Adeus Rei do Blues

Publicado: 15 de maio de 2015 em Fila Benário Fala, Homenagem
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B.B. King presentando o Papa João Paulo II com a sua "Lucille"

B.B. King presentando o Papa João Paulo II com a sua “Lucille”

Acordei pela manhã com a triste mensagem no celular: “Morre em Las Vegas aos 89 anos o mestre do blues B.B. King”.

Pra quem é leitor assíduo da coluna do jornalista e crítico musical Regis Tadeu, o mesmo já havia adiantado o péssimo estado de saúde no qual se encontrava o rei da guitarra, e aproveitou a oportunidade para adiantar o seu adeus, esperto foi ele e ingênuo fomos nós mais uma vez que acreditamos na utopia de que as pessoas serão eternas.

Nascido Riley Bem King, em 16 de Setembro de 1925, no estado do Mississipi, King teve uma infância difícil, assim como todos os gênios negros do Jazz/Blues, chegando a acolher algodão com 9 anos de idade para o seu sustento e sobrevivência.

E foi das lamúrias de sua vida sofrida que B.B. King (que significa Blues Boy King – Garoto Rei do Blues) moldou o estilo musical, com a sua maneira única de tocar, com poucos solos improvisados, porém técnicos e geniais. Sua principal influência era o bluesman T-Bone Walker, mas muito mais que imitar o seu grande ídolo, King teve a genialidade de ser tornar o rei e referência no gênero, influenciando centenas de guitarristas e bandas como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Joe Satriani, David Gilmour, Keith Richards e até mesmo os irlandeses do U2, que convidaram King para participar da canção When Love Comes to Town, no seu álbum americanizado Rattle and Hum.

Desde pequeno, sempre ouvi falar com muito carinho e devoção no rei do Blues, B.B. King, meus pais eram admiradores da sua música, porém a primeira vez que tive contato com um álbum completo do mestre foi quando eu tinha uns 11 anos, com o lançamento do sensacional Let The Good Times Roll, álbum onde King presta tributo ao grande saxofonista e compositor Louis Jordan. As 18 canções do disco se tornaram especiais para mim, e ao escutar elas hoje, senti a tristeza pela partida do mestre, mas com a consciência de que sua música, o seu estilo e sua técnica incomparável será eterna.

Nesse ponto a música ela é justa, ela tem o poder de eternizar o que é essencial e de fazer desaparecer instantaneamente o que não presta.

Para sintetizar o meu amor e respeito pelo legado genial de B.B. King, escolho essa sensacional jam entre os dois maiores nomes musicais da humanidade, B.B. King ao lado de Stevie Wonder.

Descanse em paz mestre.

 

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