Fila Benário Fala

O dia que eu me apaixonei pela Sheryl Crow…

Sheryl Crow
Eu lembro como se fosse hoje, o ano era 1998 e eu estava na quarta-série do ensino fundamental, na época eu já era aficionado em Rock, graças a dois tios meus hoje já falecidos, o Tio Edson e o Tio Mauricio, desse último inclusive eu cheguei a “herdar” todos os seus discos e CDs.
Voltando ao fato, 98 era uma época sem internet, sem youtube e sem os dowloads ilegais, pra se descobrir música boa era só ouvindo o rádio mesmo, ou então assistindo os videoclipes na TV. Não era todo mundo que tinha MTV em casa, então a minha fonte (e de todos os amigos que curtiam rock na escola) era o Marcelo da 4ªA, a sala do lado. Ele tinha um tio do Rock n’ Roll que tinha MTV em casa, então o Marcelo passava o dia na casa do Tio gravando clipes e shows em uma fita VHS e depois a fita rodava na mão da classe toda, até que um dia essa fita chegou até a mim. Ai meu chapa, meu mundo mudou.
Lembro até hoje de chegar em casa correndo, e enquanto eu tirava o uniforme escolar eu colocava a fita no videocassete, e o primeiro clipe me paralisou, uma deusa de cabelos cacheados tomou conta da televisão, eu tinha uns dez anos e confesso que não tinha visto algo tão belo assim, sentei na cama lentamente e fiquei olhando aquilo paralisado.
Quem está lendo vai achar que eu estava vendo uma fita pornô, mas não, porém a protagonista da cena era uma linda mulher de belos e claros cabelos cacheados, olhos esverdeados, um corpo desenhado a mão coberto por uma calça de couro de cor avermelhada, e para lhe dar um charme maior uma pequenina verruguinha abaixo dos lábios se fazia presente ali em seu rosto.
Mas muito mais do que uma paixão adolescente no calor da puberdade, o que me hipnotizava ali também era a canção, era uma coisa que nunca tinha ouvido antes, um Rock, com Soul, Country, Pop, tudo ao mesmo tempo agora, e tudo combinando, um completando o outro, dando simetria e pulsação. Tentava de todas as formas lembrar com que aquilo parecia, mas soava inédito aos meus ouvidos, não lembrava Madonna, não lembrava Nirvana, não lembrava Marvin Gaye, não lembrava Whitney Houston mas ao mesmo tempo lembrava tudo.
Era tudo tão lindo, tão sensual, tão quente e caloroso que eu só queria saber: Quem é essa mulher e que música era aquela?.
Aquela mulher era Sheryl Crow, uma linda cantora americana que depois de ser Backing Vocal de grandes nomes como Michael Jackson, Eric Clapton, Tina Turner, entre outros, ela se lançou em uma carreira solo de sucesso. Aquela bela e instigante canção era My Favorite Mistake, sucesso do multiplatinado álbum The Globe Sessions um dos discos mais vendidos nos anos 90 e ganhador do prêmio Grammy de Melhor álbum Rock na edição de 1999.
Que a minha noiva não sinta ciúmes, mas ela foi o meu primeiro amor, não apenas pela sua estonteante beleza, mas por tudo que ela significa pra música, a sua pluralidade, as parcerias com grandes nomes da música: Johnny Cash, Bob Dylan, Sting e Rolling Stones, só pra citar alguns. Fora que ela toca todos os instrumentos e produz os seus discos.

Enfim, muito amor pela Sheryl Crow e assista abaixo o causador de tudo

 

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