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Aconteceu o impensável, na última sexta-feira Roberto Gómez Bolaños, o grande gênio por trás dos personagens Chaves e Chapolin nos deixou aos 85 anos de idade, e a causa da sua morte ainda não foi divulgada.
Soarei repetitivo e clichê como todos, mas a verdade tem que ser dita, durante anos, Roberto, os seus personagens e as duas principais séries de sucesso povoou a minha infância e com certeza de muitas pessoas também.
Fã confesso de Charlie Chaplin, Bolaños trouxe para sua arte as mesmas características do personagem Vagabundo de Chaplin, fazendo criticas sociais, com leveza, pureza e muito humor.
Assim Roberto Bolaños ganhou uma enorme quantidade de fãs ilustres, entre eles o criador dos Simpsons Matt Groening, que já afirmou diversas vezes ser fã de toda obra de Bolaños e inclusive criou um personagem na trama inspirado o herói Chapolin, o Vigilante Mexicano.

O Super heroi Chapolin criado e vivido por Bolaños (esq) e o Vigilante Mexicano de Os Simpsons (dir)

O Super heroi Chapolin criado e vivido por Bolaños (esq) e o Vigilante Mexicano de Os Simpsons (dir)

Aqui fica a minha sincera e profunda gratidão a esse grande gênio da arte que sem duvidas coloriu a minha infância, e tenho certeza que estará vivo no coração de cada um de nós.
Abaixo temos um texto da nossa querida Beatriz Sanz, onde ela não só homenageia o ídolo, mas faz um resgate das músicas cantadas pelo “Chavinho” e que grudaram na nossa mente.

Se Você é jovem ainda, amanhã velho será
Por Beatriz Sanz
banda do chaves
Ainda bem que o choro é livre, porque vou chorar! Dessa vez não foi boato: Roberto Gomez Bolaños morreu e não foi porque ninguém tinha paciência com ele.
O menino de rua ou da vila mais querido do Brasil nos deixou, deixando também a nossa sexta muito mais triste.
Mas Chaves não fez história só no humor, ele nos deixou um legado de musiquinhas chicletes e alegres para ouvirmos e matarmos a saudade:

Que Bonita a sua Roupa:

Se Você é Jovem Ainda:

O Cão Arrependido:

Seus Olhinhos de Noite Serena:
Como não lembrar dessa fabulosa e genial aula de violão dada pelo Seu Madruga ao Chavinho?

Boa Noite Vizinhança:

Perfil - Bia Sanz

 

 

Sonic HighwaysComo já noticiamos aqui em alguns post’s atrás, o canal HBO tem exibido semanalmente (todas as sextas à noite) a série Sonic Highways, onde registra o processo de gravação do novo cd – de mesmo nome – dos Foo Fighters.
Já é do conhecimento de todos que o cd terá oito faixas e cada uma foi gravada em uma cidade americana diferente e assim registrado em cada capitulo.
No primeiro episódio tivemos a banda visitando a cidade de Chicago, onde foi força e inspiração para a canção Something From Nothing.
Nos dois últimos episódios exibidos a banda foi à Washington e Nashville.

Washington e o passado musical de Dave Grohl
Dave Grohl
O segundo episódio registra as gravações da banda no mítico estúdio Inner Ear Studio em Washington, estúdio que já foi cenário de gravações de grandes nomes da cena Hardcore da cidade: Rites Of Spring, Bad Brains, Minor Therat, além da antiga banda de Dave Grohl, o Scream, só para citar alguns.
A série inicia mostrando o conflito vivido em Washington com a morte do líder da luta racial Martin Luther King em 1968, nas palavras de Ian Mackaye, o eterno frontman, do Minor Threat “aquilo era uma guerra racial e nós (brancos) iríamos morrer”. Depois, Sonic Highways faz uma visão geral na cena musical de Washington, lar de grandes nomes da música negra americana como o Soulmen Marvin Gaye e o Jazzista Duke Ellington, além da então nova sonoridade que fervilhou a cena musical na década de 80, o GoGo, um Funk com mais ênfase ao groove e a percussão, gênero onde o saudoso Chuck Brown era rei e o Trouble Funk os príncipes. Alias o citado grupo teve uma imensa abordagem nesse episódio, com Dave Grohl acompanhando o ensaio do conjunto que exibe uma musicalidade acima da média.

