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Confesso em meados de 2004, na época em que o Paramore surgiu e com ele todo aquele frenesi de banda do momento, revelação do ano e o odioso termo de “Salvação do Rock”, eu não dei muita atenção, mas depois de uma bela audição do seu disco de estreia All We Know Is Falling(2005) eu passei admirar o quarteto dos irmãos Farro e da belíssima e jovial Hayley Williams. Tratava-se de uma mescla muito bem feita e criativa de rock puro, simples e visceral, com toda aura angelical e adocicada vindo obviamente da presença feminina poderosa de Hayley. Soando como um Jimmy Eat World de saias essa era a sonoridade do Paramore.
Depois um disco multi-platinado (Riot!) uma alta exposição na MTV que lhe renderam uma série de prêmios da emissora e reconhecimento pelo mundo inteiro incluindo ai duas passagens pelo Brasil (na qual eu estive presente na última e presenciei um show memorável), o Paramore tinha status de banda mais importante da atualidade, e foi nesse cenário aparentemente nada propício que os irmãos fundadores da banda Josh (Guitarra e Backing Vocals) e Zac Farro (Bateria) anunciaram a sua saída do conjunto alegando diferenças musicais.
E três anos depois o Paramore finalmente lança o seu novo material após a saída dos Farro, o disco auto-intitulado que chegou as prateleiras nesse ano deixa bem claro o motivo que fez Josh e Zac abandonar a banda que os mesmos haviam fundado na caipira cidade de Nashville há 11 anos atrás, pois trata-se de uma nova banda, com nova sonoridade querendo abocanhar cada vez mais e de uma vez por todas o sucesso custe o que custar.
Logo na faixa de abertura já é percebível o novo direcionamento musical Fast In My Car começa com uma batida pop dançante lembrando as cantoras do quilate de Ke$ha, Rihanna e Katy Perry, Now o primeiro single do disco mantém o mesmo pique da anterior, com adição de algumas frases de guitarra distorcida como diferencial.
E partir daí começa um verdadeiro desfile de horrores com a banda atirando praticamente para todos os lados e querendo acertar qualquer pessoa que se identificar com a sonoridade retratada, desde o pop dançante com Grow Up (Fico até imaginando dançarinas no fundo do palco coreografando essa canção ao vivo), passando por baladinhas insossas sem aquela carga e punch emocional de outrora: Last HopeHate to See Your Heart Break e o final de “cortar os pulsos” com Future e a sua tentativa frustrada de soar como Florence + Machine, no entanto beira entre a chatice e o inaudível. E como desgraça pouca é bobagem, a maior novidade do disco fica por conta de três pequenas introduções, que não chegam à dois minutos de duração, feitas à voz e violão, no maior “estilinho” praieiro brejeiro de Bruno Mars e Colbie Caillat soltas pelo disco, uma verdadeira encheção de linguiça falando no português claro e chulo.
Os fãs saudosistas que aguentarem ouvir o álbum inteiro pode se identificar com o “Hardcore Teenager” Anklebiters, além de Part II Be Alone, sendo essa última um pouco parecida com o sucesso Pressure.
Na minha humilde opinião, o único destaque e surpresa do disco todo é Ain’t It Fun que trás um Paramore descolado tocando Soul Music, isso mesmo, com direito a belas linhas de baixo, coral gospel no fim da canção e Hayley Williams em uma interpretação inspiradora.
Enfim, entre mortos e feridos, os que se salvaram eu recomendo a ignorar esse disco e voltar a ouvir o que a banda apresentava de melhor.
Trata-se de um disco bem produzido? bem feito? sim, claro, e Hayley continua sim cantando muito bem, alias esse é e sempre será o maior trunfo da banda, no entanto esse disco foi um verdadeiro balde de água gelada na nuca de quem esperava algo na linha dos antecessores.
É claro que vai ter gente que vai gostar e se descabelar por esse disco, afinal de contas ele se parece mais com aquelas rádios voltadas para o público jovem que toca aquela verdadeira salada de frutas sonora agradando a toda massa que consome esse tipo de produto.

É um disco de muitas identidades, mas nenhuma retrata verdadeiramente o que é (ou foi?) a banda.

Uma Pena pois Eu gostava tanto de você… Paramore…

Nota: 4,0

Antes de mais nada, esse humilde blogueiro deseja a todos (mesmo que atrasado) um Feliz e Abençoado Ano Novo!!!
2012 foi um ano marcante para o Mundo da Música, muitas voltas foram concretizadas caso de Soundgarden, Van Halen e até mesmo da banda Post Hardcore Cristã Further Seems Forever, além é claro da volta mais que celebrativa dos Rolling Stones, comemorando nada mais, nada menos que 50 anos de carreira.  O Brasil mais uma vez entrou na rota dos shows e recebemos em Terra Brasilis nomes como Kiss, Slash, Alanis Morissette, Linkin Park, Garbage, Noel Gallagher’s High Flying Birds além do festival americano Lollapalooza que chegou ao Brasil trazendo em seu Line-Up nada mais, nada menos que o Foo Fighters.
E mesmo com a falência diária do mercado fonográfico, muitos, repito: MUITOS discos foram lançados em 2012, as já citadas bandas que retornaram as suas atividades em 2012 lançaram álbuns mostrando o porque elas não deveriam de forma alguma pausado as suas atividades. Outros álbuns por sua vez deixaram muito a desejar e ficaram devendo, o caso dos recentes discos do No Doubt (Push and Shove), The Offspring (Days Go By), Alanis Morissette (Havoc And Bright Lights) e a Trilogia  ¡Uno! ¡Dos! ¡Tré! do Green Day.
E os que tiveram melhor desempenho, na MINHA humilde OPINIÃO estão listados abaixo de forma decrescente para dar mais emoção:

15 – Blunderbuss – Jack White
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Sempre tive uma birra gigantesca com Jack White, não gosto da maneira como a mídia o trata, sempre superestimando, tratando como um grande mito da música, por mais bacana que tenha sido sim todos os seus projetos musicais, incluindo ai na lista o White Stripes, The Raconteurs e o The Dead Weather, não acho que ele seja o Deus da musica.
Portanto quando saiu o seu primeiro trabalho solo, logo ouvi com uma certa desconfiança, mas me surpreendi, Blunderbuss trata-se de música de qualidade.
Jack sempre foi apaixonado por um som mais vintage, mais encorpado, antigo digamos e essa atmosfera que Blunderbuss nos passa.
Jack White foi a fundo em suas influencias musicais e nos presenteou com um álbum que passeia entre o Folk, o Country, o Blues, pela Soul Music até chegar no Rock.
Os principais destaques do álbum ficam por conta da swingada: Freedom At 21, a Country de letra doentia: Love Interruption,  além de Weep Themselves to Sleep e o seu piano matador, e o Single também matador: Sixteen Saltines, com certeza a melhor do disco, trazendo um rock arrasa quarteirão, com um riff de guitarra matador.
Blunderbuss, foi o disco que destruiu todo mito em cima de Jack White, mas mostrou que existe sim um grande musico.

14 – Rebirth – Jimmy Cliff
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Nos anos 90, o Mago Produtor Rick Rubin trouxe Johnny Cash de volta ao estrelato dando a ele um violão e um punhado de canções que estavam em evidência na época para que ele fizesse releituras tocantes e emocionantes.
20 e poucos anos de depois o (não tão) jovem Tim Armstrong vocalista do Rancid, faz o mesmo ressuscitando a carreira de um dos maiores ícones da musica jamaicana que ao longo da sua carreira sempre foi injustiçado nunca tendo o seu devido valor, estamos falando de Jimmy Cliff.
E dessa parceria com o produtor Tim, rendeu o EP Sacred Fire e o álbum Rebirth lançado em 2012 que se não for um dos melhores da carreira do titio Jimmy, figura entre os mesmos.
Rebirth é um disco animado e festeiro como o próprio Jimmy Cliff, porém mais veloz e encorpado, o Reggae a sua sonoridade primaria ainda habita esse corpo sim, canções como Bang, Reggae Music e Cry No More recheadas dos tradicionais corinhos femininos no refrão são fortes exemplos, no entanto o Ska se faz muito presente dando uma guinada na sonoridade e dinamismo de Rebirth, a faixa de abertura: World Upside Down, seguida da poderosa One More (que aparece em outra versão no final do disco) são as grande provas.
Outra grande surpresa em Rebirth são as versões Reggae/Ska para clássicos do Punk Rock, se Rick Rubin ao produzir Cash, deu a ele canções do Nine Inch Nails e U2, Tim Armstrong dessa vez deu para Cliff: Guns Of Brixton do The Clash e Ruby Soho do seu Rancid, e as releituras ficaram maravilhosas.
Enfim, um registro estupendo e sincero, que abrilhantou ainda mais a carreira de Jimmy Cliff fazendo assim justiça com o verdadeiro Pai do Reggae.

13 – Roses – The Cranberries
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Depois do grande Boom das bandas dos anos 90 voltarem as atividades na década seguinte, caso do Alice In Chains, Smashing Pumpkins, No Doubt, Blur, Soundgarden, Garbage, Faith No More e At The Drive-In chegou a vez do queridíssimo The Cranberries também voltar a ativa.
Depois de uma série de shows (no qual o Brasil entrou na rota duas vezes no mesmo ano) comemorando a volta da banda, o quarteto irlandês se trancou no estúdio para apresentar ao mundo novas canções.
E o resultado disso foi o álbum Roses, lançado no inicio de 2012. Na primeira audição já é possível assemelhar todos os elementos que faz do Cranberries uma das bandas mais queridas, a característica voz de Dolores o’ Riordan puxando fortemente a letra R no final de cada frase, os refrões fáceis, repetitivos e pegajosos, além da mescla mais que perfeita do Pop, com o Rock e a música celta.
No entanto ao comparar Roses, com demais álbuns da discografia da banda, ele fica bem abaixo dos demais, mas não significa de forma alguma que seja um disco ruim, pelo contrario, Roses é disco belíssimo recheado de belas baladas como Conduct, Raining in My Heart, Losing My Mind e o seu refrão poderoso, além do Single Tomorrow, no entanto falta aquela canção empolgante frenética como Salvation, Free To Decide, Wanted e Dreams, ou até mesmo com aquele peso característico da banda como no caso dos sucessos Zombie, Ridiculous Thoughts, Promisses e Hollywood. A dançante Schizophrenic Playboys é que mais se aproxima do gênero.
Mesmo assim ta longe de ser o pior disco do The Cranberries, alias como diria o grande Padre Quevedo: “Isso não Ecziste”

