Entrevista Androide Sem Par: “A cena musical brasileira atual é ainda elitizada, falta mais investimento do governo”

Publicado: 17 de junho de 2015 em Entrevistas, FBM Convida
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Andóide sem Par

Estreia hoje no Fila Benário Music uma novo espaço chamado FBM Convida, no qual teremos a graça e a honra de receber convidados especiais e renomados, para escrever textos, fazer resenhas, artigos de opiniões, envolvendo é claro a música.
E nosso primeiro convidado do FBM Convida é o estudante de jornalismo Lucas Fernandes, que realizou uma entrevista mais do especial com a banda Androide Sem Par, o resultado disso tudo você confere abaixo


O Androide Sem Par é um projeto musical que teve início no dia 19 dezembro de 2009. Com suas letras de bons e terríveis romances, o projeto trás uma aura adolescente delineada por paixões mal resolvidas, desencontros épicos e grandes amores em um estilo que passa entre pop e rock. A princípio as músicas parecem muito adolescentes, mas logo é possível perceber uma esfera de romances atemporais que acontecem durante a vida de todos os apaixonados. A banda possui um álbum gravado, intitulado “GRAVE”. “Se quiser me conhecer vai ter que passar 12 meses comigo”, principal trecho da canção “Esses Meses”. Não foi possível fazer uma entrevista de 12 meses com o grande vocalista Juão Nin, mas há várias questões respondidas, a fim de conhecer melhor a banda. 

Por Lucas Fernandes

O nome da banda, Androide sem par, é uma referência a musica do Cazuza?

Exatamente. Toquei uma única vez num evento retrô que uma amiga produzia, junto com antigos parceiros do Ak-47 (a banda de rock que faço parte), fazendo cover de bandas dos anos 80. Caju tava no meio, e aí escolhi esse título inspirado na música dele, depois pedi permissão ao grupo pra usar o nome nesse outro projeto, mais auto biográfico.

De quem partiu a ideia de formar a banda?

Acredito que nunca chegamos a ser uma banda, banda é quando todo mundo trabalha junto, além de tocar. O Andróide é um projeto musical que partiu de mim e que espero que envolva mais outras pessoas, mas que se utiliza da estrutura física de uma banda, que muda, varia….pra se expressar.

Vocês tem alguma formação acadêmica?

Eu, Juão Nin, sou formado em licenciatura em Teatro. Já toquei com gente formado em história, graduando em música, produção musical, design de interiores, arquitetura….

Juão Nin

Juão Nin

Quem influencia vocês na vida pessoal (filósofos, artistas e etc)?

Hoje, especificamente, estou muito influenciado pela Amanda Palmer, como artista no geral, to lendo um livro dela e só agora vou começar a ouvir as músicas, mas ela tem um pensamento sobre mundo e sobre relações que me atravessam muito.

Quais são suas referências musicais cantores, bandas?

Angela Roro, Sérgio Sampaio, Simona Talma, Luiz Gadelha (Talma&Gadelha), Cássia, Cazuza, Arnaldo Antunes, Rita Lee, Raul Seixas…..vish, muita coisa.

Como vocês definem o álbum GRAVE? O que vocês quiseram passar com esse álbum?

Defino o GRAVE como um álbum passional, adolescente, imaturo, aconchegante, provocador, misterioso. Quando compus as canções, só queria gritar pro mundo que me sentia muito injustiçado pelas relações amorosas sem ética.

 

Qual é a ideia da motosserra na capa do álbum, tem algum significado?

Depois de ouvir a canção SECA e CAPIM do Rogério Skylab eu fiquei imaginando que eu era uma motosserra que dançava, essa era a projeção que eu fazia da minha existência romântica, dentro tem a definição que minha mãe dá pra mim, disse que deu a luz a um rolo de arame farpado. Quis confrontar o que ela disse que sou com o que acho que sou.

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Vocês mesmo fizeram a Capa?

Quem fez a capa e quase toda a arte do CD foi o incrível Fábio Teófilo. Eu idealizei as imagens, até esbocei o que queria, mas insatisfeito o convidei, acabou ficando só o meu auto-retrato com os calendários cobrindo meu corpo nu. Isso tudo depois de ter tentado com outra artista que admiro muito,  Letícia Paregas. Ainda terei uma capa dela. Já tentei pro 2º disco, mas ela tem o tempo dela.
Infelizmente, ano passado, Fábio no fim de um intercâmbio no Canadá cometeu suicídio. O Grave também carrega essa história agora e eu serei eternamente grato por ele ter misturado a vida e a arte dele a minha.

Quais são as suas três músicas favoritas do GRAVE?

Esses meses, Tonto e Tragédia Festiva. 

Que estilo musical vocês consideram a banda Androide Sem par?

 Fico indo no caminho do blues, passo pelo rock, acabo no pop.

Vocês estão trabalhando em algo novo? Tem previsão de quando vai sair? 

Estou compondo o PORNOFATAL, espero que seja algo mais conceitual. Mas pode ser outro grande melofonoregistro. Sem previsões.

Quem são vocês por vocês mesmo?

Não somos nada sem os outros.

O que vocês pensam a respeito da cena musical brasileira atual?

Eu acho diversa, grandiosa, múltipla, extensa, inexplorada, desconectada e ainda elitizada, falta mais investimento do governo.

Se houver algo mais que vocês queiram que seja colocado podem falar também.

Quem quiser acompanhar os passos do Androide, só seguir no Facebook Androide Sem Par ou no insta @androide_sem_par ou minhas páginas pessoais mesmo, por lá divulgo todos meus trabalhos: @juaonin


 

Lucas Fernandes é estudante de jornalismo e apaixonado por música nos mais diversos e inexplicáveis gêneros.

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comentários
  1. […] Tatiane (aqui), além da entrevista com a banda Androide Sem Par feita pelo aluno Lucas Fernandes (aqui) e o texto esclarecedor sobre o Funk feito pela aluna Clarissa Zuza (aqui), essa última, aliás, […]

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