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Espetáculo “Os mitos e lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” – Teatro Polytheama – 02/11/2014

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E é com muita alegria que o Fila Benário Music, saúda e apresenta o seu mais novo colaborador: Willian Cardoso Abreu.

Engenheiro, Professor e amante da música clássica e do Rock clássico, Willian vem a somar a nossa equipe trazendo muito requinte e classe a esse singelo espaço onde reina a música boa.
Seja bem vindo Willian!!!
E com vocês, Willian Abreu.

Por Willian Abreu

A Banda Sinfônica Jovem do Estado juntamente com os corais adulto da EMESP, o Madrigal EMESP e o Madrigal “Sempre en Canto” uniram suas forças no último domingo (02-11) para montar um espetáculo raro por estas bandas.
A Ópera Rock composta por Rick Wakeman (1949 – ) tecladista virtuose britânico que ganhou fama a partir dos anos 70 ao entrar para o grupo Yes.
Os mitos e lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda com arranjos de Daniel Havens subiu ao palco do Theatro Polyteama lotado em Jundiaí (SP) com solistas de peso.
André Matos e Rubinho Ribeiro nos vocais, Theópilo Augusto Pinto nos sintetizadores, Marco Prado guitarra, Itamar Collaço baixo e Lilian Cormona bateria.
Sinceramente fui ao espetáculo sem grandes esperanças, porém, sai extasiado com a qualidade da montagem e o cuidado com que o espetáculo foi montado.
Os poderosos vocais de André Matos e Rubinho Ribeiro se encaixaram perfeitamente para cantar e contar uma lenda já tão conhecida.
Composta em 7 partes, o espetáculo conta a história de Arthur desde sua concepção até sua última batalha como rei bretão. Wakeman propõe uma música de dimensão épica, unindo o clássico com altas doses de rock progressivo.
Impossível não destacar a incrível performance da Banda Sinfônica Jovem sob regência da maestrina Mônica Giardini que está com o grupo desde sua criação em 1993.
Clareza nas madeiras, uma percussão arrebatadora e um desempenho sensacional dos metais encheram o teatro com sua sonoridade poderosa.
Somando-se às forças da Banda Sinfonica o virtuosismo de Theópilo Augusto nos teclados e sintetizadores foi de tirar o fôlego.
A dupla Matos-Ribeiro impecável nos vocais interpretaram com paixão a música, prendendo a atenção do público do inicio ao fim. Era possível ver o comprometimento de ambos com o espetáculo e a paixão com que interpretavam a música.
Sem palavras para descrever a atuação dos corais, afinação e projeção impecáveis, a cada entrada um arrepio na espinha.

Quem não esteve ontem no Theatro Polyteama perdeu um evento raro por aqui, e o melhor… de graça.

Perfil - Willian Abreu

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Shows, Teatro

Peça de Teatro “Ainda Pulsa” – Teatro Polytheama – Jundiaí/SP – 08/12/2013

Foto: Marcos Cesar Duarte

Estive no último domingo (08/12) no Teatro Polytheama, a mais tradicional casa de espetáculos teatrais de Jundiaí – SP, para acompanhar a peça Ainda Pulsa, que tem como base as obras musicais da banda de Rock Nacional os Titãs.
Escrita por Marcos César Duarte, sob a direção de José Renato Forner com a assistência de Rodrigo Moraes, Ainda Pulsa não se trata de um musical e muito menos de uma peça onde retrata toda a trajetória do agora quarteto de Rock Paulistano, mas sim uma livre interpretação das principais canções desse conjunto que de certa forma moldou a música popular brasileira ao longo dos anos.
Contestação, inconformismo e ironia sempre foram os ingredientes que compuseram as letras do conjunto, e na tal citada peça não seria diferente, dividida em 10 atos, ou em 10 canções melhor dizendo, as cenas iam se desenrolando conforme as musicas eram executadas pela sala teatral. Tudo mundo quer amor clássica canção do conjunto do também clássico álbum Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987) inicia o teatro de forma sublime em uma curta cena que se encerra defendendo o livre direito de escolha homo-afetiva.
Televisão, o capitulo mais hilariante que arrancou gargalhadas da plateia, retratou o que a própria letra da canção diz: “A televisão me deixou burro demais”, onde um filho viciado pelo já citado eletrodoméstico causa preocupações em sua mãe.
Família canção do poderosíssimo disco Cabeça Dinossauro (1987) retrata também de forma divertida as peripécias de duas famílias tradicionais na organização de um pique-nique, deixando bem nítida a falta de paciência e rebeldia dos filhos, furtos da geração Facebook, a perfeição e pró-atividade da mãe que instantaneamente sabe onde estão guardados todos os objetos e itens necessários para o passeio familiar. Além do pai, o chefe da casa que sente na obrigação de oferecer o melhor entretenimento para sua família.
As demais canções abordadas em cena foram: Sonífera Ilha, Comida – Com direito à um divertido diálogo telefônico protagonizado pela atriz Viviane do Carmo – além de O Pulso, Bichos Escrotos, Cabeça Dinossauro, Vossa Excelência e a versão da banda para o clássico de Roberto e Erasmo Carlos: É Preciso Saber Viver, todas mantendo o tom irônico e contestador já presentes nas letras da banda.
Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs e um dos fundadores do conjunto, disse na entrevista registrada no DVD ao vivo da banda lançado em 2005 que as canções dos Titãs são histórias musicadas sob o ponto de vista de um personagem, esse personagem poderia ser ele, eu, você, enfim, um personagem, um alguém, mas um alguém inconformado, alguém que protesta pela falta de amor no mundo, que protesta pela corrupção existente em um país auto-intitulado democrático, alguém que repudia qualquer tipo de desigualdade social, mas tudo de maneira debochada, “sarrísta“, fazendo escárnio com a sociedade conservadora e preconceituosa, debochando do modismo da juventude transviada, e cuspindo ironias na cara dos políticos corruptos. E é exatamente esse frescor que a peça “Ainda Pulsa” retrata, tudo de maneira divertida porém reflexiva em pequenas cenas que prendiam a atenção e não se perdia em meio ao intelectualismo barato e tedioso, características comuns em muitas outras peças teatrais.
Para os fãs de Titãs: Um prato cheio, para os simpatizantes da arte teatral: uma boa pedida, e para os demais curiosos de plantão: diversão garantida. No entanto que seja apreciada, entendida e digerida principalmente toda a mensagem transmitida durante a peça, afinal de contas são pensamentos assim que nos fazem PULSAR.

Parabéns a todos os envolvidos.