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Hoje, dia 5 de Abril de 2014 fazem exatos vinte anos que o mundo da música amanhecia de luto, um grande porta voz de uma geração marginalizada, problemática e esquecida partia, 20 anos sem o cara que sacudiu o mainstream, enfiou barulho a goela abaixo do establishment e ditou leis e regras na industria fonográfica tirando do topo grandes nomes da música pop momentânea: Whitney Houston, Michael Jackson e George Michael são alguns dos que tiveram o seu trono derrubado pelo Nirvana, uma das mais relevantes bandas surgidas nos últimos 20 anos, e que teve na sua linha de frente o controverso, introvertido, genial e perturbado Kurt Cobain, o mesmo que há exatos 20 anos, deixava uma multidão órfã de sua obra, por tamanha estupidez.
Não entrarei no mérito da questão em relação a sua morte, não bancarei o conservador tecendo linhas criticando sua atitude e tampouco levantarei teorias da conspiração a respeito de um possível assassinato, quero apenas resgatar a obra, o legado deixado por Kurt Cobain e sua banda, que de certa maneira influenciou as gerações seguintes e mudou o conceito do Rock e da música de modo geral.

Classificarei abaixo os meus momentos especiais de Kurt Cobain:

Kurt Cobain, o feminista!!!
Talvez não seja do conhecimento de todos mas Kurt Cobain sempre foi um grande ativista da causa feminista, muito se deve pelo o seu envolvimento com a baterista Tobi Vail que ao lado de Kathleen Hanna (que também foi namorada do baterista Dave Grohl) fundaram a banda Bikini Kill, a maior banda feminista de rock já existente.
O tema feminismo esteve presente em muitas letras do Nirvana, como Mr. Moustache, do álbum de estréia Bleach (1989) que é uma critica ferrenha ao Machismo, além de duas das mais famosas canções do grupo que narram episódios reais de mulheres que foram violentadas, como Polly do clássico Nevermind (1991) e Rape Me do seminal In Utero (1993).
Em 1992 Kurt Cobain deu uma entrevista falando sobre a sua posição em relação a estupro:
“Estupro é um dos crimes mais terríveis da Terra. O problema dos grupos que lidam com o estupro é que eles tentam ensinar às mulheres como se defender. Enquanto que o que precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprar.”



Plágio descarado
Depois de Smells Like Teen A Spirit, uma das canções mais conhecidas e importantes não só do álbum Nevermind mas de toda carreira do Nirvana é a clássica Come As You Are. O seu icônico riff simples, porém fantástico com certeza já está no hall dos melhores já compostos em toda história do Rock, porém há uma verdade sobre ele, trata-se de um “plágio” e o próprio Kurt Cobain afirmou isso mais tarde.
Com o estouro de Nevermind e obviamente a ascensão de Come As You Are, a banda inglesa de pós punk Killing Joke notou uma imensa semelhança do famoso riff com uma canção da banda a Eighties, e de fato as duas canções são parecidíssimas, Jaz Coleman, vocalista do Killing Tree, ficou furioso com tamanho descaramento e tomaria decisões judiciais perante aquele plágio, porém Kurt Cobain foi mais rápido e afirmou sim ser Come As You Are um plágio de Eighties, disse que o quanto ele gosta e admira o Killing Joke e que Come As You Are nada mais era que uma citação sonora a uma banda na qual ele admirava muito, tais palavras comoveram Coleman que desistiu do processo e iniciou uma grande amizade com os integrantes do Nirvana, a ponto de vinte anos depois, mais precisamente em 2003, Dave Grohl ex baterista do Nirvana assume as baquetas do Killing Joke em seu último disco de estúdio o pesadíssimo MMXII.
Fique com as duas abaixo e compare

