Beatriz Sanz Fala

Beyoncé comanda e vai no Tra!

Metralhadora

Por Beatriz Sanz

Hoje um carro passou pela minha casa tocando o sucesso desse verão: AS QUE COMANDAM VÃO NO TRA! Minha irmã já emendou “eu não gosto dessa música”.

Um tempo depois saímos e a mesma música voltou a tocar. Eu a questionei sobre o porquê de ela não gostar da música. Ela fez diversas afirmações que agora não me recordo direito e terminou dizendo que a voz da Tays Reis, vocalista da Banda Vingadora, a irritava. Esse argumento em especial eu não pude rebater, pois não suporto a Ariana Grande. Enfim.

Mas os meus argumentos continuam frescos na minha mente e eu vou trazê-los para vocês também.

A Banda Vingadora é feminista, ou pelo menos é assim que se apresenta neste momento. A Bahia é terra de grandes mulheres interpretes como Bethania, Margareth Menezes, Daniela Mercury e Ivete Sangalo. A última, junto com a carioca Claudia Leitte estiveram à frente de grandes grupos de Axé (Banda Eva e Babado Novo, respectivamente) durante anos e depois de suas saídas, nenhuma das duas bandas conseguiu manter a base de fãs. Porém, o novo ritmo da terrinha é o pagodão baiano. Nesse ritmo ainda não havia surgido nenhuma figura feminina de sucesso. Se a Banda Vingadora, com sua vocalista Tays Reis, conseguirem se manter, ela pode ser a primeira a conseguir este espaço e a colocar a visão da mulher sobre o que é retratado nessa situação em específico, porque até agora só ouvimos homens como Leo Santana, cantando sobre isso.

Quando Beyoncé cantou “Who run the world? Girls!” Todos nós corremos para aplaudir sua representatividade de pé, mas quando uma mulher pobre e nordestina canta uma canção sobre empoderamento feminimo, milhares de dedos são apontados para ela dizendo que ela não pode fazer isso.

Ele tá zangado
Tá querendo falar
Já tá todo armado
Tá pronto pra atirar

Pega metralhadora!
Trá, trá, trá, trá, trá
As que comandam vão no trá
Trá, trá, trá
Trá, trá, trá, trá, trá.

Quem comanda o mundo?
Garotas!

Quem comanda o mundo?
Garotas!

Quem comanda o mundo?
Garotas!

Quem comanda o mundo?
Garotas!

Com essa simples comparação de trecho das duas canções, podemos concluir que Beyoncé vai no tra, pois ela comanda! Eu não estou falando sobre a composição poética ou a melodia incrível que a canção possui, até porque não estou avaliando Djavan ou Mozart. Estou dizendo que no contexto em que está inserida, uma sociedade que é machista, uma indústria musical que é machista a Banda Vingadora se impõe e merece o respeito por isso.

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Os Três Melhores Músicos de Todos os Tempos

Beethoven

Hoje, dia 22 de novembro, é comemorado em todo o mundo o Dia do Músico, e porque justamente nessa data? Porque é comemorado o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Em sua trajetória de vida, Cecília, que sempre foi temente a Deus, tocava cítara. E quando foi capturada e condenada à morte por professar a fé cristã, ao ser colocada na câmara de gás ela entoou cânticos, antes de ter o seu pescoço quebrado.

E é nessa data tão especial que a equipe do Fila Benário Music, esse blog que respira música, preparou uma listinha com os Melhores Músicos de Todos os Tempos, segundo gosto particular de cada um. Tem pra todo mundo.

Bora curtir?


BOB DYLAN (Por Beatriz Sanz)

Bob Dylan

Bob Dylan é o maior músico de todos os tempos (na minha opinião, claro) e qualquer pessoa que me conheça ao menos um pouco, sabe que é assim que eu lido com a vida.

Mas eu já falei sobre Bob Dylan aqui, em maio, quando o cantor fez 74 anos. Então no primeiro momento em que eu fui convidada a escrever sobre o meu maior músico de todos os tempos, eu fiquei sem saber o que falar.

Lembrei então de Blonde on Blonde (1966), meu álbum favorito do cantor. Contava Dylan com seus 25 anos de idade e já havia lançado seis álbuns anteriores.

Blonde on Blonde é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos pela crítica e para os fãs ele é quase mítico. Na época, Dylan ensaiava uma volta ao rock’n’roll de sua adolescência e um abandono ao folk, que havia lhe deixado famoso.

