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Rosa de SaronAconteceu ontem no ginásio do clube Regatas na cidade de Campinas (Interior de São Paulo), mais um show da banda de Pop Rock Cristã, Rosa de Saron, com a sua nova turnê divulgando o seu mais recente CD, o elogiadissimo Cartas ao Remetente.
Porém não se tratava de um show qualquer, além de estar tocando na cidade de origem, a apresentação marcava o nascimento do Projeto Aurora, que segundo os próprios integrantes da banda, é um núcleo com intuito de organizar ações solidárias e ajudar instituições sociais nas suas mais diversas atuações. Toda a renda do show foi revertida ao Lar Ternura, de Campinas, que desenvolve um trabalho socioeducativo e de Educação Infantil para crianças de 03 anos e seis meses a 05 anos e onze meses economicamente carentes.
Pontualmente as 20:00 o show se deu inicio com a canção Reis e Princesas, que abre o álbum Cartas ao Remetente aliando batidas eletrônicas com o peso das guitarras do Rock n’ Roll.
Na plateia a histeria era completa, a Nação Rosariana, como são chamados os fãs da banda, se revezavam entre cantar a plenos pulmões a canção junto com o vocalista Guilherme de Sá, e fotografar toda aquele momento único.
A pesada Neumas d’ Arezzo, também do mais recente disco, veio na sequência mantendo o pique inicial. O mais novo hit do conjunto, a canção Algoritmo, onde o seu vídeo-clipe lançado na última semana no youtube já está com mais de 47 mil visualizações, se fez presente no repertório pra delírio da galera presente.
A banda aproveitou a ocasião especial para ousar no repertório, incluindo duas canções que não são tocadas com muita frequência nos shows da banda justamente por serem canções inéditas nos dois álbuns ao vivo do conjunto, as músicas Ironia S/A do cd Latitude, Longitude (2013), e Projecto Juno do Horizonte Vivo Distante (2010), foi um imenso presente aos fãs que responderam a altura, colocando o ginásio abaixo em um coral de mil vozes. Importante ressaltar também a musicalidade da banda ao vivo, principalmente com o auxilio dos músicos de apoio, o guitarrista e violonista Adriano Motta e o tecladista Marcos, ambos um verdadeiro show a parte, soando pesados nos momentos mais frenéticos e contemplativos nos mais amenos, o último por sinal é portador de uma voz belíssima e tem ajudado muito nos Backing Vocals. Isso sem contar a performance estarrecedora do VJ/DJ Du Bboy, com certeza o mais animado do palco, agitando a todo tempo e interagindo com a galera constantemente.
A apresentação prosseguiu com as canções Cassino Boulevard e Seis Nações, até a banda fazer um pequeno set acústico, já habitual em suas apresentações, contando com as músicas Quando Eu Tiver Sessenta e Sem Você, com um trecho do clássico More Than Words do Extreme.
O show plugado voltou com força total com duas canções do mais recente disco Cartas ao Remetente: Meus Medos, e a dançante Nada Entre o Valor e a Vergonha. Mantendo a aura dançante o sucesso Maquina do Tempo veio na sequencia, com uma pequena citação de She Will Be Loved do Maroon 5 no trecho inicial.
Rosa de Saron 2 Latitude, Longitude contou com a participação do vocalista Mauro Fernandes da banda Oficina G3 nos telões, seguida de Cartas ao Remetente, o único momento do show onde o vocalista Guilherme de Sá empunhou o violão, função que ele não tem realizado com mais frequência, ficando livre apenas para os vocais, e que vocais diga-se de passagem, impressionante o alcance e técnica do mesmo, é de se impressionar.
Durante o show, tanto o baixista e fundador da banda Rogério Feltrin como o próprio vocalista Guilherme de Sá digiram ao público palavras de fé e otimismo, Guilherme inclusive causou comoção coletiva quando disse que o Sentido da fé é colocar o pé e Deus o Chão e reforçou que renunciar o amor na vida é envelhecer a alma.
O show foi desenhando o seu fim com uma versão tocante de As Dores do Silêncio, seguida de Aurora, que se por um lado emocionou a todos presentes ao exibir nos telões imagens da Jornada Mundial da Juventude ocorrida no ano passado no Rio de Janeiro, por outro lado causou estranheza por não contar com a participação de Jonny Voice (ex- Via 33) que participou da gravação original, sendo que o mesmo estava presente no show transitando entre pelo público livremente.

O baterista Wellington Greve "espancando" a sua bateria.