12 – Lost In Translation – Sixpence None The Richer
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O Sixpence None The Richer é outro grande grupo dos anos 90, com vocal feminino que voltou as atividades recentemente.
A banda alcançou grande sucesso no final dos anos 90 com o sucesso da canção Kiss Me, o hit-mor do grupo que tocou incansavelmente nas rádios brasileiras, além de integrar a trilha sonora da Série Dawson’s Creek, uma das maiores da época, e também dos filmes Ela é Demais e Não é mais um besteirol americano. Outro sucesso do grupo foi a versão da musica There She Goes clássico dos ingleses do The La’s, a versão do Sixpence para essa música aqui no Brasil foi tema de um famoso comercial de Shampoo.
Sucessos a parte, depois de uma longa pausa onde a vocalista Leigh Nash aproveitou para curtir a maternidade e lançar o seu primeiro álbum solo o Blue On Blue em 2006, o grupo voltou as atividades e lançou Lost In Translation que na minha humilde opinião já nasceu clássico.
Sixpence None The Richer é isso, uma banda que mescla com maestria o Rock com o Pop, fazendo canções belíssimas, serenas e tocantes tudo isso aliado a voz mais que perfeita de Leigh, que na minha também humilde opinião é uma das melhores – senão a melhor – cantora do gênero.
A animada My Dear Machine abre o disco de forma sutil e geniosa, a partir daí uma enxurrada de musicas fofas e doces: Give It Back, a folk Go Your Way, Sooner Than Later, além das eletrizantes – no estilo Sixpence de ser – Don’t Blame Yourself, Radio e Be OK que fecha o disco.
Trilha sonora perfeita para um fim de tarde a dois deitado na rede vendo o pôr do sol, ou para dias chuvosos e reflexivos.
Vida Longa ao Sixpence None The Richer, bem vindos de volta!!!

11 – Dark Adrenaline – Lacuna Coil
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Não gosto de estereótipos e excessos, portanto a minha banda de Heavy Metal com vocal feminino favorita sempre foi os italianos do Lacuna Coil (olha as mulheres se fazendo presente aqui na lista), por simplesmente fugir do óbvio. A belíssima Cristina Scabbia ao contrario das demais vocalistas do gênero, canta com a sua belíssima e poderosíssima voz ao natural, sem uso de falcetes e vocais operísticos, que de na minha humilde opinião chega ser enjoativo, a mesma ressalva vai para o seu companheiro de banda e voz Andrea Ferro, que tem uma voz forte e agressiva perfeita para sonoridade da banda sem precisar forçar a barra com guturais e outros excessos que são de praxe no gênero.
E com todos esses pontos a favor, que a banda lançou em 2012 o seu sexto álbum de estúdio Dark Adrenaline.
Com muito peso, punch, distorção somados a voz ora doce e angelical, ora poderosa e agressiva da estonteante Cristina Scabbia fica difícil escolher um único destaque do album, no entanto Upsidedown, Against You e sua passagem quase Punk Rock nas estrofes, além da belíssima End of Time, do single Trip the Darkness e da versão mais que estupenda para o clássico Losing My Religion do R.E.M. são presas fáceis para cair de cara com esse álbum.
Não há “Noite dos Desejos” que vá me fazer deixar de ouvir esse álbum magnífico do Lacuna Coil

10 – Unisonic – Unisonic
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Nem o fã mais otimista de Helloween ousaria sonhar que um dia essa maravilha Sonora seria concebida.
Unisonic é a banda que já ganhou o status da mais importante dos últimos tempos por conter em sua formação dois grandes ícones da história do Heavy Metal Mundial, trata-se de Kai Hansen e Michael Kiske, Guitarrista e Vocalista respectivamente da melhor formação que o Helloween já teve, além disso o conjunto conta com o grande produtor e ex Pink Cream 69: Dennis Ward no baixo, o também ex Pink Cream 69 Kosta Zafiriou na bateria e o Ex-Gotthard: Mandy Meyer na guitarra.
O petardo tende a agradar os fãs órfãos da clássica formação do Helloween e os simpatizantes da ex-bandas dos demais integrantes do Unisonic além dos demais projetos musicais do Sr. Kiske, pois a sonoridade da banda é um casamento perfeito entre o Power Metal e o Hard Rock. Desde a faixa titulo que abre o álbum com peso, velocidade, consistência aliados a poderosa e cristalina voz de Michael Kiske, passando pela também poderosa Souls Alive, além da “muderninha” I’ve Tried que tem um quê de Place Vendome, antigo projeto de Kiske e da animada Never Change Me, já faz de Unisonic um álbum especial. Outros destaques são a pesada My Sanctuary um Hard Rock grotesco de refrão fácil, com certeza uma das melhores do álbum ao lado da faixa titulo; e Never Too Late a canção que mais lembra o Helloween e os seus áureos tempos.
Se você fã de Helloween esta esperando um álbum semelhante aos famosos “The Keppers…”, podem esquecer, a proposta do Unisonic é diferente, mas duvido muito que desagradará alguém.

9 – Handwritten – The Gaslight Anthem
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A melhor banda dos últimos dez anos, conseguiu a façanha de lançar o melhor álbum de sua carreira. Ta eu sei que é muita rasgação de seda para uma resenha só, mas se trata do The Gaslight Anthem, uma das bandas mais geniais surgidas desde a virada do milênio, duvida? Assista ao novo DVD do Bruce Springsteen o “London Calling – Live Hyde Park” e veja o vocalista de qual banda faz uma participação especial e recebe mil elogios do Boss!
Handwritten o 3º Album da carreira do Gaslight trás todos aqueles elementos já conhecidos dos fãs do grupo e que de certa forma ajudou a alavancar a carreira do conjunto, uma mescla inteligente de Punk/Hardcore com Rock setentista e oitentista, além é claro de beber da mesma fonte sonora dos gênios Johnny Cash, Bob Dylan e o já citado Bruce Springsteen, impossível sair coisa desagradável desse caldeirão sonoro né?
45 abre o álbum com Punk Rock simplório bucólico de refrão pegajoso com corinhos e com a característica voz rouca e forte de Brian Fallon (qualquer semelhança com o Boss, não é mera coincidência), a faixa titulo vem logo em seguida, poderosa puxada por um coro “ôôô” que com certeza ao vivo deve funcionar muito bem,  não deixe de conferir o videoclipe dessa música que é sensacional.
Howl é outro grande destaque de Handwritten mostrando que é possível fazer um Punk Rock singelo sem distorções porém sem perder a pegada e sem soar forçado comercialmente (ouviu Green Day?).
O álbum ainda tem a insana e bela Desire, além de momentos introspectivos como é o caso de Mae, Here Comes My Man, Mulholland Drive e a “Rolling Stoneana” Keepsake.
Na versão Deluxe do álbum tem uma versão mais que marcante para Sliver do Nirvana.
Um grande álbum de uma grande banda e cada dia tem provado ser competente e ganhando o seu merecido espaço, uma pena que a cultura “Tche-Tche, re, re Tche- Tche” brasileira não permita que uma banda desse quilate seja valorizada por aqui.

