José Hamilton Ribeiro, o “Repórter do Século” e defensor da cultura caipira é homenageado em São Paulo

Publicado: 3 de setembro de 2015 em Fila Benário Fala
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Alunos da FAPSP com o “Repórter do Século” José Hamilton Ribeiro, no Itau Cultural na “Série Repórter”

Aconteceu ontem no Itaú Cultural, situado na Av. Paulista, São Paulo, a segunda edição da “Série Repórter”, projeto organizado pela jornalista e escritora Eliane Brum.

A Série Repórter tem como premissa, homenagear e registrar a memória de grandes jornalistas brasileiros e os seus principais trabalhos na imprensa nacional.

O grande homenageado da noite foi José Hamilton Ribeiro. Conhecido como o “Repórter do Século”, Zé Hamilton tem 60 anos de profissão. Em sua carreira no jornalismo ele passou pelas redações das revistas Realidade e Quatro Rodas, do jornal Folha de São Paulo. Além dos programas televisivos Globo Repórter, Fantástico e Globo Rural, no qual é apresentador e editor até hoje.

José Hamilton tem mais de 15 livros escritos, sendo o mais notório “O Gosto da Guerra”  (1969), no qual o jornalista conta os bastidores da sua cobertura durante a Guerra do Vietnã. Na ocasião, Hamilton perdeu metade da perna esquerda ao pisar em uma mina terrestre durante o combate.

Com esse histórico emblemático, Hamilton foi entrevistado no palco do Itaú Cultural pela nata do jornalismo brasileiro. No mesmo espaço estava Ricardo Kotscho, Clóvis Rossi, Lúcio Flávio Pinto, Carlos Moraes, além da curadora Eliane Brum.

Seria a mesma coisa que John Lennon, B.B King, Ray Charles, Elvis Presley, Jimi Hendrix e Janis Joplin se reunindo na terra para única jam session.

Da esq pra dir: Eliane Brum, Lúcio Flávio Pinto, José Hamilton Ribeiro, Clóvis Rossi e Carlos Moraes

Da esq pra dir: Eliane Brum, Lúcio Flávio Pinto, José Hamilton Ribeiro, Clóvis Rossi e Carlos Moraes

José Hamilton é dono de um humor impagável, brincou e fez piadas o tempo todo. Quando foi questionado pelo colega Carlos Moraes, sobre a diferença entre trabalhar na mídia impressa e na televisiva, o jornalista falou sem papas na língua as diferenças entre os profissionais das diferentes áreas, quando ele percebeu que já havia falado demais, revelando nomes de pessoas que não devia, ele foi se calando e soltou um: “Agora eu me apertei”, para delírio da plateia que gargalhou alto.

Lúcio Flávio Pinto aproveitou a oportunidade e perguntou para José Hamilton, o que ele mais viu de interessante na cobertura do Brasil rural, no programa Globo Rural. Zé, que é um grande defensor e entusiasta da cultura caipira, falou das famílias que sobrevivem plantando alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, e aproveitou para falar do amor pela música caipira que essas pessoas têm: “A família caipira tem um amor e um orgulho da sua cultura, ela ama a música caipira, ela fica no radinho caçando uma rádio que toca a música sertaneja”, disse José Hamilton, que apressou em concluir que “música sertaneja verdadeira, não é essa música sertaneja moderna que parece música de motel”, indagou José com palmas da plateia.

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