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Após seis horas de votação, na Câmara dos Deputados em Brasília, o processo de Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff foi aprovado com 367 votos e encaminhado para o Senado Federal, que tem um prazo de 20 dias para decidir a governabilidade do país.

Não vou me estender em afirmar o quanto esse processo de cassação é um imenso golpe partidário, levando em consideração que quem preside o mesmo é o Sr. Eduardo Cunha, mais citado nas delações da Lava Jato do que frase de Clarice Lispector em Facebook. E nem vou também gastar frases e chistes defendendo um governo que meteu o pé pelas mãos em seu recente mandato ao contar com o apoio de movimentos sociais populares e diversas minorias, mas que preferiu se aliar com o partido mais corrupto da história, o PMDB, que apunhalaria mais tarde.

Mas assistir as seis horas de votação do Impeachment foi um imenso exercício de paciência e estomago forte, afinal de contas, muitos do que estavam ali votando pela cassação do mandato da presidente Dilma, estão envolvidos na Lava Jato, principalmente quem presidia a sessão, o Sr. Eduardo Cunha.

E foi assistindo todo aquele espetáculo circense bancado por nós brasileiros, que veio à cabeça algumas canções que muito tem a ver com aquela pataquada formada.
Portanto atente-se abaixo, aumente o volume e reflita:

1 – Se Gritar Pega Ladrão (Bezerra da Silva e Originais do Samba)

Eduardo Cunha (PMDB), investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, contas na suíça, recebimento de propinas de empreiteiras.
Rogério Rosso (PSD), indiciado por corrupção eleitoral.
Shéridan (PSDB), titulação irregular de terras públicas em benefício próprio.
Marcos Rotta (PMDB), improbabilidade administrativa com danos aos cofres públicos.
Pauderney Avelino (DEM), condenado a devolver 4,6 milhões ao governo do Amazonas por superfaturamento de contratos.
É esse povo que quer tirar a Dilma do poder e acabar com a corrupção no país, ou manter Dilma no poder significa que a Lava Jato continuará e muitos ali que serão caçados?
Como já cantava o malandro Bezerra da Silva em parceria com Os Originais do Samba: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”.

2 – Corvos do Paraíso (Dance Of Days)

“Pela minha família, pelos meus filhos, pela minha esposa”, “Pelos plantadores de comida, assim não teríamos o que comer”, “Pela minha tia que me criou”, “Pela república de Curitiba”.
Foi um festival de palavras vazias sem conteúdo jogadas ao vento. A hipocrisia reinava naquele ambiente. O segundo mandamento da lei de Deus, que é “Não citar o seu santo Nome em vão”, foi rasgado assim como a constituição brasileira, naquela noite, afinal, uma quantidade sem fim de deputados falando em nome de Deus apoiavam o golpe e varriam para debaixo do tapete a sua corrupção.
Lançada em 2001 no primeiro de canções em português, o seminal A História Não Tem Fim, Corvos do Paraíso do Dance Of Days é um retrato fiel desse momento, das “Palavras malditas e desgraçadas jogadas contra o vento”.

3 – Bonzo Goes to Bitburg (Ramones)

Em 1885, o presidente americano Ronald Reagan visitou, na Alemanha, o túmulo e prestou condolências à “heróis” nazistas da segunda guerra mundial. Tal repugnante ação fez Joey e Dee Dee Ramone compor o grande sucesso dos Ramones, a introspectiva Bonzo Goes to Bitburg, lançada no disco Animal Boy (1986).
Ontem a cena se repetiu no congresso brasileiro, o deputado Jair Bolsonaro (dispensa maiores apresentações) ao declarar o seu voto a favor do Impeachment dedicou o mesmo ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da ditadura militar. Duvida disso? Veja aqui.

4 – Eu Protesto (Charlie Brown Jr.)

