As Bandas Femininas de Todos os Tempos – Anos 80

Publicado: 9 de março de 2016 em Especial, Fila Benário Fala
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E dando continuidade ao nosso especial, iniciado aqui e continuado aqui, sobre as bandas femininas de todos os tempos, hoje iremos abordar a década de 80, que se ficou marcada pelo Synth Pop de Duran Duran, Human League e A-ha, ou pelo Glam Metal farofento de Poison, Warrant e Bon Jovi, os nossos ouvidos agradecem e muito o surgimento dessas meninas com suas bandas surpreendentes e fantásticas.

Bora viajar no tempo?

ANOS 80

AS MERCENÁRIAS
1983 - As Mercenárias
Estilo:
Punk Rock/Pós Punk
Origem:
Brasil
Periodo de Atividade:
1983 a 1988 – 2005 a presente
Integrantes: 
Rosália (Vocal), Ana Machado (Guitarra), Sandra Coutinho (Baixo), Lou (Bateria) – Hoje: Sandra Coutinho (Baixo e Vocal), Silvia Tape (Guitarra) e Michelle Abu (Bateria)
Melhor Álbum:
Cadê as Armas (1986)
Descrição: 
Com certeza houve no Brasil muitas outras bandas femininas antes das Mercenárias, mas elas foram as primeiras a ganhar notoriedade no país.
O grupo As Mercenárias foi fundado no ano de 1983 pelas integrantes Sandra Coutinho no Baixo, Ana Machado na Guitarra, Rosália no Vocal e convidaram um tal de Edgard Scandurra para tocar bateria, mas esse não ficou muito tempo já que ele era uma figura muito requisitada no meio musical paulistano e estava envolvido com outras bandas, entre elas o Ultraje a Rigor e o Ira! Com a baterista Lou no lugar, As Mercenárias gravaram o seu primeiro disco Cadê as Armas? (1986) que contava com os sucessos Polícia (não a do Titãs) e Santa Igreja. No ano de 1988 veio o próximo disco, Trashland, mas a gravadora EMI não divulgou o disco como deveria e encerrou o contrato da banda por telegrama. Desanimadas, As Mercenárias encerraram as atividades. Porém no ano de 2005 a baixista Sandra Coutinho, que morava em Berlim até então, retorna ao Brasil e reformula a banda, que hoje conta com Silvia Tape (Guitarra) e Michelle Abu (Bateria) em sua formação e resiste ao tempo.

L7
1985 - L7

Estilo: Punk Rock/Grunge
Origem:
EUA
Periodo de Atividade:
1985 – 2000
Integrantes: 
Donita Sparks (Vocal e Guitarra), Suzi Gardner (Guitarra e Voz), Jennifer Finch (Baixo) e Dee Plakas (Bateria)
Melhor Álbum: 
Bricks Are Heavy (1992)
Descrição: 
Apesar de todo o sucesso do L7 ter vindo na década de 90, justamente pela explosão do movimento grunge de Nirvana, Pearl Jam e Alice In Chains, e da ascensão do Rock Alternativo de Sonic Youth, Smashing Pumpkins e Pixies, o L7 iniciou a sua trajetória na década de 80, precisamente no ano de 1985, em Los Angeles, formada pelas amigas Donita Sparks e Suzi Gardner, ambas guitarristas. Completava a formação a baixista Jennifer Finch e até então o baterista Roy Koutsky. Com essa formação o L7 grava o seu primeiro disco autointitulado em 1988, e nesse mesmo ano a baterista Dee Plakas entra na banda, sendo assim definitivamente o L7 uma banda feminina.
Nos anos 90 vieram toda a glória do grupo, os dois discos que marcaram a sua carreira, os seminais Bricks Are Heavy (1992) e Hungry For Stink (1994), a inclusão da música Shitlist na trilha sonora do filme Assassinos Por Natureza (1994), além da participação da banda em um festival que começava a ganhar uma certa projeção, um tal de Lollapalooza. Mas muito mais do que participar de um festival, o L7 criou o seu próprio, o Rock For Choice, que nada mais era que uma ONG voltada para a defesa da liberdade civil e dos direitos das mulheres. Falando em festival, a primeira passagem do L7 no Brasil foi em 1993 se apresentando no Hollywood Rock no mesmo dia que o Nirvana.
Em 2000 a banda encerrou as atividades para cada uma se dedicar aos seus projetos pessoais, mas no ano de 2014 fomos pegos de surpresa pelo o anúncio da volta do grupo, com a formação original, e uma turnê mundial.