O baterista Wellington Greve “espancando” a sua bateria.

Do Alto da Pedra, o maior sucesso do Rosa de Saron, seria a última canção do repertório como de costume, porém a banda guardou na manga o hit O Sol da Meia Noite, fechando de forma sublime a emblemática apresentação.
Jogando em casa, o time do Rosa de Saron foi campeão ao fazer uma apresentação enérgica e histórica, porém a goleada maior veio da Nação Rosariana ao expressar um amor intenso pela sua banda do coração, sendo antagonistas dessa partida onde a maior vitória celebrada foi a solidariedade.
Rosa de Saron 4

Fiquem ligados aqui no nosso blog que em breve teremos a entrevista exclusiva feita pela colaboradora Beatriz Sanz com os integrantes do Rosa de Saron.

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Nesses cinco anos de existência do Fila Benário Music essa é a primeira vez que escrevo sobre a minha querida banda Nazarenos HC, não foi por preguiça, por falta de tempo ou até mesmo por vergonha alheia, mas talvez seja por ética mesmo, achei que não cairia bem eu ficar enaltecendo a minha própria banda. Porém hoje eu vejo motivos para escrever, afinal de contas após oito anos de caminhada, o Nazarenos HC resolveu dar um tempo nas suas atividades.
Surgida no ano de 2006 o Nazarenos HC foi fundado na cidade de Várzea Paulista (interior de São Paulo) pelo vocalista Erick Marchesin, Erick participou de inúmeras bandas da cena local, entre elas as mais notórias foram: Los Amebas, Us Fulanos e o R14 Radial.
Já casado e esperando a sua primeira filha, Erick tem um sonho, onde ele é chamado pelo próprio Deus a ser “o seu discipulo”, Erick aceita a missão e se converte ao catolicismo e munido de canções de sua autoria se tranca em estúdio em São Paulo e lança a sua primeira demo intitulada de Em Nome do Pai, onde gravou os vocais e todos os instrumentos. O EP de cinco faixas já contava com canções que viriam ser notórias no repertório do Nazarenos HC como De Manhã, O Anjo do Senhor, Cauterização e O Silêncio.
Como “Erick Banda”, a sua primeira apresentação foi no festival Coração do Rei organizado pela Comunidade Bom Pastor na cidade de Jundiaí, a formação da banda contava com um cabeludo Erick nas guitarras e vocais, o seu amigo de curso de noivos Reginaldo (Buxa) na outra guitarra, e dois grandes amigos de Erick dos tempos de R14 Radial, o baixista Juninho e o baterista Jorge, porém ambos acabaram deixando a banda após essa apresentação para se dedicar à outros projetos.
E foi exatamente no dia 3 de Dezembro de 2006, há exatos oito anos, que o Nazarenos HC ensaia pela primeira vez com a sua duradoura e mais frutífera formação contando com Rafael Biasotto na segunda guitarra, o baterista Fernando Arouche, e esse que vos fala no contrabaixo.

Nazarenos HC da esq pra dir: Buxa (Guitarra), Erick (Vocal), Fernando (Bateria), Rafa (Guitarra) e Fila Benário (Baixo)

Nazarenos HC da esq pra dir: Buxa (Guitarra), Erick (Vocal), Fernando (Bateria), Rafa (Guitarra) e Fila Benário (Baixo)

O nome Nazarenos HC veio do próprio Erick que não via mais necessidade do conjunto levar o seu nome, e batizou a banda como se fossem habitantes da cidade de Nazaré, a mesma onde Jesus passou toda a sua infância e adolescência. Já o HC tem dupla explicação, além de ser a abreviação de Hardcore, o estilo tocado pela banda, servia também como Hardcore em Cristo.
No ano seguinte, o Nazarenos HC participou do festival Mosh 4 Jesus, organizado pelo Tchelão, vocalista do The Flanders, foi o primeiro festival de Punk Hardcore Católico no Brasil, e lá a banda teve a oportunidade de apresentar a sua proposta de evangelização a todos.
No mesmo ano a banda participou do Hallel de Londrina e também do Hallel de Franca, sendo esse último o maior evento de música católica no país. A banda retornaria no evento nos dois próximos anos.
Ousados, como pede a palavra de Deus, a banda organizou em sua cidade natal, a 1ª Missa Rock, que contou com shows das bandas Senda (White Metal) e Fisher, formada por integrantes da banda The Flanders, além do próprio Nazarenos HC. O evento veio a repetir no ano seguinte, dessa vez melhor estruturado e com a presença da banda Patria Celeste (Caçapava –SP) e de próprio The Flanders.
Foi também no ano de 2008 que o Nazarenos HC lançou o seu primeiro trabalho, o EP de sete faixas intitulado (NZ+HC)³, que contava com o carro chefe De Manhã, além das pesadas Teu Perdão e Motivo Maior, essa última composta pelo baterista Fernando Arouche. Além das participações mais do que especiais da tecladista Ana Claudia na faixa O Silêncio – que inicialmente teria também a participação da cantora católica Jean – e do grandioso Tchelão em Anjo do Senhor.
O show de lançamento do disco aconteceu na Cristoteca no tradicional bairro do Brás em São Paulo.
Importante ressaltar também que durante toda a caminhada do Nazarenos HC, o mesmo serviu nas missas e celebrações como ministério de música, contando com o apoio vocal das jovens Juliana Bifani e Luciana Lima.

