Eduardo (Ex-Facção Central) lança clipe de “Substância Venenosa”

Publicado: 19 de outubro de 2015 em Fila Benário Fala, Lançamentos e Novidades
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Eduardo

Muito antes do Rap se tornar o estilo de música aceito pela grande mídia, virando trilha sonora de novela global, tendo eventos patrocinados por marca de cerveja importada, e com os seus novos representantes figurando em line-ups de festivais mainstream como Popload e Lollapalooza. Em outrora ele foi a grande trilha sonora do inconformismo e principalmente uma música de protesto em favor das classes menos favorecidas e dizimadas por um sistema capitalista que financia uma polícia que não teme em ser genocida.

No entanto, é em Carlos Eduardo Taddeo, ou apenas Eduardo, que a chama do autêntico Rap Nacional se mantém acesa.
Revelado no Facção Central, importante grupo de Rap formado em 1989 ao lado do seu cunhado Wellington, o Dum-Dum. Eduardo já era perseguido por críticas ferrenhas e acusações diversas devido a sua música carregada de violência, tanto sonora – o velho batidão pesado do Rap old school – como, notavelmente, nas letras, que era nada mais que um retrato fiel do estado calamitoso que se encontra as principais periferias do país.

Facção Central

Facção Central

Em março de 2013, Eduardo deixa o Facção alegando diferenças ideológicas, e partir dessa decisão o mesmo sai em carreira solo lançando no final de 2014 o seu primeiro álbum, Fantástica Fábrica de Cadáver, quem vem em formato duplo com um total de 32 canções.

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É justamente desse novo disco que Eduardo lança o seu primeiro videoclipe, da canção Substância Venosa. A letra (que pode ser lida aqui) traz o venenoso Eduardo de sempre, culpando a classe dominante (mídia, grandes empresas e a classe média) pelo extermínio na periferia que é recorrente, acontece diariamente, mas todos fingem não ver.

Em tempos que escolas são fechadas pelo governo estadual e a maioridade penal reduzida. Ou que 50% da população brasileira brada que bandido bom é bandido morto, mas ao mesmo “são milhões de Cunha”. Músicas como essa nos convida a refletir sobre o insano mundo que sobrevivemos.

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