o grande hit “Prayer Of The Refugee” que foi recebida com fervor por todos presentes, e a belíssima “Audience Of One” acalmando assim os ânimos exaltados, mas quem disse que era possível?
“Architects”, a próxima a canção, também integrará o novo álbum Endgame, acredito que será essa uma das melhores musicas do disco, levando em consideração tamanha energia da canção, minha favorita, tanto que de onde estava cantei ela com o mesma empolgação dos hits executados anteriormente. Coisa de fã histérico mesmo…
A enérgica “Savior” fechou a primeira parte do Set List, a banda se retirou do palco e nesse período de pausa era possível sentir um pequena brisa vinda dos distantes ar-condicionado do recinto, pensei que os mesmos nem existiam na ocasião. No entanto a pequena pausa relaxante foi interrompida por Tim que adentrou o palco empunhando um violão e protagonizou o momento mais belo da noite tocando a belíssima canção “Swing Life Away”, era arrepiante ver todo o Carioca Club cantando a canção em Uníssono, tocante. Com o fim da canção, Zach Blair também com um violão entra ao palco, completamente feliz e “abobado’ com a fanática e calorosa recepção do publico brasileiro, na ocasião ele incia uma “rasgação de seda francesa” ao seu companheiro Tim, chamando-o de lindo e qualquer outro elogio possível. Juntos, a dupla executa outra belíssima balada acústica: “Hero of War”, no entanto no final da canção Joe Principe e Brandon Barnes entram no palco e os acompanham, até o fim da mesma.
Dando continuidade a parte insana, a grande surpresa da noite ficou por conta da execução da musica “Alive and Well” do primeiro álbum do quarteto The Unraveling, eu particularmente fiquei extremamente surpreso com a inclusão dessa grande canção no repertório, levando em consideração que há tempos a banda não executa nenhuma canção desse álbum nos shows. A empolgação foi tamanha, que um fã conseguiu a proesa de subir no palco, os seguranças querendo corrigir a sua falha foram em direção do jovem da maneira mais feroz possível, no entanto, Tim sempre bom moço, retribuiu o abraço do louco fã, e pediu para os seguranças o acompanharem apenas, até a platéia.
E quando tudo já parecia perfeito e poderíamos ir embora para casa felizes e satisfeitos, os dois maiores hits do Rise Against ficaram responsáveis por fechar a noite literalmente com chave de ouro: “Give It All” e “Ready To Fall” veio como gasolina em meio a um incêndio, se a platéia respondeu durante todo show com tamanha energia e empolgação, com essas duas poderosas canções tirou forças de onde não havia mais, inúmeras rodas foram abertas no recinto, os gritos desesperadores de Tim McIlrath em ambas canções eram executados da mesma forma pela INSANA platéia.

Fim de show, se o competente Berri Txarrak foi saudado como heróis no final da sua apresentação, o Rise Against foram saudados como deuses, é claro que uma banda do porte do Rise com inúmeras canções marcantes sempre fica faltando uma musica ou outra, como por exemplo a poderosa “Paper Wings” que foi pedida com fervor por todos os presentes durante todo o show, havia até faixas pedindo a canção (como também havia da também poderosa “Black Masks & Gasoline”) no entanto ficou de fora do repertorio.

No entanto o Rise Against cumpriu o seu papel desembarcando pela primeira vez nas terras do carnaval, mesmo não sendo uma banda mundialmente reconhecida, sem nenhuma canção tocando diariamente nas principais FM’s do pais, sem os seus videoclipes sendo exibidos diariamente na MTV, conseguiu lotar um humilde recinto com ingressos esgotados em poucos dias e protagonizou o maior momento de êxtase, e devoção com todos os presentes clamando aos berros todas as suas canções.

Com essa apresentação só veio afirmar a certeza na qual eu já tinha, o Rise Against é o maior expoente do Punk/Hardcore da atualidade.

Que venha o novo álbum e mais momentos insanos assim.

Obrigado Rise Against

Repertório:
Chamber The Cartridge
State of the Union
The Good Left Undone
Heaven Knows
Re-Education (Through Labour)
Survive
Like The Angel
Help Is On The Way
The Dirt Whispered
Injection
Prayer Of The Refugee
Audience Of One
Architects
Savior

Swing Life Away
Hero Of War

Alive and Well
Give It All
Ready To Fall

Ao som de Rise Against – Worth Dying For

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comentários
  1. Vanderlei disse:

    Aeee Filhão … sem contar que se não fosse eu se nem sabia onde era o Carioca hehehehe

  2. […] 2011 finalmente a banda vem pela primeira vez (O FBM cobriu o show aqui) e no mesmo ano lança o novo álbum Endgame que vem na mesma pegada anêmica do antecessor […]

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