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10 bandas nacionais que você PRECISA conhecer!

12 - Guitar
E tirando as teias e a poeira desse fétido espaço, que hoje nessa data tão importante, comemorada apenas no Brasil (chupa essa, resto do mundo), o Dia do Rock, que eu faço uma singela listinha de 10 bandas que você NECESSITA conhecer. Claro que você não ouviu nenhuma música delas em trilhas de novelas ou em comerciais de cerveja, até porque, meu amigo, se você está procurando boa música no mainstream, você está procurando no lugar errado.
A cena independente tem vivido um dos seus momentos mais prolíferos e com bandas fantásticas e autênticas, portanto separei aqui as 10 que mais me chamaram atenção nos últimos cinco anos. Vale e muito a pena conhecer o trabalho de cada uma.

1 – ILLBRED
1 - Illbred
Talvez o mais veterano dessa lista, o Illbred tem 20 anos de estrada. Formado em Paranaguá (PR), hoje o quarteto composto por Fábio Magronne (Vocal e Guitarra), Dom Murylo (Guitarra), Edsan Rozano (Baixo) e Rodrigo Saif (Bateria) não se prende apenas nas amarras do Hardcore Melódico, mas ousa por outros caminhos do Rock, como o Grunge, o Heavy Metal e claras influências dos anos 80. O seu mais recente trabalho, o disco Livre! (2015), já rendeu três videoclipes, como: A Estrada, Depois do 30 e Viver Longe Daqui.

2 – SALLYS HOME
2 - Sallys Home
Formada em Jundiaí (SP), a Sallys Home passaria facilmente por uma banda californiana. O Seu som veloz e ensolarado remete a bandas marcantes do gênero, como o Descendents, NOFX e Blink 182 (fase Dude Ranch). Contando com Ricardo Drvz (Vocal e Guitarra), Danilo Braga (Guitarra e Backing Vocals), Fábio Castel (Baixo e Backing Vocals) e Evandro Salmeirão (Bateria). O grupo tem dois EPs: Waiting For Destruction (2008) e Summer (S)hit (2011) e no ano passado lançou o seu primeiro álbum completo, Melody Station. E hoje, no Dia do Rock, a banda lança o clipe da música Don’t Follow Them, curta aí em primeira mão.

3 – CHCL
3 - CHCL
Se Mark Arm e Dan Peters do Mudhoney se juntassem com Darby Crash e Pat Smear do The Germs, o resultado seria essa fabulosa banda. O CHCL (abreviação de Chacal) faz um Punk Rock direto, sem frescura, firulas, com vocal rasgado e letras que retratam os problemas do cotidiano. Nascida em Caçapava (SP), a banda é formada por Gustavo Magalhães (Vocal e Guitarra), Diego Xavier (Guitarra e Vocal), Diego Esteves (Baixo e Vocal) e Eder Penha (Bateria). Em 2015 a banda lançou o primeiro full, o pesadíssimo Espora, mas não deixe de conferir o primeiro registro do grupo em estúdio, o EP Inacabado (2013), na época que o mesmo era um Power Trio.

4 – DISORDIA
4 - Disordia
Se a sua linha sonora é o Real Emo dos anos 90 que mesclava melodia, velocidade, berros e guitarras distorcidas, sem o bundamolismo que assolou o gênero na metade dos anos 2000, a sua banda de cabeceira será o Disordia. Também de Jundiaí (SP) e com dez anos de atividade, o quarteto formado por Renan Sales (Vocal e Guitarra), Fernando Oska (Guitarra), Matheus Caccere (Baixo) e Matheus Risso (Batera) traz aquele som agridoce de Samiam, Hot Water Music, Jawbreaker e Lifetime. Resolução, o mais recente trabalho do grupo, foi lançado no início de 2016, via Oba! Records, e conta com a participação especial de Chinho, da banda Chuva Negra, nos vocais de Homem Bomba.

5 – THE GUANTANAMEROS
5 - The Guantanameros
Esqueça tudo que você já ouviu em matéria de Rock, porque o The Guantanameros vai explodir a sua cabeça e te colocar pra bailar. Formado por Nacho Martin (Vocal, Ukulele, Banjo e Bandolim) – um autêntico Guantanamero argentino – a banda ainda conta com Felipe Seda (Guitarra), Luiz Reche (Baixo), Diogo Rampaso (Trompete, Escaleta e Charango), Kaoei Couto (Percussão) e Lucas Blinhas (Bateria e Cajón). O grupo, que completou recentemente um ano de atividade, tem uma sonoridade única e plural, passeando pelo Ska, Hardcore, Reggae, Country, Hip-Hop e música latina, além de cantar em inglês, português e espanhol. No início de 2016 o grupo lançou o seu primeiro EP, Parte #01 e no dia 17 próximo vem a Parte #02. Mas enquanto esse dia não chega, ouça o mais recente single do grupo Don’t Cut The Mullets.