8 – O Embate do Século – Ultraje a Rigor Vs Raimundos
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O único representante brasileiro dessa lista merece todo louvor e reverencia, trata-se da união de uma das mais marcantes bandas de Rock Nacional dos anos 80 (a década de ouro do Rock Nacional), com toda a sua critica ao sistema político e cenário atual mas de forma e escrachada e divertida, ao lado de uma das maiores (senão a maior) banda da geração 90’s que misturava com muita maestria o peso e a velocidade do Hardcore com a sacanagem do Forró Nordestino. Estou falando de Ultraje a Rigor e Raimundos que se uniram nessa compilação onde cada banda interpreta uma canção da outra.
As versões do Ultraje para as musicas dos Raimundos saíram mais criativas, com excessão de Me Lambe e Papeau Nuky Doe que ficaram bem semelhantes as versões originais, as demais canções ganharam novas roupagens interessantíssimas, o caso de Putero em João Pessoa, que inicia cheia de Punch e energia e depois de um breve break vira um Country-Core, e o Country reaparece na canção seguinte a clássica O Pão da Minha Prima, com destaque para o solo improvisado do grande Kleine. Completando a primeira parte do álbum temos uma versão Surf Rock para I Saw You Saying (That You Say That You Saw), além da já pesada Eu Quero Ver o Oco e o Ska-Core Selim que fecha com chave de ouro o tributo Ultraje aos Raimundos.
Já o Raimundos por sua vez adicionou peso e velocidade nos clássicos hinos do Ultraje, o caso de Rebelde Sem Causa, Nós Vamos Invadir Sua Praia e Ciúme que virou um Hardcore nervoso nas mãos dos Brasilienses.
Inútil aparece em uma versão cadenciada bem Heavy Metal, e Eu gosto de Mulher ficou bem próximo do original, mas com um pouco mais de peso e punch.
Nada a Declarar, a canção mais Raimundos do Ultraje a Rigor, caiu como uma luva para a banda e fecha o disco de maneira surreal.
Numa época em que o Rock Brasileiro infelizmente não tem mais de atraente a nos oferecer, é sempre bom revistar os grandes heróis que ajudaram a moldar e popularizar a sonoridade no país, e no caso desse cd, é prazer em dobro.
Parabéns a Deck Disc pela iniciativa e obrigado heróis.

7 – Aftermath Of The Lowdown  – Richie Sambora
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Que o Bon Jovi é uma grande banda, com ótimos hits, realizando grandes espetáculos musicais e com mais nada a provar isso é fato verídico, no entanto que Richie Sambora é o gênio por trás da banda com a sua performance arrasadora na guitarra com solos que poderiam ser feitos e executados por Jimi Hendrix e Eric Clapton e como se não bastasse o mesmo é portador de uma potencia vocal estupenda superando até mesmo o seu “patrão”, é mais verídico ainda.
E em meio as folgas do Bon Jovi, Sambora nos presenteia com mais disco solo, o terceiro da sua carreira: Aftermath Of The Lowdown.
O que esperar de Aftermath Of The Lowdown? O de sempre, se tratando de Richie Sambora, ótimos solos e riffs de guitarra, aliado a uma voz poderosa e única, os principais destaques ficam por conta da faixa de abertura Burn The Candle Down que já vale o disco todo, uma mistura de Soul Music com Hard Rock que se transforma em um refrão poderoso, outros destaques são a Rock n’ Roll: Nowadays,e a mais Rock n’ roll ainda: Sugar Daddy, tudo isso somado a belas baladas como o caso de Seven Years Gone, Every Road Leads Home To You e a junção de ambos estilos em uma canção, caso da poderosíssima: Learning How To Fly With A Broken Wing que começa serena e se transforma em um rock poderoso.
Sabemos que Richie é a alma do Bon Jovi e que lá é o seu lugar, mas seriamos eternamente gratos se eles nos presenteasse com mais grandes álbuns como esse.