THE 5.6.7.8’s
1986 - The 5 6 7 8's
Estilo:
Surf Rock
Origem:
Japão
Periodo de Atividade: 1986 – Presente
Integrantes: 
Yoshiko “Ronnie” Fujiyama (Vocal e Guitarra), Akiko Omo (Baixo) e Sachiko Fujii (Bateria)
Melhor Álbum:
Bomb The Twist (1996)
Descrição: 
Quem já assistiu ao filme Kill Bill (2003) do diretor Quentin Tarantino com certeza deve lembrar, nem que seja vagamente, da cena no restaurante japonês no qual a protagonista vivida pela atriz Uma Thurman faz um verdadeiro massacre. Antes de toda a carnificina tem uma banda formada por três japonesas tocando um Surf Rock animadíssimo, pois essa banda existe de verdade e desde os anos 80. Estamos falando das The 5.6.7.8’s.
Formada no Japão no ano de 1986, o The 5.6.7.8’s já chegou ser um quarteto, já teve um homem na sua formação, o baterista Eddie, mas hoje é claramente um trio feminino formado por Yoshiko “Ronnie” Fujiyama (Vocal e Guitarra), Akiko Omo (Baixo) e Sachiko Fujii (Bateria).
O som do grupo é um Surf Rock, Rockabilly furioso tocado de forma acelerada e com muitos berros e gritos insanos.
Ao todo a discografia do grupo contém sete discos de estúdio, mas o mais celebre de todos é o Bomb The Twist (1996), que contém o grande sucesso do grupo a dançante Woo-Hoo, a canção que elas tocam ao vivo em Kill Bill.

BABES IN TOYLAND
1987 - Babes in Toyland
Estilo:
Grunge
Origem:
Estados Unidos
Periodo de Atividade:
1987 – 2001
Integrantes: 
Kat Bjelland (Vocal e Guitarra), Maureen Herman (Baixo) e Lori Barbero (Bateria)
Melhor Álbum:
Fontanelle (1992)
Descrição: 
O Babes In Toyland, surgido em 1987 na cidade americana de Minneapolis, já fazia um Grunge barulhento antes do termo se tornar popular e virar febre na década seguinte.
O seu disco de estreia, o Spanking Machine (1989), chamou a atenção de ninguém mais, ninguém menos que Thurston Moore do Sonic Youth, que fez questão de apadrinhar a banda e levá-la para abrir os shows do Sonic na turnê europeia.
De volta para os Estados Unidos a banda lançou o EP To Mother (1990) que foi um sucesso instantâneo, mas mesmo assim a banda estava capengando internamente, com um entra e sai de integrantes, principalmente para ocupar a vaga de baixista, ao todo seis baixistas já ocuparam a vaga, entre elas até a líder do Courtney Love.
Mas foi com Maureen Herman definitivamente no baixo, que o Babes In Toyland lançou a sua obra prima e definitiva, o disco Fontanelle (1992), que foi um sucesso de vendas com mais de 200 mil cópias vendidas só nos Estados Unidos. Nemesisters lançado em 1995, também teve aclamação dos fãs e da crítica especializada, mas mesmo com tanto prestígio e reconhecimento, a banda continuava a alimentar os seus problemas internos e foi por muita sorte que ela durou mais seis anos, encerrando de vez as atividades em 2001.