6 – METAMORFFOSE
6 - Metamorffose
Já falamos dessa banda aqui, mas tudo que é bom vale ser relembrado. Também de Jundiaí (SP), o grupo faz aquela linha musical oitentista, resgatando aquele frescor nacional de Biquini Cavadão, Barão Vermelho, Titãs e Capital Inicial. Contando com Nick Moraes (Vocal), Renato Torelli (Guitarra), Guilherme Bianchini (Guitarra), Lê (Baixo) e Fernando Arouche (Bateria), a banda tem um álbum, Pretérito Imperfeito (2014), produzido pelo próprio baterista e lançado de forma independente, e no ano passado integrou a coletânea New Acts produzida pelo Rick Bonadio, com as canções Eu Sou o Vento e Punhos Atados.

7 – PLEASE COME JULY
7 - Please Come July
Se por um lado é a banda mais bebê da nossa lista, sendo formada esse ano, por outro lado, se somar as experiências de cada um dos integrantes dá mais de 30 anos de atividade. O Please Come July vem diretamente da cidade maravilhosa com line up de causar inveja, com Marcus Menezes (Sorry Figure) na Guitarra e Voz, João Veloso Jr. (White Frogs) no Baixo e Voz, além do baterista Felipe Fiorini (Plastic Fire). O som do grupo é um passeio pelo Rock Alternativo dos anos 90, mas um nome, em especial, é a principal influência e norte do grupo: Bob Mould.
Com letras em inglês, o grupo prepara o lançamento do seu primeiro EP, Life’s Puzzle, que verá a luz do sol no final de julho. Enquanto esse dia não chega, bora curtir o primeiro single do disco: A Lot Of Things.

8 – GASOLINE SPECIAL
8 - Gasoline Special
Lemmy Kilmister se foi sem ouvir essa pedrada cavalar sonora. Também de Jundiaí (será que temos uma nova Seattle brasileira?) o grupo, que hoje se consiste em um power trio formado por André Bode (Vocal e Guitarra), Rodrigo Faria (Baixo e Backing Vocal) e Junior Scalav (Bateria e Backing Vocal), faz um rock visceral e sujo, com claras influencias de Motorhead, com algumas passagens de Jimi Hendrix e um encontro perdido com o Nirvana na fase Bleach. As letras, todas em português, são o grande trunfo do grupo, vão desde críticas ao novo rock consumido pela massa, como em 2000 e Foda-se, até temas mais sacanas e picantes, como Tesão Fudido em Você.

9 – SKY DOWN
9 - Sky Down
Fazia tempo que a cena independente não apresentava algo tão forte, libertador, consistente e barulhento como o Sky Down. Bebendo da fonte da mesma fonte do CHCL, o grupo paulista formado por Caio Felipe (Vocal e Guitarra), Amanda Buttler (Baixo) e André Arvore (Bateria) é um misto de The Germs (sua principal influência), com Nirvana (fase In Utero) e Pixies (a fase que você quiser), tudo isso dentro de um Punk Rock barulhento, cantado em inglês, com microfonias e camadas de guitarras que sobressaem a voz. Nowhere (2013), o seu primeiro, e mais recente trabalho, traz o melhor dessa melancolia e insanidade. Vale e muito a pena conferir.

10 – MAD SNEAKS
10 - Mad Sneaks
E por fim, se a sua praia é um grunge bem pesado e denso como o do Alice In Chains e Soundgarden, o seu lugar é aqui. A banda mineira Mad Sneaks apresenta o melhor do som de Seattle e com um grande diferencial (e trunfo): tudo cantando em português!
Composto por Agno Dissan (Vocal e Guitarra), Adriano Lima (Baixo) e Amaury Dias (Bateria), o trio teve o seu primeiro trabalho, o álbum Incógnita (2013), masterizado por ninguém mais, ninguém menos que Jack Endino, o lendário produtor de Bleach, o primeiro disco do Nirvana.

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Shows

Hateen e Sallys Home – Aldeia Rock Bar – Jundiaí/SP – 30/11/2013

Hateen Aldeia
Foto: Mônica Mors

Já vi o Hateen ao vivo em diversas oportunidades, e cada uma delas em fases diferentes, já presenciei o Hateen no frescor da sua “Odiosa Adolescência”, com canções em inglês e postura independente. Assim como também assisti-los logo na assinatura do contrato com gravadora major onde a bola da vez era o single em português 1997.
Depois com o lançamento do cd MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock vi o Hateen com status de banda Pop e depois das desilusões com o mainstream e a morte silenciosa da industria fonográfica vi o Hateen resgatando o seu passado glorioso em um show revistando o álbum mais importante e influente de sua discografia, o Dear Life, e nesse último sábado tive a oportunidade de assisti-los na minha cidade natal, Jundiaí, e presenciar uma nova fase do conjunto.