Trouble Funk

Trouble Funk

Porém os verdadeiros astros desse segundo episódio é sem sombra de dúvidas o Bad Brains. Famoso grupo de Punk Rock formado apenas por negros, foi a banda mais cultuada e admirada do gênero em Washington, inspirando uma série de bandas posteriormente, entre elas o Teen Idles, formada pelo então baixista Ian Mackaye .

Dave Grohl entrevistando Dr. Know (esq) e Darryl Jenifer (dir) do Bad Brains

Dave Grohl entrevistando Dr. Know (esq) e Darryl Jenifer (dir) do Bad Brains

O episódio ainda conta o surgimento da Dischord Records, o selo fundado por Ian com 18 anos, onde o mesmo montava as capas dos discos a mão, e que no total vendeu cerca de 4 milhões de álbuns e lançou as bandas mais emblemáticas do gênero.
E também aborda a vida de Mark Andersen, um ativista político engajado em causas sociais e humanitárias que ao chegar em Washington revolucionou literalmente a vida dos jovens daquela cidade com o movimento Positive Force que unia shows de Punk Rock com bandas locais à protestos em frente a embaixada da Africa do Sul pedindo o fim do Apartheid.
Mark Andersen
Nascido e criado em Washington, o episódio faz Dave Grohl relembrar toda sua adolescência agridoce, mostrando uma cena inédita do então jovem e alucinado Grohl tocando bateria com a banda Mission Impossible.

O jovem Dave Grohl circulado

O jovem Dave Grohl circulado

No final do episódio a banda toca a selvagem faixa The Feast and the Famine que em sua letra retrata a “Revolution Summer” criada por Andersen e faz referências ao Bad Brains, Ian Mackaye e até aos discos gravados pelo Foo Fighters em Washington, o There Is Nothing Left To Lose e One By One.

 

Nashville e um estranho no ninhoDave Grohl Nashville
De todos os episódios que foram ao ar, esse é mais fraco, não significa que seja ruim, mas não é tão emblemático quanto os dois anteriores (principalmente o de Chicago).
Nashville é conhecida como a capital da Country Music americana, foi justamente de lá que saiu os principais nomes de música caipira: Johnny Cash, Dolly Parton, Willie Nelson. E ainda produz o gênero em exaustão, porém com forte apelo comercial, e essa que acaba sendo a parte mais interessante desse episódio, a crítica feita aos novos artistas do gênero que acabou transformando a belíssima e tocante musica caipira em música de balada, com forte apelo pop e sexual vide as letras apelativas e vazias (do mesmo mal sofremos nós brasileiros com o execrável Sertanejo Universitário).
Apesar das excelentes entrevistas com a “esticada” Dolly Parton e principalmente com o pianista Tony Brown e o cantor/guitarrista Tony Joe White, o terceiro episódio de Sonic Highways não veio tão impactante como os demais e chega a ser exaustivo na metade pro final, e muito se dá pelo fato dos próprios Foo Fighters não serem amantes do gênero musical. Minto, o guitarrista Chris Shiflett é grande conhecedor e admirador da Country Music chegando a ter um projeto solo no gênero, o Chris Shiflett & the Dead Peasants, que lançou inclusive dois CDs muito bons – Chris Shiflett & the Dead Peasants (2010) e All Hat No Cattle (2013) – mas isso em momento algum foi citado… uma grande falha.

