U2 – Estadio do Morumbi – 09/04/2011

Publicado: 10 de maio de 2011 em Shows
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Faz exatamente um mês hoje que esse histórico acontecimento ocorreu, no entanto a falta de tempo não permitiu que esse post fosse escrito anteriormente, mas apesar do grande atraso, é impressionante como mesmo após um mês esse grande show manteve gravado com nitidez em minha memoria (e não sairá tão cedo, ou talvez nunca mais). Portanto, vamos ao que interessa: 

Depois de muita espera, expectativa, a dificil aquisição dos ingressos, o grande momento havia chegado, o U2 se apresentava pela terceira vez em terras Brasileiras e dessa vez eu seria uma testemunha viva.
Logo adentrando as depêndencias do Morumbi, ja era possivel avistar o gigantesco palco em formato 360° montado no campo, olhar aquela estrutura gigantesca em formato de aranha era motivo de colapso emocional e constantes arrepios (apesar do frio fazer presente na ocasião)

 A abertura ficou por conta da banda Inglesa Muse, a mais nova sensação do momento, aclamada pelos críticos como a “Salvação do Rock”, apesar de ter sido um show curto, foi o suficiente para mostrar a garra e a competencia que a banda possui, fazendo jus aos elogios que vem recebendo. Os principais destaques ficam por conta da pesadissima: “Stockholm Syndrome”, a ja conhecida “Supermassive Black Hole” que integra a trilha sonora do abominavel filme “Crepusculo”, e “Hysteria” com direito a trecho de Back In Black do AC/DC. Aquecimento melhor impossivel

Eis que chega o grande momento que toda multidão aguardava, depois de uma breve introdução em homenagem ao Brasil, com a execução da maravilhosa “Trem das Onze” interpretada pelos Demonios da Garoa, no alto falante. “Space Oddity” do mestre David Bowie começa a ser executada, enquanto o telão é aceso e logo em breve exibe imagens da banda saindo do Backstage e caminhando em direção ao palco, Larry Mullen Jr., Adam Clayton, The Edge e Bono Vox saúdam um a um a câmera que registrava esse momento delirante e adentraram no palco inciando o seu espetáculo com “Even Better Than The Real Thing” a multidão presente pulava e demonstrava abertamente a imensa satisfação de estar testemunhando  a maior banda da história do rock mundial. Já na segunda canção, um presente para todos os saudosistas “I Will Follow” o primeiro single do quarteto irlandês presente no disco de estréia “Boy” (1980) é executada, nesse momento a platéia que iniciou o show a todo gás, já começou a esfriar um pouco e desviar as atenções, diante essa ação vale ressaltar que o U2 é uma banda de grande reconhecimento e alta popularidade, ou seja todos a conhecem, portanto a platéia era composta não apenas por grande fãs do quarteto, mas por pessoas que tem vinculo com o U2 apenas pela popularidade, pelas musicas tocadas na rádios e os vídeoclipes veiculados diariamente na TV, e não conhece a fundo toda a carreira da banda, portanto cenas de frieza e apatia como essa em I Will Follow voltaram a repetir em canções menos conhecidas.

Mas voltando ao espetáculo, “Get On Your Boots” e “Magnificent” singles do mais recente álbum No “Line On The Horizon” deram continuidade ao show seguidas do grande Hit: “Mysterious Ways” do aclamado álbum Achtung Baby, impossível não cair na dança e cantar a plenos pulmões  essa canção.
Daí em diante foi uma “enxurrada” de sucessos: “Elevation”, “Until The End Of The World”, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of” sendo essa ultima em versão a voz e violão, com uma belissima interpretação de The Edge nos versos finais.

Pequenas pausas para interação de Bono Vox com a multidão, como a brincadeira em que fez de que cada integrante da banda era um sabor de Pizza. Em “Beautiful Day”, Bono chama uma fã ao palco, e juntos recitaram versos de Carinhoso, poema/canção do maestro Pixinguinha
e show continua com“In A Little While”, “Miss Sarajevo” com Bono fazendo com perfeição o trecho que era cantado pelo tenor Luciano Pavarotti, “City Of Blinding Lights”, “Vertigo”, “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, “Sunday Bloody Sunday”, “Scarlet”, “Walk On”

Com a banda deixando o palco, o telão exibe um vídeo do Bispo Sul Africano Desmond Tuto, dando um tocante depoimento onde ressaltava a importancia de pensarmos no próximo, e convidando a todos a serem um, imediatamente a banda volta ao palco e “One” é executada, nesse momento todos os presentes fizeram jus as palavras de Tuto, e todos se tornaram um, cantando a canção a UMA só voz. Pois bem o que já estava lindo tornou-se mais emocionante com Bono Vox no fim da canção fazendo um trechinho bem intimista a voz e guitarra de Help dos imortais Beatles, impossível não se emocionar nesse momento.

“Where The Streets Have No Name”deu segmento ao show,  no entanto outra grande surpresa estava por vir, a inclusão no repertorio de “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” presente na trilha sonora do mediano Batman Eternamente, um enorme microfone em formato de volante com luzes de led desceu do imenso telão e Bono Vox cantou a canção segurando o mesmo pela corda que o prendia no teto, e depois abusando a boa forma, Bono dependurou no microfone e balançou no palco todo para delírio da massa, e provando de uma vez por toda que não sofrerá tão cedo mais de problemas ergométricos.
Seguindo o padrão da turnê, após o classico absoluto “With Or Without You”, “Moment Of Surrender” fecha a apresentação, porém de forma triste e comovente, onde Bono pediu para que lembrássemos das inocentes crianças assassinadas na escola carioca do realengo, e enquanto a canção era tocada o telão exibia o nome de cada uma.
Fim de show, ou de espetáculo melhor dizendo, a banda saúda a platéia e volta para o Backstage enquanto os alto-falantes tocava Rocket Man do Sir. Elton John.
Na platéia sempre fica aquela discussão de que faltou tal musica, eu mesmo adoraria ouvir Pride (que acabou sendo executada no 3º e ultimo show da turnê), Bullet The Blue Sky e New Year’s Day, mas no entanto uma opinião era unanime, que todos os presentes testemunharam o maior espetáculo musical já apresentado na face da terra isso era afirmado com vigor, tanto em termos de estrutura, de palco, iluminação, telão (principalmente no momento que o mesmo “cresce” no palco), som, enfim naquela noite em que a frio nos congelava e uma chuva nos encharcava sem ressalva, Bono e Cia nos presentearam com o melhor show que artista nenhum teria a façanha de realizar, e quanto as canções não executadas, tal feito é perdoado até porque, uma banda com o histórico do U2 toda canção é clássica.

Como citei no inicio da resenha, o que escrevi aqui não é novidade nenhuma, levando consideração que já se passou um mês do tal grandioso show e tudo o que tinha que ser dito a respeito do mesmo já foi documentado, no entanto eu senti na obrigação de escrever essas breves linhas apenas para dizer que: testemunhei o maior acontecimento da história da musica.

... e da pra ver a minha cara de felicidade né?

Repertório:

Even Better Than The Real Thing
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of
Beautiful Day
In A Little While
Miss Sarajevo
City Of Blinding Lights
Vertigo
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On 
 
Bis
One
Where The Streets Have No Name
 
Bis 2
Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
With Or Without You
Moment of Surrender
 
Ao som de U2 – Unknown Caller
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