Larissa Darc Fala, Shows

Festival da Cultura inglesa – Johnny Marr + The Strypes + Gaby Amarantos

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Por Larissa Darc
Fotos por Beatriz Sanz

Uma vez por ano, a escola Cultura Inglesa traz a solo brasileiro diversas personalidades para o seu festival. Nomes como Franz Ferdinand, Los Campesinos e The Jesus and Mary Chain já fizeram parte da lista de artistas que se apresentaram gratuitamente em São Paulo pelo evento.

Dessa vez, os convidados foram The Strypes, Gaby Amarantos e Johnny Marr. Juntos, provocaram uma mistura explosiva no domingo da cidade mais movimentada do país.

A abertura dos shows ficou por conta da Banda Staff Only de professores e funcionários da Cultura Inglesa e a Banda Blue Drowse de alunos da mesma instituição. Os dois apostaram em covers de famosos artistas do cenário indie e rock, aquecendo a multidão para os shows que viriam a seguir.

O Fila Benário Music foi credenciado para curtir o festival, e vamos te contar o que aconteceu durante as apresentações dessa quente tarde de domingo. Vamos lá!

The Strypes
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Os irlandeses do The Strypes abriram mão do chá da tarde para subir pontualmente as 4h da tarde no palco. Com o seu indie rock elétrico, conduziu a platéia a um show agitado, com ares do lollapalooza. Ross Farrely, vocalista da banda, mostrou-se performático, junto aos seus curiosos instrumentos. Dançava com o pandeiro e girava a inseparável gaita ao redor do corpo durante os momentos de instrumentais.

Em certo momento, Pete O’Hanlon, o carismático baixista, foi até a platéia buscar um balão inflável do Bob Esponja. A atitude animou a todos, menos ao vocalista, que fez gestos de reprovação ao companheiro de banda.

Simpáticos, agradeciam ao publico o tempo todo, e deixaram uma sensação de missão cumprida ao fim do show.

 Gaby Amarantos
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Logo em seguida, anunciaram que a “Rainha da Amazônia” subiria ao palco. E estavam falando, é claro, de Gaby Amarantos. Mesclando grandes hits ingleses a marcante melodia paraense, ela animou com maestria o exigente público que, por alguns momentos, abandonarem o “carão” para se jogaram em contagiantes danças.

Diversos convidados especiais foram chamados durante a apresentação. Uma delas foi a “Valentine”, uma travesti famosa por interpretar, de forma cômica, a cantora Amy Winehouse.

O ponto alto do show foi, sem dúvidas, o momento em que foi tocado um medley com diversos funks de sucesso, um atrás do outro. Pode-se ouvir desde “Cerol na Mão” à “Minha Eguinha Pocotó”.

Chegando ao final do show, Gaby distribuiu flores aos fãs, enquanto discursava a favor da diversidade, repudiando ao conservadorismo. Foi profundamente aplaudida com ao dizer que “Ser brega é ser feliz!”.

Johnny Marr
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O mestre de cerimônia a encerrar a maratona de shows foi, ninguém menos do que, Johnny Marr, o ex-guitarrista da banda The Smiths.

Para descrever esse show, podemos usar o “Oh, it was intense” que ele comentou após executar uma de suas músicas.

Apesar de ser um show focado no seu trabalho solo, não abriu mão de grandes clássicos da sua antiga banda, para levar os ávidos fãs a uma viagem de volta para os anos 80. Em There’s a light that never goes out, transformou o Memorial da America Latina em um grande baile ao ar livre, entornando um sonoro coral nostálgico.

Agradecia aos fãs a todo momento, desfazendo de vez o estereótipo do “Inglês antipático”. Saiu do palco após tocar o hit “how soon is now“, mas logo voltou para finalizar com o Bis. Ele cantou mais 3 músicas, e foi embora de vez deixando uma promessa aos fãs:

“See you next year!”

Quem ai já está ansioso para 2016?

Veja todas as fotos do evento na nossa página do facebook.
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Larissa Darc Fala

“Jornalistas Livres” promovem uma tarde de espetáculos na Praça das Artes

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Por Larissa Darc

Era domingo, dia 24 de maio, quando o centro de São Paulo vivia um agradável dia ensolarado. Os prédios comerciais estavam vazios, e nas ruas viam-se apenas algumas pessoas com roupas de passeio, caminhando despreocupadas. Muitas delas iam em direção a Avenida São João. Entravam em uma espécie de praça de concreto, onde gente de todo tipo desfrutava de um evento surpreendentemente diversificado. No começo, teve samba. Em um piscar de olhos, estavam todos com as mãos pra cima, balançando ao som do hip hop. Houve também encenações e circo. Até mesmo músicas em espanhol tiveram o seu espaço. Tudo isso para celebrar o nascimento do Jornalistas Livres.

Jornalistas Livres é um conjunto de coletivos, formado por jornalistas independentes (sendo eles repórteres, fotógrafos, cineastas, editores…), autores de um projeto que propõe uma nova forma de jornalismo, que visa libertar-se dos grilhões da grande mídia e das ideologias de seus patrões.