6 – Music From Another Dimension – Aerosmith
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Se pudesse resumir em uma unica frase o que achei do novo álbum do Aerosmith levando em consideração o que a mídia especializada anda dizendo, as minhas palavras seriam: GOSTEI SIM, E MUITO, POIS SE TRATA DE AEROSMITH!!!
Music From Another Dimension, o 15º Álbum da carreira do Aerosmith chega as prateleiras após exatos oito anos sem lançar material novo, a espera era grande, as especulações maiores ainda, os problemas internos aflorando na banda, como a quase saída do Steven Tyler da banda, os desentendimentos dele com o seu eterno Toxic Twin: Joe Perry a ponto do guitarrista empurrar “sem querer” Tyler do palco em uma apresentação do Aerosmith, enfim e foi nesse clima que Music From Another Dimension foi concebido e o resultado é bastante satisfatório.
A sonoridade do disco seria uma extensão da trilogia “de volta a fama” que iniciou no final dos anos 80 começando com Permanent Vacation (87), passando por Pump (89) e chegando no aclamado final com Get a Grip (93). Muitos críticos e alguns fãs (se é que podemos chamar disso) torceram o nariz pro disco pois esperavam algo na linha dos clássicos Toys In The Attic (75) e Rocks (76), no entanto os tempos são outros, por mais clássicos e importantes sejam ambos discos na discografia da banda, eles são únicos  seria o mesmo que o Deep Purple fazer um outro Machine Head, o Led Zeppelin um novo IV e os Stones um novo Exile Main on St. Impossivel.
Depois de uma abertura swingada com Luv XXX, Oh Yeah a canção seguinte tem uma levada Rock n’ roll animal, chegamos em Beautiful também swingada com o Tyler fazendo uns vocais bem puxado pro Rap diga-se de passagem e no refrão a musica ganha uma outra dinâmica, bem Beautiful (com perdão ao trocadilho).
A primeira balada Tell Me, não chega ser um Dream On, mas não decepciona, afinal de contas Dream On só existe uma…
Os principais destaques de Music From Another Dimension são com certeza Legendary Child que a banda apresentou pela primeira vez no ultimo programa American Idol, onde o próprio Steven Tyler foi jurado de  toda a temporada, o Rock n’ Roll poderoso Street Jesus e Lover Alot  a primeira canção do disco a ser liberada pra audição na internet e com certeza uma das melhores do álbum, os fãs do album Rocks não tem o que reclamar dessas três canções.
No campo baladas, uma das especialidades do Aerosmith, não faltam opções, além da já citada Tell Me, What Could Have Been Love se faz presente com refrão de pegada Country, mas se você caro amigo já torceu o nariz para essa informação então mantenha distancia de Can’t Stop Lovin’ You, pois além dela ser puramente country ela conta com a participação de Carrie Underwood, cantora Country Americana vencedora da quarta temporada do American Idol, e mesmo sendo uma canção açucarada ela tem o seu valor e importância dentro do contexto de Music Another… e pra fechar o quesito baladas temos We All Fall Down, composta por Diane Warren, a maior baladeira já existente, autora nada mais nada menos do hit-maker I Don’t Wanna Miss Thing, ou para os desavisados a musica do filme Armageddon.
Agradar a todos é uma tarefa difícil  mas o Aerosmith com mais de 40 anos de carreira ta pouco se importando com a sua opinião, eles querem mais é se divertir e fazer Rock n’ Roll e nós somos eternamente gratos!!!

5 – Re-Machined A Tribute To Deep Purple’s Machine Head – Vários
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Em comemoração aos 40 anos do clássico álbum Machine Head do todo poderoso Deep Purple e em homenagem ao genial tecladista Jon Lord que nos deixou em 2012, a gravadora Eagle Rock teve a ideia genial de reunir algumas bandas e lançar esse tributo em homenagem a esse disco tão histórico  No entanto ela foi certeira na escolha do line-Up do cd, escalando um time de feras para interpretar as canções.
Nomes como Santana, Iron Maiden, Metallica, Glenn Hughes na companhia do seu eterno companheiro Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Chickenfoot entre outros fazem parte da homenagem. Sentiu a solenidade e importância da coisa?
Os principais destaques ficam por conta do clássico absoluto Smoke On The Water na versão do Guitarrista Carlos Santana na Companhia do Vocalista do Papa Roach: Jacoby Shaddix; e a versão de Never Before  feita pelo Kings Of Chaos, banda montada justamente para esse tributo contando com Joe Elliott (Def Leppard) nos vocais, o Guitarrista Steve Stevens e a cozinha estupenda Duff McKagan e Matt Sorum (Ex-Guns N’ Roses e Velvet Revolver).
Pictures Of Home ganhou uma versão pesada nas mãos de Zakk Wylde e o seu monstruoso Black Label Society, além dos dois mais importantes expoentes do Metal dos últimos Tempos: Metallica e Iron Maiden, o primeiro fez uma releitura tocante e ao mesmo tempo furiosa do clássico When A Blind Man Cries, já o Maiden deixou a sua marca registrada na insana Space Truckin’, uma das melhores do álbum perdendo apenas para o mestre Glenn Hughes – que também já foi um Purple – com a sua voz magistral e o seu contra baixo magico, na companhia do seu fiel escudeiro Chad Smith que fez duas releituras mais do que estupendas para os clássicos: Maybe I’m A Leo e Highway Star, sendo que essa ultima (que aparece como faixa bônus) conta ainda com a participação mais que especial de Steve Vai nas guitarras.
Devo falar mais o que desse álbum??? Apenas ignore a versão DESNECESSÁRIA de Smoke On The Water do The Flaming Lips e você terá um disco nota mil em mãos.
Machine Head por si só já um disco clássico e com certeza sem a existência dele seria impossível o surgimento desse tributo, portanto reverencie a obra original do criador e cultue sem medo de ser feliz as homenagens das criaturas.


4 – Oceania – Smashing Pumpkins
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Talvez a maior dificuldade de um critico musical seja tecer umas linhas sobre sua banda favorita sem rasgar ao menos uma seda e exagerar nos elogios.
Como não sou um critico e sim apenas um blogueiro apaixonado por música, estou liberado para cometer esse pecado capital.
Smashing Pumpkins é uma das minhas bandas favoritas (ta no meu Top 5 fácil  e o seu novo lançamento, o álbum Oceania, foi bastante aguardo pela minha pessoa e atendeu todas as minhas expectativas com termino da audição.
Oceania já demonstra em sua bela capa azul e serena o que devemos esperar dele, o mesmo Smashing Pumpkins de sempre, que alia peso com fortíssimos riffs de guitarras e um Billy Corgan insano berrando palavras de ordem como é caso das faixas Quasar e Panopticon que abrem o álbum brutalmente; com momentos introspectivos e de tamanha beleza e profundidade como é o caso da belíssima The Celestials, com teclados a flor da pele, teclados que alias aparece em quase todo álbum, como em My Love Is Winter, onde fica mais evidente a presença do instrumento.
A progressiva faixa-titulo beira os nove minutos de duração, mas tem a capacidade de te prender até o fim dela.
Outros grandes momentos de Oceania é a cadênciada Violet Rays que parece mais um B-side do clássico The Mellon Collie and Infinite Sadness (1995), assim como Inkless parece ter sido tirada do também clássico Siamese Dreams (1993).
A esquizofrenia de Adore (1998), um dos álbuns mais incompreensíveis da carreira do Smashing Pumpkins também se faz presente em Oceania, na faixa Pale Horse, mas nada que venha comprometer o resultado final do disco que é bastante satisfatório.
Li muito a respeito do álbum e muitas resenhas afirmavam que o Oceania se tratava de uma volta as raízes da banda e que Billy Corgan havia buscado a fundo as suas influencias musicais: Pink Floyd, David Bowie, Black Sabbath e Led Zeppelin, não discordo de tais informações, mas acredito que o que tenha inspirado a sonoridade que encontramos em Oceania foi o próprio Smashing Pumpkins, pois todos os elementos sonoros que acompanham a banda desde o seu gênese esta presente no álbum, que de certa forma o torna mais especial e um dos melhores do ano.
Importante ressaltar que Oceania, faz parte do projeto insano e desafiador do seu mentor Billy Corgan chamado: Teargarden by Kaleidyscope que já tem 2 EP’s e que além das canções desse álbum integrará 44 faixas no seu fim.