Reading, a Consagração
Quem ouvia o Nirvana em Nevermind um álbum muito bem produzido por Butch Vig (baterista do Garbage e produtor de Green Day e Foo Fighters), e depois assistia um concerto da banda, ficava perplexo com tamanha diferença sonora, se no álbum tudo soava limpo e cristalino, ao vivo a banda era de tamanha crueza com inúmeros erros e coleção infinita de microfonias ensurdecedoras.
Mesmo assim a banda estava na “crista da onda” se apresentando em diversos festivais ao redor do mundo, e talvez um dos shows mais cultuados do Nirvana seja a apresentação da banda no festival de Reading, um dos festivais mais antológicos que acontece até hoje na Inglaterra.
O Nirvana se apresentou no dia 30 Agosto de 1992 como Headliner no mesmo dia que Nick Cave And Bad Seeds, Mudhoney, Beastie Boys, Pavament, Screaming Trees e Melvins, e talvez umas das cenas mais emblemáticas de Kurt Cobain seja da entrada dele no show em uma cadeira de rodas, vestido com um jaleco de hospital fingindo estar enfermo e sem condições de realizar aquela apresentação.
O show foi um verdadeiro desfile de hits, com exceção de Something In The Way, o Nevermind foi tocado praticamente inteiro, houve também espaço para apresentar as novas canções da banda que integraria o próximo disco da banda a ser lançado em breve, no caso o In Utero.
Com Kurt Cobain inspirado e com bom humor, tudo transcorreu bem e naquela noite o Nirvana fez um concerto que ficaria eternizado pra sempre na história da banda.

As bizarras apresentações da banda na TV
Com o alcance do sucesso Mainstream o Nirvana virou de uma hora pra outra os queridinhos da mídia em geral e a banda passou a ser convidada para participar de inúmeros programas de TV, no entanto na maioria das apresentações coisas inusitadas aconteciam:
– Top Of The Pops
Em 1991 com o sucesso repentino de Nevermind impulsionado pela canção Smells Like Teen A Spirit, a banda de Kurt Cobain foi convidada para se apresentar no programa inglês Top Of The Pops, uma espécie de “Globo de Ouro” que semanalmente trazia os artistas que estavam com as músicas estouradas nas paradas de sucesso. Porém as apresentações nesse programa eram Playback, uma pratica não admirada por músicos de verdade, limitando de exibir o seu verdadeiro talento, e como medida de protesto o Nirvana fez exatamente isso em sua apresentação

– Tonight With Jonathan Ross
Ainda em 1991 a banda foi convidada para se apresentar no conservador programa de TV Tonight With Jonathan Ross, uma espécie de Talk Show voltado para as donas de casa, um programa imensamente familiar, porém lá estava o Nirvana, e ao contrário do Top Of The Pops dessa vez a banda se apresentava ao vivo e tinha o direito de tocar uma canção da escolha da própria banda, no entanto ao invés de escolher alguns dos seus inúmeros hits a banda optou pela doentia Territorial Pissings.
No final da apresentação que teve os instrumentos quebrados, a banda abandonou o palco sem trocar uma palavra sequer com o público, mas deixou um recado para Jonathan Ross, que a mesma poderia ser convidada para tocar em festas infantis.
Impagável

– Saturday Night Live
Em 1992 o  clássico programa humorístico da TV americana, o Saturday Night Live, também teve a “honra” de receber o Nirvana para uma apresentação, que de certa maneira se tornaria celebre por dois motivos.
Primeiro pelo visual perturbado de Kurt Cobain, com os cabelos pintados erroneamente de vermelho e trajando um suéter imundo por cima de uma roupa largada, para os fãs do Nirvana era mais do mesmo, mas segundo o Jornalista Charles Cross, autor da biografia de Kurt Cobain, Mais Pesado que o Céu, a tal aparência largada de Kurt Cobain no horário nobre da TV americana, casou choque nos telespectadores conservadores.

Porém o maior trunfo ficou para o final do programa, no encerramento do Saturday Night Live reúne todo mundo que participou do programa, os músicos que tocaram e os humoristas que fizeram os esquetes teatrais para despedir do público dando tchau para as câmeras, uma cena clássica que se repete a anos e nunca causou problema algum, até o Nirvana participar do programa, dado o momento da clássica despedida os integrantes do Nirvana se beijaram na boca ali no ar como forma de protesto contra a homofobia que naquela época (e até hoje) imperava na sociedade americana. Como o programa era Ao Vivo, o beijo foi ao ar para milhões de telespectadores americanos, mas depois nas reprises do programa a cena final obviamente fora cortada.