Por mais que Chicago fosse considerada a capital do Blues e Washington a metrópole da música negra em formato de Soul e GoGo, os episódios anteriores fizeram questão de mostrar o cenário Rock de ambas cidades, e nesse episódio em que ficou calcado apenas no Country, a banda perdeu a oportunidade de mostrar a cena rock da capital que mesmo minúscula, é latente e tem com o seu representante o grupo Paramore, que já provou inúmeras vezes ter uma imensa admiração pelo quinteto de Dave Grohl ao tocar a canção My Hero em diversos shows.

Do mais o episódio mostra – brevemente – as gravações da canção Congregation, que das três músicas lançadas de Sonic Highways, por incrível que pareça é a mais se assemelha com tudo que o Foo Fighters já lançou. A canção foi gravada no clássico estúdio Southern Ground Studio que hoje pertence ao cantor Zac Brown, líder da Zac Brown Band, e acaba sendo ele o ponto de apoio do episódio, já que Dave Grohl sem ao menos ter ouvido uma canção sequer da banda produziu o EP intitulado de The Grohl Sessions Vol. 1, e ali iniciou-se uma grande amizade entre ambos, a ponto de Dave Grohl tocar com a banda na premiação famosa premiação da música Country de Nashville: CMA Awards.

Zac Brown Band com Dave Grohl no CMA

Zac Brown Band com Dave Grohl no CMA

Porém a serie foca demais em Zac Brown cometendo o pecado mortal de reduzir a entrevista de Willie Nelson, além de pouco falar sobre Johnny Cash, o músico mais influente e importante de toda Nashville.
Por fim o que salva do episódio mesmo é canção Congregation que entre muitas referências encontradas no episódio, fala sobre a ligação que todos os artistas de Nashville tem com a fé, já que todos começaram cantando na igreja.

Não foi ruim, mas poderia ser melhor.
Próxima parada: Austin, espero que esse faça valer a pena e mantenha o tom emocionante dos anteriores.

PS: Já estou ouvindo o Sonic Highways e segunda-feira terá resenha dele aqui, fiquem ligados.

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Há exatamente uma semana, divulgamos aqui no blog o lançamento nos Estados Unidos da série Sonic Highways, que abordará as gravações do mais novo CD dos Foo Fighters.
E graças à internet, a terra de ninguém, que nós do Fila Benário Music conseguimos assistir o primeiro episódio da série, e iremos destrinchar todo logo abaixo

Dirigida por Dave Grohl e exibida no canal a cabo HBO, o primeiro episódio de Sonic Highways, leva o nome da primeira música do álbum, o já single Something From Nothing, o episódio começa com os Foo Fighters na estrada e o Grohl dizendo que há 20 anos a banda está na ativa, gravando discos, fazendo shows, mas que eles nunca tiveram a oportunidade de conhecer a fundo os locais onde a banda se apresentou, e que com Sonic Highways eles tiveram a possibilidade de não só conhecer o local, mas de aprofundar na história de cada cidade e conviver com os heróis musicais locais.
A primeira cidade escolhida e abordada é Chicago, conhecida como a capital do Blues, a cidade de onde veio Muddy Waters, o pai do Blues americano. A série começa contando a história musical da cidade, durante a emancipação americana, os negros escravizados saídos do Mississipi fizeram a primeira parada em Chicago e ali fixaram residência e muito colaboraram para cultura local, principalmente na parte musical. Buddy Guy o jovem negro vindo de New Orleans (Outra cidade a ser abordada na série) chegou a Chicago tirando som de uma corda amarrada a um botão, até se tornar um furioso guitarrista e grande amigo do gênio Muddy Waters.
Buddy Guy
Para Taylor Hawkins, o baterista do Foo Fighters, a maior referencia da cidade, mais do que o Blues, é a banda local Cheap Trick, grandiosa banda dos anos 70 que mesclava Rock and Roll básico, com muita psicodelia e servindo de gênese para o que viria ser o Punk Rock.