Ultima formação do Nazarenos HC Ministério em 2012. Em cima: Carlos Birão, Erick e Fila Benário - Embaixo: Fernando, Buxa, Juliana Bifani e Luciana Lima.

Ultima formação do Nazarenos HC Ministério em 2012. Em cima: Carlos Birão, Erick e Fila Benário – Embaixo: Fernando, Buxa, Juliana Bifani e Luciana Lima.

Em Janeiro de 2009 a banda realiza uma apresentação no festival de música cristã Summer Beats, no extinto parque de diversões Playcenter, e os próprios integrantes consideram ser a mais importante de toda trajetória da banda.

Nazarenos HC + Tchelão (The Flanders) no Summer Beats

Nazarenos HC + Tchelão (The Flanders) no Summer Beats

Em Junho do mesmo ano, a banda entrou estúdio para as gravações de um novo disco, porém as gravações foram interrompidas, devido ao falecimento dos meus pais – meu pai no ano de 2009 de infarto e minha mãe no ano seguinte de aneurisma cerebral – depois de dois anos, o álbum Face a Face é finalmente lançado com três shows especiais, o primeiro foi em uma confraternização dentro de um retiro do grupo de jovens Shalon Adonai na cidade de Campo Limpo Paulista (SP), o segundo foi no evento Cristo Drink na Paróquia Cristo Redentor, que contou também com a presença da banda Raah, e o último foi em Dezembro de 2011 na Paróquia São Roque, onde foi lançado e exibido também o documentário “Face a Face – O Filme” que contava os bastidores das gravações e depoimentos de familiares, amigos e demais envolvidos com a banda.
O cd em si trás um novo Nazarenos HC, flertando diretamente com o Heavy Metal em faixas como Liberdade e Marcas, mas sem esquecer as raízes do Punk Rock como na faixa título e na agitada Jesus Live, além do Hardcore melódico como em Peregrino que abre o disco com a oração de São Bento rezada em latim na introdução. Porém o grande trunfo de Face a Face fica por conta da canção Restituí, uma belíssima balada que conta com a participação mais do que especial da cantora católica Dayana Cardoso.

Nazarenos HC e Dayana Cardoso

Nazarenos HC e Dayana Cardoso

Foi também em Dezembro de 2011 que o Nazarenos HC sofre a sua primeira baixa, o guitarrista Rafael Biasotto deixa a banda devido problemas pessoais, a banda segue com quatro integrantes, chegando a participar dos programas Conectados.com e Encontro com Pe. Wilson, ambos da Web Tv Leão de Judá.

Porém o quarteto não duraria muito, em agosto de 2012, o guitarrista Carlos Birão (Ex – P7: Projeto de Pop Rock Cristão junto com o baterista Fernando Arouche) integra o Nazarenos HC já em uma prova de fogo, estreando na gravação do programa Ensaiando com Cristo, apresentado pelo saudoso Vagner Martins do canal Kerygma.

