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AUDI SÃO PAULO 22/03/2015 - AUDITÓRIO IBIRAPUERA OSCAR NIEMEYER - Segunda edição do Circuito São Paulo de Cultura, que leva ao palco externo as brasileiras Céu e Tulipa Ruiz e a cantora francesa Zaz.FOTO SERGIO CASTRO/DIVULGAÇÃO.

Zaz, Céu e Tulipa Ruiz

São Paulo é um dos mais importantes centros culturais do Brasil e no último domingo (22/03) os paulistanos (e pessoas da área metropolitana e do mundo todo) se reuniram para ter o que pode ser considerada uma prévia da tradicional Virada Cultural paulista que acontecerá em maio.
O Circuito São Paulo de Cultura contou com a ilustre presença das cantoras Tulipa Ruiz, Céu, e a francesa Zaz na sua inauguração.
O dia cinza e frio fez com que muitas das 23 mil pessoas que confirmaram presença no evento do facebook não comparecessem. Mas estes perderam um grande show.
Contrariando um péssimo costume dos shows no Brasil, Céu começou sua presença pontualmente às 18h. Sucessos como “Malemolência” e “Lenda” fizeram parte do setlist da artista paulista. Conforme a noite foi caindo, a organização do evento começou a projetar imagens do show na parede do auditório. Céu chamou sua amiga Tulipa Ruiz, que se apresentaria na seqüência para finalizar o show que durou cerca de 40 minutos.
Porém, apesar da pontualidade, São Paulo continua sendo São Paulo. Isso significa que o processo de desmanche e montagem dos palcos consegue acabar com a paciência e a diversão de qualquer cristão (ou não cristão).

Céu e Tulipa Ruiz

Céu e Tulipa Ruiz no Ibirapuera

O pequeno parágrafo acima simboliza a mudança entre a voz doce e calma de Céu para a agitação da flor louca que é Tulipa Ruiz! A paulistana de nascimento, mineira de criação pôs fogo na multidão que congelava na noite do Ibirapuera. Músicas dos CD’s “Efêmera” e “Tudo tanto” foram às escolhidas. A primeira peculiaridade que Tulipa apresentou foi quando cantava “Só sei dançar com você”. Na versão de estúdio ela divide os vocais com Zé Pi, então quando seria a entrada da voz masculina, Tulipa enrolou o fio do microfone em seu pescoço e boca e ficou assim, durante quase toda a canção. Depois disso ela fez uma toalha branca de turbante, cantou deitada no chão, cantou ao lado de seu baterista, cantou fora do palco e deu aqueles gritos que apenas sua voz alcança. Ela retribuiu e pediu que Céu a ajudasse a encerrar sua apresentação, que durou um pouco mais.
Muitos dos presentes estavam ali apenas para ver as brasileiras ou não tiveram a paciência de esperar uma das trocas de instrumentos mais demoradas da história! Isso significa que a área externa do Auditório do Ibirapuera estava muito mais vazia quando a cantora francesa deu o ar da graça.

Zaz no Ibirapuera

Zaz no Ibirapuera

Pessoas de todos os sotaques e idiomas esperavam por Zaz, aqueles que já a conheciam de longa data e aqueles que tiveram um primeiro encontro maravilhoso. A cantora que já foi comparada ao ícone máximo da música francesa, Edith Piaf, faz por merecer todos os elogios. Infelizmente esta que vos escreve e que já acompanha a carreira de Zaz há mais de um ano não pôde ficar para todo o show, mas conseguiu ver a abertura, na qual a artista mostrou para São Paulo seu lado percursionista. A primeira música que ela cantou foi um de seus maiores sucessos “On ira” e para minha surpresa boa parte dos presentes cantou junto. Ela interagia com o público e fazia com que todos pulassem!

Um ótimo encerramento para uma noite fria que será relembrada por muito tempo!

