Montage of Heck é um cansativo relato sobre Kurt Cobain

Publicado: 16 de junho de 2015 em Cinema, Fila Benário Fala, Lançamentos e Novidades
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Quando Montage of Heck foi anunciado como o Documentário definitivo e oficial sobre Kurt Cobain, com direito a exibição do material inédito como filmagens caseiras, fotos pessoais e demo tapes, os fãs do Nirvana foram ao delírio. O Trailer feito para divulgar o filme era extremamente emocionante. Mad Max? Os Vingadores 2? 50 Tons de Cinza? Star Wars? Fuck Off! O filme mais aguardado de 2015 era para muitos, com certeza, Montage Of Heck.

E antes da exibição nacional nos cinemas, eu tive o privilégio de assistir ao documentário, e após duas horas de filme, a experiência foi insatisfatória.

Montage of Heck é um documentário não sobre Kurt Cobain e sua trajetória a frente de uma das bandas mais importantes da história do Rock, mas é um retrato de sua mente doentia. Filme intercala com cenas de desenhos animados, contando algumas passagens da adolescência do músico, algumas imagens animadas de escritos no seu diário pessoal e outras imagens aleatórias de desenhos, recortes de revistas, contendo gravações de áudio de conversas dele com pessoas como o grande amigo Buzz Osbourne, vocalista do Melvins, além de outras insanidades. Algumas coisas funcionam bem, mas no geral a experiência visual chega a ser cansativa e entediante às vezes.

As entrevistas, o elemento chave de qualquer documentário, são curtas e muitas vezes ineficientes, como no caso a entrevista do pai de Kurt, o senhor Don Cobain, que pouquíssimo falou, e o que disse em nada acrescentou.

A participação do baixista Krist Novoselic, o único membro do Nirvana presente no filme, poderia ter sido maior e melhor.

Os vídeos caseiros soam fofos e interessantes ao contar a infância de Kurt, a partir do momento que ele narra a vida louca e conjugal de Kurt com a sua ex-esposa Courtney Love, as cenas são longas, doentias e cansativas. Claro que trata de cenas reveladoras, afinal de contas na maioria das vezes, ambos estão chapados de heroína, mas deveria ter um dinamismo melhor e uma edição eficaz. As cenas são longas, com ambos dizendo coisa com coisa, totalmente deprimente.

A ausência de Dave Grohl no projeto, por incompatibilidade de agenda, também foi sentida, alias, Grohl deveria ter co-dirigido o filme, já que as suas últimas incursões na sétima arte gerou trabalhos magníficos como o documentário sobre o estúdio Sound City e a aclamada série Sonic Highways, que documentou a gravação do último álbum dos Foo Fighters em oito cidades americanas. No entanto não desmereço o trabalho do diretor Brett Morgen, que é conhecido pelo trabalho na direção e produção de grandes documentários, como o filme “O Show Não Pode Parar”, que conta a história do ator, diretor e produtor, Robert Evans.

Brett Morgen

Brett Morgen

Pelo anuncio, pelo marketing, e por toda história de envolver material até então inédito e pessoal do músico, a expectativa foi enorme, porém a decepção maior ainda.

Se você quer algo detalhista e ao mesmo tempo prazeroso de acompanhar, a biografia Mais Pesado que o Céu, do jornalista Charles Cross, continua sendo a mais importante obra já feita sobre a vida, insanidade e morte de Kurt Cobain.

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