No mesmo ano a banda começa a compor músicas para um futuro álbum, e sob a produção do baterista Fernando Arouche, que havia também produzido o primeiro EP do conjunto, a banda começa timidamente a gravar o novo álbum, surgem às primeiras canções: Em Frente ao Espelho e Reza Bem Fortão, ambas as composições do Erick que contam pela primeira vez com a minha parceria, além da pesada Olhos da Hipocrisia de composta pelo Fernando, Jovem Judia de parceira minha com o Birão, e o presente dado pelo compositor e vocalista do ministério Divina Face, Marcio Thiego, que foi a música Obrigado Senhor. Além do resgate histórico da canção Eucaristia da banda P7.
Com cd praticamente pronto, o ideal seria fazer o de sempre: “pé na estrada, bíblia na mão e evangelização”, mas dessa vez bateu cansaço, a mesma falta de vigor físico e espiritual que fez Bento XVI desistir do Papado, culminou no Nazarenos HC.
Não abandonamos a nossa fé de forma alguma, pelo contrário, é nela que nos apoiamos e é em Deus que estamos vivos e saudáveis. Mas há tempos o Nazarenos HC deixou de ser aquela engrenagem girando sem parar, ela foi parando aos poucos e hoje ela quase não roda.
Após a saída do guitarrista Carlos Birão no mês passado, a decisão mais sensata tomada por todos foi de dar um tempo na banda, colocar uma virgula em nossa trajetória.

E assim agradecemos a todos pelo imenso carinho, apoio e orações durante esses oito anos de caminhada.

Segue abaixo o nosso novo – e último – trabalho, o cd Jovem Demais Para Morrer, lançado no último domingo, dia 30 de Novembro

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, o Amor jamais acabará”
(Nazarenos HC – Face a Face)

Rosa de Saron
E muito antes do lançamento oficial (programado para o inicio do mês que vem) nós do Fila Benério Music graças aos amigos Wellington Rodrigues e Isah Dorneles  tivemos o privilégio e a oportunidade de ouvir na integra o mais novo álbum da super banda de Rock Católico Rosa de Saron.
Cartas ao Remetente o oitavo álbum de estúdio da banda que nesse ano completa 25 anos de carreira vem sem diferencial nenhum em relação ao trabalho anterior O Agora e o Eterno (2012), segue a mesma formula, o mesmo roteiro: Canções pop, algumas flertadas com a música eletrônica somadas as guitarras de inicio dedilhado e riffs pesados no refrão, além de faixas acústicas um dos grandes trunfos da banda ao lado é claro da poderosa voz do mítico Guilherme de Sá que exorcizou de vez os graves cavernosos á Marcus Mena (LS Jack) do álbum Horizonte Distante (2009) e vem provando a cada trabalho ser um dos melhores vocalistas em atividade no Brasil, além de exímio compositor também já que das 14 faixas do álbum 12 são de sua autoria.
Apesar da mesmice alarmante em relação não somente ao álbum anterior mas aos demais álbuns da discografia pop mainstream da banda, Cartas ao Remetente vem recheado de boas músicas que com certeza pincelarão no repertório da banda de agora em diante, como é o caso da abertura com Reis e Princesas, uma canção absurdamente pop com batidas eletrônica, mas igualmente empolgante. Solte-me vem na sequencia com a certeza que será o single do disco, levada pop com refrão pegajoso, tudo dentro do padrão Rosa de Saron de qualidade, com destaque para a surpreendente linha de baixo do competente Rogério Feltrin e também para letra impactante que fala sobre liberdade.
As letras alias seguem a normativa adotada pela banda desde a entrada do Guilherme de Sá no grupo há mais de 10 anos, retratam Deus, o evangelho e os demais dogmas da fé de forma poética e figurada e inseridos nos problemas cotidianos, sociopolíticos e psicológicos, como é o caso da faixa-título que acompanhada de belos violões e com a frase inicial “há quem amou demais” já toca o ouvinte logo na primeira audição. A título de curiosidade na introdução da música o violão faz uma frasesinha semelhante ao refrão da canção Do Alto da Pedra, um dos maiores sucessos do Rosa de Saron, sendo possível até cantar junto, ouça e confira.
Mantendo o pique acústico Quando Tiver Sessenta tem uma das letras mais belas da banda, onde trás uma reflexão sobre a velhice, com os desejos de que a visão continue funcionando perfeitamente, que tenha o prazer de buscar os netos na escola e pescar com os amigos com a mesma juventude e vivacidade de anos atrás, belíssima.
Outro destaque de Cartas ao Remetente fica por conta de Algoritmo que é muito parecida com Acenda a Luz do cd anterior, mas apesar da irmandade é uma canção de refrão forte graças aos poderosos riffs de guitarra de Eduardo Faro que tem acertado como nunca nos timbres das distorções, destaque também para os sutis violinos presentes no decorrer da canção.
Neumas d’ Arezzo é a canção mais pesada do disco dentro do padrão de qualidade da banda e com certeza será presença obrigatória nos shows da recente turnê, título faz uma alusão ao monge italiano Guido d’ Arezzo do século 10 que tinha o seu trabalho voltado à música, e a letra uma das mais diretas da banda serve como uma resposta a aqueles que criticam o trabalho de evangelização do Rosa de Saron. E Verdade/Mentira acaba sendo uma das melhores e surpreendentes do álbum, começa com uma levada Pop Rock e na estrofe se entrega a uma melodia “Techno-Punk” no melhor estilo Atari Teenage Riot (Importante banda alemã dos anos 90 que mistura Punk Rock com Música Eletrônica), além de possuir uma letra fortíssima que fala sobre mentira e cabendo uma reflexão para aqueles que mentem e juram pelo Santo nome de Deus.
O restante do álbum segue padronizado, canções suaves com apelo radiofônico e acústicas como o caso de Invernia acompanhada apenas por violões e violinos, e o encerramento belíssimo com Fleur de Ma Vie que em português significa Flor da Minha Vida e é uma homenagem do vocalista Guilherme de Sá a sua filha recém nascida.
Após uma audição completa de Cartas ao Remetente chegamos a conclusão de que se trata de um grande álbum que vem coroar a carreira de uma das bandas mais bem sucedidas dos últimos tempos. O Rosa de Saron consegue fazer música de qualidade agradando quem tem vinculo com a igreja e atraindo atenção de quem não tem religiosidade alguma, mas se identifica com as mensagens positivistas de suas canções.
Na época do lançamento do álbum Horizonte Distante publiquei uma resenha aqui no blog com ácidas criticas ao rumo musical que a banda estava tomando, afinal era eu um jovem fã do Rosa de Saron de sonoridade Heavy Metal do inicio da carreira e não aceitava de forma alguma a mudança drástica que a banda passava, porém hoje me permiti a ouvir a banda com mais atenção e reflito que se trata de duas bandas diferentes, de diferentes épocas, de diferentes formações e principalmente de diferentes propostas. E aberto a essa aceitação é possível ver beleza, qualidade e principalmente religiosidade dentro desse “novo” Rosa de Saron, e Cartas ao Remetente é uma prova fiel desse resultado.