Blonde on Blonde (1966)
Blonde on Blonde (1966)

A mística ao redor do disco é tão grande que envolve até mesmo a capa. Um Dylan pouco agasalhado em uma Nova York fria, aparece desfocado e tremido. Muitos críticos da época que a capa havia sido feito daquele modo para representar o efeito de drogas, como na faixa inicial do disco, Rainy Day Women #12 & 35. Porém este ano, Jerry Schatzberg, o fotógrafo que fez a capa do álbum afirmou “Era fevereiro e fazia muito frio em Nova York. Ele estava vestindo apenas uma jaqueta, assim como eu. Além disso, foi ele quem escolheu esse quadro”.

Este álbum encerra a trilogia de rock iniciada por Dylan no anterior com Bringing it all back home e Highway 61 revisited. No início do mês foi lançado The Cutting Edge 1965–1966: The Bootleg Series, Vol. 12, que conta com versões alternativas de faixas destes três clássicos discos.

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BEETHOVEN (Por Willian Abreu)

Beethoven Capa

Os demais compositores que me desculpem. Mas quando me foi solicitado escrever um texto sobre o dia do músico o primeiro nome que me veio à mente foi o de Ludwig Van Beethoven. Mas porque será? Porque Beethoven ainda hoje exerce esse fascínio?

Eu explico. Com o perdão de Bach e Mozart, mas Beethoven foi o primeiro compositor independente, livre das amarras muitas vezes impostas aos compositores anteriores subordinados às igrejas ou às cortes reais. O fato é que a figura do compositor artista, com status de celebridade e que compõe de acordo com sua inspiração surge justamente como Beethoven.

É ideal libertário em Beethoven é muito forte, do artista livre das amarras da aristocracia para se expressar. Seu apoio à democracia e a uma sociedade livre dos imperadores sempre foi muito convicto. Certa vez ao caminhar com o grande poeta alemão Goethe, viu que o mesmo ao avistar o imperador estava pronto a se curvar quando Beethoven diz “Eles devem se curvar a nós!”.

Seu apoio a uma sociedade livre também é histórico. Ao apoiar as ideias de Napoleão Bonaparte, Beethoven dedica sua terceira sinfonia ao mesmo, porém, ao ver que Napoleão trai seus ideais libertários e ao chegar ao poder se auto declara imperador, Beethoven rasga a dedicatória e dedica-a “À memória de um grande homem”. E é nessa sinfonia que Beethoven se demonstra um verdadeiro gênio. Intitulada Eroica, sua terceira sinfonia quebra com as barreiras de tudo que foi escrito até então. Surpreendeu tanto a classe musical pela ousadia como os músicos da orquestra por sua dificuldade de interpretação. Abaixo o primeiro movimento, de cara nos dois primeiros acordes o caráter heroico como se fossem dois tiros de canhão, é sensacional.

Não podemos esquecer o fato de que Beethoven a partir da sua sinfonia de número 3 passa a sofrer com os sintomas da surdez. Imaginem o que é para um compositor sofrer com os sintomas de uma surdez que ao longo de sua vida o dominará por completo. Após pensar em desistir de tudo e mesmo na possibilidade de acabar com sua própria vida Beethoven não desiste. E mesmo com o problema de audição dá continuidade a sua obra, nos legando as mais belas e incríveis sinfonias, quartetos de cordas, sonatas para piano e muito mais.

Aqui algo também revolucionário. Em sua famosa 5ª Sinfonia, sem apresentação nenhuma Beethoven compõe uma das senão a obra clássica mais famosa de todos os tempos. Como ficar indiferente a essas notas, como se fossem o destino, o acaso batendo com violência à porta do compositor.

Os demais não preciso nem citar. Beethoven consolida o quarteto de cordas em sua forma e faz com que a escrita para essa formação seja tão complexa e bela quanto para uma orquestra.

As sonatas para piano então são um capítulo à parte, vejam a escrita vertiginosa para uma de suas sonatas mais famosas, a “Sonata ao Luar”.

Poderia ficar horas aqui falando sobre esse grande mestre. Que tornou possível aos músicos de hoje compor com liberdade e liberou a classe artística das amarras da aristocracia. Reverenciar sua vida e a obra que nos legou é sempre um grande prazer.

Parabéns a todos os músicos. E lembrem-se, se não fosse por caras como Beethoven a vida de vocês teria sido um pouquinho mais complicada.

