14 Anos sem Joey Ramone

Publicado: 15 de abril de 2015 em Fila Benário Fala, Homenagem
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Hoje faz exatos 14 anos da morte de Joey Ramone, que acredito dispensar maiores credenciais. E curiosamente no último sábado eu estive no Taverna Snooker Bar em Várzea Paulista presenciando a apresentação dos meus amigos do Tacobeer, uma banda formada por grandes nomes da cena Punk Rock da cidade como os ex-R14 Radial: VP (Vocal), Diego Musselli (Guitarra), Erick Marchesin (Bateria), além do baixista Marcel. Prestando um singelo e sincero tributo a uma das melhores bandas que esse mundo já teve, os Ramones.
A apresentação em si foi um show, literalmente falando, banda redonda, instrumental afiado, velocidade tamanha igual ao disco Loco Live, e o repertório gigante com surpresas inimagináveis, qual fã mais ortodoxo dos Ramones imaginária a banda tocando ao vivo perolas como Censorshit, Zero Zero UFO e Life’s a Gas? Mas os clássicos estavam lá também, todos presentes: Teenage Lobotomy, Rockway Beach, I Wanna Be Sedated, Do You Remember Rock n’ Roll Radio, Rock n’ Roll High School, Surfin Bird, Blitzkrieg Bop e mais uma infinidade de sons, com o luxo de deixar de fora clássicos como Pinhead, Today Your Love Tomorrow The World, Cretin Hop, 53and and 3, e até mesmo as canções que ficaram famosas nas vozes de Dee Dee Ramone e CJ Ramone, como Love Kills, Wart Hog, Strength to Endure e Scattergun por exemplo.

Tacobeer - Tributo aos Ramones

Tacobeer – Tributo aos Ramones

E foi pensando nessa quantidade absurda de músicas marcantes dos Ramones que refleti a grandeza da banda dentro da história do Rock mundial. Em 1976 o Rock era tomado por bandas “chatérrimas”, com obras progressivas que beiravam cerca de 20 minutos cada canção, solos intermináveis e letras viajantes sobre ficção cientifica ou qualquer outra neura. Surgido no subúrbio do Queens em Nova York, os Ramones vieram pra cortar os excessos e devolver o rock ao seu pleno estado bruto. Pra que fazer uma música de 20 minutos se ela pode durar apenas dois? Solo de guitarra? Corta, não precisa. Porque no lugar de viradas intermináveis não aceleramos o ritmo da bateria?
Foi assim com essa simplicidade planejada que os Ramones ganharam o mundo e muito mais que pais de um estilo, eles moldaram e revolucionaram uma era. E Joey Ramone tem um papel fundamental nisso tudo, não apenas como vocalista e letrista, mas por ele transmitir sinceridade, veracidade e autenticidade durante os mais de 30 anos de carreira da banda.
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Em uma outra oportunidade eu farei uma homenagem mais digna e detalhada ao grandioso Joey Ramone, com certeza no ano que vem onde a data da sua despedida terrestre completará 15 anos, um número mais simbólico. Mas não poderia deixar passar em branco esse dia e não agradecer a esse homem que segundo Thurston Moore do Sonic Youth “foi o cara que me fez sentir confortável, já que eu era magrelo e alto como ele, o oposto dos Rockstars na época que eram malhados e bonitos”. Que para o maior produtor de todos os tempos, o mago Rick Rubin, “era uma coisa grandiosa como era os Beatles”. E que para mim será eternamente, aquela voz aconchegante na qual me tornei íntimo desde a primeira vez que ouvi o álbum Brain Drain na adolescência.

Obrigado por tudo Joey Ramone!!!

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comentários
  1. Oh meu amigo, quanta honra em nos lembrar em sua resenha que por sinal já virou referência para muita gente inclusive eu que não perco uma! Obrigado pelo carinho e parabéns pelos textos, eles são demais! Abraços!

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