Em um texto passado publicado aqui, a jornalista Juliana Almeida, do Desarmando a Censura, citou essa canção como a trilha sonora do momento atual da política brasileira. Não queria soar repetitivo, mas essa canção tem tudo a ver com a votação de ontem. Quem não sentiu vergonha alheia por aqueles deputados vomitando aquele monte de baboseiras? Me senti envergonhado com o voto de Bolsonaro saudando um torturador, me senti envergonhado quando alguém protestava contra Eduardo Cunha no microfone e assembleia toda vaiava, mas como diz a letra da canção de Chorão: “Foi você quem colocou eles lá, mas eles não estão fazendo nada por você”.
A música lançada no álbum 100% Charlie Brown Jr. Abalando a Sua Fábrica, em 2001, parecia ser profética, já que o refrão da mesma é: “Dormem sossegado os caras do senado. Dormem sossegado os que fizeram esse estrago”, afinal de contas o processo foi encaminhado para o Senado Federal para a aprovação, e lá Aécio Neves, também citado na Lava Jato, José Serra, envolvido no cartel do Metrô paulistano e Renan Calheiros serão os que decidirão o futuro. Portanto, eles dormem tranquilamente.

5 – Ideologia (Cazuza)

Um deputado que diz que as mulheres merecem ganhar menos porque ficam gravidas, que diz que filho homossexual merece apanhar e que jamais entraria em um avião pilotado por um cotista, vota a favor do Impeachment citando um torturador. Um deputado que possuí contas na suíça, que cobrava propina de empreiteiras e que é réu da operação Lava Jato, preside e articula a comissão do impeachment. Na canção analisada anteriormente vimos a lucidez de Chorão ao falar do congresso nacional e toda a sua presepada.
Chorão em 2013 se despediu de nós, perdendo a batalha contra as drogas e sucumbindo a uma overdose de cocaína. Portanto a canção de Cazuza, lançada em 1988, com a emblemática frase: “Meus heróis morreram de overdose, os meus inimigos estão no poder”, nunca fez tanto sentido.

6 – O Tempo Não Para (Cazuza)

Uma imagem do congresso lotado e em cima a frase “A tua piscina tá cheia de ratos” circulou com velocidade, pelos contrários ao golpe à democracia. O trecho retirado da canção O Tempo Não Para, também de autoria de Cazuza, faz muito sentido com o circo armado ontem em Brasília. Mas se fosse pra escolher outro trecho da mesma canção para ilustrar melhor ainda esse momento, ele seria: “Eu vejo o futuro repetir o passado”, afinal de contas, o que aconteceu ali ontem foi o mesmo que aconteceu em 1964, homens falando em nome de Deus e da família, uma presidente eleita democraticamente e sem crimes sendo caçada por parlamentares corruptos. É o passado voltando à tona.

7 – Roda Viva (Chico Buarque)

Quando Chico Buarque compôs essa belíssima canção em 1967, o Brasil já estava na ditadura militar, o AI-5 já estava entre nós privando a liberdade do povo brasileiro. E a roseira que Chico Buarque tanto canta na música é a nossa democracia, é o direito de escolher, e ontem privaram o nosso direito. A vitória que foi decretada democraticamente nas urnas em 2014, foi despedaçada ontem em uma manobra arquitetada por Cunha, por vingança e para se safar.

Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
.

8 – Perfeição (Legião Urbana)

E de repente fogos de artifícios! Ué, mas pra quem? É ano novo? Quem marcou gol? Ah, é pelo Impeachment que foi aprovado na câmara dos deputados e encaminhado para o senado. E assim como bons brasileiros: “Vamos comemorar como idiotas, a cada fevereiro e feriado”.
A frase que eu mais ouvi nesses dias que antecederam as votações foram: “Primeiro sai a Dilma, depois tiramos Temer e Cunha”, e para quem proferiu esse absurdo eu canto: “Vamos celebrar a estupidez humana”. Cunha e Temer estão envolvidos na operação Lava Jato, citados na planilha da Odebrecht no recebimento de propinas, com ambos no poder no lugar de Dilma, qual a chance dos próprios moverem um processo pedindo a cassação deles próprios? NENHUMA! Com a saída de Dilma da base governista, Temer e Cunha assumem a presidência, a Lava Jato será barrada e quem é corrupto de verdade estará no poder.

9 – Unicamente (Deborah Blando)

Mas hoje, dia 18 de abril, o dia amanheceu diferente, o ar estava fresco, os pássaros cantaram, e a corrupção, aquela instituída no país no dia 1 de janeiro de 2003, felizmente acabou graças a votação de ontem.
Agora o dólar vai à 1 Real, a gasolina vai custar 50 centavos o litro, os corredores dos hospitais estarão vazios, as multinacionais irão nos ligar de hora em hora oferecendo emprego com salários astronômicos no qual eu serei obrigado a utilizar como critério de desempate quem oferece o melhor plano de saúde.
Como cantava a platinada Deborah Blando: “Raiou o Sol”.
Obrigado, Eduardo Cunha.