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STEVIE WONDER (Fila Benário)

Stevie Wonder

Essa não é a primeira vez que eu exalto aqui no Fila Benário Music o meu amor, minha admiração e gratidão pela carreira e obra de Stevie Wonder. No dia do seu aniversário em 2014, eu escrevi um texto mais do que especial aqui, contando a sua trajetória, selecionando os meus discos favoritos de sua vasta discografia e listando os meus momentos favoritos de Wonder ao vivo.

Resumindo, teria mais alguma coisa para dizer de Stevie Wonder nesse blog? Sim, e sempre tem. Quando se fala de músicos, de artistas que tem conhecimento técnico que transcende as linearidades do mundo, Stevie deve sempre ser reverenciado.

Cego em decorrência do seu nascimento prematuro, Wonder, que nasceu na cidade americana de Michigan, mudou-se para Detroit com a sua mãe e os seus cinco irmãos aos quatro anos de idade. Com nove anos, Stevie já tocava Piano, Gaita, Baixo e Bateria. Explicitando que a deficiência visual nunca foi barreira para o seu aprendizado musical e a manifestação da sua arte.

Aos 11 anos de idade, Stevie é descoberto por Ronnie White, cantor do grupo The Miracle, e o mesmo levou o pequeno Wonder para a gravadora Motown e exigiu que o garoto fosse contratado. Berry Gordy, dono da célebre gravadora, assinou mais do que depressa o contrato do garoto, e sob a alcunha de Little Stevie Wonder o mesmo lançou os discos The Jazz Soul of Little Stevie Wonder (1961) e Tribute to Uncle Ray (1962), esse último, interpretando canções do seu grande ídolo, Ray Charles. E a Motown esperta como ela, usou da cegueira de ambos para criar um parentesco de tio e sobrinho.

E o resto da história você já conhece, Stevie Wonder se tornou um dos maiores artistas de todos os tempos, uma lenda viva. Com 54 anos de carreira, Wonder tem 26 discos de estúdios lançados, 30 sucessos de sua autoria já alcançaram o Top Ten da Billboard, além de ser o artista recordista de prêmios Grammy, 25 ao todo, sendo três deles de melhor álbum do ano (Innervisions ‘1973’, Fulfillingness’ First Finale ‘1974’ e Songs in the Key of Life ‘1976’).

A partir do disco Music of My Mind (1972), Stevie Wonder passa a assinar a produção dos seus discos e toca praticamente todos os instrumentos na maioria das faixas. O álbum seguinte, lançado no mesmo ano, o aclamado Taking Book, com exceção das guitarras, Stevie precisamente “assobiou e chupou cana” em todas as músicas.

Stevie Wonder foi um dos primeiros artistas negros a quebrar a barreira que existia entre a música negra e o Rock N’ Roll chegando a canções de bandas como The Doors, Beatles e Bob Dylan, além de excursionar junto com os Rolling Stones, participar de algumas jams musicais ao lado de John Lennon em sua carreira solo e gravar ao lado do outro Beatle, Paul McCartney, a canção Ebony and Ivory.

O legado de Stevie Wonder na música transcende as barreiras do R&B e da música Pop, claro que toda essa nova geração do gênero, como, Beyoncé, Jay Z, Alícia Keys, Katie Melua, Adelle, Kayne West, Pink, Emma Button, Christina Aguilera, e Esperanza Spalding, citam Stevie como influência suprema. O rapper Coolio, aliás, foi um dos responsáveis por disseminar o nome de Stevie Wonder para uma geração mais nova nos anos 90 ao samplear a música Pastime Paradise de Wonder em sua canção mais famosa, Gangsta’s Paradise.

Uma das versões mais tocantes que ouvi de For Once In my Life, fora a do próprio Wonder, foi a da cantora texana Dara Maclean

Além da versão arrasa quarteirão da contrabaixista e lindíssima, Esperanza Spalding, para Overjoyed.

Mas o que dizer de nomes do Rock que tem Stevie Wonder como influência?

Mike Patton do Faith No More nunca escondeu de ninguém que é fã de Stevie Wonder, e na turnê de volta do grupo em 2010, a banda sempre tocava um trechinho de Sir Duke no meio de Midlife Crisis.

O Red Hot Chili Peppers, um dos precursores do Funk Rock nos anos 80, fez essa versão surreal de Higher Ground de Wonder, no álbum Mother’s Milk.

E até os “Bad Brothers” do Oasis plagiaram na cara dura o refrão de Uptight de Stevie Wonder na música Step Out. Stevie entrou na justiça, ganhou a causa e entrou como co-autor da canção.

