Whiplash, o verdadeiro merecedor do Oscar

Publicado: 25 de fevereiro de 2015 em Cinema, Fila Benário Fala
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Aconteceu no último domingo no tradicional Dolby Theater em Los Angeles a cerimônia do Oscar, prêmio da industria cinematográfica para os filmes que os membros da academia julgam ser o melhor do ano.
Com certeza você já deve ter lido muito a respeito da premiação, do quanto foi insossa a apresentação do canastrão Neil Patrick Harris, do emocionado discurso da Patricia Arquette a favor das mulheres, da apresentação sensacional da Lady Gaga para os clássicos The Sound of Music e Edelweiss do filme A Noviça Rebelde e principalmente do grande vencedor da noite: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)que faturou quatro estatuetas incluindo melhor diretor para o mexicano Alejandro González Iñarritu, e melhor filme.
No entanto o filme que verdadeiramente merecia a estatueta mais cobiçada da noite era sem sombra de duvidas Whiplash.

Dirigido pelo americano Damien Chazelle, o filme (que no Brasil ganhou o subtítulo “Em Busca da perfeição”) narra a história do jovem baterista de Jazz Andrew Neyman (Miles Teller) que consegue uma vaga na mais cobiçada escola de música da cidade, o conservatório Shaffe, sob a tutela do professor tirano Terence Fletcher (JK Simmons). Se a música é vida, prazer e alegria, em Whiplash ela se transforma em tortura, dor, medo, angustia e desespero.
JK Simmons mereceu o prêmio de melhor ator coadjuvante, há tempos Hollywood não apresentava um vilão tão tirano e maldoso, mas sem perder a classe e tom cínico.

JK Simmons com prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Whiplash

JK Simmons com prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Whiplash

A obsessão de Andrew em ser o melhor baterista transforma o bom mocismo do personagem em um ser arrogante, pretensioso, a ponto de terminar um relacionamento e bater (literalmente) de frente com o seu mestre.
Se Birdman inovou fazendo uso de takes longos, plano sequencia e uma atuação carismática de Michael Keaton, Whiplash foi mais além construindo uma boa história, envolto da temática musical, com atuações acima da média em tom dramático.
Enfim, assistam e tiram as próprias conclusões, e no final você verá que Chazelle, ao lado de Teller e Simmons deveria levantar a última estatueta daquela noite.

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