– Hollywood Rock
Contar às peripécias que o Nirvana, principalmente Kurt Cobain fez na primeira e única visita da banda ao Brasil em 1992 daria um livro e não um simples post, foram muitas aventuras, desde baladas nas noites paulistanas na companhia de João Gordo (Ratos de Porão), Courtney Love, então sua esposa, dando dinheiro a um travesti só pelo simples prazer de pegar em seus seios, sem contar os shows que foram desastrosos, em São Paulo um Kurt visivelmente chapado errando suas próprias letras, semitonando e tocando em marcha lenta, sem contar a troca de instrumentos que a banda realizou durante o show, com Cobain assumindo a bateria, Dave Grohl o baixo e Krist Novoselic os vocais e guitarra para uma série de coveres horrendas. No Rio de Janeiro um Kurt mais chapado ainda a ponto de cuspir e esfregar o pênis nas câmeras da Rede Globo que fazia transmissão ao vivo do festival.
Porém ao selecionar um registro dessa passagem conturbada da banda pelo Brasil ficamos com a trollada master que Kurt Cobain deu no então VJ da MTV na época, e hoje apresentador do Vídeo Show, Zeca Camargo.
SENSACIONAL!!!

 

Kurt Cobain Vs Axl Rose
Comum que os dois maiores expoentes do rock dos anos 90, Kurt Cobain e Axl Rose do Guns N’ Roses, tivessem suas diferenças, afinal de contas trata-se de duas pessoas de personalidade forte, porém a origem dessa ríspida adversidade não são todos que conhecem.
O Nevermind foi lançado em setembro de 1991, no mesmo mês e ano que os dois Use Your Ilusion do Guns N’ Roses, e com o sucesso de ambas bandas, Axl cogitou chamar o Nirvana para juntos fazerem uma turnê pelos EUA, porém Kurt não foi favorável, por ser contrário a toda mensagem que o Guns passava em suas letras, com certas conotações machistas. De certo modo a turnê conjunta não aconteceu e a inimizade estava instalada entre ambos.
Em 1992 houve a premiação VMA (Vídeo Music Awards) da MTV americana e clima entre Cobain e Rose esquentou nos bastidores, reza uma famosa lenda (?) que Axl caminhava pela praça de alimentação do evento, restrita aos artistas e lá estava sentado em uma das cadeiras Kurt acompanhado de sua família, a esposa Courtney Love e a sua filha – ainda bebe – Frances Bean, ao avistar Axl, Courtney levantou Frances como provocação e gritou:
– Hey Axl, você será o padrinho dela
Axl furiosamente foi até a mesa dos dois e aos berros disse à Kurt:
– Mande essa vadia calar a boca
O que ele não esperava era que Kurt ironicamente viraria para sua esposa e dissesse:
– Cala a boca vadia.
Revoltado, Axl abandonou a discussão.
Após o incidente o Nirvana se apresentou na premiação causando um acidente, Krist Novoselic no meio da canção lança o seu baixo para os ares e o mesmo volta com tamanha velocidade de encontro ao seu rosto. No final da conturbada apresentação Dave Grohl pega o microfone começa gritar:
– Olá Axl? Cadê você Axl?

Porém a “rivalidade” Guns Vs Nirvana não durou muito, dias antes de sua morte Kurt encontrou com o baixista do Guns N’ Roses, Duff McKagan no avião e ambos conversaram bastante segundo relatou o baixista que estava inconsolável ao saber de sua morte.
Em 2002, Duff ao lado dos também ex Guns N’ Roses: Slash e Matt Sorum montaram a banda Velvet Revolver e uma das covers mais tocadas pela banda era Negative Creep do álbum de estreia do Nirvana.

Em 2010, Dave Grohl, participou do cd solo de Slash ao lado de Duff na canção instrumental Watch This

Em 2011 em virtude do aniversário de 20 anos de lançamento de Nevermind, foi organizado em Seattle a cidade natal do Nirvana, um tributo a banda onde cada banda convidada tocaria uma canção do álbum e Duff com a sua banda Duff McKagan’s Loaded participou fazendo uma versão de Lithium.

