Rise Against – Endgame

Publicado: 20 de março de 2011 em Lançamentos e Novidades

Toda boa banda que se preza atinge a famosa fase intitulada de “Amadurecimento Musical”, a melhor definição para essa tese até então atordoante, é que a banda abandona a sua sonoridade inicial e opta por novas experiências musicais. Blink 182, Green Day, Pearl Jam, Foo Fighters, Silverchair, Red Hot Chili Peppers são grandes exemplos do tal amadurecimento. E no caso do Rise Against não tem sido diferente, desde o álbum Appeal To Reason, que presenciamos um Rise Against totalmente diferente do que éramos acotumados a ouvir e cultuar, uma banda com um instrumental afiado e qualidade musical inegável, no entanto as enérgicas, aceleradas, pesadas, gritantes e insanas canções que colocaram a banda no mais alto patamar do Punk Hardcore atual, deram lugar a canções cadenciadas e com uma leve acentuação pop. E no caso de Endgame o seu mais novo lançamento não é diferente.
Como citei no início do texto, é impossível questionar a qualidade musical, produção, mixagem e a musicalidade de cada integrante é louvável, porém em termos de sonoridade deparamos com mais um álbum cadenciado do Rise Against.

Endgame abre com o Architects seguida de Help is On the Way, as duas canções foram disponibilizadas na internet antes do lançamento do álbum, e apresentadas nos shows que a banda fez recentemente em terras brasileiras. A primeira segue a linha das aceleradas canções de abertura de todo álbum do Rise Against, com um instrumental bem trabalhado e um Tim McIlrath vocalmente inspirado. A segunda é um Punk Rock clássico que só o Rise Against sabe fazer, mesclando melodia, pegada e berros, alias, berros a maior característica do conjunto, caiu no anonimato em Endgame, apenas essa canção e Midnight Hands contém os momentos de fúria de Tim McIlrath.
Da terceira faixa em diante, o disco se torna uma mescla de estilos: a belissima Make It Stop (September’s Children), seguida de Survivor Guilt, Wait For Me e This is Letting Go trazem a tona o lado mais cadenciado, Pop Punk diga-se de passagem, nem a faixa titulo com a inspiradíssima introdução de baixo do gênio Joe Principe escapa desse estereótipo.
Broken Mirrors na minha opinião é a grande surpresa do disco, com uma sonoridade bem próxima do Hard Rock, lembrando até em certos momentos o Metallica no questionável álbum Load, principalmente no riff incial.
A Gentlemen’s Coup, e a já citada Midnight Hands, remete a algo da época do inspiradíssimo Siren Song of the Counter Culture mas sem a mesma empolgação de outrora
A canção que mais se aproxima do Rise Against que todos nós gostamos, além das duas faixas de abertura é Satellite, que tem cara e jeitão de hino da banda e com certeza será presença obrigatória nos shows, assim como Heaven Knows, Give It All e Ready To Fall.

Em resumo, Endgame não é o mais inspirador álbum do Rise Against, mas mesmo assim tem o seu valor, e de certa forma não manchara a reputação de uma das mais importantes bandas de Punk/Hardcore da atualidade.
Afinal qual grande banda não teve o seu deslize? E se Endgame for um deslize na discografia do Rise Against, então me apresso a dizer que será um deslize audível.

Nota: 8.5

Ao som de Rise Against – Satelitte

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comentários
  1. […] Em 2011 finalmente a banda vem pela primeira vez (O FBM cobriu o show aqui) e no mesmo ano lança o novo álbum Endgame que vem na mesma pegada anêmica do antecessor (resenha aqui). […]

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