10 – Apesar de Você (Chico Buarque)

Na verdade, nebuloso está o nosso país. Para onde iremos? O que será agora da nossa nação? Vamos prosperar ou iremos afundar em um abismo muito pior do que estamos? O segundo mandato de Dilma foi uma sucessão de erros, a economia estagnou, a inflação só aumentou, o desemprego vem ceifando famílias e desespero bate à porta diariamente, mas tirá-la do poder e colocar no lugar políticos que colaboraram com essa situação alarmante que se contra o país é uma saída? Que tal uma reforma política? Ontem em seis horas de votação conhecemos os líderes do povo, os candidatos que também votamos em 2014, mas que fizemos questão de esquecer depois. Eles realmente representam os meus anseios e necessidades? Aliás, tem necessidade de sustentarmos aquela quantidade absurda de parlamentares?
As perguntas são muitas e as respostas ineficientes, mas só sei que “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.

Dilma e Aécio dançando
No último domingo (26/10), tivemos o segundo turno das eleições para a presidência do país, e para governador em alguns estados do Brasil. E a candidata Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), ganhou do seu oponente Aécio Neves (PSDB), em uma disputa acirrada por 51,64% a 48,36% dos votos validos respectivamente. Sendo assim reeleita ao cargo mais importante do país, a presidência da república.
Pois bem, passaram-se três dias do ocorrido, no entanto o assunto ainda é comentado à exaustão na mídia e principalmente nas redes sociais, local onde o tema tem fervilhado e gerado discussões acaloradas e repletas de calúnias, preconceitos, intolerâncias e falta de respeito ao próximo e a sua opinião.
Prometi pra mim mesmo, que independente do resultado das eleições, eu não viria a público debater o assunto, porém dada a repercussão do tema e a avalanche de baboseiras que tenho lido todos os dias, vi uma necessidade tremenda de expor a minha opinião, o meu ponto de vista. E respeitando obviamente a premissa desse espaço, que é integralmente sobre música, portanto destacarei alguns aspectos dessa eleição e a sua respectiva trilha sonora, para que possamos refletir a cada tema.

PT e PSDB, dois times de futebol disfarçados de partidos políticos
Com o fim da apuração de votos do primeiro turno, que colocaram os candidatos Dilma e Aécio disputando o segundo turno das eleições, o Brasil voltou a aquela velha polaridade partidária, PT e PSDB, essa foi à quarta vez consecutiva que os dois partidos se enfrentaram no segundo turno, reacendendo a velha rivalidade que existe entre ambos. O PT que tem a sua raiz na esquerda (mas que se perdeu ao chegar ao poder) tem um grande numero de militantes, todos engajados em causas sociais, em defesa da política voltada à população menos favorecida e quem for contrário a esse racionalismo, no caso o partido opositor, é ferozmente intitulado de “coxinha”, “elite branca”, “tucanada” e entre outros adjetivos. E já do lado oposto, o PSDB, que quando fundado pelo cientista político Luiz Carlos Bresser (que curiosamente declarou o seu apoio e voto em Dilma) tinha a intenção de ser um partido de centro-esquerda, mas que ano a ano tem se enveredado para a direita. O partido tem um grande numero de simpatizantes, principalmente no estado de São Paulo, onde reelegeram o governador Geraldo Alckimin no primeiro turno, e vêem nos simpatizantes do PT os seus inimigos mortais chamando-os de “Petralhas”, “Comunistas”, intitulando os intelectuais do partido de “esquerda caviar” e pedindo o exílio de todos para Cuba.
Resumindo, o futuro do nosso país virou uma discussão de pré-primário, virou um verdadeiro jogo de futebol, onde não se analisa propostas e melhorias, cada um escolhe o seu time, torce fervorosamente, e no fim, para os vencedores resta a comemoração e para os perdedores a ira e descontentamento nas redes sociais. A famosa composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, que ficou eternizada na voz do grandioso Wilson Simonal reflete muito bem esse ponto discutido: “Aqui é o país do Futebol” até mesmo na hora de decidir o futuro dele