Perfil - Bia Sanz - Consolas Tam. 11 - Cópia

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tim-maia-filme-cenaFinalmente assisti Tim Maia e só tenho uma coisa a dizer: É de longe a melhor cinebiografia musical já feita no cinema nacional. Exagero? Vai lá e comprove você mesmo.
Como já dito aqui, o roteiro do filme segue o livro Vale Tudo de Nelson Motta (se você não teve a oportunidade de ler, por favor, leia o quanto antes, se possível antes mesmo de assistir ao filme), é claro que no livro tem muito mais emoção e principalmente muito mais fatos que seria possível colocar em duas horas de filme, mas o que se passa em cena é muito satisfatório.
O fato da história ser narrada pelo seu amigo Fábio – famoso cantor da década de 70 e parceiro de Tim em varias empreitadas musicais como essa – interpretado no filme pelo global Cauã Reymond tornou a trama interessante e divertida, já que os dois juntos tiveram muitas histórias hilárias, principalmente no período que Tim Maia morou de favor por uns tempos no sofá da sala do apartamento de Fábio, antes da fama.
A sua infância como entregador de marmita, a adolescência já como membro do grupo vocal The Sputniks, ao lado do Roberto Carlos, a sua frustrada estádia nos Estados Unidos, tudo está muito bem registrado e interpretado por Robson Nunes que faz Tim na juventude.
A cena em que Tim e a galera dos Sputniks, junto com o empresário Carlos Imperial, vão assistir uma apresentação da Nara Leão (interpretada fielmente pela cantora Malu Magalhães) seria a única bola fora do filme, já que na cena Tim e a sua gangue não gosta do que ouve, sendo que no livro fica bem evidente que Tim, Roberto, Erasmo e até mesmo Jorge Ben ficaram de queixo caído quando se depararam com a Bossa Nova e se tornaram fãs de carteirinha do gênero, a ponto de Tim Maia gravar no começo dos anos 90 um álbum interpretando as suas canções favoritas do gênero musical, e outro em parceria com o grupo vocal Os Cariocas. Porém a cena é tão divertida que essa falha passa batida.
Babu Santana dá um show de interpretação na pele do Tim Maia na vida adulta e ainda mais bonachão e desbocado. Os trejeitos, o modo de falar, as gírias e as famosas frases de efeito do grande síndico estavam presentes de forma tão viva, que eu pensei que estava vendo o próprio Tim Maia em cena.
Os números musicais são outros grandes destaques do filme, Festa de Santo Rei, Sossego e Imunização Racional (Que Beleza) te faz balançar os pés no cinema e matar as saudades de quando no palco ninguém era maior do que Tim Maia no Brasil. Isso quando ele ia aos compromissos.
A sua entrada e posterior saída da seita Universo em Desencanto, que gerou os seminais álbuns Tim Maia Racional Vol 1 e 2, é uma das partes mais divertidas do filme.
O amor bandido de Tim Maia pela sua amada esposa Janete, também está presente no filme, interpretada pela belíssima Alinne Moraes em uma atuação correta, agora o que é um grande mistério foi a personagem no filme se chamar Janaína… A atriz Laila Zaid por sua vez estava impecável e divertida como sempre (como é da sua natureza) no papel da namorada de Fábio.
Outra pequena bola fora do filme é a atuação caricata do ator George Sauma que interpretou um Roberto Carlos lisérgico e muito caricato, parecendo mais um Hermes e Renato. Fora isso o filme é genial e a sua cena final – que inclusive conta coma participação “Roberto Carlos” – é fantástica.
Figurinos perfeitos, atuações memoráveis, diálogos bem sacados e divertidos, drama bem dosado e trilha sonora perfeita, assim é Tim Maia, a cinebiografia do maior artista da música popular brasileira, que se não foi um bom exemplo de vida no aspecto pessoal, foi pelo menos um artista imensurável e insuperável.

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Estreou ontem nos principais cinemas do país o filme Tim Maia, cinebiografia do maior artista brasileiro de todos os tempos, dirigida por Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny e Reis e Ratos). Filme conta com os atores Robson Nunes e Babu Santana interpretando Tim em sua adolescência e na fase adulta e de sucesso, respectivamente.