Em meio às entrevistas com diversos músicos locais entre eles o já citado Buddy Guy, a lindíssima Bonnie Raitt além dos integrantes da grande banda de punk rock Naked Raygun, a série mostra o processo de gravação da música Something From Nothing, gravada no Eletrical Audio Studio, estúdio de propriedade do produtor Steve Albini. O ponto alto das gravações é a participação de Rick Nielsen do Cheap Trick, e em dado momento ele diz:
– Acho que não vou gravar não, tem pessoas demais nessa banda
E Dave Grohl retruca ironizando:
– Grava sim, temos poucos guitarristas nessa banda.

Rick Nielsen ao centro gravando a sua participação em Something From Nothing. O produtor Butch Vig á esq e Pat Smear á dir.

Rick Nielsen ao centro gravando a sua participação em Something From Nothing. O produtor Butch Vig á esq e Pat Smear á dir.

Outro ponto da gravação é justamente o solo de guitarra feito por Chris Shiflett, para quem tem curiosidades de como funciona um processo de gravação, essa cena é essencial.
A pessoa de Steve Albini merece uma abordagem especial, e Sonic Highways faz isso de forma sublime, abordando toda a carreira do produtor, desde a sua formação em jornalismo, mas nunca atuante, segundo o mesmo, até a sua chegada em Chicago, com a esperança de movimentar a cena musical do lugar. A sua primeira banda Punk, o Big Black formada com integrantes do Naked Raygun que pra ele é de longe a sua banda favorita, até chegar ao grande produtor que é hoje, com um currículo invejável de bandas produzidas, como: Pixies, PJ Harvey, Ministry, The Breeders, The Jesus Lizard, além do disco mais essencial dos anos 90, o In Utero do Nirvana, onde Grohl foi o baterista e revelou que quando o disco foi finalizado e a banda levou para gravadora, a mesma ficou chocada com a diferença que ele tinha do aclamado Nevermind, devido a sua sonoridade soturna e barulhenta.

Albini também confessa a sua difícil situação financeira, já que o estúdio tem fazer mil dólares mensais para se manter, e o mesmo chegou a perder casa e guitarras, para custear o mesmo.
Porém, o momento chave de Sonic Highways, a cena mais encantadora que de certa forma moldou esse primeiro episódio foi o encontro de Dave Grohl com a sua prima Tracy, que mora na cidade. Assista essa cena e depois agradeça o surgimento do Foo Fighters a essa garota.

Dave Grohl e sua prima Tracy

Dave Grohl e sua prima Tracy

Outro personagem essencial nesse primeiro episódio de Sonic Highways foi o músico Jason Narducy, hoje baixista da banda solo de Bob Mould. As melhores e mais divertidas histórias desse episódio vieram dele, e a tal citada prima de Grohl também tem um papel fundamental na história do jovem Narducy.
Jason Narducy
Todas as histórias contadas durante esse episódio, acabou virando a letra de Something From Nothing, escrita por Dave Grohl, e depois de assistir esse capitulo, você começa a associar os fatos.

O trecho :
A button on a string
And I heard everything
Now here I Go

Um botão em uma corda
E eu ouvi falar de tudo
Agora lá vou eu

Fala claramente de Buddy Guy que tocava um botão amarrado em uma corda.

Muddy Waters, o gênio do Blues de Chicago também é citado no trecho:

These rattled bones and rubber bands
Wash them in the muddy water

Estes ossos quebrados e elásticos
Lave-os na água suja

E em um determinado momento da entrevista de Buddy Guy, ele diz que quando veio pra Chicago, ele veio à procura de um centavo e acabou achando quinze, e a letra eterniza essa frase no trecho:

“Looking for a dime and found a quarter – Estava procurando por um centavo e achei quinze”

Buddy ainda disse que a gravadora queria tirar Guy do seu nome artístico e incluir King no lugar, o que causou uma revolta por parte do guitarrista, e isso aparece em Something From Nothing:

But you can’t make me change my name
You’ll never make me change my name

Mas você não pode fazer eu mudar o meu nome
Você nunca fará eu mudar o meu nome.

O primeiro episódio de Sonic Highways encerra com a banda tocando a canção Somithing From Nothing na integra, o mesmo vídeo que foi divulgado essa semana na internet.

