De músico e louco, Billy Corgan e Scott Stapp tem um pouco

Publicado: 16 de dezembro de 2014 em Fila Benário Fala, Notícia
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Billy e Scott

Nas últimas semanas dois grandes nomes do rock alternativo dos anos 90 viraram manchete do mundo inteiro graças as suas megalomanias.

Billy Corgan, o genial e genioso líder do Smashing Pumpkins é conhecido tanto pela sua capacidade de criar hinos para sua banda como também de ter um dos temperamentos mais difíceis do mundo do Rock. Já no início dos anos 2000, Corgan praticamente surtou com a banda e encerrou as atividades da mesma alegando uma série de motivos, entre eles: O uso abusivo de drogas da baixista D’arcy Wretzky, o difícil convívio com o guitarrista James Iha, e o mais insano de todos: o pesadelo que teve, onde estava lutando boxe com a cantora pop Britney Spears, e assim ele chegou a conclusão que não havia mais espaço para o rock, com alta do pop xexelento na mídia.
O Smashing Pumpkins pôs fim a sua aclamada trajetória com a baixista Melissa Auf Der Maur ocupando o cargo deixado pela D’arcy nos shows restantes.

Smashing Pumpkins com Melissa Auf Der Maur (a esq)

Smashing Pumpkins com Melissa Auf Der Maur (a esq)

De repente Corgan anuncia que queria voltar pro Rock, todo mundo imaginou ser a volta dos Pumpkins e trepidaram de alegria, mas uma imensa pá de cal foi jogada sobre nossas cabeças quando veio o anuncio da sua nova banda, o Zwan. A banda era legalzinha, bacaninha, o único disco do conjunto, o Mary Star of the Sea, era muito bom, e o line-up do grupo era um verdadeiro Dream Team, contando com a grandiosa baixista argentina Paz Lenchantin (A Perfect Circle, Auf Der Maur, The Chelsea e hoje no Pixies) e o próprio baterista do Pumpkins, Jimmy Chamberlin. Mas o difícil temperamento de Corgan zangou tudo e a banda acabou em 2004.

Billy Corgan e o seu Zwan

Billy Corgan e o seu Zwan

Ai o tiozão lançou um álbum solo (o incompreendido The Future Embrace) com claras influencias do Syth Pop dos anos 80 e logo no primeiro show da turnê saiu chutando tudo no palco e mandando a plateia pra aquele lugar, quando foi pedido para que tocasse uma música do Smashing Pumpkins.
Os Pumpkins voltaram em 2007, apenas com Corgan e o baterista Jimmy da formação original e lançaram o sensacional Zeitgeist.
Tudo parecia estar perfeito no reino das aboboras amassadas, mas ai começou um entra e sai danado de integrantes, até que fecharam com a formação que até então parecia vindoura, com o guitarrista Jeff Schroeder, a baixista Nicole Fiorentino (que na infância foi a modelo da capa do álbum Siamese Dream dos Pumpkins) e o jovem baterista Mike Byrne. Com esse line up Billy Corgan visitou o Brasil pela terceira vez tocando no festival Planeta Terra e anunciou o audacioso projeto Teargarden by Kaleidyscope que reuniria nada mais nada menos que 44 faixas.

Smashing Pumpkins em 2010 com Nicole, Jeff e Mike

Smashing Pumpkins em 2010 com Nicole, Jeff e Mike

Em 2014, Corgan demite a banda toda, deixando apenas o guitarrista, anuncia Tommy Lee do Motley Crüe na bateria do novo álbum intitulado de Monuments To An Elegy e sai em turnê com Brad Wilk do Rage Against The Machine na Bateria e com o baixista Mark Stoermer do The Killers, acabando de vez com fascínio de Corgan por mulheres no contrabaixo de suas bandas. Além de ter mencionado negativamente na imprensa as bandas Pearl Jam, Soundgarden e Foo Fighters, alegando que são bandas preguiçosas e sem evolução alguma.
Porém nada foi mais explosivo que a sua última entrevista a Rolling Stone americana onde dizia “estar farto do Rock e que o fim da banda estaria próximo”.

Eis que Scott Stapp resolveu também pirar o cabeção, o líder do Creed, a banda mais odiada de todos os tempos, surgiu no final da febre do movimento grunge, e pegando uma carona na sonoridade da galera depressiva de Seattle. O Creed foi um fenômeno de vendas nos Estados Unidos chegando a vender mais que o guitarrista Jimi Hendrix no país.
Creed  Eu particularmente gosto do Creed, e tenho a total convicção que o conjunto de Scott Stapp assim como muitas outras bandas, são vitimas das gravadoras que escolhem a pior faixa do álbum para ser o single e condenam todo o trabalho restante da banda, por mais genial que seja.
Acredito que os maiores críticos do Creed nunca ouviram essas canções da banda:






E o Creed teve uma trajetória semelhante aos Pumpkins em todos os sentidos, com muito ego inflado, muitas brigas entre os integrantes –  o que culminou na saída do baixista Brian Marshall nas gravações do terceiro álbum, Weathered – e no fim o comportamento do próprio Scott Stapp que se revelou viciado em drogas, colocando fim aos boatos de que a banda tinha ligação com o cristianismo.
Resumindo, a banda encerrou as atividades no período mais frutífero, Scott seguiu carreira solo, lançando o cd The Great Divide (2005), e os integrantes remanescentes, contando com o baixista Marshall, se uniram com o ex-vocalista do The Mayfield Four o Myles Kennedy e formaram o grandioso Alter Bridge.

Alter Bridge

Alter Bridge

Após cinco anos o Creed voltou às atividades, lançou o elogiadíssimo Full Circle e embarcou em uma turne também visitando o Brasil. Mas na prática a volta era pura fachada, já que o relacionamento de Scott com os demais integrantes era péssimo, o que culminou mais uma vez no fim da banda, e “dessa vez pra valer” segundo o guitarrista Mark Tremonti.
Scott Stapp lançou mais um cd solo (Proof of Life – 2013), enquanto o Alter Bridge fazia sangrar com o sensacional Fortress que foi aclamado como um dos melhores discos lançados em 2013. Ai Stapp volta a virar notícia, mas dessa vez não com um retorno do Creed ou algo parecido, o mesmo aparece em um vídeo digno de pena, com aparência envelhecida, totalmente acabado, dizendo ter sido roubado pela gravadora e que dormia em um quarto de hotel e não tinha absolutamente nada para comer.

Passada toda comoção do vídeo que viralizou para o mundo todo, Scott pediu um financiamento coletivo no valor de 500 mil dólares para gravação de um novo cd solo, o que gerou outra campanha onde se pedia um montante de 50 mil dolares para Scott não lançar o cd. E como desgraça pouca é bobagem, na semana passada portais do mundo inteiro noticiou o altíssimo nível de insanidade de Scott Stapp que alegou ser um oficial da CIA com a missão de matar o presidente Barack Obama, a informação foi dada pela sua ex-esposa. Scott obviamente desmentiu e disse ser armação da ex-companheira e alegou estar livre de drogas e que não apresenta nenhum tipo de problema mental.
Leia a notícia aqui.

Billy Corgan e Scott Stapp duas vitimas da própria megalomania.

 

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