Beatriz Sanz Entrevista Rosa de Saron

Publicado: 24 de dezembro de 2014 em Entrevistas
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No último domingo (21 de dezembro) um dos maiores expoentes da música católica fez uma apresentação histórica na cidade de Campinas (interior de São Paulo). Com mais de 25 anos de trajetória, a banda de Pop Rock Rosa de Saron, fez o céu e o ginásio do clube regatas tremer com os seus maiores sucessos e apresentando o seu mais novo álbum, o aclamadíssimo Cartas ao Remetente.
O show marcava a inauguração do Projeto Aurora, núcleo criado pela banda, com o intuito de realizar ações solidárias as classes mais necessitadas, e toda a renda desse show, foi para o Lar Ternura, entidade que cuida de crianças carentes.
Antes da apresentação, os integrantes Guilherme de Sá (Vocal) e Rogério Feltrin (Baixo) receberam no camarim da banda a nossa repórter e colaboradora Beatriz Sanz, que bateu um papo com ambos, onde falaram do mais novo trabalho, além do processo criativo do grupo e principalmente sobre as atividades do Projeto Aurora.
O resultado dessa conversa vocês conferem abaixo:

Por Beatriz Sanz

Oi, tudo bem? Então, que quero perguntar pra vocês sobre o CD novo, “Cartas ao Remetente” que é o 14° trabalho, não é isso?

Guilherme de Sá: 13°.

13°? Então, qual é a diferença desse pros outros que já foram lançados?

Guilherme: Não tem muita diferença pra se falar a verdade, nosso trabalho é sempre uma continuação, um após o outro,é… e todo disco tem sua parcela de aprendizados, tem sua parcela de experiências. “Cartas Ao Remetentes” eu sinto que tem um pouco mais de experiências que os outros, né? A gente passou um ano muito, é, impactante, 2013 muito impactante, seja pra bem, seja pra mal, e isso acabou gerando uma carga emocional muito grande na gente, e quando a gente compôs, a gente acabou, é, inserindo isso nas letras do disco, né? Então é basicamente isso, é, “Cartas Ao Remetente” é um disco bastante emocional, mas é também uma continuação dos outros.

E desde 2007, a banda lança, no mínimo, um trabalho por ano. Como é o processo de inspiração, composição e lançamento desses CDs?

Guilherme: A gente é bem mecânico, na verdade, nas poucas coisas que a gente faz, a gente costuma agir com bastante profissionalismo, etc., então pra gente prazo é prazo, a gente percebeu que você precisa lançar um trabalho, então a gente vai, corre atrás, então a gente entra em épocas de composição. Por mais que você faça esboço musical, esboço de letras e etc., a gente entra em épocas de composição mesmo, então as músicas são compostas em 30 dias, 40 dias. Fez as músicas, compôs, a gente fechou, entra em estúdio, grava e acabou. É sempre nesse esquema, nessa velocidade, e é a maneira que dá certo, né? Pelo fato de a gente ir lá, gravar, gastas 3, 4 meses, desde o processo de composição até a finalização, a gente entra numa espécie de férias, então a gente não compõe muito fora dessas épocas, né?

Ah, entendi, e nessa época de composição, vocês fazem músicas a mais, que não entram?

Guilherme: Também, também. Na verdade, esboços têm demais, bastante, entendeu? Mas raramente a música fica de fora, e quando ela fica de fora a gente joga pro próximo disco, tem que ver se ela combina com o resto ou se é diferente demais, ela acaba não chocando muito. Então tem coisas na manga, mas nada gravado. Se alguém morrer aqui não tem mais nada gravado (risos).

Quais são as bandas ou artistas que mais influenciam vocês?

Guilherme: É difícil, porque os quatro têm cabeças muito diferentes, gostos muito diferentes. Mas quando a gente se junta pra compor, a gente meio que já entendeu a nossa roupagem, né? Eu como produtor, acabo estudando bastante coisas que tem por ai, então eu acabo unindo umas coisas retros que eu adoro mas sempre olhando pra frente, sempre a vanguart, sempre meio antenado com o que rola nas paradas de Billboard, essas coisas que a gente pise, né? Mas bandas, vai ter uma centena de bandas se a gente listar todo mundo.

É, e como é a sensação de tocar aqui de volta em Campinas, que é a cidade da banda, e que também foi palco do primeiro festival de música católica?

Guilherme: Ah, pra gente é sempre uma satisfação. Na verdade, onde quer que a gente pise, a gente sempre se sente feliz. Campinas não deixa de ser um desafio, porque “santo de cassa não faz milagres”, aqui você precisa suar a camisa pra você colocar gente,e o bacana é que metade dessas pessoas são conhecidos nossos ou parentes, né? Então vamos dizer que, de todos os shows do ano, o mais V.I.P. é esse aqui (risos). É onde a gente sai daqui e vai comer alguma coisa, embora hoje nós vamos pular no ônibus e ir pro Paraná; mas geralmente quando você toca em Campinas, você sai daqui e vai comer um negócio, vai trocar uma ideia com quem tava no show. Em todo show nosso tem um cronograma um pouco complicado, porque a gente sempre chega na hora do almoço, e tem tudo a ser resolvido ali, e depois tem que sair para o próximo show, e tal. Mas aqui é onde as coisas acontecem com mais tranquilidade.

Pra vocês, qual a importância do Projeto Aurora?

Rogério Feltrin: É um sonho que a gente comenta a muito tempo, que a gente queria viabilizar, mas faltava ainda a coisa de estrutura, a gente conseguir encaixar isso dentro da nossa agenda, que é complicada, mas de uma forma que funcionasse. Então, é primeiro uma realização de um sonho que a gente está em realização(?) e a gente espera muito que dê certo, porque a gente acha que ele vai, de alguma forma concreta, materializar tudo aquilo que a gente canta. Então, hoje é a nossa “menina dos olhos”, uma coisa que a gente tá olhando com muito carinho, tá nascendo ainda, é embrionário, mas a gente espera que seja algo que dê muitos frutos ainda.

Você acha que esse projeto vai fazer com que os jovens se envolvam mais em voluntariado, porque a Rosa de Saron trás muitos jovens; você acha que isso vai fazer com que eles sejam mais adeptos ao voluntariado?

Guilherme: É um dos nossos objetivos, é a nossa esperança na verdade, porque o Rosa um dia vai acabar. O bacana daqui, como eu tava falando ontem em uma entrevista, é você plantar uma semente no coração da galera, e o próprio publico fazer essa semente germinar, entendeu? É um projeto que, se você tiver um caminho longo, ele pode chegar a lugares bem legais. Por enquanto começou com um show e uma colaboração financeira, tipo, toda renda do show vai pra um lar de caridade. Mas a gente torce muito que isso aqui seja o primeiro passo de um longo caminho, né? E pra isso acontecer, é 10% a gente e 90% os outros, então a gente tem consciência, até porque, um dia a banda acaba mesmo, e se ficar plantado no coração da galera, eles mesmos vão acabar continuando no caminho.

A gente agradece pela entrevista, parabéns pelo projeto!

Guilherme: Valeu, imagina. Obrigado!

Da esq pra dir: Felipe Callegari, Wellington Greve (Bateria), Ana Cristina, Fila Benário, Guilherme de Sá (Vocal), Beatriz Sanz e Rogério Feltrin (Baixo)

Da esq pra dir: Felipe Callegari, Wellington Greve (Bateria), Ana Cristina, Fila Benário, Guilherme de Sá (Vocal), Beatriz Sanz e Rogério Feltrin (Baixo)

Perfil - Bia Sanz

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