A única coisa que senti falta em Sonic Highways, por se tratar de Chicago, foi não ter mencionado em nenhuma vez sequer o nome do Smashing Pumpkins, uma das bandas mais importantes dos anos 90 e vinda de lá. Mas a grandeza desse episódio supera essa minúscula falha.

Deu pra perceber que virá muita coisa boa ainda por ai.
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NOTA 1000

Ao som de Foo Fighters – Something From Nothing

Johhny

Tarde de domingo, entre tantos trabalhos da faculdade que eu tinha para fazer, me permiti fazer uma pausa, ligar a TV e acompanhar o que estava acontecendo no Lollapalooza Brasil, festival itinerante idealizado na efervescência dos anos 90 por Perry Farrell, o mítico vocalista da também mítica banda Jane’s Addiction, que depois de 20 anos encantado multidões nos EUA, principalmente em Chicago, enfim ele chega às terras brasileiras em sua terceira edição.
Se o Line-Up do evento passava longe da perfeição, com um numero sem fim de bandas indies que soam moldadas, pré fabricadas, homogêneas e vindas da mesma prancheta de um publicitário metido a empresário; houve alguns acertos como a bombástica apresentação do grande Trent Reznor e o seu Nine Inch Nails que rolou no sábado deixando uma multidão perplexa. E naquela tarde de domingo eu tive a oportunidade de presenciar do melhor camarote do mundo, o meu sofá, uma das maiores lendas do rock britânico, e um dos maiores guitarristas de uma geração, o Sr. Johnny Marr, o eterno guitarrista do The Smiths, uma das bandas mais emblemáticas dos anos 80 e principal disseminador do conceito/contexto Rock Independente Alternativo.
Pontualmente ás 14:20, Johnny Marr e sua banda sobe ao palco do Lollapalooza e encontra uma plateia que ia se formando aos poucos graças ao injusto horário que foi dado ao guitarrista, que por história e merecimento deveria se apresentar em um horário melhor, mas nada que viesse comprometer o ritmo da apresentação e o bom humor do guitarrista que comunicou em português com a plateia inúmeras vezes.
O show começou com The Right Thing Right, canção que também abre o seu mais recente álbum solo o sensacional The Messenger lançado no ano passado (e que com muita tristeza ficou de fora da minha tradicional lista). Já na segunda música um deleite aos fãs, Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before, clássico do The Smiths chegou empolgando a todos.
Da sensacional carreira solo de Marr ainda tivemos a levada pop de Upstarts, a despojada e quase punk Sun & Moon, além da leve e tocante New Town Velocity e da dançante quase soul Word Starts Attack.
Johnny Marr toca a sua clássica Jaguar com maestria e virtuosismo, explicitando ali o porque de ser um dos maiores guitarristas de sua geração, ele pode não solar as trezentas notas por minuto de Malmsteen, ou até mesmo produzir os pesados riffs de Dimebag Darrell, mas Marr possuí uma maneira única de tocar que encaixa perfeitamente em sua canção, a leveza, a clareza e os intensos solos dedilhados é o seu grandioso trunfo.
No setlist ainda houve espaço para o cover arrasador de I Fought the Law do The Clash e uma versão de Getting Away with It do projeto Eletronic de Marr com o vocalista do New Order  Bernard Sumner, alias o New Order também se apresentou naquele dia no Lollapalooza fazendo um show nostálgico.
Porém por mais brilhante e cordial que seja a carreira solo de Johnny Marr, são as canções do Smiths que nos teletransporta para o mais intimo da nossa emoção, como é o caso da arrasadora Bigmouth Strikes Again, do clássico disco The Queen Is Dead (1986), impressionante como a bela voz de Marr encaixa perfeitamente as interpretações de Morrissey.
Mas o melhor ficou para o final, com certeza, com a execução do clássico mor da banda How Soon Is Now? que contou com a participação mais do que especial do eterno baixista do Smiths Andy Rourke, e o nostálgico adeus com There Is a Light That Never Goes Out, com a plateia cantando a plenos pulmões emocionando o carismático Johhny Marr.
Fim de show, jogo ganho.
Naquela tarde onde o Lollapalooza seria mais um festival homogêneo, com as mesmas bandas, com as mesmas propostas sonoras e com as mesmas canções de comerciais de carro ecologicamente correto, Johnny Marr sob um sol iluminador destoou toda proposta pífia do festival e mostrou que tem muito ainda que nos ensinar quando se trata de rock de verdade.
Pausar os meus estudos para assistir aquela verdadeira aula foi um privilégio.