E grandes dinossauros da música se renderam a obra de Stevie Wonder, além dos já citados Lennon e McCartney, e da galera dos Stones, Glenn Hughes, o mestre do baixo do Trapeze e do Deep Purple já confidenciou ser fã número 1 de Wonder, e vira e mexe toca o clássico Superstition em seus shows.

E até o todo poderoso Frank Sinatra, que tinha um gosto musical mais do que exigente, se rendeu aos encantos musicais de Stevie Wonder.

A minha devoção por Stevie Wonder começou desde a infância, graças a minha mãe que era aficionada pelo músico e tínhamos em nossa coleção de discos os álbuns mais célebres de sua carreira, com certeza foi o primeiro artista que eu ouvi e o meu primeiro grande ídolo na música.

Eu tinha 7 anos quando Stevie veio para o Brasil e se apresentou no Free Jazz Festival, em 1995, driblei o sono e assisti vidrado a apresentação do músico que foi televisionada pela Globo, gravamos em VHS que era assistido por mim religiosamente todos os dias.

Já contei no outro texto sobre Stevie, mas na época na pré-escola, nas sextas-feiras, as crianças levavam brinquedo e lanchinho, e nesse caso poderíamos levar os nossos discos favoritos para tocar na vitrola enquanto a gente brincava, ao contrário de todos os meus coleguinhas que levavam Ursinho Pimpão, a trilha sonora da Tv Colosso, Xuxa e outras sonoridades infantil da época, eu levei o Characters (1987) de Wonder para a surpresa da minha professora.

Se eu pudesse listar as minhas cinco músicas favoritas de Wonder, eu ficaria com essas:

1 – Superstation
Um hino, um clássico soberbo da música americana e mundial.

2 – Sir Duke
A grandiosa homenagem de Stevie ao jazzista Duke Elligton. Canção swingada, pesada e com uma das melhores linhas de baixo que eu já ouvi na vida.

3 – Superwoman (Where Were You?)
Um verdadeiro encontro do Jazz com a Bossa Nova, que Stevie sempre reverenciou, em uma canção fabulosa e com o final viajante.

4 – We Can Work It Out
É possível um cover dos Beatles ficar melhor que a sua versão original? SIM!!! E nessa versão tem Paul McCartney assistindo tudo boquiaberto.

5 – Ribbon In The Sky
A love song mais linda de todos os tempos, gravada exclusivamente para a coletânea Original Musiquarium I (1982), tem o seu final estendido no qual Stevie Wonder improvisa maravilhosos solos no piano, provando definitivamente porque é o maior músico de todos os tempos.

E se você nunca teve contato com a obra de Stevie Wonder e quer começar com um EXCELENTE álbum, já caia de cabeça no duplo e histórico Songs in the Key of Life (1976), tudo que você precisa saber e conhecer sobre esse grande artista está nesse disco.

Songs In the Key of Life (1976)
Songs In the Key of Life (1976)

Na edição do Grammy desse ano, Stevie Wonder foi o grande homenageado da edição, com uma apresentação contando com Beyoncé (Linda pra Ca***), Ed Sheeran e grandioso guitarrista texano Gary Clark Jr.

E pra fechar a idolatria, pega esse vídeo de Wonder tocando bateria na juventude e veja que eu não sou fã dele atoa.


Parabéns a todos os músicos, que com esse dom precioso conseguem levar alegria e entusiasmo aos nossos corações.

 

Beatriz Sanz Fala

Fly e o racismo à brasileira

banda-fly

Por Beatriz Sanz

Ok, o assunto pode até ter esfriado, mas eu não esqueci. A primeira afirmação que faço é que a música, especialmente a brasileira é racista.

Isso não se trata só de uma opinião pessoal minha, mas vamos fazer um exercício e tentar citar uma dupla sertaneja que seja negra. As cantoras mais conhecidas do Axé, um ritmo tipicamente negro, são brancas. Vale lembrar o caso de racismo sofrido pela dupla Lucas e Orelha quando eles venceram o SuperStar.

Aí aparece uma boy band nos tradicionais moldes brasileiros que será esquecida daqui a dois anos, tal qual Br’oz e Restart foram, para ridicularizar o cabelo da população negra do Brasil. Depois eles afirmam que foram mal interpretados.

A banda Fly e a sua atitude racista em revista teen
A banda Fly e a sua atitude racista em revista teen

Talvez a intenção deles não tenha sido ofender a população negra brasileira, mas isso não reduz o fato de que foi isso o que eles fizeram. Caíque Gama, assuma que você foi racista e juro que não vai ficar feio pra você, amigo.