Ao som de Rosa de Saron – Solte-me

25 anos de carreira, 10 CDs lançados, 3 DVDs (um a ser lançado em breve), e uma porção de canções que mexe emocional da juventude católica. São com esses números tão simbólicos que o Rosa de Saron, principal ícone do Pop Rock Católico realizou uma apresentação memorável  no último sábado, dia 13 de Abril, no Centro de Evangelização Arca da Aliança, na Paróquia Cristo Redentor, na Cidade de Várzea Paulista – SP, em um evento organizado pelos jovens da Paróquia São João Bosco da Diocese de Jundiaí em prol a Jornada Mundial da Juventude.
Guilherme de Sá (Voz, Guitarra e Violão), Eduardo Faro (Guitarra e Violão), Rogério Feltrin (Contrabaixo) e Wellington Greve (Bateria) tocaram por uma hora e meia os seus principais sucessos para alegria de todos os presentes e admiradores do trabalho de evangelização ousado da banda.
Porém, antes desse show eletrizante, batemos um papo com a banda que bastante solícita falou de sua trajetória, da alegria de tocar regularmente em Várzea Paulista, além de detalhes do seu mais novo DVD ainda em produção chamado “Latitude, Longitude”.
A entrevista na integra, você confere abaixo:

Essa já é a quinta apresentação da banda na cidade de Várzea Paulista, podemos então afirmar que o Rosa de Saron é intimo do público varzino?
Rogério Feltrin: Claro, e é bom muito porque a gente está perto de casa (a banda é de Campinas), e todos os shows que fizemos na cidade foram sempre muito legais, então estamos tranquilos.

Há uma semana, o Rosa de Saron gravou o seu terceiro DVD ao vivo, registrando a Turnê do novo disco “O Agora e o Eterno” em Belo Horizonte – MG, como foi o show, e o que podemos esperar desse novo trabalho?
Rogério Feltrin: Foi legal, casa cheia, ingressos esgotados, músicas inéditas e participações especiais, e eu acho que o DVD vai transparecer aquilo que nós sentimos, e a gente está muito otimista pois o Feedback do show foi muito bom, então a gente está na expectativa de que o DVD será exatamente como foi o show.

