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Brody Dalle – Diploid Love

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“Diga quem é o seu companheiro que eu te direi a qualidade da música que você faz.”

Parafraseando o famoso ditado popular, o citado acima encaixa perfeitamente quando algumas musas do Rock se relacionam com pessoas do mundo musica e tal envolvimento influência diretamente no seu trabalho artístico e musical.
Já aconteceu com Courtney Love por exemplo, que no início da década de 90 era casada com Kurt Cobain ex-líder do Nirvana, e a sua banda principal, o Hole, carregava muito da sonoridade da banda do esposo, um Punk Rock sujo transvestido de Grunge, berrado mas calcado em boas melodias, porém quando o mesmo partiu e a viúva teve um affair com o Billy Corgan o líder do Smashing Pumpkins, Celebrity Skin (1998) o próximo cd do Hole veio mais harmonioso, com batida pop e um despojamento Rock menos agressivo como em outrora, mas mesmo assim bacana, afinal de contas se tratava de Billy Corgan por trás. Gwen Stefani a frontwoman do No Doubt uma das bandas mais sensacionais da década de 90 também passou por situação semelhante, afinal de contas quando ainda era namorada do baixista do grupo Tony Kanal as melodias da banda era um enérgico Ska Core furioso, porém bastou relacionar e casar com Gavin Rossdale líder do Bush, a banda inglesa alternativa de um único hit (Machinehead) que o No Doubt desacelerou e deu uma “empopada” na sonoridade lançando os álbuns Return of Saturn (2000), Rock Steady (2001)  e o execrável Push and Shove (2012)
E o mesmo aconteceu com Brody Dalle, que antigamente atendia por Brody Armstrong e era esposa de Tim Armstrong, líder, vocalista, guitarrista e fundador de uma das maiores bandas de Punk Rock dos últimos tempos, o Rancid. Casada com Tim, Brody estava a frente do The Distillers uma sensacional e agressiva banda de Punk Rock que em pouco tempo de atividade e apenas três discos lançados se fez notar na cena musical com masterpice Sing Sing Death House (2002) que beirava a genialidade com canções velozes, agressivas tomadas por berros insanos.
Eis que união de Brody e Tim chegou ao fim e tempos depois ela estava nos braços de Josh Homme, o cultuado, celebrado e admirado messias do novo rock a frente do Queens Of The Stone Age, e dessa união nasceu Diploid Love o primeiro voo solo da agora Brody Dalle, porém o que tinha tudo pra ser um álbum marcante se tornou uma das maiores decepções do ano.
Esqueça o Distillers, esqueça as guitarras esporrentas, a batida forte e rápida, esqueça os berros desesperados, aquela Brody foi enterrada junto com o sobrenome Armstrong e com o matrimônio infeliz, o que se tem aqui é uma Brody Dalle em certo ponto ousada, navegando por águas jamais visitadas mas que em nada lembra o seu passado glorioso.
As nove faixas de Diploid Love carrega a mesma estrutura musical, uma atmosfera oitentista remetendo à bandas como Roxette e Eurythmics, o Punk Rock até tenta aparecer na genial Underworld, a unica que se salva do disco, mas o restante do álbum se perde em batidas pop inorgânicas de Rat Race, Don’t Mess With Me, Dressed In Dreams e Parties For Prostitutes que fecha o disco de maneira trágica.
Meet The Foetus / Oh The Joy conta com os Backing Vocal de luxo da musa Shirley Manson do Garbage, mas nem assim empolga.
A influência direta de Josh Homme em Diploid Love fica evidente na banda de apoio que gravou o álbum que conta com Michael Shuman do Queens Of The Age no Baixo e o “arroz de festa” Alain Johannes que é braço direito de Josh em todos os seus projetos musicais.
Resumindo, Diploid Love não agrada, não convence e muito menos empolga, em nada lembra aquela enérgica Brody (Armstrong) Dalle de cabelos espetados que vociferava palavras de ordem em cima de um Punk Rock agressivo, pelo contrário, aqui ela quis se desvencilhar de vez dessa imagem, quis cantar bonito, trabalhar com artistas renomados, ampliar o repertório musical mas de nada funcionou, gastou muito glace pra pouco bolo.
Ela ficou linda de cabelos loiros, é fato, mas beleza não põe mesa já dizia o outro.

Acho que a minha insatisfação descrita no decorrer do texto responde o fictício ditado citado acima, não é?

As coisas só não estão perdidas pra você Brody Dalle, porque Underworld (vídeo abaixo) é uma canção muito bacana, e porque você também deu essa declaração genial aqui.

Ao som de The Distillers – Sing Sing Death House

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