Bolsa Família
O ponto mais discutido durante as eleições e agora vociferado à exaustão nas redes sociais é o programa social Bolsa Família.
Durante os debates no segundo turno, a paternidade do programa era sempre levada em cheque, Aécio Neves afirmava que o programa havia sido criado em seu partido durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso nos anos 90, já Dilma, defendia a tese que foi no governo do seu sucessor Lula. Não entrarei na questão de quem é o verdadeiro pai da criança, mas sim de como o assunto tem tomado proporções perigosas nas chamadas redes sociais.
Com fim das eleições, os mais absurdos comentários apareciam na timeline do Facebook, coisas do tipo: “trabalhar pra sustentar milhões de vagabundos que recebem o bolsa família”, uma conhecida minha, que chegou a passar férias no exterior esse ano, teve a capacidade de escrever: “Bora fazer uma penca de filhos e me mudar para o nordeste e viver de bolsa família”. Nos principais jornais do país no espaço dedicado ao leitor, era possível ler mensagens do tipo: “Estou de luto, é a vitória do Bolsa Família sobre o trabalho e progresso”, “lastimavelmente, venceu a turma do bolsa…”.
Para levar assunto adiante, eu volto a minha memória e lembro exatamente do ano de 1998, o Jornal Nacional exibiu uma matéria gigantesca sobre a seca e a fome no nordeste brasileiro, as cenas e os depoimentos eram de embrulhar o estomago, eu me recordo de duas cenas que me chamaram a atenção em especial, uma era de uma mãe com um bebê no colo que não parava de chorar de fome, a mãe foi até o quintal, apanhou um limão já estragado, cortou, fez uma limonada sem açúcar e colocou na mamadeira para criança tomar, enquanto chorava de desespero. A outra era de uma criança também, aparentando os seus nove anos de idade, lamentando que não agüentava mais comer insetos e calangos.
Tais imagens mobilizam o país de tal forma que foi realizada uma arrecadação monstruosa de alimentos para a região nordeste, empresas, igrejas, escolas, todos se uniram para ajudar a mais necessitada região do país. Na escola onde eu fazia o ensino fundamental na época saíram dois caminhões lotados de alimentos.
Com certeza essas mesmas pessoas que tiveram esse ato de compaixão em 1998, são as mesmas que hoje criticam a criação e implementação do programa social Bolsa Família.
Mas será que todas essas pessoas que batem no peito e criticam o governo e o programa como se todo dinheiro investido no programa saísse diretamente da conta bancária delas, conhece realmente a fundo esse projeto? Sabe de verdade quem são os verdadeiros beneficiados? O que precisa ser feito para receber uma quantia mensal equivalente a que muitos jovens gastam nas baladas nos finais de semana? E quantas pessoas saíram da pobreza e passaram a ter vida digna graças a esse programa social?
O que o Bolsa Família quer, é que histórias tristes e reais como essa retratada na belíssima música Asa Branca de Luíz Gonzaga, não seja mais cantada e principalmente vivida.

O “Hater” da Internet
E no conforto do seu lar, na internet de banda larga, no computador de última geração que se esconde o Hater, o ser que o odeia tudo e a todos, que bate no peito dizendo que teve que dar um duro danado na vida pra conquistar o que tem, e por isso é contra as políticas sociais, mas ganhou um carro zerinho do papai que também paga a sua mensalidade na faculdade.
Que registrou nas redes sociais os comentários mais preconceituosos contra o povo nordestino, taxando-os de burros, ignorantes, que não sabem votar, mas o Hater em sua primeira oportunidade compra um abada pra passar o melhor carnaval do mundo em Salvador, e quando ele se casa, o primeiro destino da Lua de Mel são as belíssimas praias nordestinas. Fala em separar o país, mas não sabe separar a letra A da palavra gente.
Ai o Hater não sabe diferenciar mais de mas, escreve concerteza dessa forma, faz uso do vocabulário “internetês” em trabalhos acadêmicos, mas corrige com rigor a palavra PRESIDENTA, e repete a exaustão a gafe cometida pela candidata no debate político com tamanha soberba.
Posta nas redes sociais “Vamos trabalhar pra sustentar milhões de vagabundos” mas enriquece o patrão que chega no serviço de carro importado, que passa direto por ele sem ao menos dar um bom dia, mas que na primeira crise que a empresa atravessa te demite.
Para você meu amigo, fica aqui o meu abraço e te dedico essa canção da banda de “Country-Core-Metal” Matanza, A Arte do Insulto, que foi muito bem lembrada e sugerida pela minha grande amiga e afilhada Fernanda Maria, canção que tem tudo a ver com você Hater, você e o seu caráter duvido que cheira à hipocrisia.