Falando ainda no “O Agora e o Eterno”, é percebível um amadurecimento muito grande, tanto musical quanto nas letras em relação ao trabalho anterior “Horizonte Distante”, a que se deve isso?
Guilherme de Sá: A gente tenta sempre evoluir de um trabalho á outro, em questão de mixagem, masterização e toda essa “parada” de som, a gente sempre tenta dar um pouquinho mais em relação ao trabalho anterior, e dando assim continuidade ao seu trabalho. O próprio DVD é isso também, se você parar pra pensar o DVD “Latitude, Longitude” ele é quase uma continuação perfeita do “Horizonte Vivo Distante”, então musicalmente a gente procura evoluir pra ter alguma coisa nova para oferecer ao nosso público, porque senão a galera enjoa então a gente sempre tenta da uma mexida em nosso som.

Em meio à crise da indústria fonográfica, o Rosa de Saron é uma das poucas bandas que ainda tem boa vendagem de CDs, qual seria a melhor explicação pra esse “fenômeno”?
Rogério Feltrin: Acho que é a lealdade do nosso público, é um público muito apaixonado, não é um publico da “modinha” que acompanha apenas um hit, é um publico que acompanha o nosso trabalho como um todo, não é do tipo que só ouve a música de trabalho, ele ouve o álbum completo, e é uma característica que explica isso.

O Rosa de Saron foi o embaixador brasileiro da Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri, chegando até a gravar o cd “Siete Caminos” com músicas do Repertório da banda cantada em Inglês e Espanhol, o que podemos esperar da banda para a nossa JMJ 2013 aqui no Rio de Janeiro?
Wellington Greve: Na verdade a nossa grande preparação é o nosso coração entregue junto com a Jornada, lá em Madri foi uma experiência sensacional, você vê que a igreja que você conhece é muito maior do que imagina, e você tem que estar muito bem preparado e entregue para que você faça parte desse grupo chamado Igreja Católica Apostólica Romana. A nossa preparação é essa, mas é claro que estaremos com o nosso show novo o “Latitude, Longitude”, então “vamo que vamo”.

E vocês estão com música nova que foi feita especialmente para Jornada Mundial da Juventude, com a participação especial do Jonny da banda de Pop Rock Católica Via 33?
Wellington Greve: Sim, a música se chama Aurora, ela foi lançada em fevereiro junto com o clipe dela e fará parte do repertório do “Latitude, Longitude”

Como é a vida religiosa do Rosa de Saron além da banda e das turnês? Vocês tem uma vida pastoral dentro de uma paróquia? Frequentam com certa frequência alguma paróquia? Ministram pregações em encontros voltados a juventude? Enfim como é o dia-a-dia cristão do Rosa de Saron além da banda?
Eduardo Faro: Então, aqui na banda cada um é de um lado da cidade, nós não participamos da mesma paróquia, no passado nós éramos de uma comunidade, participávamos da mesma paróquia, mas ai foi mudando a formação da banda entrando pessoas novas, ai hoje participamos cada um de uma paróquia bem diferente uma da outra. E engajar em uma pastoral a gente não consegue mais, porque assim, todas as pessoas que se propõe a participar de uma pastoral com seriedade tem que ter disponibilidade, não adianta a gente dizer que estaremos lá fazendo alguma coisa, sem termos disponibilidade e tempo de estarmos colaborando, então a gente colabora meio que por fora, mas sem poder participar ativamente por conta da falta de disponibilidade. A minha esposa toca em missas com um ministério de música, toca na paróquia e tal, mas a gente assumir um compromisso pastoral a gente não tem tempo pra isso infelizmente, mas cada um tem a sua missão, e nós temos a nossa.

Há 25 anos, o Rosa de Saron era o pioneiro na evangelização através do Rock, hoje como vocês analisam esse cenário? Há espaço para as bandas do gênero? E a igreja hoje é mais tolerante ao estilo, ou ainda existe o velho preconceito de que o Rock não evangeliza?
Eduardo Faro: Eu acho que isso foi quebrado, no inicio era uma coisa nova e naturalmente tudo que é novo tem uma certa resistência até provar pra que veio, é natural que tenha uma resistência. A gente com 25 anos de carreira cometemos diversos erros também, chegamos a optar por algumas coisas que não foram boas, mas a gente vai aprendendo todo dia, tenho certeza que a gente vai errar muito ainda também. Mas hoje eu acho que o preconceito terminou, não existe mais, e eu acho que o pessoal de fora vê é se o trabalho é sério ou não, não tem mais essa de se é Rock, Pop ou Axé; Hoje temos cantoras de axé, bandas de axé, pagode, samba cristão, acho que hoje não tem esse preconceito de estilo não.