Unplugged MTV
Na onda dos programas Acústicos, a MTV convidou o Nirvana para participar da série Unplugged da emissora, e mal sábia a mesma que estava parindo naquele momento um dos momentos mais emblemáticos na carreira da banda.
Gravado nos estúdios da Sony em Nova York no dia 18 de Fevereiro de 1993, o especial da banda é cercado por inúmeros mitos, o primeiro dele era a tensão entre Kurt Cobain e Dave Grohl nos ensaios, conhecido por tocar de forma bruta e alta, o desempenho de Grohl nos ensaios estava deixando Cobain descontente a ponto do mesmo pedir a saída do músico se ele insistisse em tocar daquela forma absurda, por pouco Dave não desistiu de participar da produção, porém alguém da equipe técnica conseguiu baquetas acústicas e pátria foi salva naquela ocasião.
Foi de Cobain a ideia fúnebre de decorar o palco com velas e flores, como um velório, assim disse o próprio para equipe técnica do programa.
Sempre com o ar sério e depressivo, Kurt pediu para as câmeras flagrarem um sorriso seu durante a apresentação, e o mesmo foi dado no final da canção About a Girl, mas soou forçado e bizarro demais, porém ficou registrado.

Eita sorriso forçado

Eita sorriso forçado

O público porém não ficou 100% satisfeito com o programa por dois motivos, o primeiro foi em relação ao repertório, Nevermind o álbum mais celebre e cultuado da banda ficou com apenas quatro músicas no repertório: Come As You Are, Polly, On a Plain e Something In The Way, frustrando aqueles que queriam ver a banda interpretar Smells Like Teen A Spirit em versão acústica. O restante do álbum se dividiu em músicas do recém lançado In Utero e covers inusitadas como Jesus Doesn’t Want Me for a Sunbeam dos escoceses do The Vaselines, além de três canções do Meat Puppets, com a participação especial dos integrantes da banda, os irmãos Curt e Cris Kirkwood, tal fato que desencadeou a segunda decepção com a apresentação já que todos aguardavam uma participação especial renomada como é de costume nos acústicos, algo na linha de Neil Young, Michael Stirpe (R.E.M.) ou até mesmo Eddie Veeder do Pearl Jam.
O programa foi ao ar dia 14 de Dezembro de 1993, e após o suicídio de Kurt Cobain foi lançado em cd no mesmo ano, o DVD com a apresentação completa veio apenas 14 anos após lançamento.
Na minha humilde opinião, a canção mais marcante desse trabalho é a versão de Where Did You Sleep Last Night? do bluesmen Leadbelly, uma canção triste, amarga, rançosa e igualmente poderosa, sempre que vejo o vídeo dessa canção noto uma tristeza no olhar de Kurt Cobain, uma interpretação forte, enfim um adeus…

Homenagens
Após a sua morte, muitos reconheceram o talento de Kurt Cobain e a importância do mesmo para música em geral, Steven Tyler do Aerosmith disse em inúmeras entrevistas o quanto Nirvana foi importante para geração anos 90, a banda foi um marco de uma revolução, levando o Rock a um patamar nunca levado antes. Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers e grande amigo de Cobain e de todo pessoal do Nirvana relembrou que o grandioso Nevermind foi lançado no mesmo dia que o clássico Blood Sugar Sex Magik de sua banda, porém quando ele ligou o rádio no dia seguinte a procura de Give It Away, as estações só tocavam Smells Like Teen a Spirit. E até o Madman Ozzy Osbourne em sua Autobiografia Eu Sou Ozzy, revela a importancia que o Nirvana teve para retomada da sua carreira solo, na época ele estava pensando em se aposentar do mundo da música, mas ao se deparar com o clipe de Smells Like Teen A Spirit, ele sentiu renovado vendo toda aquela explosão enérgica e com essa energia que ele gravou um dos discos mais importantes de sua carreira, o No More Tears, e o mesmo que confessou nas mesmas paginas que o clipe de Mama Coming Home foi inspirado na simplicidade do vídeo de Smells Like.
No entanto muitas bandas resolveram traduzir esse sentimento de saudade em suas canções e discos:

– Neil Young
Em sua carta de despedida, Kurt Cobain cita um trecho da canção Hey Hey, My My de Neil Young: “It’s better to burn out than to fade away” (É melhor queimar do que se apagar aos poucos). Após ser notificado sobre o feito, Neil Young se pronunciou a respeito, dizendo que aquilo tinha acabado com ele, que não era essa interpretação real da canção. Neil ficou extremamente abalado e dedicou o seu próximo Sleeps With Angels (Durma com os Anjos) para Cobain.

