70 Tons de BOB MARLEY

Publicado: 13 de fevereiro de 2015 em Fila Benário Fala, Homenagem
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Bob-Marley

Na última semana o eterno Rei do Reggae, Bob Marley se estivesse entre nós estaria completando 70 anos, no último dia 6 de Fevereiro.
Nós do Fila Benário Music, estávamos preparando uma singela homenagem para o rei, quando fomos surpreendidos por esse texto assinado pelo jornalista musical André Forastieri.
Jornalista conceituadíssimo,redator da revista Show Bizz, uma das maiores publicações brasileiras de todos os tempos, além de autor de diversos livros, entre eles o sensacional e mais recente O Dia em que o Rock Morreu. André reproduziu em seu blog um texto escrito por ele há mais de 20 anos, onde ele “achinchalha” não apenas o Bob Marley, mas todo o reggae e a cultura rastafári.
Tenho total consciência que não chego aos pés da relevância e da influência de Forastieri, um jornalista no qual eu admiro, porém não é por isso que eu devo também concordar com todas as suas opiniões – recentemente eu tenho mais discordado dele do que concordado – e esse texto é um exemplo.
Todo mundo tem o direito de não gostar de Reggae e principalmente da obra de Bob Marley, mas agora não reconhecer a sua importância e contribuição para música mundial é um tamanho sacrilégio.
Bob Marley levou a música jamaicana no topo mundial, conseguiu fazer a pobre e miserável Kingston ser notada no resto mundo, e principalmente moldou a música pop a partir daquele momento.
Quantos dinossauros do Rock não sofreram a influência do Reggae após o surgimento do grupo The Wailers em meados dos anos 60 e principalmente após o lançamento do álbum de estreia Catch a Fire em 1973?

JIMI HENDRIX – UP FROM THE SKIES

LED ZEPPELIN – D’YER MAK’ER

ROLLING STONES – CHERRY OH BABY

SCORPIONS – IS ANYBODY THERE?

NAZARETH – YOU LOVE ANOTHER

Quantos músicos renomados não usaram e abusaram da obra do mestre Bob Marley e fizeram versões de suas principais canções?

JOHNNY CASH – REDEMPTION SONG

STEVIE WONDER – I SHOT THE SHERIFF

ROLLING STONES – GET UP STAND UP

HERBIE HANCOCK E SHERYL CROW – ONE LOVE

SINEAD O’ CONNOR – WAR

ERIC CLAPTON – I SHOT THE SHERIFF

Alias, essa versão de Clapton para I Shot The Sheriff foi responsável pelo ressurgimento do guitarrista inglês no cenário musical após um período de ostracismo e atingiu o primeiro lugar das principais paradas de sucessos.
Portanto seria hipocrisia não reverenciar a obra do mestre Bob Marley.

Listarei abaixo os meus discos favoritos, são obras-primas que merecem ser ouvidas a exaustão.

CATCH A FIRE (1973)
De longe é o meu favorito, o álbum que colocou o Wailers no mapa, o nascimento do Reggae, Marley proclamando de uma vez por todas ser o (primeiro) grande astro do terceiro mundo, e canções do tamanho de Slave Driver, Stir Up, Concrete Jungle, completam esse petardo, que ainda conta com a participação do mestre do contrabaixo Robbie Shakespere.

BURNIN’ (1973)
Ainda mais pesado e encorpado que Catch a Fire, Burnin’ vem carregado de hits. O que falar de um disco que já abre com o grande sucesso Get Up Stand Up?
Fora isso o disco ainda trás a famosíssima canção de protesto I Shot the Sheriff, a mesma que levantou a carreira do guitarrista Eric Clapton.
Fora isso o disco ainda conta com as sensacionais Small Axe, Duppy Conqueror e Put It On.

NATTY DREAD (1974)
O grande divisor de águas. O primeiro a ser intitulado como Bob Marley and the Wailers trazendo Marley como general da banda, o primeiro a contar com o famoso trio feminino I-Threes formado pela esposa de Marley, Rita Marley e mais as cantoras Marcia Griffiths e Judy Mowatt. Além de um desfile de hits sem fim: No Woman No Cry, Rebel Music e Revolution.