Cartaz

E paralelo ao lançamento do filme, eu finalmente consegui realizar um grande sonho pessoal (com sete anos de atraso) que foi ler a biografia Vale Tudo – O Som e A Fúria de Tim Maia, escrita pelo genial jornalista, produtor, compositor – e que em breve ganhará um texto aqui no blog em virtude dos seus 70 anos – Nelson Motta.
O livro de 300 páginas é um minucioso relato da vida do gordinho mais simpático da Barra da Tijuca (RJ).
Nascido Sebastião Rodrigues Maia, Tim Maia era o caçula de uma família de 12 filhos, Sr. Altivo e Dona Maria Imaculada, os seus País, eram donos de uma pensão na Barra da Tijuca, e a família toda se empenhava no trabalho para garantir o sustento, e o pequeno Tim, era o entregador das marmitas, recebendo o horrendo apelido de “Tião Marmiteiro”. O episódio que narra o encontro quase fatal de Tião Marmiteiro com o jovem Erasmo Carlos é hilário.
O livro narra a morte de Sr. Altivo, o fechamento da pensão e as dificuldades financeiras que a família Maia enfrentou e em paralelo a isso mostra o inicio da trajetória musical de Tim Maia, que montou o grupo musical Os Sputniks, que tinha na sua formação ninguém mais, ninguém menos que Roberto Carlos. Além da sua ida para os Estados Unidos, onde conheceu a soul music, o movimento negro, aprendeu a falar inglês fluente, mas preso e deportado de volta para o Brasil teve que lidar com a miséria e o fato dos seus amigos de infância Roberto e Eramo estarem fazendo sucesso com o movimento Jovem Guarda.
Da sua tentativa fracassada de fazer parte do movimento Jovem, até o lançamento do seu primeiro e aclamado disco em 1970 com os sucessos Coroné Antônio Bento, Primavera, Azul da Cor do Mar e Cristina, foi um pulo, e assim o Tião Marmiteiro se tornava o Tim Maia do Brasil.

Os meus trechos favoritos de Som e Fúria é o primeiro encontro do jovem Tim com o também jovem Jorge Ben Jor, que também tinha aspirações musicais, porém era mais esbelto, atlético, alto e capoeirista. Tim se sentiu intimidado com a presença de Jorge e não quis acompanhar na cantoria que ele fazia na praia, até que alguém na multidão gritou:
– Canta ai Tião Marmiteiro.
E ao ter o apelido revelado ele entrou ferozmente na canção.
A sua amizade com o pessoal dos Mutantes, principalmente com a graciosa cantora Rita Lee é um capitulo a parte, na turnê do lançamento do seu primeiro álbum, Tim e os Mutantes foram se apresentar em um festival de Rock na cidade de Bauru, interior de São Paulo, Tim já usuário de drogas e principalmente de Maconha, ficou responsável por levar o mato seco para que ele e a trupe de Rita Lee utilizassem durante o festival, porém ele esqueceu e ficou completamente desesperado. No meio do show ele diz para a platéia:
– Bauru, conhecida cidade do lanche Bauru… vem cá será que algum de vocês não tem um Bauretezinho ai pra compartilhar comigo? É um Baurete?
E fazia gestos com a mão indicando que queria um baseado, a platéia ficou sem entender, mas a turma dos Mutantes piraram tanto com aquilo que batizaram o seu próximo álbum na época de Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets
Alias a sua paixão pela cantora Rita Lee é comentada durante todo o livro, dado um momento da história, Rita está depressiva devido ao fim do casamento com o músico Roberto de Carvalho, e eis que o autor do livro, Nelson Motta, surge na história visitando a sua grande amiga Rita Lee, e vendo que ela não estava nada bem ele pede para Tim Maia dar um telefonema animando a sua velha amiga, eis que Tim liga e diz:
– Ô Ritalee vou direto ao papo, esperei dez anos da administração Arnaldo Baptista (ex líder dos Mutantes e também ex marido de Rita Lee), dez anos da administração Roberto de Carvalho, eu só quero te dizer que… (pausa para uma voz mais cavernosa) I LOVE YOU.