3 – Monster – Kiss
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Todo exagero e excessos que fazem do Kiss uma das bandas mais aclamadas e importantes da história do Rock fica restrito no palco em suas apresentações que são basicamente um espetáculo repleto de efeitos especiais e visuais e muita pirotecnia  Pois quando se trata de musica, toda pompa é deixada para trás e somos presenteados com um grande disco de rock como ele deve realmente ser, cru, básico, simples, mas com pegada e sentimentalismo e é exatamente isso que Monster, o 24º album da carreira do Kiss nos causa.
O disco já se inicia “nervosamente” com Hell or Hallelujah – o primeiro single do album – em uma interpretação mais que fantástica do Starchild: Paul Stanley, não é atoa que ele é um dos melhores vocalistas do gênero e de sua geração. Importante ressaltar também que o mestre Stanley assina a produção do disco, o que explica a crueza de Monster.
Freak também interpretada por Stanley poderia ser uma bela balada, mas ela foge do óbvio com uma pegada interessantíssima no refrão, uma daquelas canções que você ouve repetidamente por horas sem enjoiar.
Na sequencia temos o Baixo “engordurado” de Gene Simmons anunciando a canção Back to the Stone Age, também cantada por ele com sua voz característica, uma das mais bacanas do disco, com refrão fácil e animado.
Outros destaques são Shout Mercy, The Devil Is Me além do Hard Rock poderoso Eat Your Heart Out também de refrão cantavel e poderoso.
Eric Singer e Tommy Thayer baterista e guitarrista respectivamente não atuam como meros coadjuvantes diante dos mentores Stanley e Simmons não, pelo contrário, competentíssimos em sues instrumentos eles dão um show a parte, Eric já conhecido pela técnica apurada e esbanjada nos anos que foi baterista do Kiss não deixa nada devendo. E Tommy Thayer tem se mostrado a cada trabalho o quão competente ele é com riffs pesadissimos e solos extraordinários como o caso de Eat Your Heart Out.
No entanto em Monster ambos também cantam e encantam, Eric interpreta a canção All for the Love of Rock & Roll, com uma pegada Rock sessentista, e já Tommy Thayer assume os vocais de uma da melhores músicas de Monster a poderosa Outta This World de sua autoria, perfeita em todos os sentidos, seja na bela voz de Tommy, na pegada nervosa da canção, no solo bem sacado, enfim a melhor do álbum, provando que os Spaceman’s do Kiss são geniais e competentes.
Enfim, um álbum MONSTRUOSO

2 – Silver Age – Bob Mould
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Bob Mould, o Pai da música alternativa, ao lado de Grant Hart (Vocal e Bateria) e Greg Norton (Baixo) montou uma das mais celebres e importantes bandas dos anos 80, o Husker Dü, que aliava a selvageria do Punk Rock, com lirismo e inteligencia na sonoridade e nas letras, influenciando centenas de bandas, entre elas: Pearl Jam, Nirvana, Green Day e Foo Fighters, esse último convidou Mould para participar da canção Dear Rosemary do seu mais recente álbum Wasting Light. Com o fim do Husker Dü, Bob Mould montou o Sugar de também suma importância na cena alternativa na década de 90.
E hoje quase 20 anos após o fim do Sugar, Bob Mould que tem uma vasta e duradoura carreira solo, onde lançou dez álbuns que flertou com o Folk, musica acustica e diversos experimentalismos, teve a oportunidade de lançar um trabalho que faz jus a todo o seu legado que beira genialidade. Silver Age, o seu mais novo álbum solo, é o melhor registro até hoje que já teve a assinatura Bob Mould.
O disco é disparado, veloz, com uma dinâmica semelhante a de um show ao vivo, onde as canções são praticamente emendadas uma a outra e as guitarras, grande trunfo de Bob Mould, estão afiadíssimas  distorcidas com as suas clássicas oitavadas. Ah como o Rock estava carente disso de músicas simples, porém diretas, com atitude e sobretudo sincera.
E destaques não faltam, desde a abertura sublime com a pop enérgica alternativa Star Machine, passando pelo Single animadíssimo e igualmente enérgico The Descent, pelas Punk’s Briefest Moment e Keep Believing já temos Silver Age como fácil candidato a disco do ano, mas muito mais ainda estar por vir, se Bob Mould ficou conhecido mundialmente por mesclar  Punk Rock com sonoridades mais amenas, tome canções belíssimas e emocionantes como Fugue State, Round the City Square e Angels Rearrange que lembra demais The One I One do R.E.M.
No entanto a faixa titulo é de fato a melhor canção do álbum  rápida  pesada, emocionante, enfim falta adjetivos para explicar a magnitude da canção, só ouvindo pra sentir.
Álbum mais que perfeito, se não gostou é porque ta ruim da cabeça ou doente do pé.