Na contramão disso tudo, existem negros que já possuem voz para nos representar. É o caso da rapper Carol Conka, que se envolveu nas discussões através das suas redes sociais. Carol é a representação de uma nova geração de mulheres negras, fortes e empoderadas.

Além de Carol, a juventude agora conta com a graça e a alegria da Mc Soffia. Ela possui apenas 11 anos, mas seus versos são feitos de pura crítica social. A pequena Soffia deu uma entrevista para a Revista TPM e mostrou que as nossas crianças negras estão conquistando o seu lugar.

Falar de racismo é importante sim, gente. Ele existe e ele mata pessoas diariamente. Nós não podemos nos calar. Nós não iremos nos calar.

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Beatriz Sanz Fala

Quanto falta pra Taylor Swift logo ser coroada a nova Rainha do Pop?

Taylor-Swift
Por Beatriz Sanz

Lembram o primeiro texto que eu escrevi pra este blog? Lá eu dizia pra vocês que vinha aqui só pra comprar polêmica, pois bem, eu cheguei com essa agora.

Há 7 anos, quando Tay estourou na indústria fonográfica com seu hit “Love Story”, todos apostaram que ela seria a fênix da música country americana. Três álbuns depois, acho que ninguém mais duvida que a loira nasceu para o pop.

Eu me assumo aqui como fã da cantora e confesso que em 2012, quando ela lançou “Red” que já  demonstrava a grande guinada que ela daria em sua carreira eu me senti decepcionada. Pensei, na época, que ela estaria fazendo isso por dinheiro e que sua música não viria mais do seu coração. Ainda bem que eu estava errada.

Há 3 anos, Taylor lidera o ranking de celebridades mais caridosas feita pela entidade “Do something”. Mas isso nem é tão difícil, sendo ela uma das artistas que mais arrecadou em 2013/2014, segundo a Forbes foram US$ 64 milhões, que a deixaram no terceiro lugar do ranking, atrás apenas de Justin Bieber e One Direction.

Porém na minha opinião, o maior trunfo de Tay é sua relação com seus fãs. Ela faz doações para aqueles que passam por dificuldades financeiras, responde mensagens e mantém os canais de diálogos sempre abertos.

Minha análise de conjuntura termina com a afirmação de que o mandato da Madonna já acabou há, no mínimo dez anos. Lady Gaga até tentou, mas não agüentou a barrar por muito tempo. Será que Taylor vai aguentar o peso da coroa?

Depois dessa apresentação ao lado da Lisa Kudrov, cantando Smelly Cat, eu aposto com vocês que sim!

Ps1: na lista de rainhas a Brit não entra porque zzzzzzzzzzzz.

Ps2: Queen B (Beyoncé) nem precisa ser citada como ~rainha do pop~ apenas porque ela é rainha do mundo todo ❤

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Beatriz Sanz Fala, Fila Benário Fala

Gays, o que seria da música sem eles?

Freddie
Aconteceu ontem (7/6) em São Paulo a 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), e o Fila Benário Music aproveitando a oportunidade resolveu listar os maiores homossexuais do mundo da música. O texto, que conta com a colaboração da querida Beatriz Sanz, está dividido em três partes, na qual saudamos os Gays do Rock n’ Roll, depois da MPB e da música POP e por fim falamos dos ativistas da causa homoafetiva.

Confira abaixo

O QUE SERIA DO ROCK SEM A VIADAGEM?

Por Fila Benário

A divertidíssima música O Que Seria do Rock, da banda das Velhas Virgens, ressalta bem a importância dos homossexuais dentro desse gênero musical tão amplo, contestador e subversivo. O Rock desde o seu início teve a missão de ser o dedo na ferida, seja levando os jovens de uma sociedade conservadora a saírem para dançar balançando os quadris de forma sensual, seja pregando a paz e o amor em meio a guerra do Vietnã, protestando de forma bruta contra a grande crise inglesa nos anos 70, que deixaram milhares desempregados, originando dessa forma o movimento Punk. Enfim, esse foi o papel do Rock, e é claro que ele estaria de mãos dadas com a causa Gay.
Listei abaixo os maiores Gays do Rock, e reforço o coro do Paulão do Velhas: O que seria do Rock sem a Viadagem?

Little Richard
1 - Little Richard
O primeiro Gay da história do Rock com certeza foi Little Richard, o grande ícone do gênero nos anos 50, era um tremendo paradoxo ambulante. Nascido em Geórgia, a capital do Jazz e da Soul Music, Little escancarou para todos a sua homossexualidade, com o seu visual espalhafatoso, com plumas, tiras e cores vivas, além da sua atuação de gala e formidável presença de palco. Porém, devido a sua criação religiosa protestante, se tornou pastor em 1958.

