NOFX faz show coeso e divertido em SP, mas peca no final

Publicado: 15 de dezembro de 2015 em FBM Convida
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Foto por Daniel Silva

Foto por Daniel Silva

No FBM Convida de hoje teremos o imenso prazer de receber em nosso humilde espaço o Felipe Gonçalves, vocalista da banda de punk rock Arquivo Inválido, e editor do blog e vlog Sessão Set. Felipão esteve presente na passagem do NOFX por São Paulo, no último sábado, e conta pra gente com exclusividade tudo que aconteceu na apresentação de Fat Mike e sua trupe.


Por Felipe Gonçalves

Sob chuva fina e constante, formou-se a fila em frente ao Via Marquês, na Barra Funda, para a tão aguardada apresentação dos californianos veteranos do NOFX. Após o adiamento da turnê em Março desse ano (por conta de problemas pessoais com um dos integrantes, no qual, não foi relevado exatamente qual), nove meses depois, o grupo veio com o desejo de cumprir as legítimas expectativas criadas com a nova vinda dos caras ao Brasil. Com 45 minutos de atraso (após a apresentação energética e breve do Reffer, banda brasileira que abriu o show e que também iniciou sua apresentação com atraso) o NOFX subiu ao palco as 20h, com a platéia da casa absolutamente abarrotada.

Após abrir com o show com ‘Seeing Double at the Triple Rock’, o NOFX, sem dó nem piedade, começou a levar a galera a loucura puxando clássicos inconfundíveis, que fez todo mundo entre seus 20 e 30 anos se sentirem absolutamente em casa, como em ‘Stickin’ in My Eye’, ‘Murder the Government’ e ‘Leave It Alone’.

Sempre irreverentes, principalmente o famigerado Fat Mike, que abusou do seu típico humor ácido e sexual. Os músicos, com exceção do baterista, mais contido (normal!), de maneira geral interagiram e conversaram muito com o público (em alguns momentos, notei um leve exagero, sendo a música sendo quase deixada de lado em certa altura do show). Eric Melvin atirou palhetas o tempo todo, enquanto tentava se comunicar com os fãs brasileiros.

Musicalmente falando, a boa forma e disposição dos caras é invejável. A formação com Fat Mike, Eric Melvin, El Hefe e Erik Sandin ainda se faz absolutamente necessária. Uma unidade coesa, que funciona feito um relógio novinho. Alias, o próprio Aaron “El Hefe” Abeyta, que cantou dois sons, conduziu no trompete e trombone os metais presentes na divertida sonoridade excêntrica e tão peculiar do punk rock / hardcore/ ska do NOFX.

Após 1 hora de apresentação, o NOFX fez uma breve pausa e voltou mandando mais clássicos como ‘Fuck the Kid’, ‘Bob’, ‘Bottles to the Ground’ dentre outros. Mais 20 minutos de show, a expectativa para um final com ‘Don’t Call me White’ era inevitável. Fãs iam ficando absolutamente apreensivos, e foram ao delírio com ‘Dinosaurs Will Die’, que pra surpresa de absolutamente todos, fechou o show, e a banda assim deixou o palco, sem ao menos se despedir do público. As luzes se acenderam e ficou a amarga sensação de que o incrível show foi absolutamente interrompido no seu climax. Gafe das piores que uma banda pode cometer. Dessa forma, mesmo tendo caprichado no repertório, esperamos que dá próxima vez o NOFX passe pelo Brasil com uma postura menos “empata-foda”, após a construção de todo o clima.

Talvez um roteirista novo ajude a consertar esse final confuso e apressado.


Felipe

 

Felipe Gonçalves é vocalista da banda Arquivo Inválido e editor do vlog Sessão Set, sobre filmes e cultura pop em geral.

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comentários
  1. Wellington Mendonça disse:

    Pelo menos tocaram Stickin in my eye…

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