Antes do quarteto paulistano subir ao palco da já clássica e aconchegante casa de Rock jundiaíense “Aldeia Rock Bar”, quem esquentou as turbinas e animou a festa foi a galera do Sallys Home, jogando em casa o time formado por Ricardo Dariva (Vocal e Guitarra), Danilo Braga (Guitarra) e Evans (Bateria) tinha o desfalque do baixista Fabio que havia quebrado a perna, mas mesmo com a ausência dos graves não faltou peso, punch e velocidade na apresentação dos garotos.
Divulgando o mais recente EP Summer (s)Hit canções como Like a Grey Monday, Summer e Hello sendo essa última com videoclipe já rolando no youtube caiu na boca da galera, mostrando que a banda tem o seu publico fiel.
O EP de estreia do quarteto o Waiting For Destruction foi também relembrado no show com as clássicas All Ok, Descendents t Shirt além é claro do hit: You Don’t Play Rock You Just Play Shit com a participação da lenda jundiaiense (e irmão do Ricardo Dariva) F. Nick (Fistt) sendo o ponto alto do show.
Jogo ganho, parabéns Sallys Home, e aqui fica o nosso orgulho de termos vocês ao lado Fistt como representantes do Hardcore da “Terra da Uva”.
Após uma demorada passagem de som lá estava no palco os donos da noite: Leon Luthier (Baixo), Fábio Sonrisal (Guitarra e Voz) e o poeta da nossa geração: Rodrigo Koala (Voz e Guitarra), era o Hateen pisando pela quarta vez em solo jundiaiense e dessa vez com reforço de Thiago Carvalho nas baquetas substituindo o popular Ricardo Japinha, que na ocasião se apresentava com o CPM 22 em Brasília, porém tal ausência nem foi sentida, devido a desenvoltura e técnica apurada de Thiago. Oh Hateen, efetiva o cara logo ai pô?
O show deu a largada com Eu Voltei faixa de abertura do mais recente disco Obrigado Tempestade, lançado em 2011 e disponibilizado na integra na internet para download gratuito. A faixa-titulo veio logo na sequencia, com a plateia toda em uníssono, mostrando todo poder de fogo da banda.
De Obrigado Tempestade ainda tivemos, Você Não Pode Desistir, Laser, Aonde Quer Que Você Vá, Pra Sempre Nunca Mais, Sem Ninguém além do Single da vez: Depois Que Todos Vão Embora.
De Procedimentos de Emergência, o primeiro disco da banda em português tivemos o Hit-maker: Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui? Além de Não Vá e Uma Vida Sem Saudade com a impecável introdução de baixo tocada com a maestria pelo garoto Leon.
Para os saudosistas duas grandes surpresas, Danger Drive a música que define o Hateen e toda sua carreira foi relembrada causando um verdadeiro tsunami emocional entre os presentes, além de um cover impecável de Drag My Body do Hot Water Music, que segundo o próprio Koala, tocar essa música lhe causa orgasmos múltiplos.
A desenvoltura e despojamento da banda no palco é o que dá tônica a apresentação, extremamente divertidos, no intervalo de cada canção sempre há uma piadinha, uma tiração de sarro, uma interação com plateia a ponto de arrancar gargalhadas da mesma, e um Bullying generalizado entre os integrantes. São pequenos fragmentos que vem a acrescentar na irretocável apresentação da banda.
O set-list ainda contou com Minha Melhor Invenção, single do álbum MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. 1997 a música que apresentou o Hateen para um mundo que ainda não os conhecia fechou a apresentação com chave de ouro. É claro que faltaram músicas, é claro que deveriam ter dado uma pincelada maior no seu repertório em inglês, mas uma banda do tamanho e importância do Hateen com clássicos ao vento sempre vai ficar um ou outro de fora.

Agradeço e parabenizo ao Fabiano Nick e a sua Oba Records que trouxe esse estupendo show para nossa adorável terra caipira e fica aqui também o meu agradecimento ao Hateen, presença constante na chamada trilha sonora da minha vida, e que depois de uma vasta trajetória repleta de acertos, conquistas, desilusões e erros nos presenteou com um grande show em sua melhor forma e também sua melhor fase, como diz a canção “Sucesso é fazer o que se ama nessa vida, não sua pose falsificada em outra capa de revista”.

Obrigado e volte sempre!!!