A Amizade de Rita Lee (Renata Guida) e Tim Maia (Babu Santana) retratada no filme

A Amizade de Rita Lee (Renata Guida) e Tim Maia (Babu Santana) retratada no filme

Ainda no mundo do Rock, na década de 80, a casa carioca Circo Voador teve a idéia de fazer um encontro das tribos, um show onde reuniria a turma do Funk com o pessoal do Punk Rock, estilo que estava em ascensão no momento, e convidou o mestre Tim Maia para se apresentar com a abertura do grupo Punk carioca Coquetel Molotov. Quando o grupo Punk começou a tocar o seu som barulhento, Tim no camarim se revoltou, mandou chamar Maria Juçá, a organizadora do evento e meteu a boca dizendo que se recusava subir ao palco após aquela barulheira anárquica. Tim Maia só não subiu no palco, como fez um show histórico agradando a todos, principalmente a horda do Punk Rock que dançaram o tempo todo. No final do show Tim fez uma festa no camarim regada a Uísque com os Punks e dizia feliz para Juçá:
– Eu não disse que iria dar certo? Eu sou o primeiro Punk do Brasil.
O seu período de sobriedade, porém de pura insanidade ao integrar a louca seita “Universo em Desencanto”, o que fez conceber os dois álbuns mais sensacionais da música brasileira, os discos Tim Maia Racional Vol 1 e 2 (1975 e 1976 respectivamente), ganhou no livro um capitulo genial intitulado de O Evangelho Segundo Tim Maia.

Tim Maia a frente da seita "Universo em Desencanto"

Tim Maia a frente da seita “Universo em Desencanto”

O livro faz uma análise fio a fio de suas principais composições, das gravações e dos principais álbuns que alavancaram a carreira de Tim transformando-o no Pai da Soul Music no Brasil, da banda Vitória Régia e os seus músicos excepcionais e muito pacientes com o indisciplinado Tim Maia. Além da criação da Seroma Edições (As iniciais do seu nome Sebastião Rodrigues Maia) e da Vitória Régia Discos, que segundo o seu proprietário, era a única que pagava aos sábados, domingos e feriados após as 20 horas.
Os seus amores, as brigas conjugais, os filhos queridos, a sua famosa fama de furão e encrenqueiro, as parcerias musicais, tudo está detalhado com muito primor em Som e Fúria, que serviu de roteiro para o filme que tem tudo pra ser um sucesso e honrar o legado desse que foi o maior artista que o país já teve.

Valeu sindico, o Brasil inteiro Gostava Tanto de Você.
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Tulipa e Jeneci
Por Beatriz Sanz

Esta semana em um seminário sobre MPB na década de 1960 eu abri com estes dois grandes músicos:

Encerrei a apresentação dizendo que “A música é o espelho de seu povo”. Como resposta ouvi que então não possuímos cultura. Eu discordo veemente.
Mas minha opinião não basta, portanto possuo argumentos: O sertanejo universitário (esforcei-me para não escrever ‘sertanojo’) e o funk ostentação que infestam nossas rádios e TV’s nada mais são que o É o Tchan versão 2014.
Se você dançava “na boquinha da garrafa” não pode recriminar quem agora é apaixona por Luan Santana ou MC Guime.
Obviamente não estou aqui para recriminar o gosto musical de ninguém. Quero apenas mostrar que o País possui sim grandes nomes atuais de MPB. A dúvida é por onde começar?

Começarei pelo meu preferido!

Marcelo Jeneci, filho de uma paulista com um pernambucano, Jeneci aprendeu a tocar com os instrumentos que seu pai consertava. Poucas pessoas sabem que ele é co-compositor de um dos maiores sucessos de Vanessa da Mata. Duvida? Confere aqui:

Assim chegamos às mulheres! E são muitas! A já citada Vanessa, Mallu Magalhães, Clarice Falcão, Céu… Para representá-las então escolho uma representante de peso!

A paulista Tulipa Ruiz que possui uma voz potente e inconfundível:

Esta música conta com a participação de Zé Pi, outro representante da nossa nova MPB.

Depois desta aula, não aceito mais que vocês digam que o Brasil não possui uma boa produção musical, afinal a música é o espelho do orgulho que eu tenho de ser brasileira!