Rob Halford
2 - Rob Halford
Quando Rob Halford assumiu a sua homossexualidade em 1988, não foi um choque e muito menos um escândalo para o público metal e fã da sua banda, o Judas Priest, pelo contrário, em entrevistas Rob disse que boa parte dos seus fãs já sabiam da sua opção sexual e não só respeitaram como apoiaram a causa: “o público do metal sempre respeitou a minha opção sexual, nunca tive problema com isso.” Revela o deus do Metal.

Bob Mould
3 - Bob Moul
Se o Heavy Metal tem o seu representante Gay, o Punk Rock não ficaria atrás. Bob Mould o homem mais respeitado da cena punk americana por fazer parte de duas das maiores bandas do gênero: o Hüsker Dü e o Sugar, também é homossexual.
Na sua primeira e única passagem pelo Brasil em turnê solo, no ano de 2013, Bob revelou em entrevista algo além da sua sexualidade: “muitos ficaram chocados quando lancei o disco Modulate em 2002, por ele ser bem eletrônico, mas eu sou Gay, sempre gostei de música eletrônica”.

Michael Stipe

Ao ser questionado sobre a sua opção sexual, Michel Stipe, o eterno vocalista do R.E.M. gravou um divertido vídeo no qual ele lê um comunicado que revelava para o público a heterossexualidade dos outros dois integrantes da banda, o guitarrista Peter Buck e o baixista Mike Mills. Ele dizia que eles agradeciam o apoio incondicional da família, dos fãs e de todos os amigos, e que isso não iria afetar de forma alguma o crescimento da banda.

Roddy Bottum
5 - Roddy Bottum
O tecladista do Faith No More, que nos anos 80 chegou a namorar Courtney Love (viúva de Kurt Cobain), hoje é homossexual assumido. Casado com o mesmo companheiro há muito tempo, e é dele a letra da canção Be Agressive, do álbum Angel Dust, que fala sobre sexo oral, ficando bem claro no trecho repetido a exaustão: “I Swallow, I Swallow, I Swallow” (Eu engulo, eu engulo, eu engulo).

Ney Matogrosso
6 - Ney Matogrosso
Um dos primeiros Rockstar Brazuca, com todas as pompas e galhofas que o glam rock pede, Ney Matogrosso, eternamente vocalista dos Secos & Molhados, é verdadeiramente um grande símbolo nacional quando o assunto é homossexualidade na música, graças ao seu visual.
Sobre as maquiagens no rosto, segundo o livro Pavões Misteriosos de André Barcisnki, Ney, que também era ator de teatro, chegou atrasado e maquiado para o show da banda, após uma apresentação da peça Os Lusiadas. Como não daria tempo de tirar a maquiagem, optou por se apresentar assim, e acabou virando a sua marca registrada.
Gay assumido, ele fala abertamente sobre o assunto sem crise alguma, principalmente sobre o seu namoro com o também gênio do rock nacional, o Cazuza.

Cazuza
7 - Cauza
Falando no Agenor, ele não poderia ficar de fora dessa lista. Cazuza representa aquela geração que ficou oprimida durante toda ditadura militar e que após o fim do regime veio ao mundo com sede de aproveitar a vida sem limites.
Se ele fez história na frente do Barão Vermelho, com três álbuns que são pilares da música brasileira (Barão Vermelho, Pro Dia Nascer Feliz e Maior Abandonado), foi na carreira solo que Caju se encontrou de verdade, escrevendo e cantando sobre assuntos diversos e polêmicos, principalmente a sua opção sexual.

Renato Russo
8 - Renato Russo
Mais um “filho da revolução” com diz a sua própria composição. Renato Russo apesar de ser homossexual assumido, ele não gostava de ser panfletário, dizia que dava impressão de que ser Gay era uma doença e que todos deveriam aceitar. Mas de certa forma ele esteve engajado na luta pelo respeito aos homossexuais quando gravou o seu primeiro disco solo, com título de Stonewall Celebration Concert (1994), em comemoração aos 25 anos da chamada Rebelião de Stonewall em Nova Iorque, quando Gays e lésbicas entraram em conflito com a polícia no bar de mesmo nome, em resistência pelos maus tratos sofridos por sua opção sexual.