– The Cranberries
O Quarteto irlandês de Pop Rock capitaneado pela brilhante Dolores o’ Riordan também prestou homenagens a Kurt Cobain, no disco To The Faithful Departed (1996) um dos mais pesados da carreira da banda, além de ser dedicado a Kurt Cobain conforme descrito no encarte, o mesmo contém a música I’m Still Remembering, uma canção romântica que faz menção a morte de Cobain

– Hateen
A banda de Post-Hardcore brasileira também tem uma imensa admiração pelo trio de Seattle, chegando a tocar diversas canções do Nirvana em seus shows.
No entanto a sua homenagem a Kurt Cobain está registrada lá primeira demo tape da banda e  posteriormente no álbum de estreia do conjunto o Hydrophobia lançado em 1996.
A canção na ocasião é a G.B.C. que significa: Gun Blasted Cobain. Porém ela tem um fato curioso, o G.B.C. também são as notas musicais da canção: G (Sol), B (Si) e C (Dó).

– R.E.M.
A relação do R.E.M. com o Nirvana foi de profunda amizade, principalmente de Michael Stipe com Kurt Cobain, sendo ele o padrinho de Frances Bean, filha de Cobain. Kurt sempre venerou o R.E.M. e a banda de Michael Stipe após a explosão do Grunge de Seattle buscou inspiração na turma das camisas xadrez da cidade cinza para compor o seu próximo álbum o grandioso Automatic For The People (1992), disco inclusive que estava na vitrola ainda ligada na casa de Kurt Cobain quando o encontram já morto.
Após o falecimento, Michael deu uma entrevista dizendo que semanas antes do suicídio de Cobain ele havia percebido o quanto o amigo não estava bem devido ao uso abusivo de drogas, prevendo algo pior ele tomou a iniciativa de manter Kurt ocupado convidando para participar das gravações do próximo disco do R.E.M. assim ele estaria no estúdio ocupado trabalhando e se reabilitaria do vício que o matava aos poucos. Stipe chegou a comprar as passagens para Kurt, mas infelizmente a viagem não ocorreu.
Em Monster (1994) o nono disco da carreira do R.E.M. há uma canção dedicada a Kurt Cobain, Let Me In foi gravada com guitarra Fender que pertenceu a Kurt Cobain e foi doada por Courtney Love para Michael Stipe.
No vídeo abaixo Mike Mills aparece tocando com ela

– Foo Fighters
E a super banda de Dave Grohl, o eterno ex-baterista do Nirvana, sempre tiveram as suas letras analisadas fio a fio pela mídia e pelos fãs a procura de menções, homenagens ou até mesmo algum tipo de ressentimento por parte de Grohl para com o Cobain.
Muitos falam que Let It Die presente no álbum Echoes, Silence, Patience and Grace (2007) é sobre a relação de Kurt e Courtney, outros falam que I Should Have Known do mais recente álbum Wasting Light e que conta a participação do ex baixista do Nirvana Krist Novoselic, é sobre a morte de Cobain, porém em ambos os casos Grohl desmentiu.
Porém a única canção que o próprio Dave afirmou ser sobre Kurt Cobain é Friend Of A Friend, a história por trás da canção é sobre a época que Kurt e Dave dividiam o mesmo apartamento em Seattle antes das gravações do Nevermind, Kurt passava o tempo todo em silencio ou trancafiado dentro do quarto tocando guitarra fazendo uma moeda de palheta, a cena se repetia diariamente, fazendo Dave compor essa canção.
Em 1992 sob o pseudônimo de Late! Dave Grohl lança a fita K7 Pocketwatch que contem a primeira gravação de Friend Of A Friend, treze anos depois a canção reaparece no álbum duplo In Your Honor do Foo Fighters, e posteriormente no álbum acústico Skin and Bones (2006).

O Nirvana será induzido no Rock n’ Roll Hall Of Fame,a cerimônia acontecerá no próximo dia 10 de Abril e Michael Stipe será responsável pelo discurso de introdução, há fortes indícios de que os integrantes remanescentes da banda, Dave e Krist, ao lado de Pat Smear que assumiu a segunda guitarra da banda em 1993, se apresentarão na cerimônia, porém não foi revelado quem assumirá o papel de Cobain na apresentação.

Fica aqui a nossa singela homenagem a Kurt Cobain e a todo o seu legado musical, e se eu pudesse traduzir com uma canção todo o sentimento que tenho pela sua obra a canção seria essa:

“Se os meus olhos mostrassem a minha alma, todos ao me verem sorrir chorariam comigo”
(Kurt Cobain)

 

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