Homenagem

Feliz Aniversário (Atrasado) Mike Patton

Mike Patton (2)
Por conta da cobertura da “treta” que ocorreu (e ainda ocorre) na banda californiana Blink 182 (se você ainda não está sabendo leia aqui), o Fila Benário Music infelizmente cometeu um dos maiores sacrilégios em toda sua história ao não felicitar o aniversário de um dos maiores frontman que o Rock já teve, o Sr. Michael Allan Patton, ou apenas Mike Patton.
Nascido em 27 de Janeiro de 1968 na cidade de Eureka na Califórnia, Mike é mundialmente conhecido como vocalista do Faith No More, uma das bandas mais geniais, inventivas e criativas das duas últimas décadas.
A história de Mike Patton com a do conjunto se funde no ano de 1988, quando o então vocalista do grupo Chuck Mosley que já havia gravado os dois primeiros álbuns da banda (We Care a Lot – 1985 e Introduce Yourself – 1987) é demitido. O Guitarrista do grupo na época o Jim Martin se encanta com Mike Patton ao ouvir a demo tape da sua outra banda, o Mr. Bungle, e o indica para vaga. E desse casamento perfeito que nasce um ano depois a maior obra prima do Faith No More, o petardo The Real Thing, onde se encontra os maiores sucessos do conjunto: Epic, From out of Nowhere, Falling to Pieces, Surprise! You’re Dead!, além da sensacional versão de War Pigs do Black Sabbath.
The Real Thing foi realmente o divisor de águas na carreira da banda, onde o Faith No More passou a ter notoriedade chegando a conquistar prêmios Grammy e certificações de platina pela excelente vendagem do álbum. Ponto para Mike Patton e sua entrada triunfal.

Faith No More
Faith No More

Com o lançamento de Angel Dust (1992), o Faith No More que já era citado positivamente em entrevistas das bandas Metallica e Guns n’ Roses, passou a excursionar junto com eles em uma das turnês mais caóticas do show bussness, e segundo Slash, o mítico guitarrista da banda do Guns n’ Roses, em sua autobriografia ele confessa que o Faith No More quase foi demitido da turnê pelo fato de Mike Patton criticar duramente o Guns no palco.
Após o lançamento do pesado (e meu favorito) King for a Day… Fool for a Lifetime (1995) e do diverso Album of the Year (1997) a banda encerrou as atividades, deixando assim o caminho livre para Mike Patton brilhar com os seus inúmeros projetos musicais:

Mr. Bungle (1985 – 2004)
Mr. Bungle
Formado antes mesmo da sua entrada no Faith No More, o Mr. Bungle acabou ganhando notoriedade após o estouro de The Real Thing. O grupo chamou a atenção da Warner que lançou o debut-álbum do conjunto em 1991.
A sonoridade do conjunto era uma salada sonora de Jazz, Rock Progressivo, Funk Rock, que causou ciúmes em Anthony Kiedis do Red Hot Chili Peppers que passou a boicotar a banda em diversos festivais por achar que Mike lhe imitava descaradamente, e pra ajudar, o álbum California do Mr. Bungle foi lançado em 1999, no mesmo ano e na mesma Warner do Californication do RHCP.

Fantômas (1998 – Presente)
Fantômas
Um dos mais conhecidos e reverenciados projetos de Mike Patton é com certeza o Fantômas, que na verdade é um super grupo contando com Buzz Osbourne do Melvins nas guitarras, Trevor Dunn do Mr. Bungle no baixo e grandioso Dave Lombardo ex-Slayer na bateria.
Fazendo um metal experimental, o Fantômas já esteve no Brasil se apresentando no festival Claro que é Rock em 2005 e encantou a todos com o seu som pesado e tresloucado.
Depois de um longo hiato, a banda anunciou o seu retorno no final de 2014 com direito a shows pelos EUA.

Tomahawk (1999 – Presente)
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E foi nos anos 90 ainda que o incansável Mike Patton colocou mais um projeto pra funcionar, o também “psicolouco” Tomahawk, que inclusive esteve na segunda edição brasileira do Lollapalooza em 2013, fazendo um show sensacional, divulgando o disco recém lançado na época Oddfellows.
No Tomahawk, Patton emula um Elton John assumindo o teclado e surrando melodias dramáticas, porém lhe desce o santo e ele incorpora ele mesmo e manda um cover do Bad Brains.

Lovage (2000 – Presente)
lovage
Os anos 2000 chegou trazendo mais uma banda na vida agitada de Michael Patton, porém dessa vez diferente de tudo que o músico já fez. Em Lovage, Mike ao lado da cantora Jennifer Charles (do Elysian Fields) cai na música eletrônica, ou no Trip-Hop como preferir.
O conjunto chegou a lançar apenas um disco, o Music to Make Love to Your Old Lady By (2001) que saiu também em versão instrumental no mesmo ano.
O grupo ainda continua firme forte nas apresentações.