Existe ainda uma grande parcela considerável de fãs do Rosa de Saron na sua fase Heavy Metal do início da carreira, há planos da banda de fazer algo voltado para esse publico, como um show especial com o set-list com canções daquela época?
Guilherme de Sá: Não, nunca mais, vá procurar outra banda (Risos)
Rogério Feltrin: Não, a gente não tem esse projeto não, nós somos uma banda muito aberta as coisas em relação a nossa trajetória, mas não temos nenhum projeto relacionado a esse sentido.

Eu tietando a banda no final da entrevista kkk

Eu tietando a banda no final da entrevista kkk

O SHOW


No último sábado dia 13 de abril, aconteceu em nossa Diocese, o show da banda Rosa de Saron no Centro de Evangelização Arca da Aliança em Várzea Paulista. O evento foi organizado pelos jovens da Paróquia São João Bosco do Eloy Chaves em prol a ida à Jornada Mundial da Juventude em Julho no Rio de Janeiro.
A festa se iniciou as 19:00 com a apresentação do Pe. Zéton, intitulado como o “Primeiro Padre DJ da América Latina”, que com muito carisma e unção agitou a multidão presente com versões Remix de grande clássicos da música católica como: Reunidos Aqui, Católico, Invocamos e entre outros.
Horas depois se confirmava o grande momento em que todos os presentes aguardavam: Rogério Feltrin (Contrabaixo), Eduardo Faro (Guitarra), Grevão (Bateria) e Guilherme de Sá (Voz, Guitarra e Violão), o Rosa de Saron se apresentava pela quinta vez em menos de cinco anos na cidade de Várzea Paulista, e dessa vez com um imenso privilégio, éramos os primeiros a receber o show da banda após a gravação do mais novo DVD do conjunto – de título “Latitude, Longitude” – gravado em Belo Horizonte e a ser lançado no próximo semestre.
Com uma superprodução visual e de iluminação a banda inicia a apresentação com a canção “Jamais Será Tarde Demais” do mais recente álbum “O Agora e o eterno” animando todos os presentes que cantavam os versos da música a plenos pulmões, alias essa demonstração imensa de carinho dos fãs da banda se fez presente durante todo o show.
O show prosseguiu com as canções “Vendetta! Vendetta!”, “O Meio e o Fim”, “O Sol da Meia Noite”, “Acenda a Luz”, “Sem Você”, “Meu abandono”, “Sem Ninguém”, “Última Lagrima”, além do mais novo sucesso do grupo “Maquina do Tempo” que ganhou uma versão inusitada com batidas eletrônicas. Canções de artistas seculares, mas com mensagens positivas também se fizeram presentes na apresentação do Rosa de Saron, como a canção “Open Your Eyes” da banda de Rock Irlandesa “Snow Patrol” além de “Mais uma Vez” parceria de Flavio Venturini e Renato Russo, já presente no repertório do grupo desde o DVD “Horizonte Vivo Distante”.
Os cinco anos que o CD/DVD “Acústico e Ao Vivo” completam esse ano foram lembrados em um set-list especial com as canções: Monte Inverno e Rara Calma.
No entanto o ponto máximo da apresentação foi antes da canção “Menos de um Segundo”, onde foi exibido no telão um vídeo com o testemunho da Sra. Carolina de Freitas, Tia do vocalista Guilherme de Sá, que no decorrer de sua vida passou por diversas situações desesperadoras, perdendo toda a sua família – três filhos e o esposo – em situações trágicas e em um curto intervalo de tempo, e mesmo diante de tanta dor ela nunca desistiu de ter fé.
“Casino Boulevard” a primeira canção de trabalho do mais recente álbum “O Agora e o Eterno” foi desenhando o final do show, que encerrou de forma sublime com o maior hit da carreira do grupo “Do Alto da Pedra”.

Parabéns aos organizadores do evento e a todos os envolvidos que trabalharam de forma honrosa nessa festa que com certeza foi um marco na história evangelizadora da Juventude da Diocese de Jundiaí.


