Fila Benário Entrevista “Ecliptyka” + Review completo do show de lançamento de “Times Are Changed”

Publicado: 25 de agosto de 2014 em Entrevistas, Shows
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A cena Rock de Jundiaí (Interior de SP) está em festa e o Aldeia Rock Bar foi palco de todas as comemorações.
Na semana passada já tivemos o show em comemoração aos vinte anos de carreira do Fistt, tradicional banda de Hardcore da cidade, e ontem foi a vez da grande banda de Heavy Metal, Ecliptyka, subir no palco do Aldeia para promover o lançamento do novo álbum Times Are Changed, que já foi resenhado aqui no nosso blog.
A nossa equipe esteve lá participando dessa festa sensacional e depois tivemos o privilégio de bater um papo com a carismática vocalista Helena Martins, que nos contou dos próximos passos para a divulgação do álbum, além de explicar de uma vez por todas os elementos que compõe a sonoridade da banda.
O bate papo na integra mais o review completo do show você confere abaixo:

Primeiramente gostaria de saber o que você acharam do show de hoje? a casa estava lotada. Superaram as expectativas?
A gente sempre imagina alguma coisa como vai ser, mas hoje superou, foi muito bacana, muito legal mesmo, a casa cheíssima, nossa eu fiquei muito feliz de ver todo mundo, é muito gostoso de ver do palco aquela galera toda, é muito legal.

Times Are Changed teve a produção de Jean Dolabella que foi baterista do Sepultura, conte-nos como foi trabalhar com ele, teve alguma dificuldade ou até mesmo muita cobrança?
Não imagina, nossa o Jean é uma pessoa incrível, além dele ser uma pessoa muito íntegra, ele é uma pessoa muito fácil de trabalhar, a gente não teve problema nenhum com ele, a gente se deu muito bem com ele, desde o primeiro dia que a gente entrou no estúdio até o último, e até hoje a gente tem ele como um modelo. Além de um excelente profissional, um excelente músico e produtor ele é uma excelente pessoa também.

Times Are Changed ele é completamente diferente de todos os trabalhos já lançados pelo Ecliptyka, hoje você conseguiria classificar o estilo de Heavy Metal que vocês fazem?
Nossa que pergunta difícil (risos). Não consigo cara, não dá. Até no nosso primeiro álbum eu já tinha essa dificuldade e nesse segundo piorou (risos). Eu costumo a falar que nesse segundo CD a gente está com uma proposta mais direta, não está um Heavy Metal muito rebuscado como era no primeiro que era mais cheio de detalhes, esse está mais simples e direto, ta pra uma linha mais Rock. Mas rotular eu não consigo.

Você possui um projeto que conta até mesmo com alguns integrantes do Ecliptyka, intitulado de Dance Rock, que é mais voltado para música POP. Assim como o guitarrista Hélio Valisc que também tem uma banda chamada Maverick que é mais voltada para o Rock Alternativo. Esses projetos influenciam de certa forma na sonoridade do Ecliptyka ou é possível se desvencilhar?
Não, desvencilhar 100% é impossível né? porque faz parte da nossa formação musical, eu gosto muito de Pop, sempre gostei, sempre ouvi Rock, Heavy Metal, mas sempre junto com Pop que é a minha praia. Então é obvio que a gente não vai colocar certos elementos no Ecliptyka porque não é a proposta da banda, mas um “toquezinho” de cada um sempre tem, tem um toque Pop meu, um toquezinho Pop do Eric (Baixista) que ele gosta bastante também, um toque mais Hard do Hélio que ele gosta. Então um toque de cada um sempre tem, mas desvencilhar 100% esses estilos diferentes é impossível, faz parte da gente.

No show você comentou a respeito da música Save Me From Myself, que é a mais diferente da carreira da banda, conte-nos um pouco como foi o processo de composição dela.
Na verdade a letra e a melodia é minha, eu que surgi com a ideia, como eu tenho esse lado mais Pop eu queria trazer um pouco isso, eu falei “gente, vamos fazer uma música mais simples mais pegajosa, que grude a melodia…” ai eu cheguei com a ideia de letra e melodia, no violão e voz e ela se transformou no que é hoje. A produção do Jean deu muita diferença, e também a participação de todos os meninos. Mas a ideia era realmente fazer uma coisa diferente assim.

E é a sua canção favorita do CD?
É uma das minhas favoritas

E qual é a sua favorita?
Ah eu não sei te dizer qual seria “a” favorita (risos), mas é Save Me From Myself com certeza e Changed And Gone.

Helena, a sua voz evoluiu muito, tem progredido a cada trabalho, o que se deve a isso?
Estudei muitoooooo (risos), muito, muito. Estudei muito, a persistência ajudou muito, e a dedicação também e eu acho que é isso que conta mais, pra música você fazer todo dia, treinar todo dia nem que seja na tua casa só, conta muito. Então a persistência, os estudos fazem muita diferença, pra mim foi o que rolou, estudei muito, muito, muito.
Eu nunca fiquei muito contente 100%, eu sempre fui muito crítica comigo mesma, então eu sempre fui atrás de melhorar e de estudar sempre.