1 – OFF! – OFF!
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MEDALHA DE OURO!!!
Quem é fã de Red Hot Chili Peppers, mas fica se perguntando que raios de boné é aquele na cabeça de Anthony Kiedis escrito OFF! ? Meu amigo se trata dessa banda aqui, e se você ainda não conhece, não sabe o que esta perdendo.
OFF! É formado por Keith Morris nada mais nada menos que fundador de duas das mais importantes bandas de Punk Rock/Hardcore da década de 80 o Black Flag e o Circle Jerks, com o seu vocal afiado e letal Morris é uma lenda, e o seu trabalho na frente do OFF! É magistral.
OFF! É tudo que os fãs de Punk Rock estavam carentes e não conseguia encontrar de forma alguma no cenário atual, uma banda pesada, nervosa, suja, direta e rápida  bem rápida  as músicas da banda não chegam a ultrapassar a casa dos dois minutos, a mais longa tem apenas 01:36 de duração, o álbum todo tem 15 minutos.
Já nasceu clássico e com status de disco mais importante dos últimos tempos.
Desde a abertura com a nervosa Wiped Out, passando por I Got News For You, pela quebradeira Elimination, pela desesperada e gritante Borrow And Bomb, a também desesperada Toxic Box e Feelings Are Meant To Be Hurt é Punk Rock na sua mais pura essência, fica até difícil escolher qual a melhor do álbum, até porque nem dá tempo.
Outro grande destaque do OFF! é o baterista Mario Rubalcaba que esbanja técnica e precisão nesse trabalho, perceba que todas as canções tem uma quebrada, uma inversão de ritmo e andamento, como na já citada Elimination, e também em Harbor Freeway Blues e Zero For Conduct, importante ressaltar que ele já integrou uma das bandas de Rock mais bacanas que o mundo já teve o Rocket From The Crypt, além de ter sido Skatista profissional.
Enfim, assim como álbum que é direto e reto só posso dizer algo a respeito dele da mesma forma:
GENIAL!!!

 

Noel Gallagher - Guitarra Lider/Vocal/Backvocal e Principal compositor do Oasis

Noel Gallagher - Guitarra Lider/Vocal/Backvocal e Principal compositor do Oasis

Galera querida!!!

Estava aqui preparando um super post sobre a grande volta do The Cranberries quando fui surpreendido com essa dura e inaceitavel noticia.
“NOEL GALLAGHER FORA DO OASIS”.

Não é a primeira vez que nos deparamos com esse fato, em 2000 após o lançamento de “Standing on The Shoulder of Giants”, Noel também “saiu” da banda alegando como principal motivo a icompatibilidade de ideias com o seu irmão e vocalista do Oasis Liam, no qual nunca tiveram uma relação afetiva e devidamente familiar.

Noel e Liam Gallagher - Bem ironica a foto não?

Noel e Liam Gallagher - Bem ironica a foto não?

Porém dessa vez a saida é definitiva, o clima entre os irmãos Gallagher não estava dos melhores, na propria passagem da banda pelo brasil em maio desse ano, em entrevistas dada por ambos eles demostravam publicamente a intolerancia e o desafeto entre os dois. No entanto quem saiu perdendo com essa saída obviamente foi o proprio Oasis.

Noel é simplesmente a alma e o motor da banda; Que Liam é uma figura emblematica do Oasis isso é fato, porém vem de Noel toda a musicalidade e genialidade que fizeram do Oasis uma das melhores bandas surgidas nos ultimos tempos.

Sobre o Oasis:
Oasis
As opinioes a respeito do Oasis são tão enigmaticas quanto a propria banda em si. Para muitos o Oasis é a salvação do Rock e a melhor banda do genero, já existente de toda galaxia (Recentemente o Jogador do Real Madrid, Cristiano Ronaldo chegou a afirmar que “o Oasis é melhor que os Beatles”) ; Entretanto outros preferam atacar o Oasis questionando a qualidade e o talento musical da banda, além de ignorar a mesma pelo comportamento peculiar e arrogante dos irmãos Gallagher.
Portanto a minha pessoa não concorda com ambas opiniões, eu não acho que o Oasis seja a melhor banda do mundo e até mesmo melhor do que os Beatles (isso só o Rolling Stones, mas isso fica pra outro post), entretanto não concordo que o ego inflado de Liam e Noel atrapalhe a musicalidade da banda, alias eu nem ligo para as atitudes dos dois, afinal eu não tenho intenção nenhuma de conhece-los pessoalmente, de trazer eles para almoçar aqui casa no domingo e muito menos levar eles para Itu pra conhecer e impressionar a minha sogra.
Eu limito em afirmar que o Oasis foi uma banda que surgiu no tempo certo, na hora certa, no momento certo, Lançando albuns platinados, premiados e uma coleção de hits imporantes para toda historia do rock.
E inspirados pela British Invasion (Beatles, Stones, The Who, The Kinks) eles tiveram a capacidade de transmitir toda a magia dessa epoca de ouro da musica britanica em pleno os anos 9o.