Perfil - Bia Sanz


Olá a todos!!!

Antes de tudo desejo a todos vocês um FELIZ ANO NOVO!!

E apesar do novo ano que se inicia, irei retomar os velhos hábitos finalizando hoje de uma vez por todas o especial dedicado aos melhores discos lançados no ano de 2009, e o escolhido de hoje nada mais é que a obra prima da grande promessa da musica Brasileira: Érika Machado.
Apesar do nome ainda soar desconhecido para muitos, a mineirinha de BH Érika Machado tem uma vasta carreira artística, formada em artes plásticas, Érika se aventurou no mundo da musica no ano de 2003, quando lançou de forma totalmente independente o seu primeiro disco: “O Baratinho”, que apesar de toda a simplicidade foi um enorme sucesso vendendo 750 cópias.

No ano de 2006 Érika Machado colhe os frutos d’O  Baratinho e lança por uma grande gravadora o álbum “No Cimento” produzido por ninguém mais, ninguém menos que John Ulhoa (Guitarrista, Fundador e a Cabeça pensante do Pato Fu), com esse disco Érika Machado recebe o Premio de Artista Revelação, oferecido pela Associação Paulista dos Críticos de Artes.
E passado três anos, Érika Machado volta a ativa nos presenteando com o melhor disco de toda a sua carreira: Bem Me Quer Mal Me Quer.

Bem me Quer… Demonstra um enorme amadurecimento musical de Érika, as canções ainda mantém toda aquela atmosfera infantil e delicada, com letras poéticas e irônicas, no entanto é possível notar uma Érika Machado mais segura de si e mais versátil musicalmente falando em relação ao álbum anterior.

O Disco abre com Tanto Faz com uma melodia igualmente melancólica e poderosa que casou perfeitamente com a doce voz de Érika, lindíssima, como costumo afirmar: Jogo Ganho!
Dependente, a próxima canção, traz ao disco o clima meigo que já conhecemos e o mesmo se faz presente novamente na hilária: Solitária Secretária da Agência de Turismo, na acústica e igualmente hilária: Control Z e na faixa-titulo (que reaparece no final do álbum em versão curiosa).
Porém o diferencial do disco fica por conta do Samba-Rock Plutônio Enriquecido (escrito por John Ulhoa), o Country Bluegrass Tiozão do Bar, o belíssimo Pop Radiofonico Sei Lá, e a nostálgica Tão Longe, com uma melodia bem “Jovem Guarda”.
Outros principais destaques do disco são: 3×4 que além de possuir uma letra bacana sua melodia se inicia de forma sutil se entregando a um refrão totalmente rock semelhante ao Weezer. O Rock Menino Perfeito, é sem sombra de duvidas uma das letras mais hilárias de Érika Machado em parceria com a sua fiel escudeira Cecília Silveira, onde retrata a história de um “menino” que apesar de perfeito possui certos trejeitos. E por fim, Rosa, vem acompanhada de uma belíssima melodia com uma sutil e deliciosa guitarra dedilhada e uma interpretação bem inspiradora de Érika Machado.

Balanço Final:
Érika Machado chegou em seu ponto maximo de amadurecimento musical fazendo um excelente disco mesclando diversos elementos musicais porém sempre fiel a sua proposta musical, as colaborações de John Ulhoa no produção e de Cecília Silveira nas letras contribuíram ainda mais para o brilhantismo de Bem me Quer e Mal me Quer.

Para os fãs de Érika Machado, tenho a total certeza que não irão se decepcionar com esse lançamento. Para os que ainda não conhecem a cantora esta é uma boa oportunidade de conhecer a mesma em sua melhor forma.
É importante ressaltar também que o álbum foi patrocinado pela Petrobras em parceria com o Governo Federal, é o Brasil valorizando o que há de melhor em nosso país.

Em uma década que toleramos a contra gosto abomináveis “mulheres frutas”, eis que surge uma MULHER DE VERDADE, e acima de tudo: fazendo MUSICA DE VERDADE

MUITO OBRIGADO POR EXISTIR ÉRIKA MACHADO

Nota: 10

Ao som de Érika Machado – 3×4