Peeping Tom (2000 – Presente)
Peeping Tom
Também surgido na virada do milênio o Peeping Tom é nada mais que o segundo o seu criador, uma ousada tentativa de tocar música Pop.
E unido a grandes nomes como Norah Jones, Bebel Gilberto, Massive Attack e entre outros, é de todos os projetos o menos experimental e mais acessível

Mike Patton & Mondo Cane (2010 – Presente)
Mike Patton
Além dessa infinidade de projetos Mike Patton mantém uma carreira solo que consiste em trilhas de filmes e outras novidades, porém em 2010 ele chegou ao ápice da sua diversidade ao lançar o álbum Mondo Cane recheados de covers da música pop italiana dos anos 50 e 60. Mondo Cane acabou virando mais projeto e Mike Patton trouxe para o Brasil no Rock In Rio 2011, se apresentando junto com a Orquestra de Heliópolis, programa de formação de crianças e adolescentes carentes de São Paulo.
A critica especializada teceu inúmeros elogios para o momento Ennio Morricone de Mike Patton.

Aproveito a oportunidade para citar os meus 5 momentos favoritos do Sr. Mike Patton:

1 – Show no SWU
A primeira e única vez (por enquanto) que vi Mike Patton ao vivo foi na apresentação do Faith No More fechando o festival SWU no dia 14 de Novembro de 2011. Depois de mais de 12 horas de shows com as mais diversas bandas, Mike Patton e os asseclas reduziu todo o festival a pó com uma apresentação fora do normal, com direito a todos os sucessos (Epic, Easy, Digging the Grave, Evidence) além de músicas que eu jamais pensei que veria em um show do Faith No More como Cuckoo for Caca. Mike Patton foi um verdadeiro show a parte, cantando (e berrando) como nunca, sentou no banquinho do câmera-man pra filmar o show enquanto cantava The Gentle Art of Making Enemies e levou um capote, desceu na plateia, fez a multidão cantar Po***, Ca**** no meio de King For a Day e se comunicou o tempo todo em português.
Enfim, foi histórico e ta no meu top Five de shows favoritos fácil, fácil, fácil

2 – King for a Day… Fool for a Lifetime
De longe o meu disco favorito do Faith No More, pesado, coeso, porém diverso como tudo que a banda já fez. O disco já começa pesado com Get Out, passando pela grunge Ricochet e já cai no Funk Soul de Evidence e daí é uma fusão de peso com melodia The Gentle Art of Making Enemies, King for a Day, Just a Man, Cuckoo for Caca, e a bossa nova Caralho Voador, uma verdadeira enxurrada de clássicos.
A minha canção favorita não só do álbum mas de toda banda é Digging the Grave, porém a que mais me impressiona o alcance e a performance vocal de Mike Patton é o jazz rock Star A.D.
Dois dias antes de se apresentar no SWU no Brasil, o Faith No More se apresentou no Maquinaria Festival no Chile e tocou esse álbum na integra (aqui), senti uma baitaaaa inveja.

3 – Lookaway
Em seu álbum mais diverso e aclamado, Roots (1996), a banda brasileira Sepultura chamou Mike Patton pra jam que se tornaria pra muitos o nascimento do New Metal, a canção Lookaway vinha cheio de peso e groove, e além de Mike a canção contava com a participação de Dj Lethal do House of Pain e que depois se tornaria Dj do Limp Biskit, e o jovem Jonathan Davis do promissor grupo Korn.
Encontro de Gigantes

4 – Zombie
Era muito comum nos anos 90 o Faith No More fazer uma versão de Zombie um dos maiores sucessos dos irlandeses do Cranberries.
Resumindo, Mike Patton cantando uma das minhas bandas favoritas.

5 – Mike Patton Chili Peppers
No auge da briga entre Red Hot Chili Peppers e o Mr. Bungle, o projeto de Patton, Mike se vingou dos seus inimigos ao iniciar uma apresentação do Mr. Bungle se passando pelo RHCP, inclusive trajando o mesmo visual dos californianos e tocando diversos clássicos do grupo, com a letra alterada obviamente.
Genial

O Faith No More lançará esse ano o primeiro álbum de inéditas após 18 anos, e o single Motherfucker lançado no final do ano passado está para audição abaixo

E pra fechar com chave de ouro, a banda mandando o clássico Midlife Crisis com uma citação de Sir. Duke do Stevie Wonder

Parabéns Mike Patton, você é o cara!!!

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