Cássia Eller
9 - Cássia Eller
A roqueira com pé na MPB, no RAP e no Samba de raiz, Cássia foi revolucionaria não apenas na música, com o seu poderoso vozeirão plural que cantava e encantava a todos, mas também na causa LGBT, principalmente sendo ela, assim como Renato Russo, uma não ativista panfletária.
Durante 15 anos, Cássia foi casada com a sua companheira Maria Eugênia Vieira Martins, mas antes ela teve um único filho, chamado Chicão. Quando Cássia faleceu em 2001, Eugênia, ganhou a guarda de Chicão na justiça, sendo esse o primeiro caso no Brasil, no qual o filho ficou com a parceira da mãe.

Minha querida Beatriz Sanz pediu licença para escrever sobre o maior Gay da história do Rock, como o seu pedido é uma ordem, vai que é tua Bia:

Freddie Mercury
10 - Freddie Mercury
Farrokh Bulsara foi um designer gráfico que nasceu em uma colônia britânica na Ásia. Mas provavelmente você o conhece como Freddie Mercury, vocalista do Queen e um dos cantores gays mais influentes do planeta. Freddie foi integrante da banda inglesa de 1970 até 1991, quando morreu. Ele nunca assumiu sua homossexualidade publicamente, apesar de os tabloides ingleses sempre publicarem “confissões”. Segundo sua irmã, a família sabia, mas não eram contrários. (E tinha motivo pra ser?)


 

TEM GAY NA MPB E NA MÚSICA POP TAMBÉM

Por Beatriz Sanz

Ana Carolina
11 - Ana Carolina
A cantora mineira Ana Carolina já foi acusada de não ser defensora da causa homossexual, como resposta, em uma carta ela afirmou que ela “levanta a bandeira vivendo com a normalidade”. (E ser lésbica é algo anormal? Tá certinha, miga!)

Ellen Oléria
12 - Ellen Oléria
A primeira edição do The Voice Brasil (na minha opinião o melhor reality musical) foi uma vitória para a causa LGBT. Lésbica assumida, sua voz impressionou o país através da telinha global. Um ótimo sinal de que os tempos mudam…

Adam Lambert
13 - Adam Lambert
Outro participante de Realitys musicais homossexual é Adam Lambert. Ele ficou em segundo lugar no American Idol, porém sua maior vitória foi se tornar o vocalista do Queen, após Freddie Mercury e algumas apresentações da banda com Lady Gaga nos vocais (ambos nessa lista. Será coincidência? ) Adam, possui dois álbuns solo lançados.

Sam Smith
14 - Sam Smith
O Grammy boy, também conhecido por Sam Smith deve boa parte de seu sucesso a um ex amor. Gay assumido, ele escreveu Stay With Me, um de seus maiores sucessos. Esperamos que Sam encontre maior felicidade em seus novos relacionamentos e na sua luta LGBT.

Daniela Mercury
15 - Daniela Mercury
Vou finalizar a lista com a nova musa LGBT brasileira: Daniela Mercury. A diva do axé assumiu um relacionamento com a jornalista Malu Verçosa em 2013. Atualmente casadas, elas protagonizaram um beijo histórico no Congresso Nacional no mês passado. Hoje elas defendem a causa, através do amor!

Fila Benário pede licença para falar da sua musa na MPB

Adriana Calcanhoto
Adriana Calcanhoto
A mais calma, serena e bela voz da música popular brasileira é de Adriana Calcanhoto. Genialidade é o seu forte, a forma de tocar de tocar violão, às vezes o mesmo é único instrumento presente na sua canção, é vistosa. Como compositora, Adriana é absurdamente talentosa, letras como Esquadros, Mentiras, Vambora deixam claro que ela não é deste mundo.
Adriana foi casada durante 26 anos com Suzana de Moraes, cineasta e filha do mestre Vinícius de Morais. Suzana que há dois anos lutava contra um câncer, faleceu no inicio de 2015, deixando a silenciosa a nossa grande canarinha.


 

ATIVISTAS DA CAUSA GAY

Por Beatriz Sanz

Lady Gaga
17 - Lady Gaga
Lady Gaga ficou conhecida por ser a nova rainha do pop (se Madonna recuperará o título ou Taylor Swift tomará seu lugar é tema pra outra coluna), mas parte de seu sucesso é devido ao apoio da comunidade LGBT. Retribuição de tudo o que a cantora já demonstrou. “Para mim, o ponto culminante foi a comunidade gay. Eu tenho tantos fãs gays e eles são tão leais a mim que realmente me ergueram. Eles sempre me apoiarão e eu sempre os apoiarei.” declarou a cantora em entrevista.