LIVE! (1975)
De Marley foi o disco que eu mais ouvi, e com certeza um dos melhores discos ao vivo já lançado na história da musica.
O meu Tio Oranides tinha esse LP, o meu pai sempre que podia pegava emprestado, e com certeza foi o disco que influenciou não só a mim mas todos os meus primos musicalmente falando.
Gravado no Teatro Lyceaum em Londres, Marley fez um show mágico, focando nos dois últimos lançamentos Burnin’ e Natty Dread.
A versão ao vivo de Get Up Stand Up é de arrepiar.

RASTAMAN VIBRATION (1976)
Conhecido como Burnin’ II por lembrar os melhores momentos do citado álbum, Rastaman Vibration trás Marley em sua melhor forma, as suas letras carregavam todo o inconformismo com a situação política atual. War uma de suas composições mais forte integra o álbum, que ainda conta com Roots Rock Reggae, Johnny Was e Rat Race.

EXODUS (1977)
Em 1976, Bob Marley sofreu uma tentativa de assassinato ao se apresentar em um concerto gratuito na Jamaica em plena as eleições para o cargo de primeiro ministro, ele se mudou de vez pra Londres e lá gravou esse álbum que é considerado pela mídia especializada um marco na sua carreira.
O disco conta com o clássico One Love, além de Three Little Birds e Natural Mystic.

KAYA (1978)
O Disco de This is Love, o disco que significa maconha… Com certeza você já ter ouvido isso de Kaya, mas ele vai muito além disso. É o disco onde Marley desacelera o seu Reggae rápido e pesado e cria uma ambiente mais relaxante, e com os músicos desfilando técnica nas composições cleans.
Easy Skanking, Sun Is Shining, Crisis, além do sucesso Kaya são geniais.

SURVIVAL (1979)
O tom político de Bob Marley em suas composições chega em seu ápice nesse álbum, que nada mais é um grito de solidariedade ao povo africano, que clama por independência.
Survival carrega em suas dez faixas o ativismo de Marley pelas causas africanas. Enquanto a sonoridade já pendia para o lado mais pop, uma amostra do que talvez seria a musica de Marley se ainda estivesse entre nós.
A abertura sensacional com So Much Trouble in the World seguida das canções Zimbabwe, One Drop e Babylon System são os principais destaques.

USPRING (1980)
Não é o meu disco favorito de Bob Marley, mas reconheço a sua importância por dois grandes fatores: Foi o último gravado com Marley em vida. E a faixa final, a belíssima e importantíssima Redemption Song, tocada apenas por Bob e seu violão é simplesmente sublime.
Um adeus digno.

TALKIN’ BLUES (1991)
De todas coletâneas, compilações, álbuns ao vivos e bootlegs lançados após a morte de Bob Mayley em 1981 o meu favorito é esse Bootleg Talkin’ Blues. Se falta produção e até mesmo organização, ele é o mais cru e verdadeiro de todos. Talkin’ Blues nada mais é que uma compilação das apresentações em programas de rádio, intercaladas com entrevistas do Rei do Reggae.
O repertório passeia pelos dois primeiros discos de Bob, e ainda conta com um suvenir, a participação do genial Peter Tosh, que na época ainda fazia parte do The Wailers.
Ouça esse álbum se delicie com as versões raivoisas de Slave Driver, Get Up Stand Up e I Shot the Sheriff.

Salientando ainda mais a importância e o legado de Bob Marley para música mundial, deixo aqui duas das mais belíssimas homenagens ao rei do reggae.
A primeira é uma composição de Stevie Wonder em homenagem a Bob Marley, Master Blaster (Jammin’) e repare que nesse show ele está utilizando uma camiseta com a imagem de Marley.

A segunda é o tributo mais do que especial feito pela belíssima cantora brasileira Céu, onde a mesma cantou o Catch a Fire na integra.

Valeu Bob Marley

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