Segue abaixo alguns momentos da memorável apresentação de Johnny Marr no Lollapalooza Brasil:


Ao som de Johnny Marr – Sun & Moon

Brittany Murphy

Publicado: 21 de dezembro de 2009 em Televisão
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O intuito desse blog é falar exclusivamente sobre musica, porém me senti obrigado a comentar sobre esse fato extremamente triste (pelo menos pra mim) que o foi o falecimento da atriz Brittany Murphy.

Brittany Anne Murphy Nasceu em Atlanta no dia 10 de Novembro de 1977 e ganhou notoriedade graças aos seus papeis em filmes como: As Patricinhas de Bervely Hills, Garota Interrompida, Recém Casados, 8 Mile e Sin City, além de ter emprestado a sua doce voz para a animação Happy Feet.
Brittany Murphy foi encontrada inconsciente no chuveiro de sua casa no ultimo domingo dia 20 de Dezembro, apesar do resgate dos bombeiros e da tentativa de reanimação, foi declarada morta ao dar entrada no hospital após sofrer uma Parada Cardiorrespiratória.

Sou um grande fã e adimirador do trabalho de Brittany, acompanhei toda sua carreira assistindo os seus principais filmes e em todos os momentos em que a Sétima arte me garantiu entretenimento, podem ter certeza que Brittany Murphy se fazia presente.
Portanto nada mais justo eu prestar a minha homenagem a essa diva do cinema citando os seus principais filmes:

As Patricinhas de Beverly Hills (1995)

O Primeiro filme que eu assisti da minha musa, e acredite se quiser por mais que o intuito do filme seja fazer você garoto subir pelas paredes com as curvas e beleza exuberante de Alicia Silverstone, eu na epoca em que assisti me identificava muito com a Tai, Personagem de Brittany.
Até hoje esse filme é diversão garantida nas Sessões da Tarde da vida.

Garota Interompida (1999)

Quem não gostaria de ficar internado no mesmo manicomio que Brittany Murphy, Wionna Rider e Angelina Jolie???
Gosto bastante desse filme, um drama arrepiante que deu a Jolie o Oscar de melhor Atriz Coadjuvante e consolidou ainda mais a carreira Brittany.

Matematica do Diabo (1999)

Sem sombra de duvidas o melhor filme já estrelado por Brittany Murphy, o meu favorito.
Ao lado de outra grande queridinha de Hollywood: Kirsten Dunst (Homem Aranha I, II e III), Brittany protagoniza esse drama que retrata os horrores da segunda guerra mundial provinientes do Nazismo, porém de forma diferente, transpondo a história para os dias atuais, o que faz o filme ser descontraido e até mesmo hilario em algumas cenas.
THE BEST!!!

Medo em Cherry Falls (2000)

Numa época onde filmes de suspenses que um serial killer mascarado é revelado no final era a grande febre da adolescencia e de Hollywood, Brittany interpreta nesse filme do genero a jovem heroina virgem Jody Marken que tem por objetivo capturar o Serial Killer que espalha o medo e terror na pacata cidade de Cherry Falls.
Apesar de soar oportunista e caça-niquel na epoca, eu acho superior a muitas obras de nome lançadas na epoca (Panico 3 e Lenda Urbana 2 estou olhando para vocês).
Até minha a mãe adorou esse filme.