A xenofobia e preconceito foram tão alarmantes por esses dias, que até a nossa recém colaboradora aqui do blog, a Beatriz Sanz, foi vitima de insultos nas redes sociais.

Lobão e os seus discípulos reacionários
E de repente, um humorista chulo, racista e de quinta categoria vira formador de opinião, uma jornalista louca que é a favor do linchamento é beatificada por todos. Um atorzinho fajuto com um histórico de agressão às mulheres, fala que apoiar tal candidato é o mesmo que contrair ebola. Um coronel eleito deputado federal no estado de São Paulo, o Sr. Coronel Telhada (PSDB) publica em seu Facebook a seguinte frase: “Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT, entendo que o Sul e Sudeste iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que trabalho”. Uma revista de extrema direita servindo de fonte para argumentos, assim como uma pagina no Facebook intitulada TV Revolta.
Essa eleição foi de muitos personagens que escancararam de certa forma o que a humanidade tem de pior, o seu preconceito, a sua soberba, a sua intolerância e a falta de respeito e amor com o próximo e suas escolhas.
Mas nenhum deles ganharam do músico Lobão, se outrora ele apoiou a candidatura Petista, chegando a cantar o jingle eleitoral de Lula em 1989 em pleno domingo de eleição no programa do Faustão, hoje ele destila ódio pelo governo Dilma e chegou a dizer que se a candidata fosse reeleita ele sairia do país, assim como um político que não cumpre com as suas promessas, Lobão não saiu, mas eu teria o imenso prazer de arrumar as suas malas, de levá-lo ao aeroporto, e enquanto o avião levantava vôo, eu cantaria com entusiasmo “Obrigado, por ter se mandado” de autoria de Cazuza e eternizada com muito mais punch e sarcasmo na voz de Cássia Eller.

As manifestações de Junho de 2013
As manifestações que aconteceram no mês de junho do ano passado, foi também o assunto mais comentado pós-eleição, as redes sociais foram tomadas pelos dizeres “era só pelos R$ 0,20 mesmo…” fazendo uma alusão à manifestação que tinha a sua raiz inicial no aumento da tarifa do transporte público e depois foi se tornando volumosa com pedidos de combate à corrupção e mais investimentos em saúde, saneamento, educação e a não realização da Copa do Mundo em solo nacional.
Levando em consideração que o centro das manifestações foi o Estado de São Paulo que em sua grande maioria votou no candidato tucano Aécio Neves (64,31 % dos votos contra 35,69 da candidata Dilma), é correto afirmar que quem saiu nas ruas para protestar não votou na candidata petista.
Mas quando envolve assuntos como saúde e principalmente educação, isso cabe também ao governo do estado, que recebe verbas do federal e tem por obrigação atuar nessas áreas emergenciais.
São Paulo é prova do caso da falta d’água, algo que estava premeditado a acontecer, mas que foi escondido até o fim da reeleição do governo tucano, e hoje o estado sofre com a escassez, porém a sua grande maioria voltou em Alckimin que foi eleito sem precisar de segundo turno.
Sou a favor de que o povo manifeste, que saia nas ruas e reivindicam os seus direitos, e que haja sim cobrança e acompanhamento do que acontece no governo, ou o plano seria colocar Aécio na presidência e ficar sentado em casa vendo a vida passar, enquanto o tucano mineiro vestiria uma capa e salvaria o país?
A política foi feita para se envolver e contestar com o que não concorda. E nessa canção do grupo de Hardcore capixaba, Dead Fish, intitulada Venceremos, principalmente no trecho abaixo fica claro o que houve nas manifestações e o que deveria acontecer sempre:
“Veja, os garotos ainda estão aqui
Gritando por mudança
Veja, eles ainda acreditam
Em se unir, lutar, ganhar poder”
.

Muito mais do que mostrar que o Brasil é regido por dois partidos políticos, que foi a disputa mais acirrada de todos os tempos, e que as redes sociais tiveram um papel fundamental; essas eleições vieram pra mostrar uma coisa: o verdadeiro caráter do ser humano.
E que o Brasil, o “País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza” só servirá de registro na letra da canção de Jorge Ben