Essa é a primeira resenha de cd que publico no nosso blog, portanto irei caprichar, mas antes de começar a dissecar o novo álbum do Rosa de Saron irei primeiramente fazer uma breve apresentação da banda para os que ainda não conhecem a mesma.
O Rosa de Saron é um dos pioneiros (senão o principal pioneiro) do Rock dentro da igreja Católica. A banda foi fundada no ano de 1988, Pelos então Jovens: Marcelo Machado (Vocais), Rogério Feltrin (Baixo), Eduardo Faro (Guitarra) e Wellington Greve (Bateria). No ano de 1994 a banda lança o seu primeiro trabalho intitulado de “Diante da Cruz” onde a sonoridade era um Heavy Metal altamente pesado, com letras que abrangiam toda a sagrada escritura e temas do cotidiano juvenil. O disco seguinte “Angustia Suprema” segue a mesma formula, e até pela excelente produção é eleito um dos melhores álbuns da banda.
No ano de 2002 a banda troca de Vocalista, e com a entrada do super estimado Guilherme de Sá a banda assume uma nova sonoridade e lançam “Depois do Inverno” seguido do “Casa dos Espelhos” e em comemoração aos 20 anos de carreira lançam o Acustico e Ao Vivo onde de forma sutil fazem uma releitura em toda discografia da banda, com este álbum a banda ganhou reconhecimento nacional, passou a ser ouvida por jovens que nem vinculo com a igreja tem, e tal façanha fez com que a mesma assinasse com a gravadora major Som Livre, onde lançaria o novo álbum.

Pois bem, após essa breve introdução vamos ao que interessa.

Que o Rosa de Saron já havia mudado a sua postura, que o Heavy Metal deu lugar a uma sonoridade Pop, que as letras em tom poético retrata um Deus figurado e não explicitamente mencionam o mesmo, já é de conhecimento de todos que acompanham a banda desde o seu gênese, porém com o Lançamento de “Horizonte Distante” e ao ouvir a sua primeira faixa, nos deparamos sim, com o disco mais fraco de toda a carreira do Rosa de Saron.

 Não me recordo de ter tido uma decepção musical tão grande desde 2003 onde na época as bandas Metallica e Blink 182 lançavam os abomináveis: St Anger e Blink 182 Respectivamente.

Já na abertura, com a canção: “O Sol da Meia Noite” somos surpreendidos com um pop rock jamais feito pelo Rosa de Saron, sem aquela bateria pesada e marcante do Wellington Greve, sem a distorção e o peso da Ibanez do grande Eduardo Faro e até mesmo sem a característica e poderosa voz aguda do Guilherme de Sá que por sua vez executa o cd todo com uma voz rouca e cavernosa que por alguns minutos lembram abominável Marcos Mena do também abominável LS Jack. O restante do cd segue a mesma formula, todas as canções permanecem com o mesmo andamento, com a mesma proposta musical, sem ao menos uma canção acelerada como é de comum nessa nova fase do Rosa de Saron, Entre Aspas, parece querer resgatar toda atmosfera musical já exposta em canções como Casa dos Espelhos, Tudo o Que eu Não Soube Ver, Longe Demais e Amor Sincero, mas não causa o mesmo impacto das citadas acima.
Mesma Brisa é prova de que é possível piorar o que já esta acabado, a batida eletrônica na introdução da canção e o refrão pop pegajoso a lá Panic At The Disco….

As duas únicas canções (em disco de 13 faixas!!!) que me chamaram atenção foram: Invisível e Na Chuva no Fim da Tarde que relembram um pouco a fase “Casa dos Espelhos”.

Balanço final:
Embalados pelo sucesso da turnê acústica, após a assinatura de um contrato exorbitante com uma das maiores gravadoras do país, eu já imaginava um trabalho no mínimo mediano levando em consideração os últimos 3 discos lançados pela banda, porém fui surpreendido com um disco que soa com um único fundamento: Emplacar musicas nas rádios, embalar um casal romântico na próxima novela da Globo, e competir lado-a-lado com as bandas Fresno, Cine e Nx Zero.
Se você fã saudosista do Rosa de Saron, ainda acreditava em uma volta as origens Heavy Metal da banda, com “Horizonte Distante” esse sonho foi enterrado de vez, ou como diria uma grande amiga minha, “ficou em outro Horizonte bem Distante”. Após ouvir esse disco vocês vão descobrir que eram felizes ouvindo “Casa dos Espelhos” e não sabiam.

Já você novo fã, que conheceu a banda nos comerciais do Acústico Ao Vivo veiculados na Rede Globo, ouça sem moderação, afinal esse disco foi feito para vocês. Termino essa resenha (que mais soou como um desabafo de um fã totalmente decepcionado) desejando ao Rosa de Saron, muita paz e luz nessa nova caminhada e que eles não esqueçam o verdadeiro sentido de tudo: DEUS

Nota: 4.0 (Por que fiquei com dó de dar nota menor)

Ao som de Iahweh – Sem deixar de Amar