Miley Cyrus
18 - Miley Cyrus
A eterna Hannah Montana (ou não) é outra ativista LGBT. Recentemente, Miley se juntou com a Rainha do rock, Joan Jett, para cantarem “different”. A união foi para comemorar a entrada de Joan no Hall da Fama do rock e a inauguração da “Happy Hippie”, uma ong fundada por Miley para abrigar gays, lésbicas e transexuais em situação de rua. A iniciativa merece muitos aplausos!

Beatriz Sanz Fala

Dia mundial do Folk

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Por Beatriz Sanz

Violão, baixo, guitarra, piano e uma gaita talvez tão marcante quanto sua voz. 74 anos dedicados à música. Robert Allen Zimmerman é o criador da maior música de todos os tempos, além de ser considerado o 3º maior artista de todos os tempos, pela revista Rolling Stone, porém ele é conhecido pelo seu nome artístico: Mr Bob Dylan.

Dylan é o maior representante do folk no mundo, um artista com o qual todos os artistas sonham em fazer uma parceria.

Depois de uma carreira tão reconhecida ele se deu o luxo de passar muito tempo afastado da mídia, para se ter idéia sua última turnê mundial foi em 2007 e sua última passagem pelo Brasil em 2012 (com ingressos de até R$ 800,00). Porém sua volta é sempre triunfante, em 2013 ele lançou um clipe interativo para uma de suas canções de maior sucesso, like a rolling Stone, 48 anos depois do lançamento da música.

Em 2012, ele lançou seu último disco de inéditas “Tempest” foi, como era de se esperar, foi um sucesso de crítica. E neste ano, após algum atraso e muita expectativa por parte dos fãs, foi lançado “Shadows in the night” com regravações de canções que ficaram marcadas na voz de Frank Sinatra.

 

Bob Dylan para mim

Dylan apareceu na minha vida por acaso, Não me lembro como, onde nem quando, mas eu deixei que ele ficasse. A playlist do meu celular ainda está em construção (aceito dicas de boas bandas, novas ou velhas), porém Bob Dylan não falta.

Ele se tornou meu artista preferido e eu espero ansiosa o anúncio de um clipe, uma entrevista, um single, um disco e principalmente por um show no Brasil!

Tudo relativo à carreira e à vida deste homem me fascina. Eu juro que chorei quando assisti o clipe de “A night we called it a Day” pela primeira vez e assisti “I’m not there”, a cinebiografia do cantor, todos os dias durante uma semana.

Domingo foi aniversário de Bob Dylan e eu não poderia deixar essa data tão importante passar em branco, pois este deveria ser um dia comemorativo, o dia mundial do folk.

Happy bDay Mr Zimmerman.

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Beatriz Sanz Fala

Preto, pobre e da quebrada

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Por Beatriz Sanz

Não, você não pode ser os três. E quem diz isso não sou eu, preta, pobre, e da quebrada, são os números e o Mano Brown!

Sim, o nome de maior sucesso do rap nacional, Racionais Mc’s, foi detido por “desacato a autoridade” na tarde da última segunda-feira (06/04). Brown estava dirigindo quando teve seu veículo parado e foi abordado por PM’s que o “agrediram levemente” e o levaram em custódia. O rapper só foi solto após a chegada do Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy chegar na delegacia. Ele ainda teve que assinar um “termo por desobediência”.
Mano Brown, falou, agora eu dou voz aos números. Segundo dados de 2013 do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) os negros são 70% das vítimas de assassinato no Brasil. SETENTA POR CENTO. De dez pessoas que tem sua vida ceifada neste País, SETE são negras. MEÇA SEUS RACISMOS, PARÇA. Mas meça logo, to cansada de ver gente morrendo.
E isso são números de 2013, ou seja, velhos.
Mas tudo certo, porque o Senador BRANCO Aécio Neves, pode sair ALCOOLIZADO da blitz. Tudo certo porque o Apresentador BRANCO Luciano Huck também saiu ileso de uma blitz.
Eu só não quero ser acusada de racismo inverso. Eu só não quero ver toda a cultura do meu povo jogada no lixo. Eu só não quero ser considerada mais bonita por ter um tom de pele mais claro e um nariz mais afilado. Eu só não quero morrer por ser preta, pobre e da quebrada, apesar de ter 7 vezes mais chances de morrer, por conta disso!

Perfil - Bia Sanz - Consolas Tam. 11 - Cópia