Sobre Noel Gallagher:
noel
Esta bem longe de ser um John Lennon e impossivelmente um Deus como mesmo gostaria de ser, mas 90% do sucesso e da estabilidade do Oasis em seus quinze anos de carreira se deve a ele.
Suas principais composições percorreram o globo terrestre projetando o Oasis no mundo. Saiu de seu punho sucessos como: Rock n’ Roll Star, Live Forever, Supersonic, Don’t Look Back in Anger, Champagne Supernova, Stand By Me, Acquiesce, Go Let It Out, Little By Little, The Shock of the Lightning, entre outras magnificas canções que consagraram o grupo.
Entretanto o brilhantismo de Noel não se limitava apenas a isso, além de um excepcional guitarrista, o mesmo por sua vez é portador de uma belissma voz até mesmo superior a de Liam, e entoa com emoção as mais belissimas baladas da banda: a já citada Don’t Look Back in Anger, Magic Pie, The Masterplan, Where Did It All Go Wrong, Sunday Morning Call, Falling Down.
Deixarei para vocês alguns videos com as melhores performances vocais de Noel:


Não é apenas a melhor interpretação de Noel, mas sim uma das melhores musicas de toda a carreira do Oasis

Essa versão acustica de “Where Did It All Go Wrong” é de arrepiar

O que dizer dos Backing Vocals dele nessa canção?

Versão demo de “Gas Panic” cantada por Noel

Mas não podemos esquecer que boa parte de seu sucesso é devido ao seu ego inflado, seu jeito polemico e até mesmo comico de ser e agir, portanto separei também as principais, polemicas e hilarias frases proferidas por Noel Gallagher:
“John Lennon tinha um problema: ele achava que era Deus. O meu problema? Eu acho que sou John Lennon”

“Tomar drogas para escrever canções melhores é uma estupidez. Minhas canções já são muito boas. Tomo drogas porque gosto”

“Nunca tive a pretensão de escrever as melhores canções de rock da história. Foi uma coisa que acabou acontecendo.”

“É uma boa coisa a gente não morar nos states. onde armas são mais acessíveis, porque senão eu já teria estourado a cabeça dele (Liam). O problema é que eu não posso despedir ele porque senão minha mãe iria me matar”

“Compare nossos Cd’s com os dois primeiros álbuns de todas as bandas de rock. Não sobra ninguém, talvez só os Beatles”

“Dentre as 50 melhores cançoes de rock de todos os tempos, 49 são dos Beatles. A outra? Wonderwall”

“Recentemente os ex integrantes dos Beatles andaram dizendo na mídia que não gostam de nós. Eu não ligo, pelo menos eles pensam na gente”

“Nós não somos arrogantes, nós só achamos que somos a melhor banda do mundo”

O futuro do Oasis:
Oasis2
Nem deu tempo de digerir a amarga noticia da saída de Noel da banda e já iniciaram diversas especulações e rumores sobre o futuro do Oasis.
Não sei o que se passa na cabeça de Liam e do restante da banda (acredito que na cabeça de Liam, odio é a palavra mais convincente) porém eu arrisco a dizer que o fim da banda esta proximo, impossivel continuar a mesma sem a presença de Noel, até o proprio Liam tem a sã consciencia disso.
Entretanto eu como um grande fã e admirador do Oasis também dou o meu voto de confiança nos integrantes restantes, afinal a partir da canção “Litlle James” escrita por Liam Gallagher presente no album “Standing on The Shoulder of Giants”, que foi colocado um fim na soberania compositora de Noel – tanto que nas onze faixas do album  “Don’t Believe the Truth”  (2005), Noel assina a composição de cinco musicas apenas.
Mas eu como todo fã utopico e otimista gostaria muito de acreditar que essa saída de Noel Gallagher da banda fosse tão fajuta quanto a mesma ação realizada por ele como no já citado ano 2000, e torço muito para que os irmãos Gallagher façam as pazes novamente e volte a nos presentear com essa dobradinha vocal:

Agora cá entre nós, o Noel Gallagher foi decidir sair do Oasis e instalar uma imensa crise na banda, justamente no mesmo momento que os seus arquirivais do Blur voltam a ativa? Isso sim foi uma tremenda falta de sorte.

Ao som de: Oasis – Where Did It All Go Wrong Standing-On-The-Shoulder-Of-Giants 

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Nada melhor do que inagurar o nosso blog falando da minha banda favorita o Foo Fighters.
Como é do conhecimento de todos, a banda deu uma pausa em suas atividades desde o ano passado, sem previsão de volta. No entanto, as tais ferias programadas do grupo também teve a sua pausa no ultimo dia 04 de Julho, também conhecido por todos como o “Dia da Independencia dos Estados Unidos”, onde o Foo Fighters participou das solenidades da data especial se apresentando nos jardins da “Casa Branca” para 1.200 militares e seus familiares, além do Presidente Barack Obama.

Porém a grande surpresa ficou por conta da execução da musica inédita Wheels, uma belissima canção que segundo informações integrará uma coletanea dos maiores sucessos do grupo que será lançada ainda este ano.

Tudo o que eu disser a respeito do Foo Fighters, pode soar como “Declarações de amor de um fã loucamente apaixonado”, mas a minha analise pessoal em relação a Wheels, é que ela segue o Padrão musical adotado pelo Foo Fighters desde o terceiro album do grupo, o todo poderoso: “There is Nothing Left To Lose”, uma bela balada, com belos arranjos de guitarras, além caracteristico vocal de Dave Grohl que intermedia entre a pureza e a agressividade.

Mas levamos em considerção que não há muito o que analisar de uma musica retirada de um video da internet , o melhor é esperar a versão de estudio (que será produzida por ninguém mais, ninguém menos que Butch Vig – Produtor do classico “Nevermind” do Nirvana) para assim termos um melhor parecer sobre Wheels, mas eu já posso adiantar que se um dia alguem listar as “10 musicas mais importantes de toda a carreira do Foo Fighters”, Wheels com certeza será integrante garantida dessa lista.

OBS: Tentei postar aqui no proprio blog, mas sem sucesso nenhum o video de “Wheels” portanto cliquem nesse link abaixo para ver o video:
http://www.dzai.com.br/diversao/video/playvideo?tv_vid_id=55095

Abraços a todos e fiquem com Deus

Ao som de Foo Fighters – Wheels