O projeto veio em boa hora, tendo em vista a onda conservadora que a país vive. Com a internet, jornais segmentados ganharam autonomia para a difusão de ideias, democratizando o acesso a todo tipo de notícia. No meio desse furacão de informações, diversas pautas como a da maioridade penal, a greve dos professores, o MST (Movimento dos Sem Terra), entre outras,  agruparam-se em um projeto só, de forma estratégica, para ganhar visibilidade.

Em meio as apresentações musicais, assuntos foram abordados. Subiram ao palco algumas pessoas, conhecidas dentro dessas causas, para falar sobre as suas ideologias.

Leci brandão, cantora e deputada pelo PCdoB, discursou em defesa às minorias. Foi intensamente aplaudida ao finalizar o seu discurso com frases que defendiam a liberdade de imprensa e a diversidade do Brasil.

Leci Brandão
Leci Brandão

Outra personalidade política que esteve por lá foi o Eduardo Suplicy, secretário dos Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo. Suplicy aproveitou o momento para contar de como soube do caso do Coronel Telhada (onde 12 policiais foram suspeitos por abuso de autoridade), parabenizando a Jornalista Livre, Laura Capriglione, pela cobertura da história. A pedidos da plateia, o ex-senador resolveu arriscar também como cantor. Ao invés de rap, dessa vez a canção escolhida foi Blowin in the Wind, do Bob Dylan.

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy e Laura Capriglione

O evento também foi o inicio da arrecadação de fundos para o projeto. Utilizando a venda de camisetas e o site Catarse (que possibilita um financiamento coletivo), a ocasião tomou ares de Criança Esperança, com os pedidos de doações.

Para falar mais sobre o assunto, o Fila Benário Music conversou com Ynaiã Benthroldo, baterista do boogarins, sobre o papel da mídia nos dias de hoje. Veja só o que ele nos contou:

“Olha, são várias as mídias, né. Eu acho que esse evento, de uma certa forma, vem mostrar isso. É o coletivo de novas formas de se fazer mídia e de se apontar novos pontos de vista. É diferente de como eu cresci, de como muita gente cresceu, vendo TV, lendo jornal e revista, que trabalham mais de uma forma empresarial. Eles usam a mídia como um produto, que você compra e faz uma matéria quando quer enfatizar alguém que está “por baixo”. Então eu acho que esse evento foca muito nisso, nessa perspectiva (…) Com isso, consegue criar novas formas de se comunicar e de trazer o que está acontecendo.
Eu fico muito Feliz por estar aqui hoje!”

Boogarins
Boogarins

No final, o evento foi um sucesso. As misturas ali presentes trouxeram uma profunda reflexão sobre diversidade e expressão. Esperamos que a empatia por alguns políticos não levem a ligação partidária e que eles honrem o nome que carregam, sendo cuidadosos como jornalistas e livres para criar pautas, apurar informações e democratizar o que é difundido na mídia.

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Larissa Darc Fala

O (quase) epitáfio do Supercombo

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Por Larissa Darc

Neste domingo, dia 17 de maio, diversas bandas se apresentaram no Superstar, um reality show exibido pela Rede Globo. Ao contrário dos outros programas de audições com quais estamos acostumados, o Superstar é conhecido por dar um impulso definitivo a bandas que já tem o seu nome conhecido em seus cenários musicais.

Supercombo é uma das bandas que compõe o time dessa edição. Junto à Scalene, eles concorrem ao posto de favoritos da competição. Apesar de terem ficado em segundo lugar na noite de ontem, a sua apresentação gerou muitas criticas por parte de seus próprios fãs nas redes sociais.

A polêmica foi gerada a partir da música escolhida. Famosos por tocarem majoritariamente canções autorais em suas apresentações, eles optaram por fazer uma versão de Epitáfio, dos Titãs. Desconfio que o grupo tenha escolhido um hit popular para garantir a empatia do público, o que de certo modo, funcionou. A platéia cantou em voz alta a música inteira. Entretanto, os fãs se decepcionaram. E quando falo em fãs, incluo até mesmo a jurada Sandy, que entre alguns comentários atrapalhados (como quando ela confundiu o baixo da Carol Navarro com uma guitarra), deixou escapar que também aguardava por uma composição própria.

Uma curiosidade sobre a Sandy e a Supercombo é que ambos já fizeram apresentações gratuitas no mesmo conjunto de Shoppings, no ano de 2013. O show da cantora foi para promover o Shopping Boulevard Tatuapé, e do da banda, uma ação promocional da loja da rádio 89 no Shopping Tatuapé. Eu, que estive nos dois, posso dizer: apesar da enorme diferença de público, não vi muita diferença na qualidade das apresentações. Ou seja, o que separa os participantes dos jurados pode ser uma bancada, um lado de um shopping ou até estilo musical, mas todos têm muito talento em comum.

É por isso que eu, e muitos outros fãs de Supercombo estamos na torcida. E lembrem-se meninos: vocês deveriam sorrir mais, abraçar seus pais, viajar o mundo e socializar. Deixe que os outros amem mais, chorem mais, e os vejam crescer enquanto o sol nasce.

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