Refém do Silencio (2001)

Dramatico, tenso, claustrofobico, emocionante, até nos falta adjetivos para explicar esse filme que simplesmente te prende do incio ao fim.
Michael Douglas, faz o papel de Nathan Conrad, um grande psiquiatra que recebe a missão de examinar a jovem Elisabeth (Brittany Murphy) que sofre disturbios psicológicos, no entanto Nathan não imaginaria que sua filha seria sequestratada e que Elisabeth é a unica que obtem as informações que podem salvar sua vida.

Os Garotos da Minha Vida (2001)

Apesar do filme ser todo centrado em Drew Barrymore (outra grande atriz que eu adoro), Brittany Murphy consegue como sempre ser genial no papel de Fay

8 Mile – Rua das Ilusões (2002)

A Estreia do Rapper Eminem nas telas pra mim foi ofuscada pelo brilho e a beleza incansante de Brittany, que nesse filme estava “estupenda” parecendo até uma pintura que se destacava de um quadro sem cor.
Um dos melhores filmes já lançados nos anos 2000, tanto pela atuação de Eminem que não deixou nada devendo, como pela Brittany que por uns pequenos minutos nos fez sentir raiva no papel da “namoradinha piriguete”.

Recém Casados (2003)

O Maior sucesso de Brittany até hoje. Foi campeão de bilheteria nos estados unidos logo em sua estreia e aqui no Brasil fez um enorme sucesso.
Comedia romantica deliciosa que retrata as aventuras de um casal recém casado que enfrenta diversos riscos e situações frustrantes em sua lua de mel.
O Filme é tão bom que dá até pra aturar o mala do Ashton Kutcher que eu simplesmente ODEIO.

Grande Menina, Pequena Mulher (2003)

Mesmo eu já sendo declaradamente um grande fã de Brittany Murphy, eu relutei em assistir esse filme pois até então pensei que se tratava de uma comedia da pior qualidade, porém me enganei e fui me surpreendido com uma grande lição de vida.
Nesse filme Brit faz Molly uma mimada patricinha que após ser passada para tras pelo seu contador que roubou toda a herança deixada pelo pai, ela deixa o luxo de lado e começa a trabalhar de baba de uma garotinha que a surpreende.
Lindo

A Agenda Secreta do Meu Namorado (2004)

Foi o ultimo filme que assisti dela, gostei bastante me tirou altas risadas, Brittany faz Stacy Holt, uma jovem que trabalha como produtora de um talk show e se mete nas maiores confusões para saber sobre os antigos relacionamentos do seu namorado.
Quem tem TV a Cabo é só ligar na Fox que esse filme é reprisado diariamente.

Sin City (2005)

E não poderia ficar de fora dessa lista essa grande obra do cinema que foi o filme Sin City. Depois de todos os quadrinhos terem suas adptações nas telas do cinema, chegou a vez do sanguinolento Sin City.
E nesse filme Brittany esta de tirar o folego no papel da sensualissima Shellie.

E além dessa carreira bombastica como atriz, Brittany Murphy também se aventurou no mundo da musica duas vezes, primeiro ela participou da canção Faster Kill Pussycat do então DJ Paul Oakenfold, musica que fez imenso sucesso nas boates e casas noturnas e chegou ao Primeiro lugar na Billboard e em Sétimo nas paradas do Reino Unido.
Depois a segunda aventura musical foi a interpretação dos classicos Somebody To Love do Queen e Boogie Wonderland dos dançantes e geniais Earth, Wind and Fire para a animação Happy Feet em que a mesma fez a dublagem da pinguim Gloria.

Paul e Brittany

Enfim fica aqui então uma singela homenagem a aquela que pra mim foi uma das maiores atrizes da nova geração.
Brittany Murphy não é apenas uma bela garota loira de poderosos olhos castanhos que protagonizava comedias romanticas açucaradas, Brittany sim era uma excelente e versatil atriz que tinha a capacidade de transitar entre personagens divertidos, romanticos, dramaticos, tensos e problematicos.

Descanse em Paz Brittany Murphy!!!