Até quando a educação no Brasil não será levada a sério?

Publicado: 2 de abril de 2015 em Fila Benário Fala
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Mariana
Hoje, 2 de Abril de 2015, Professores da rede estadual de ensino de São Paulo, se encontram na Avenida Paulista, o coração do centro paulistano, para revindicar melhorias na educação e manter a paralisação que arrasta desde o dia 16 de Março.
A greve dos professores nada mais é que um ato coletivo de cidadania e um grito de lamento de quem não tolera mais o descaso que os nossos governantes trata a educação, aquela que deveria ser investida, bem cuidada e prioritária por se tratar da formação de seres de bem.
Na última sexta-feira, os educadores se reuniram na Praça da República em São Paulo para uma assembléia, o numero aproximado era de 60 mil professores segundo a APEOESP (Sindicato dos Professores de Ensino Oficial de São Paulo), contra os 10 mil da Polícia Militar – anda rolando um divergência tremenda de contas nos últimos anos – e ao contrário do que se previa, tudo aconteceu de forma pacífica sem que a grande mídia tivesse sangue, caos e depredações para apresentar para os telespectadores.

Foto por Fila Benário

Foto por Fila Benário

Alias, o papel da imprensa nessa empreitada tem sido zero, qual foi a última vez que você viu o William Bonner abrir o Jornal Nacional falando da greve os professores? Cadê o William Waack do Jornal da Globo vociferando em prol aos profissionais da educação que não tiveram as suas reivindicações atendidas? Cadê a Veja para estampar na capa que o Governador tucano Geraldo Alckmin sabia que nas escolas estaduais não há papel higiênico, giz e demais materiais escolares, e que as classes estão superlotadas?
A verdade é uma só, a mídia trabalha e apoia os seus interesses. Durante a manifestação/micareta da camisa verde amarela no último dia 15 de Março, a Rede Globo fez cobertura ao vivo, on demand, anywhere, enquanto os principais jornais falavam do “levante das massas”, “o grito do povo brasileiro contra a corrupção”. Mas os professores que lutam pela valorização da educação e melhores condições de trabalho não merece holofotes e voz ativa.
E durante essa semana outro fato veio de encontro ao assunto e prova como a educação não é prioridade em nosso país, a aprovação na Câmara do Deputados da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Um dos maiores defensores da redução é justamente o Governador Alckmin, mas ai eu lhe pergunto: lotar presídios é mais vantajoso do que construir escolas e promover um ensino de qualidade para que jovens e adolescentes do nosso país não caia na criminalidade?

No meio de tudo isso vem apenas uma reflexão

O Jovem e a Educação no país nunca é levada a sério!!!

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