No ano de 2009 a banda fez um imensa turnê pela Europa se apresentando na Alemanha e na Belgica, há possibilidades da banda retornar para divulgar o Times Are Changed?
Há possibilidade sim, a gente está em contato com algumas produtoras de fora, dos Estados Unidos e da Europa, e agora a gente está mantendo os contatos, vai ver como que rola, talvez para o ano que vem ainda, esse ano não, mas talvez pro ano que vem role uma turnê sim.

E quais são os projetos de divulgação desse CD, já tem alguma turnê agendada?
Nós vamos tocar agora em Itapira… quando vai ser Eric?
Eric (Baixista): Itapira dia 6 de setembro, um sábado.
Helena: Isso dia 6 de setembro, tem algumas outras datas pré marcadas que ainda estamos agendando, mas turnê mesmo oficial a gente ainda não tem marcada, mas talvez no ano que vem. Por enquanto esse ano a gente vai fazer show por aqui mesmo pela região e talvez por outros lugares, mas tem mais datas ai né?
Eric: Sim, tem mais datas ai (risos).
Helena: A gente vai liberar pelo Facebook, na nossa pagina, a gente libera por lá.

Eu e a Helena Martins após a entrevista

Eu e a Helena Martins após a entrevista

Ecliptyka no Aldeia Rock Bar
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Com lotação máxima da casa, o tradicional Aldeia Rock Bar (Jundiaí – SP) foi palco do lançamento do segundo álbum da banda de Heavy Metal Ecliptyka.
A abertura ficou por conta da banda jundiaiense Gasoline Special que faz um Rock n’ Roll com pitadas de Punk Rock e Grunge, e o repertório foi baseado no recente lançamento da banda o álbum RCK ‘N’ RLL. André Bode (Voz e Guitarra), Victor Zeh (Guitarra), Junior Costa (Baixo) e Junior Scalav (Bateria), foram ovacionados pela plateia – em sua maioria headbanger – ao fim de sua enérgica apresentação.
Após meia hora de intervalo para os devidos ajustes no som era chegada a hora dos donos da noite brilharem: Hélio Valisc (Guitarra e Vocal), Guilherme Bollini (Guitarra e Scream Vocals), Eric Zambonini (Baixo), Tiago Catalá (Bateria) capitaneados pela exuberante e carismática Helena Martins (Vocal), o Ecliptyka sobe ao palco do Aldeia para um show histórico. E durante uma hora e meia de show a banda desfila profissionalismo e competência em set-list que abordou não apenas o novíssimo Times Are Changed, mas também o aclamado A Tale of Decadence lançado em 2011.
O show deu inicio Changed Are Gone seguida de Forgotten que conta com os sensacionais vocais do guitarrista Hélio, ambas canções do mais recente lançamento. O CD antecessor foi relembrado com o hit Splendid Cradle seguida da pesada e trabalhada Dead Eyes.
Guilherme Bollini ressaltou a importância da diversidade de estilos dentro do Rock e saudou os conterrâneos do Gasoline Special pelo excelente show de abertura.
O show prosseguiu com Embrace The Pain – “a mais pesada do álbum” segundo o próprio Guilherme – e To Your Final Breath, ambas do Times Are Changed. Helena a “Frontwoman” tem progredido a cada trabalho, a cada apresentação, sua voz límpida, angelical porém forte e potente alcança tons altíssimos com facilidade, além da sua presença de palco hipnotizante.
A cozinha formada pelo galã (como disse a própria Helena) Eric e o batera Tiago Catalá funciona perfeitamente ao vivo, fazendo a cama para as guitarras ultra-pesadas dos geniais Hélio e Guilherme.
A Tale Of Decadence ainda foi lembrado com as canções Hate, Why Should They Pay, Fight Back e o single We Are The Same que contou com a participação mais do que especial de Marcelo Carvalho que também participa da versão original.
De Times Are Changed ainda tivemos a belíssima balada Save Me From Myself, onde Helena frisou que é a primeira canção feita pela banda nesse estilo tão diferente, e é claro a poderosa faixa título, Times Are Changed.
Helena aproveitou a oportunidade para fazer um breve discurso sobre a atual situação política do nosso país e sem apelo partidário exortou a todos a votarem com consciência.
De surpresa tivemos o cover de Love Bites do Halestorm, a mais nova sensação do Hard Heavy mundial.
What You Think You Feel fechou a apresentação com Helena apresentando a banda e agradecendo a todos que “sobreviveram” até o final.

Quem agradece somos nós.

Repertório

Breathing Again (Intro)
Forgotten
Splendid Cradle
Dead Eyes
Embrace The Pain
To Your Final Breath
If You Only Knew
Echoes From War
Hate
Why Should They Pay
Fight Back
Save Me From Myself
Love Bites (Cover Halestorm)
Times Are Changed
We Are The Same (Part. Marcelo Carvalho)
What You Think You Feel

Ao som de Ecliptyka – Times Are Changed

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comentários
  1. […] O segundo foi da banda de Heavy Metal Ecliptyka, também de Jundiaí, com o discão Times Are Changed que chegou totalmente inovador, tocando o gênero de forma ousada e inteligente. Eu tive a oportunidade de assistir o show de lançamento do álbum, além de uma entrevista com a vocalista Helena Martins, ambas as matérias vocês conferem aqui. […]

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