PHANTOM BLUE
1987 - Phantom Blue
Estilo: Hard Rock/Glam Metal
Origem:
Estados Unidos
Periodo de Atividade:
1987 – 2009
Integrantes: 
Gigi Hangach (Vocal), Michelle Meldrum (Guitarra), Nicole Couch (Guitarra), Kim Nielsen (Baixo) e Linda McDonald (Bateria)
Melhor Álbum: 
Built to Perform (1993)
Descrição: 
A Década de 80 ficou marcada musicalmente pelo Hard Rock farofa. Advindo de Los Angeles, no estado da Califórnia, um turbilhão de bandas com laque no cabelo, maquiagem, batom, bandanas e muito colorido tomaram o Rock de assalto e fizeram sucesso, fama e glória. Bandas como Mötley Crüe, Poison, Warrant, e muitas outras, causaram frisson entre as menininhas e inveja nos meninos que mesmo por trás de todo aquele visual andrógeno tais bandas reproduziam em suas músicas e também nas atitudes, um discurso machista e sexista. E foi dessa mesma cena musical que surgiu o Phantom Blue, a precursora do Hard Rock/Glam Metal feminino no Califórnia.
Tudo começou quando Michelle Meldrum e Nicole Couch duas guitarristas alunas do Paul Gilbert (Mr. Big e Racer X) resolveram montar uma banda apenas com mulheres e se reuniram com a baixista Debra Armstrong, a baterista Linda McDonald e a vocalista Gigi Hangach e assim montada a primeira encarnação do Phantom Blue. Durante as gravações do primeiro álbum, Debra deixa a banda e quem assume as gravações do baixo é Kim Nielsen, que era aluna de outro integrante do Racer X, o baixista John Alderete. Com Kim efetivada na vaga abanda lança o primeiro álbum autointitulado que já mostra uma musicalidade acima da média, superando em termos de qualidades todos os seus conterrâneos “macho-alfa”.
Na década de 90 o grupo já de contrato assinado com a Geffen Records, lançou os seminais Built To Perform (1993) e Prime Cuts & Glazed Donuts (1995).
O Phantom Blue durou até 2001, depois encerrou as atividades e cada uma das integrantes se dedicou aos seus projetos pessoais, como a baterista Linda McDonald que integrou a banda feminina de tributo ao Iron Maiden, The Iron Maidens. Mas em 2009 a banda se reuniu para uma série de shows comemorativos.

BAMBIX
1988 - Bambix
Estilo:
Punk Rock/Hardcore
Origem:
Holanda
Periodo de Atividade:
1988 – Presente
Integrantes: 
Willia van Houdt (Vocal e Bateria), Nathalie Delisse (Guitarra e Voz), Maniet Voets (Baixo e Voz)
Melhor Álbum:
Leitmotiv (1998)
Descrição: 
O Bambix que hoje conta apenas com a fundadora, guitarrista e vocalista Willia, do sexo feminino na banda, em seu gênese a coisa era bem diferente, a banda era formada apenas por mulheres e Willia divida a função de baterista e vocalista.
Formado na Holanda em 1988, a primeira formação do Bambix contava com Willia van Houdt (Vocal e Bateria), Nathalie Delisse (Guitarra e Voz) e Maniet Voets (Baixo e Voz), e foi com essa formação que grupo gravou o seu primeiro EP intitulado de They Even Took the Memory (1989).
Depois disso, Willia foi para guitarra, Maniet Voets ficou na banda por um tempo, mas logo depois saiu também e hoje o Bambix, que é uma grande entidade do Punk/Hardcore mundial, é uma banda capitaneada pela grandiosa Willia e conta com o baixista Burn von Pey e o baterista Don Cardeneo.

Amanhã voltaremos com mais.

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comentários
  1. […] dando continuidade ao nosso especial iniciado aqui e prosseguido aqui e aqui, sobre as bandas femininas de todos os tempos, enfim chegamos aos anos 90, a década que o Rock […]

  2. […] vamos para penúltima parte do especial iniciado aqui e prosseguido aqui, aqui e aqui, sobre as bandas femininas de todos os tempos. E a década “destrinchada” hoje […]

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